Séries Addict

Archive for maio 2008

CSI Miami = Novela Mexicana. Period. Não estou reclamando, juro, mas que é, é. Até aqui a temporada já tinha tido tanto drama que às vezes eu pensava que estava assistindo uma fan fiction. Eu vejo as pessoas falando que seus guilty pleasures são Gossip Girl, Dirty Sexy Money, Desperate Housewives. Sinceramente, não mesmo. Não tem nada mais Guilty Pleasure do que CSI Miami!
Essa sexta temporada poderia ser chamada de “1000 maneiras de ferrar com Horatio e Calleigh”. CSI Miami sempre tem tragédias no nível pessoal, mas parece que eles estiveram determinados a bater nos personagens de Caruso e Procter.
Eu já listei todas as fatalidades que aconteceram com Calleigh aqui. Mas eu achei honestamente que eles deixariam ela em paz depois do episódio passado. Não deixaram. Enquanto analiza balas antigas em seu laboratório, Calleigh pára para atender o telefone. Uma das balas rola da mesa, cai no chão na vertical, estoura, o tiro pega na lâmpada, que explode, cai na mesa e incendia o laboratório da loira. Calleigh fica em choque, mas depois de mais uma cena romântica com Eric, volta ao seu normal. Os escritores poderiam me poupar e colocar os dois juntos de uma vez.
Já Horatio descobriu no começo da temporada que tinha um filho, Kyle. Esse filho estava envolvido em um assassinato e um seqüestro. Kyle foi o problema por um tempo, mas aí a ex de Horatio, Julia, apareceu para perturbá-lo. Foi preso, extraditado, matou vários, perdeu Alexx. Mas seu grande inimigo nessa temporada era mesmo Ron Saris e eu fiquei esperando as coisas se resolverem. E aí temos aquele final a la “Quem matou Odete Roitman?”. Se bem que duvido que Horatio tenha morrido. Aquele tiro foi só para ter gancho para a próxima temporada, o quê CSI Miami sabe fazer de melhor, aliás, são finales.
Going Ballistic, que já começou com um tiroteio em que a nova legista é baleada na cabeça (a coitada não ficou nem cinco minutos em cena!), terminou com uma daquelas seqüências que me fazem ter vergonha de dizer que gosto de CSI Miami (peço desculpas a quem achou legal). Horatio é baleado no aeroporto. Julia, que ele queria tirar do país, tinha saído de casa dizendo que resolveria algo. Kyle, que é um deliqüente e que estava chateado porquê seu pai estava tentando mandá-lo para longe, estava em posse de uma arma. Ron Saris, o arqui-rival, tem uma cena meio maluca em que beija uma caixa de balas. O cara que Horatio prende manda alguém matá-lo da cadeia, e diz que quer saber quando estiver feito. Mas quem recebe uma mensagem de “Está feito” é ninguém menos que Ryan!! Eu perdi alguns episódios de CSI Miami (minha paciência não permite que eu acompanhe tudo direitinho), então alguém me explica, o quê Ryan teria contra Horatio?!? Ou, se foi uma armação entre os dois, porquê diabos Horatio confiou em Ryan, ao invés de Eric, de quem ele parece gostar como um filho ou Calleigh, que é a sua protegida?
Se ele estiver envolvido mesmo, quando, como e quem vai descobrir? Como será que o time vai reagir? Estilo Caine (justiça com as próprias mãos)? Como Horatio vai reagir? Os chatos Ron, Julia e Kyle vão sair da série ou se tornar regulares? Eric e Calleigh vão ficar juntos? A bruxa vai sair do pé da Bullet Girl? Horatio vai parar de agir como o herói invencível e de dizer frases ridículas? Tão vendo porquê é The Ultimate Guilty Pleasure? Será que consigo resistir aos spoilers? Será?

