Séries Addict

Archive for novembro 2007

Pois é, estou ficando velinha. Mas tenho fé que apesar de já ter feito muito nesses 17 anos, o melhor ainda estar por vir. Ano que vem é um ano de mudanças. Hora de ir pra faculdade e viver uma vida completamente diferente da que vivi até agora. Porém, o mundo das séries já está enraizado no meu âmago e esse blog promete me acompanhar por muitos anos mais, muitas séries mais. Meu trabalho no TeleSéries também é motivo de imenso orgulho e felicidade e eu tenho que agradecer a todas as pessoas maravilhosas que trabalham lá comigo.

 

Quem estiver com dinheiro sobrando e quisar me dar um presente, bom, esses boxes aí embaixo tem sido meu sonho de consumo por anos. É só avisar que eu passo o endereço, rsrs.

Boxes Once and Again


Desperate Housewives; Series Addict; You can't judge a book for it's cover; Sarah Paulson; Felicity HuffmanAh, que saudades que eu estava da Sarah Paulson! Desde o fim de Studio 60 On the Sunset Strip parece que tem algo faltando no meu dia a dia, e apesar de saber que nunca mais terei um diálogo inédito com a comediante religiosa, é bom ver Paulson de volta a Tv. E num papel interessante. Afinal, ao contrário de Harriet que era bem segura de si e principalmente de sua religiosidade, a irmã mais nova de Lynette é obviamente muito insegura e problemática. Lydia bem que podia ficar na série, já que sua maluquice, apesar do pouco tempo de cena, já me pareceu muito mais divertida que a maluquice de Susan.

Os gays não apareceram, o que foi uma pena, eles são alívio cômico de primeira e esse episódio foi um episódio pesado. O Blog Na Tv mencionou que está começando a não gostar mais das protagonistas, e eu acho que estou mais ou menos do meio desse caminho. Só a Bree ainda me diverte. No mais, os dramas e as piadas perderam o frescor e eu fico silenciosamente esperando um dos personagens novos cruzarem a tela. E isso é inédito. Nas temporadas anteriores eu não suportava os novatos.
Mas nessa temporada parece que reinarão supremos o casal gay, Lydia (se ficar) e é claro, Katherine Mayfair. É incrível como Katherine, com suas mentiras e dissimulações, deveria ser uma tremenda vilã, mas eu apenas morro de amores por ela. Viva quem colocou Dana Delany nesse papel. A cena em que ela conta a sua filha Dylan como o marido abusava dela e depois revela sua presunção em saber que seria bem-sucedida em manipular a filha foi a melhor desse episódio.
Já Gaby e Carlos podiam nos fazer um favor e se explodir. Quando você se pega seriamente torcendo pra que o marido corno mate os pombinhos que deveriam nos fazer torcer por seu amor, você logo vê que tem alguma coisa errada. Mas eles são chatos e eu cansei deles. O que é irônico, porque na época do divórcio torci pra que eles voltassem um para o outro.
Desperate Housewives; Series Addict; You can't judge a book for it's cover Fiquei feliz foi em ver como Orson se transformou de vilão para par perfeito pra Bree e os dois brigando é muito melhor do que era Bree e Rex brigando. O bebê Benjamin Hodge no final da contas vai crescer circuncidado, com uma família perfeitamente disfuncional e hilária.

 

4×07 – You can’t judge a book for its cover – 8 (MPV: Dana Delany)

Without a Trace – 6×02 – Clean Up – 9 (MPV: Stefanie Black)

A série de Jack Malone e companhia deve ser a série a evitar as saídas mais fáceis com maior competência e sucesso entre todas as séries. Esse episódio, sobre um cara que fazia limpeza de cenas do crime e sua filha, terminou não sendo sobre o mundo do crime, mas sobre sua filha, que sofria por estar acima do peso. Bem escrito, dirigido e atuado, e tocante, como todo bom episódio de Without a Trace.

Cane – 1×02 – The Work of a Business Man – 5 (MPV: Polly Walker)

Eu continuei achando Cane uma série enfadonha. Tenho que dizer que ela simplesmente não é pra min. Não consegue me agradar de jeito nenhum e acho que nem Polly Walker pode salvar meu já falido relacionamento com a série. Isso significa que não a verei mais.

