Séries Addict

Coisas de Mulher

Posted on: outubro 6, 2007

 

Estava vendo Men In Trees essa semana e estava pensando que realmente não sei porque gosto dessa série, mas gosto. Men In Trees é a típica série que é colocada na categoria mulherzinha, fala da busca pelo amor verdadeiro e de problemas de relacionamentos, assuntos do qual não sou particularmente fã. Apesar disso, acompanhei Sex in the City inteira e agora caio nos braços da série de Heche, de quem também não gosto nenhum pouco.
Não a considero uma grande atriz e nunca empatizei com ela, mas aqui ela está bem, natural e levando sua Marin Frist no tom certo, o que é uma amostra de extrema competência considerando-se que o material caminha perigosamente entre o piegas e pastelão, sem jamais cair em nenhum dos dois, o que não é mérito só de Heche, mas também dos roteiristas, diretores e resto do elenco, que fazem de Men In Trees aquela série levinha que eu assisto pra passar o tempo.

Depois das duas surpresas ótimas que tive com com a saga de Carrie Bradshaw e suas amigas e as desventuras de Marin Frist no Alasca resolvi dar uma chance a Lipstick Jungle. E bom, me lembrei de porque sempre tive preconceito com séries assim. Lipstick é planfetária e artificial, e além de servir como uma ótima vitrine de couture, não funcionou comigo. A produção é até caprichada, além do figurino, Lipstick tem cenários charmosos como os apartamentos das três protagonistas e uma edição elegante, como no momento em que Wendy está passando batom em seu banheiro e nós somos transportados para o apartamento de Nicco, onde essa faz a mesma coisa.
Mas em matéria de conteúdo, Lipstick Jungle peca. Wendy, Nicco e Victory são as três mulheres bem sucedidas que tem que lutar contra o preconceito, as críticas e manter a vida pessoal em dia ao mesmo tempo. A idéia não precisava ser original, mas o desenvolvimento da idéia precisa trazer algo de novo, ou ao menos algo de adorável para que a história dessas mulheres não se torne um discurso irritante e fútil. Acho que a grande salvação de Lipstick seria desenvolver mais suas personagens, dando espaço para o público se identificar com seus dilemas e para suas atrizes fazerem um trabalho de maior destaque.
A maior decepção foi Kim Raver, já que eu sempre fui fã da Audrey de 24 Horas, sempre senti grande empatia por ela, e não estava realmente esperando nada sensacional para me impressionar, apenas sua simpatia mesmo. Mas sua Nicco, especialmente no começo, não passa emoção e é quase antipática.
Talvez seja algo completamente subjetivo, em que aquelas mulheres apenas não se fizeram verossímeis para min, talvez a série seja medíocre mesmo, fato é que já fiquei com o pé atrás com Cashmere Mafia. Talvez não sem razão.

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1 Response to "Coisas de Mulher"

Eu nunca vi Men in Trees, então não posso opinar, mas também não gostei muito de Lipstick Jungle. não consegui gostar de nenhuma personagem. Tudo tem uma cara de “já vi isso antes”.

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