Sabe último capítulo de novela? Um casamento, a vilã se dando mal, as tramas se fechando e os casais se acertando? Vendo a season finale de Gossip Girl eu tive a sensação de estar vendo um, com a diferença de que tiveram umas reviravoltas no final, porquê afinal de contas, tem a segunda temporada e eles tinham que tentar deixar um gancho. Fiquei ansiosa para ver o que vai acontecer? Não.
GG, como é chamada pelos íntimos, é uma série montanha-russa. Tantos altos e baixos, que eu fico até tonta. Começou ruim, ficou consideravelmente boa, algumas coisas incomodavam ainda, aí ficou excelente, decepcionou, e se afundou de vez. Isso é season finale que se preze? Até os figurinos estavam horríveis.
Minha trama preferida, a de Rufus e Lily, terminou de uma forma que não me agradou. Depois do beijo do episódio passado, os dois dormiram juntos. Mas Lily ia se casar mesmo assim. Ela foi se encontrar com Bart, que meio que a encurralou, demonstrando que sabia o quê ela andava fazendo. Ela prometeu desistir do Rufus por ele. Mesmo Rufus e Lily sendo um casal lindo, fofo, tudo de bom, Bart não é ruim e ele não faz um par ruim com Lily. Concordo plenamente com tudo o quê Chuck disse em seu discurso e mais. Os dois desistiram de muitas coisas para estarem juntos, eles tem um certo companheirismo que é até engraçado, Bart sendo tão sisudo e Lily tão cheia de pose. Podia ter acabado aí, a escolha dela seria completamente justificada, a própria Lily justificou. Tudo aquilo de Rufus descobrindo que Serena pediu a Lily para não ir embora com ele, indo atrás dela, tentando convencê-la a desistir, só para deixá-la ir, foi besteira. Uma grande enrolação só para causar um pouco de tensão naqueles que ainda não sabiam que Lily subiria ao altar, sim.
Dan e Serena terminaram. Aleluia. Os dois estavam chatos demais. Não vai fazer falta. Nate e Vanessa também terminaram. Aleluia de novo. Alguém mais sentia como aquilo simplesmente não era para ser? Os dois não tinham química!
Blair e Chuck voltaram e eu fiquei feliz da vida, e então no final, uma decepção. Os dois ficam juntos uma semana e já estão traindo? E o amor? Os dois são tão legais juntos, não agüento mais uma temporada deles sem contracenar. Então espero que os escritores tenham uma solução satisfatória. Dan parece que vai ficar com Vanessa (não é o cúmulo da chatice?) e Nate com Serena (talvez funcione, depende só dos escritores). Jenny ainda fez uma aparição relâmpago para ganhar uma traminha inútil que vai colocá-la contra Blair, de novo. Acho que não consigo ver a segunda temporada.
A única coisa boa foi Blair acabando com a alegria de Georgina, fazendo-a ser encontrada pelos pais e conseguindo com que fosse mandada para um reformatório. Apesar de que, até disso, eu esperava mais.
Alguém me dê um bom motivo para ver a Segunda temporada, por favor, porquê eu não estou conseguindo ver a luz no fim do túnel.

Wilson\'s Heart House Season Finale

Amizade é, supostamente, uma via de duas mãos. É um relacionamento que envolve estima, afeição, respeito e lealdade mútuas. Mas a realidade é que essa reciprocidade nem sempre apresenta-se em níveis iguais, ou de formas semelhantes, ou sequer está lá. Amizades são difíceis. Enlouquecedoras, em ocasiões. Mas valem a pena. Aquele contato humano, por mais desafiador e problemático que seja, pode ser a única coisa separando um indivíduo da solidão. Da completa alienação, do vazio. Pode doer, mas é melhor que não sentir.
Por quê eu senti a necessidade de falar sobre isso? Porquê é sobre isso que é Wilson’s Heart. House é um sujeito tão difícil de se lidar, que é difícil se imaginar sendo amigo dele. Ele é honesto demais, sarcástico demais, e parece fazer um esforço constante para manter qualquer um longe de seu coração. Ainda assim, Wilson e Cuddy se mantém ao seu lado através dos anos. Eles levam pancadas, e House já os tratou como se não se importasse em lhes causar sofrimento, mas eles continuam lá. E Wilson, roubando um pouco de Grey’s Anatomy, é a pessoa do House. É com quem ele fala, é sempre a primeira pessoa que ele procura, é a pessoa em quem ele mais confia. E até aqui, apesar de todas as coisas, isso era mútuo.
Esse episódio não foi sobre House, foi sobre Wilson. O coração dele, mais precisamente. Foi um episódio de sentimentos, estranhamente, porquê House dificilmente é sentimental (não num sentido melodramático, mas de sentimentos mesmo). Aonde os sentimentos de Wilson iam, House ia, e a trama ia. Seu desespero, seu medo, seu amor, provocavam algo em House, que forçava a mão em lugares onde ele nunca antes forçou a mão. House parecia culpado, mas como não estaria? Ele feriu seu melhor amigo de morte, e de alguma maneira acho que quando isso acontece, podemos sentir as coisas se desmoronarem. House nunca esteve tão vulnerável, porquê Wilson nunca esteve tão vulnerável. A previsão do ódio que Wilson sentiria o manteve em coma. Mas até mesmo seu subconsciente concorda, ele mereceu.
Ao ver o quê aconteceu na noite da batida do ônibus e vermos as cenas em que Wilson, convencido por Cuddy, acorda Amber e se despede, eu tenho que concordar também. Não vou começar a odiar House por isso, mas ele age de forma egoísta e agora isso matou a mulher que Wilson amava. House chegou a algumas conclusões bem dramáticas enquanto em coma. O destino deu-lhe um belo tapa na cara, e se agora ele não mudar, não muda nunca mais (mas se ele virar bonzinho e feliz, paro de ver a série, seriously).
Se pensarmos direito, uma coisa que os três protagonistas da série tem em comum (por isso, é aceitável que haja uma empatia) é que são auto-destrutivos. House, Wilson e Cuddy, todos os três encontram uma maneira de sabotarem a si mesmos. E a principal delas é justamente serem amigos um dos outros. Ou talvez eu esteja completamente errada e deva parar com minha psicologia de botequim. Amizades são complicadas.