The Big Bang Theory – 1×02 – The Big Bran Hypothesis – 7,5 (MPV: Jim Parsons)

Digam o que quiserem, mas eu estou achando a série divertidinha. Da mesma maneira que Cane, ela não tem nada de especial, mas a meia hora que eu passo assistindo-a passa tão rápido e de maneira tão leve, que eu tenho porquê abandoná-la. Até porque, eu preciso de um prelúdio para Two and a Half Men.

Two and a Half Men – 5×02 – Media Room Slash Dungeon – 8 (MPV: Holland Taylor, Charlie Sheen, Jon Cryer)

Charlie decidindo que passar tempo com sua mãe foi original? Eu pergunto sinceramente porque tenho a impressão de que isso já aconteceu no show, mas não consigo me recordar. De qualquer maneira, os diálogos foram inspirados e divertidos e como se podia esperar Charlie não conseguiu mudar sua natureza, nem Evelyn. Mas nada superou Alan e sua namorada maluca. Ela ligando da cama para o psicólogo foi a melhor cena do episódio.

Californication – 1×02 – Hell-A Woman – 9,5 (MPV: Davind Duchovny)

Eu amo o Hank. Ele é quase um Charlie, numa versão mais séria e deprimida, só que eu acho que apesar da inconveniência e dos inúmeros defeitos o Hank possui uma lucidez tão grande. Provavelmente vai ser um daqueles personagens de série inesquecíveis. Duchovny está maravilhoso. É impossível não torcer por ele.

Ugly Betty – 1×02 – The Box and the Bunny – 9,5 (MPV: America Ferrera, Becki Newton, Michael Urie)

É, definitivamente estou apaixonada por Betty. Acho que nem tenho muito o que falar da série a não ser que ela é extremamente divertida, apesar de se valer de todos os exageros possíveis. Betty, Marc e Amanda são sensacionais, adoráveis e hilários. E a trama com coelhinho seqüestrado e livro roubado poderia ter sido brega, mas foi ótima.

Men In Trees – 2×02 – Chemical Reactions – 9 (MPV: Anne Heche, Abraham Benrubi)

A série tem mantido a qualidade, e esse episódio não foi diferente. O que eu mais gosto em Men é o roteiro sempre amarradinho em torno de um tema e as metáforas para relacionamento que eles criam. É realmente difícil conseguir algo novo pra escrever a cada semana, especialmente se o tema é o mesmo. Mas é claro que o elenco carismático ajuda a série a ser boa. O recém chegado a Elmo, Scott Erold, tem feito um excelente trabalho como Cash e é impossível não torcer pra ele ficar com Marin. A competição de quem cozinha melhor foi excelente porquê foi bom ver que os dois tem um lado muito jovial e outro bem maduro.

