Séries Addict

The Case of the Cross-Dressing Carp e The Chick Chop Flick Shop

Posted on: março 13, 2008

Nós todos sabemos que nem todos somos iguais perante a lei. Mesmo com um sistema judiciário bem mais eficiente que o brasileiro, países como os EUA também tem sua parcela de impunidade criminal. Nesse quarto episódio de CSI, nós tivemos três exemplos derivados dos três casos apresentados.
Temos um caso da Velha Vegas, com direito ao já falecido Sam Braun voltando a ser mencionado. Eu sinto falta do Sam e dos problemas que ele vivia trazendo pra vida da Catherine, sempre resultava em ótimo drama. E assim como Greg, eu adoro quando CSI traz histórias da Máfia escondidas num passado distante da cidade do pecado, mas que de certa maneira, sempre acabam vindo á tona.
Foi no terreno do já destruído Rampart e futuramente do Eclipse (que aliás, vai pertencer a Catherine, ao meio-irmão dela que está na cadeia por assassinar o terceiro filho de Braun, ou a quem?) que apareceu o cadáver de um jornalista, dando origem a uma investigação pela história. Sara ficou brevemente esperançosa. Obviamente, ela vem lutando dentro do trabalho desde o seqüestro. A vida pessoal no entanto, parece estar ótima, já que o Grissom pediu ela em casamento! Vamos ver aonde isso vai dar.
No final, descobrimos através de Lily, que eu também adoro, sobre a identidade do morto e a possibilidade do segurança de Braun, Benny o ter matado. Até depois de morto, as corrupções de Sam continuam a aparecer e fica mais que óbvio que assassinato não era nada pra ele. Sam era um homem que fazia o que bem queria, que conseguia o que desejava e desfilou impune até o dia que morreu.
No outro caso, do menino com os problemas hormonais, descobrimos que há contaminação da água em uma parte da cidade. Os responsáveis, uma empresa grande, obviamente vão dar voltas no sistema legal a vida inteira, escapando da punição exatamente do jeito como Sam fazia. Neste sentido, as grandes corporações no mundo todo não são muito diferentes da Máfia. Elas conseguem escapar de qualquer coisa se estiverem dispostas a sujar as mãos.
E por fim, chegamos a mãe de Brian. Ela escapou por falta de provas fortes e pela pena que obviamente despertaria nos jurados. Quem colocaria uma viúva, vítima de câncer e que perdeu o único filho presa? Eu senti pena dela e acho que se estivesse em um júri com uma ré assim, teria dificuldades em condená-la. Esse é uma lado da impunidade de que nos esquecemos. Às vezes nós queremos ver uma determinada pessoa sair impune. Nosso cérebro é treinado pra sentir compaixão, como podemos ignorá-la?
Até na ficção é difícil não se sensibilizar. Aqui, Gail O’Grady torna o trabalho ainda mais árduo encarnando perfeitamente a Senhora Towne. Ela aparece abatida, e para uma mulher tão bonita quanto ela é difícil parecer velha e cansada. Ainda que não dê pra dizer que ela ficou feia, ela estava completamente crível como uma vítima do câncer.
Já em The Chick Chop Flick Shop CSI faz uma homenagem ao mundo dos filmes de terror de trash. Tanto CSI quanto esses filmes, de maneiras distintas é claro, se usam da morte como entreterimento e foi interessante vê-los misturar tudo numa panela só.
Nós já vimos muita coisa bizarra em CSI, mas acho que esse episódio em particular se baseia em cima do excêntrico, justamente por ser trash. Algumas cenas filmadas nesse estilo, como a de Stan saindo do armazém e checando o céu de uma tempestade iminente foram sensacionais. Além disso teve a piadinha do Nick sobre atores (metalinguagem), o filme que Wendy estrelou, Doc e David vendo terror, mas de todos os momentos descontração, na minha opinião o melhor foi o anão flertanto com Catherine.
Nós tivemos oportunidade de ver bem mais de Ronnie e eu continuo não sendo fã dela. Já cheguei a conclusão de que o problema (o meu, pelo menos) não é com a personagem, mas com a atriz, que não é muito carismática.
Dando continuação ao que eu falei sobre a Sarah lá em cima, sobre ela esta lutando pra se manter no trabalho, temos aqui uma breve cena dela com Greg. Eu gostei da opção do roteiro de ir trabalhando o trauma da Sarah de maneira discreta. Por outro lado, assim como CSI sempre faz, eles nem se importaram em abordar o seguimento do pedido de casamento do Grissom (Sarah aceitou? Eles vão se casar mesmo?) ou da vontade de Catherine de vazar informações do caso anterior pra mídia.
O caso em si eu não achei dos mais interessantes, apesar dos vários twists. O final falhou em ser tenso porquê eu nunca achei que Ronnie fosse levar um tiro. Alguém achou? Pelo contrário, eu achei que foi até um pouco engraçado. No final, não foi um grande episódio esse quinto, mas foi divertido de se assistir.

Texto publicado originalmente no TeleSéries.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Categorias

Comentários

luiz augusto em The Day of the Triffids
karina em Much I Do About Nothing…
andreia em Eles estão voltando…

Blog Stats

  • 172,394 hits

Todas as atualizações do seu blog favorito

Me Adicione no Technorati

Add to Technorati Favorites
%d blogueiros gostam disto: