Séries Addict

Archive for outubro 2007

“Está certo Jerry, em que shows da NCB você quer ser inserido digitalmente?”
“Eu gosto de Lost, isso é de vocês?”

 

30 Rock volta às telas depois do merecidíssimo Emmy, e Jack Donaghy e Liz Lemon voltam ao trabalho depois de um verão super produtivo, em que Liz leu dois livros, usou chinelos em público, fez Ioga duas vezes por semana e terminou com Floyd e Jack emplacou vários sucessos de mid-season (America’s Next Top Pirate, Are you stronger than a dog?, MILF Island) e inseriu durante todos os programas do primetime uma imagem digitalmente alterada de Seinfeld, que vai procurá-lo na NBC assim que volta da Europa e acaba sendo levado para um tour por Liz em um vestido de noiva enquanto Jack tenta formular um plano que não inclua matar Jerry.
Depois de ser chutado por sua esposa por ter sido flagrado com um travesti a quem ele supostamente só queria ajudar, Tracy se muda para seu camarim e Liz designa Kenneth para fazer por ele tudo o que a esposa fazia, tirando a parte sexual. Jenna passou o verão fazendo uma peça na Broadway em que ela comia quatro pedaços de pizza no palco por apresentação, e agora está gorda.
30 Rock é uma série competentíssima em tirar sarro de si mesma, do mundo da televisão e das pessoas que nela trabalham, e há de se aplaudir quem quer que seja o executivo da NBC que se deixa ser retratado como Jack Donaghy.
O episódio foi divertidíssimo, com um roteiro bem amarrado e cheio de ótimas piadas, e as atuações continuam inspiradas, especialmente a de Baldwin. Por isso tudo, 30 Rock é, na minha opinião, a melhor comédia no ar.

 

2×01 – SeinfeldVision – 10 (MPV: Alec Baldwin)

 

Estava vendo Men In Trees essa semana e estava pensando que realmente não sei porque gosto dessa série, mas gosto. Men In Trees é a típica série que é colocada na categoria mulherzinha, fala da busca pelo amor verdadeiro e de problemas de relacionamentos, assuntos do qual não sou particularmente fã. Apesar disso, acompanhei Sex in the City inteira e agora caio nos braços da série de Heche, de quem também não gosto nenhum pouco.
Não a considero uma grande atriz e nunca empatizei com ela, mas aqui ela está bem, natural e levando sua Marin Frist no tom certo, o que é uma amostra de extrema competência considerando-se que o material caminha perigosamente entre o piegas e pastelão, sem jamais cair em nenhum dos dois, o que não é mérito só de Heche, mas também dos roteiristas, diretores e resto do elenco, que fazem de Men In Trees aquela série levinha que eu assisto pra passar o tempo.

Depois das duas surpresas ótimas que tive com com a saga de Carrie Bradshaw e suas amigas e as desventuras de Marin Frist no Alasca resolvi dar uma chance a Lipstick Jungle. E bom, me lembrei de porque sempre tive preconceito com séries assim. Lipstick é planfetária e artificial, e além de servir como uma ótima vitrine de couture, não funcionou comigo. A produção é até caprichada, além do figurino, Lipstick tem cenários charmosos como os apartamentos das três protagonistas e uma edição elegante, como no momento em que Wendy está passando batom em seu banheiro e nós somos transportados para o apartamento de Nicco, onde essa faz a mesma coisa.
Mas em matéria de conteúdo, Lipstick Jungle peca. Wendy, Nicco e Victory são as três mulheres bem sucedidas que tem que lutar contra o preconceito, as críticas e manter a vida pessoal em dia ao mesmo tempo. A idéia não precisava ser original, mas o desenvolvimento da idéia precisa trazer algo de novo, ou ao menos algo de adorável para que a história dessas mulheres não se torne um discurso irritante e fútil. Acho que a grande salvação de Lipstick seria desenvolver mais suas personagens, dando espaço para o público se identificar com seus dilemas e para suas atrizes fazerem um trabalho de maior destaque.
A maior decepção foi Kim Raver, já que eu sempre fui fã da Audrey de 24 Horas, sempre senti grande empatia por ela, e não estava realmente esperando nada sensacional para me impressionar, apenas sua simpatia mesmo. Mas sua Nicco, especialmente no começo, não passa emoção e é quase antipática.
Talvez seja algo completamente subjetivo, em que aquelas mulheres apenas não se fizeram verossímeis para min, talvez a série seja medíocre mesmo, fato é que já fiquei com o pé atrás com Cashmere Mafia. Talvez não sem razão.