A greve dos roteiristas foi um período difícil para a grande maioria dos fãs de seriados. Eu quase enlouqueci de tédio sem inéditos de House, CSI, Gossip Girl e outros. Algumas séries, sofreram com o corte em seu número de episódios. Porém, eu acho que Desperate Housewives se beneficiou e muito da diminuição do número de episódios. Não me levem a mal, eu adoro a série, mas um dos principais problemas dela é a enrolação. Eles fazem de tudo para só fechar as principais tramas na Season Finale, e com isso criam milhares de tramas paralelas, algumas interessante, outras não, dão dicas às gotas, inventam milhares de reviravoltas. Com isso, a série sofre. Alguns espectadores perdem a paciência, eu entre eles. A qualidade do texto cai. Os dezessete episódios dessa quarta temporada foram ideais. Francamente, eu não agüentaria esperar mais sete episódios para descobrir qual era o segredo de Katherine.
Nessa season finale especial de uma hora e meia, nós tivemos um fim para todas as tramas e um salto de cinco anos no tempo que deve ter deixado muita gente curiosa (eu fiquei, e olha que nem gosto de Susan). Mas vamos começar pelos Mayfair. Depois do episódio passado, finalmente caiu minha ficha: quem estava enterrada no quintal da casa de Katherine era a verdadeira Dylan. Mas se não fora Wayne quem a matara, só restava Katherine, e eu não gostava nenhum pouco dessa possibilidade, porquê não queria ver a ruiva indo embora de Wisteria Lane. Para meu alívio, a filhinha de Katherine morreu de maneira acidental e ela apenas guardou segredo porquê por ser um policial, Wayne conseguia se safar de tudo e ainda fazer de sua vida um inferno.
Katherine Mayfair, interpretada pela sensacional Dana Delany, foi o grande destaque dessa temporada. Ela entrou em Housewives como um espécie de cópia de Bree e provou ser muito mais. Sim, Katherine é obcecada por perfeição. E sim, essa obsessão vem da necessidade de ter controle absoluto sobre algum aspecto da sua vida. Mas enquanto Bree lutava com seus filhos rebeldes e seu marido infiel, para Katherine o buraco é bem mais embaixo. Vítima de abusos constantes por parte de seu marido, procurou por ajuda da polícia, que recusou-se a protegê-la para ficar ao lado de um dos seus. Fugiu, mas foi encontrada. Perdeu sua filha. Fugiu de novo. Foi encontrada de novo. Viveu anos sem confiar plenamente em ninguém, sem conseguir contar a verdade, sempre com medo. De refém de um homem violento, virou refém de si mesma. E finalmente se libertou. Contou a verdade, matou Wayne e descobriu pessoas em que pode confiar: Bree, Adam, Dylan e as demais donas de casa. Foi tocante ver Lynette, Susan e Gaby, que recusavam-se a convidar Katherine para seu jogo de pôquer, fazendo de tudo para protegê-la. E Dana Delany aparentemente fica!! Eu não podia estar mais feliz.
Lynette, depois do câncer, teve mais uma boa estória. Sua enteada, já que já tinha dado sinais de ser problemática, finalmente revelou seu lado infernal. Manipuladora, dissimulada e má, Kayla conseguiu atrair meu ódio com suas terríveis armações. Ainda bem que Tom se ligou de que sua filha não era nenhuma santa. Mas será que ela volta? Se voltar, já vai estar uma adolescente.
Bree como sempre não precisa de uma trama boa para ser ótima. Desde seus problemas em organizar uma festa até sua assistência a Katherine, passando por seu relacionamento com Orson, tudo foi impecável. Marcia Cross continua sendo uma das melhores do elenco.
Os gays, que ficaram ausentes tanto tempo, finalizam a temporada com uma cerimônia de comprometimento. Achei a estória fraca, mas os gays em cena sempre são um ótimo uso do tempo. Só que eles já foram mais engraçados. Os roteiristas podiam encontrar coisas melhores para eles fazerem, ao invés de colocarem tanto tempo nas traminhas fúteis da Gaby, que eu vou me abster de comentar (me desculpe quem gosta).
Já Susan teve alguns bons momentos com Julie, outros não tão bons com toda a situação envolvendo o nome do seu filho, mas o grande gancho é dela. Quem é aquele novo marido dela? O quê aconteceu com Mike? Mesmo com um episódio tão longo, Desperate Housewives conseguiu me deixar com água na boca pela próxima temporada.