Eu podia gastar um tempão falando de The Handmaiden’s Tale, mas eu não gostei do episódio. Achei morno e desinteressante, não vi o propósito de mais uma festa luxuosa como desculpas pra coisas que deveriam ser excitantes acontecerem. Aliás, duas festas, porque além do baile de máscaras teve a festa marroquina da Waldorf senior. Um baile de máscaras na alta sociedade é sempre uma metáfora interessante, afinal aquelas pessoas vivem suas vidas atrás de uma. Foi até emblemático ver Nate declarando sua atração por Serena mascarado, mostrando o quanto ele é covarde. Enquanto isso Blair dissimula o quanto está frágil e desesperada em seu relacionamento, que qualquer cego percebe que é um fracasso. O Archibald pai também se mostrou um baita mentiroso. Deveria formar uma dupla dinâmica com Bart Bass que fica posando de gostosão com modelos quando supostamente está comprometido com Lily Van Der Woodsen, que acaba protagonizando o primeiro beijo com Rufus. Apesar de tudo, o episódio não empolga. Essa é uma muleta dramática preguiçosa e já não estava funcionando mais, de maneira que eu fiquei bem mais interessada quando vi que Victor, Victrola ia tentar fazer a trama correr sem uma comemoração frívola qualquer. E funcionou. A roteirista K.J. Steinberg criou um roteiro previsível, mas amarradinho e o diretor Tony Wharmby deu o ritmo e tom certo para que o episódio fluísse. Foi dramático, sem ser melodramático. Foi leve, mas permitiu que nos importássemos com os diversos problemas pelos quais seus personagens passavam. Como Meester é uma atriz talentosa, seu plot foi o melhor, mas até com Nate enrascado com seu pai idiota eu consegui me envolver (e não, Chace Crawford não se tornou um ator expressivo da noite pro dia). Chuck tentou fazer alguma coisa de útil, e se os escritores continuarem dando atenção ao personagem ele tem tudo pra deixar de ser unilateral um dia. Lily, que eu estou achando cada dia mais adorável (sério, qual é problema da prole Van Der Woodsen com ela?), termina com Bart, que pra minha surpresa é um homem decente, e corre pra Rufus, cuja ex-mulher infiel deve voltar pra casa no próximo episódio a pedido de sua filha Jenny. Teve também o casal principal se encaminhando para o sexo, mas tenho que dizer que dessa parte da trama, eu gosto muito mais da Vanessa. Mas Gossip Girl ainda tem um problema, falta personalidade, falta uma identidade própria. Ela é um Deja Vu arrumadinho que ás vezes até conquista minha atenção, mas ainda não se tornou uma série indispensável.

1×06 – The Handmaiden’s Tale – 5 (MPV: Mathew Settle, Kelly Rutherford)

1×07 – Victor, Victrola – 8 (MPV: Leighton Meester)

Fotos de http://www.gossipgirlonline.net/ e http://gossipgirlbr.com/

Quando eu era criança, eu adorava os contos de fada. Eu não sou uma grande fã de mocinhas e seus bondosos príncipes. Eu cresci preferindo os personagens sagazes e dotados de ironia, e histórias policiais e de horror. Ainda assim os contos de fada exerciam uma atração inegável em min.
Pushing Daisies é um verdadeiro conto de fadas. E por algum motivo eu sou apaixonada e fascinada pela série. Esse mundo açucarado de causar diabetes de Pushing não combina em nada com as tramas sombrias e pessimistas de CSI ou com a crueza de Hannibal Lecter que eu sempre consumi, mas tem seu lugar cativo no meu coração.
É uma delicia acompanhar a saga de Ned, um menino e depois homem com o dom de ressuscitar os mortos e sua amada Chuck, ressuscitada dos mortos e a quem ele não pode tocar a não ser que queira fazer com que ela morra de novo, de vez. Exagerada, cheia de cores fortes e vibrantes e cenários que parecem tirados de um livro de fantasia, Pushing é uma viagem expressa de volta para nossa infância. Por essas e outras que Pushing é, na minha opinião, a melhor estréia da fall season (junto com Dirty Sexy Money). Não percam.

Ugly Betty – 1×01 – Piloto – 9

Eu protelei esse momento o máximo que eu pude. Nem foi tanto o preconceito, porque dramalhão colombiano por mexicano, eu era telespectadora assídua do último. Mas a temporada passada teve muita coisa boa pra ver e na época eu era usuária de Internet discada, de maneira que baixar CSI e LOST toda semana já era o suficiente pra me atolar (os downloads simplesmente nunca terminavam). Com a Sony nos fazendo o favor de finalmente estrear este grande sucesso, eu pude conferir a comédia. E é claro que amei. Tinha como não amar? Eu sou fã declarada da moda, não tem Fashion Rio que eu não esteja na platéia e apesar de achar que os fashionistas sã muito mais normais do que todo mundo pensa (ou eu que sou muito mais anormal do que penso), eu adoro toda essa cultuação de estereótipos engraçadinhos em torno desse mundo que nem eu sou maluca de dizer que não é pedante. Betty é exagerado e adorável. America Ferrera já no piloto prova ter merecido a enxurrada de prêmios que recebeu, ela é carismática ao extremo. A direção acerta o tom em cheio. A série é simplesmente deliciosa e não dá pra ficar triste sabendo que eu ainda tenho tantos mais episódios de bastidores do mundo da moda.


