Séries Addict

CSI – A La Cart

Posted on: fevereiro 22, 2008

Eu amo o teaser desse episódio, começando com a cabeça rolando pela estrada ao som de Tchaikovsky, de uma maneira quase cômica, e terminando com uma das já tradicionais frases de Grissom. É CSI como antigamente. Grissom evitando Ecklie, Grissom com aquele chapéu estranho, Grissom cheio de reservas com sua vida pessoal, dois casos meio bizarros, um pouco de ironia. Tudo lembra CSI como nas suas primeiras temporadas. Então, por quê eu não fiquei nem de longe tão entusiasmada quanto costumava ficar?
Eu fico ainda mais surpresa considerando que é um episódio de Richard J. Lewis, meu diretor de CSI preferido. Será que CSI perdeu seu frescor ou eu que não consigo mais ficar tão excitada quanto antes com os casos rocombolescos que eu costumava adorar?
O caso do garoto sem cabeça foi um tanto quanto sem graça. E a conclusão, apesar de bizarra, não foi das mais excitantes. O caso do restaurante escuro foi divertido, eu ri bastante daquele desfile de personalidades e acontecimentos, e ter os sempre sarcásticos Catherine e Brass no caso ajudou um pouco, apesar de que esse recurso poderia ter sido muito mais explorado.
Talvez o que tenha acontecido é que não tivemos a oportunidade de saber mais sobre nenhuma das vítimas e como não houve uma preocupação em humanizá-los, isso afetou meu envolvimento com suas histórias. A estória do garçom, por outro lado, chegou a me comover e a maneira suave e quase vulnerável como Neil Jackson o compôs foi particularmente responsável por isso.
Por outro lado, como se poderia esperar sendo um roteiro de Sarah Goldfinger, houve bastante vida pessoal. O casamento de Warrick terminou tão repentinamente quanto começou e ele e Catherine até tiveram um breve momento de flerte que deve ter feito os shippers vibrarem. Ecklie foi tirar a limpo a história do relacionamento de Gil e Sara. E no final, o momento na corrida de Kart foi de merecida descontração depois da tensão imposta nos episódios anteriores.
Por enquanto, parece que Sara não está tão abalada com o quê aconteceu e os demais respeitam a privacidade dela e de Grissom. Mas é provável que ainda vejamos a extensão de seu trauma e a maneira como ela e Gil vão lidar com ele dentro do relacionamento. Eu prefiro um tratamento lento e em doses homeopáticas à um melodrama.
No fim, a sensação que ficou foi a de que o foco, dessa vez, estava naquele grupo de pessoas e suas interações, e não na investigação criminal em si. Apesar de eu mesma não ter amado o episódio, reconheço que às vezes é bom ver esse tipo de episódio às vezes, e com certeza há quem o amou.

Texto publicado originalmente no TeleSéries.

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