Amanhã teremos as finales de Gossip Girl e CSI Miami, e quem acompanha o blog sabe que eu sou fã das duas. Se, como eu, você não está aguentando esperar até amanhã, aqui vão algumas coisinhas para ajudar a passar o tempo (ou piorar a situação).

Cenas da Finale de GG:

Promos da Finale de CSI Miami:

Behind the Scenes da Finale de CSI Miami

Para os fãs de LOST e Alias, Fringe é provavelmente a série mais antecipada da próxima Fall Season. A promo mostra uma produção aparentemente cuidadosa, e deixa os espectadores mais ansiosos com água na boca. A nova criação de JJ Abhrams parece ser uma mistura de seus dois maiores sucessos, com uma pitada de Arquivo X. Eu não perco por nada.

Parte 1:

Parte 2:

No site oficial tem sinopses, fotos, um fórum e muito mais: Fringe Online

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Às vezes é mais fácil olhar para o outro lado. Fingir que não está vendo. Assistir ao flashfoward de There’s No Place Like Home foi como assistir várias pessoas olhando para o outro lado. Foi querer gritar com eles, perguntar porquê Jack olhava para o outro lado, ignorando os demais sobreviventes, não contando ao mundo sobre eles. Foi não entender aquele contingente de jornalistas pactuando com aquela mentira óbvia, deixando-se ser enganados e ajudando os Oceanic 6 e seja lá quem está junto com eles nessa a espalhar àquela versão constrangedora da história para todo o mundo. Se qualquer miséria estiver acometendo qualquer um daqueles não foram resgatados, acho que é seguro dizer que é um pouco culpa de todo mundo. E o pior, grande parte da culpa parece ser daquele que meros sete dias antes agia como herói, como messias, Jack Shepard.
Só que se não sabemos ainda em quê condições os sobreviventes que ainda estão na Ilha estão vivendo, sabemos que aqueles que saíram estão condenados. Tirando Sun, que precisava sair da Ilha para dar alguma chance de vida á sua filha, ninguém ali tinha motivo para sair. Sabiam muito bem do quê os aguardava do lado de fora. Suas vidas jamais foram perfeitas. E com o tempo devido ficarão ainda piores. Isso porquê o lar mencionado no título sempre foi um lugar onde os protagonistas foram rejeitados, machucaram e foram machucados, muito mais do que na Ilha. Se não tiveram capacidade para ver a extensão do erro que cometiam, talvez estejam merecendo toda a dor que sabemos que passarão. Só falta determinar o quão ruim foi o erro dos Oceanic 6. São eles apenas reféns de uma situação imprevista ou há realmente uma problemática de fundo egoísta (o querer sair da Ilha a qualquer custo)?
Quando o episódio passado acabou, eu achei que havia uma certa probabilidade de que minhas especulações se confirmassem. Sayid tiraria um grupo chave da Ilha e os deixaria no cargueiro ajeitando as coisas para a chegada dos camisa vermelha e alguns principais, mas a Ilha seria movida e eles não conseguiriam encontrar os demais sobreviventes. Só faltava descobrir o quê aconteceria a Desmond e Michael. E porquê os Oceanic 6 contariam aquela mentira descarada (não falei que era uma especulação à prova de falhas).
Mas esse episódio virou tudo do avesso. Eu sequer consigo imaginar como as coisas foram de onde estão agora para onde estão no futuro. De Jack teimosamente entrando na floresta para ir atrás do helicóptero, com seus pontos se abrindo, sua vida estando em risco, só para salvar os sobreviventes, para ele repassando a mentira com os outros resgatados de maneira quase didática e um tanto persuasiva. De Kate e Sayid nas mãos dos Outros, para eles saindo da Ilha. De Sun e Aaron no cargueiro cheio de explosivos acompanhados de Jin, Desmond e Michael, para um futuro onde uma Sun em choque termina retornando a Coréia sozinha. O episódio também trouxe algumas respostas. Já sabemos como Jack descobriu que Claire era sua irmã. Já sabemos como Sayid reencontrou Nadia. E mais algumas coisas. Mas no fim, deu para perceber que esse episódio, apesar de excelente, foi apenas uma preparação. Uma preparação para finale, para a verdade finalmente, e para novas perguntas.

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