Men In Trees – 2×01 A Tree Goes in Elmo – 9,5

Eu nem fiquei irritada com a maneira como encerraram Men In Trees, porque eu só fui acompanhar a série na reprise (portanto vi finale e estréia em seqüência), mas esse episódio seria uma finale muito melhor do que o episódio anterior. Ele certamente passa a sensação de ser o final de um ciclo e o começo do outro. A idéia de fazer rima entre os acontecimentos de Elmo e um conto de fadas foi excelente, apesar de que se Frist fosse uma princesa, seria uma pra lá de atrapalhada. Apesar de eu adorar o Jack, Marin e Cash fazem um casal muito divertido. Mas a loura já percebeu que suas raízes estão se aprofundando na cidadezinha e Cash não parece do tipo que vai querer viver o sonho americano na versão gelada. Men In Trees passou de série pela qual eu não tinha nenhum interesse pra uma das séries preferidas no Fall Season da Warner. Então, se você ainda não deu sua chance a Marin, vá por min, tente.

Marc Cherry finalmente acertou na introdução de personagens novos. Depois dos Applewhite, por quem eu nunca senti nada, e do vizinho pedófilo, numa trama que poderia ser mais bem explorada do que foi, e da ex insuportável de Tom, que eu não suportava, as donas de casa de Wisteria Lane finalmente ganharam companhia que me cativou. Além de Katherine, a quem já tínhamos sido apresentados nos três primeiros episódios da nova temporada, agora chega ao subúrbio o casal gay Lee e Bob.
E eu amo Lee!! Sarcástico e cheio de tiradas cortantes, Lee tem sido o responsável por boa parte das risadas que eu voltei a ter com Desperate Housewives, especialmente no quinto episódio Art Isn’t Easy, que até agora, foi sem dúvida o melhor da temporada. O mais leve e o mais hilário, com direito a embate direto entre os gays e Katherine. A fonte era realmente horrorosa, mas fora a Susan que tinha que dormir e acordar com aquele barulho, que direito os vizinhos tem de se meter na vida dos outros? Como eu disse uma vez a um professor meu, “não quer ver, fecha os olhos”. Mas afinal de contas, pela maneira como ela se redimiu com a Lynette, eu acho que o problema da Katherine é que ela se tornou muito solitária. Qualquer que o segredo que carrega, obviamente a tem mantido afastada de relações profundas (o marido submisso que começa a querer se rebelar, muito bem interpretado por Nathan Fillion aliás, não conta) e carregando sozinha um fardo difícil.
Sob esse contexto a crueldade tão facilmente aflorada nela no episódio anterior fica até mais complexa. Sua tia Lilly foi para sua casa e sofreu uma negligência calculada durante seus últimos dias de vida, em vingança por tentar contar a Dylan a verdade. Taí um dona de casa seriamente atormentada e desesperada, pronta a destruir qualquer um que tente arruinar sua ilusão perfeita. Por conta disso, eu espero o próximo round em sua briga com os gays, que não foi muito enfatizada no episódio seis, houve apenas uma pequena referência a sua fantasia de Maria Antonieta, que foi uma rainha que perdeu o poder.
O último episódio exibido nos EUA, um episódio de Halloween deu ênfase as Housewives originais e terminou algumas das tramas que vieram da temporada passada. O bebê de Danielle finalmente nasceu e o câncer de Lynette entrou em remissão. Minhas duas personagens preferidas podem respirar tranqüilas (por enquanto). O affair de Carlos e Gaby terminou, mas não antes que Edie e o marido corno absolutamente desinteressante descobrissem. Nem a volta de John fez com que minha vontade de passar direto pelas cenas do quarteto sumisse. E Susan está com mais alguma de suas tramas absolutamente fúteis, com Mike indo pro ralo junto com ela.

Graças a Deus pelos personagens novos e interessantes, porquê se Huffman e Cross tivessem que carregar essa temporada toda nas costas, acho que meu interesse por Desperate continuaria a desaparecer vagarosamente, como vinha acontecendo desde da segunda temporada. Mas é o contrário que tem acontecido. Quando será que Sarah Paulson entra em cena, hein?

Fotos de http://desperatebrasil.wordpress.com/


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