Vampiros são entes mitológicos que se alimentam de sangue e que recorrentes nas narrativas, são uma fascinação compartilhada por muitos. É difícil fazer uma história sobre Vampiros sem ser clichê, já que estas são montadas em cima de personagens pré-concebidas.
Em Moonlight aborda-se a concepção de Vampiro do ocultismo, em que o personagem absorve energia, e não somente sangue. Eles também não temem alho ou objetos religiosos, e não morrem apenas com a estaca no coração. Todas essas explicações estão lá no piloto, quase didaticamente. E assim Moonlight se apresenta. Um conto de Vampiros contemporâneo com uma historinha de amor boba no meio, alguns diálogos batidos, e quem sabe algum sucesso.
A verdade é, a série não é ruim. Tem piores. Não vou nem entrar na questão vampiresca por Buffy, Blade e cia não me são conhecidos, mas Moonlight ainda não conseguiu um lugar entre as bombas. Tem potencial para se tornar um entreterimento decente, se acertar os trilhos com diálogos mais inspirados e ficar longe do piegas. As cenas de ação são boas e os efeitos também são decentes. A idéia do vampiro dormir no freezer é impagável.
Os atores são carismáticos e devem segurar. Jason Dohring está especialmente bem e seu personagem Josef é o que tem mais potencial de desenvolvimento, já que é tipicamente sarcástico. Também foi muito bom rever Kevin Weissman, pena que ele não fez praticamente nada.

 

1×01 – No Such Thing As Vampires – 7,5 (MPV: Jason Dohring)

O criador de The O.C. Josh Schwartz e o diretor MCG estréiam um nova série juntos. Quem conhece o trabalho de ambos, logo perceberá que Chuck tem a cara dos dois. O protagonista, interpretado por Zachari Levi é um técnico de computador nerd que recebe um e-mail de seu ex-colega do quarto bonitão dos tempos de faculdade, com quem dividia uma adoração por um video game de trolls e coisa parecida. Lembra o Seth, não? Esse ex-colega de quarto acaba por ser um espião, que antes de ser morto, lhe passa todas as informação encriptadas que as agências de inteligência dos EUA possuem, já que vêm sendo forçadas a compartilhar essas informações umas com as outras desde o 11 de Setembro. Ao abrir o e-mail, todas as informações, em formato de imagens, são registradas pelo seu cérebro e ele viram super HD ambulante, perdido em meio a conspirações, o que deve lembrar um pouco As Panteras, principalmente pelo absurdo das situações.
Se o filme de MCG inspirado nas série homônima de TV foi um fracasso, pelo menos o piloto da série foi extremamente divertido, já que é construído de uma forma a sempre parecer uma paródia, ao mesmo tempo que os atores, carismáticos, são eficientes em conquistar a simpatia do telespectador.
Chuck não traz nada de novo, é verdade. Em se tratando de parodiar os espiões já tivemos o muito bem sucedido Agente 86 . Mas não é tão difícil que Chuck conquiste a platéia norte americana. O gênero espionagem, tão popular depois do fim da Segunda Guerra Mundial, com o advento da Guerra Fria, ganha força agora no novo milênio, com os ataques terroristas e a situação de medo que o mundo, e os americanos especialmente, têm vivido. É hora de encontrar novos heróis, novos ícones em que o imaginário popular se calque para fazer oposição aos novos e diferentes vilões.
Chuck é o tipo de novo herói que tem tudo pra emplacar. Ao contrário de Bond, é o tipo de cara que você poderia encontrar na sua universidade (se você tivesse QI o suficiente pra frequentar Stanford, é claro), é fácil rir dele e torcer por ele. Zachari Levi é extremamente competente nessa tarefa.
Se for para apostar em uma das séries de Schwartz, eu fico com Chuck, que ao contrário de Gossip Girl, me conquistou de cara.1×01 – Pilot – 8,5 (MPV: Zachari Levi)


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luiz augusto em The Day of the Triffids
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andreia em Eles estão voltando…

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