Séries Addict

Sons of Anarchy – Seeds

Posted on: setembro 6, 2008

Ano passado a FX nos trouxe uma ótima surpresa, a premiada Damages. Esse ano, ela pode acabar repetindo o feito com Sons of Anarchy. Assim como Damages, a nova série do FX é adulta, complexa e um tanto quanto sombria. Quando eu li que ela focaria uma irmandade de motoqueiros, desconfiei seriamente de que fosse gostar do show já que, ao contrário de 70% das adolescentes que eu conheço, eu sempre nutri um desinteresse total por motos.
Porém, com a irmandade se revelando apenas um véu para uma organização criminosa que além de traficar armas, domina toda a comunidade da pequena cidade Charming. Um nome irônico, já que de já charmosa e encantadora, a cidade não parece ter absolutamente nada. A fotografia só contribuiu ainda mais para passar um ar sujo e de devastação para lugar, ao mesmo tempo enfatizando a sensação de estarmos testemunhando algo real.
Se você estava imaginando uma série política, por causa do nome, eu tenho que avisá-los de a série não segue por esse rumo. O roteiro, um dos destaques da produção, traz uma trama em que o armazém onde a irmandade guardava as armas é roubado por um gangue rival, os Mayans (que são, obviamente, latinos) e explodido. O grande problema é que as armas já haviam sido compradas e devidamente pagas por outra gangue, a dos negros. Como se não bastasse, a ex-mulher grávida do protagonista vai parar no hospital, tendo que fazer uma cesariana de emergência e dando a luz a uma criança cheia de problemas por ter injetado drogas que ela comprou da gangue dos nazistas. Está composto um mapa de rivalidades perigosas que devem fazer a série pegar fogo por um bom tempo.
Outro grande destaque é, sem dúvidas, o elenco. Charlie Hunnam (Queer as a Folk, Filhos da Esperança) é uma forte presença como o protagonista Jax, que é mais um anti-herói na longa lista de protagonistas de Tv. O motoqueiro Jax pode até se preocupar com coisas como família e chega a sugerir que a irmandade abandone o tráfico de armas (devido, em grande parte, a descoberta de um diário do falecido pai que obviamente detalha como tudo aquilo se afasta completamente de suas mais altruístas intenções para a irmandade), mas ainda está longe de ser um mocinho. Sua mãe, interpretada Katey Sagal (Married with Children), é praticamente uma versão de Olímpia, tramando para colocar seu filho responsável pela irmandade. Se por enquanto ela é mulher de Clay, eu não duvido nada que em pouco tempo a veremos conspirando para derrubá-lo ou até mesmo matá-lo, para que Jax possa ser o chefe. Ela é franca e já mostrou-se extremamente vingativa nesse primeiro episódio, quando, na melhor cena de Seeds, diz a ex-esposa de Jax que seu filho nunca a chamará de Mamãe e fornece a viciada em desintoxicação a agulha para fechar o caixão. A ex-esposa, Wendy, é vivida pela talentosíssima Drea de Matteo (Sopranos, Joey) de maneira maestral. Outra que parece não estar nas boas graças de Gemma é a médica Tara, vivida por Maggie Siff (Mad Men), que por o quê eu pude entender, teve uma passado negro, que ela abandonou, e é amiga de Jax há muito tempo. Minha aposta é que Tara já esteve envolvida, de alguma forma, com a irmandade e que agora ela será o interesse romântico de Jax. Para fechar, Ron Perlman como o líder da Irmandade e uma de seus fundadores, Clay. Ron encarna perfeitamente o perigo e a falta de remorsos de Clay, um homem para quem a criminalidade (e alguns assassinatos) são só negócios.
O saldo final é Sons of Anarchy é uma série extremamente promissora e já entrou para a minha lista de prioridades na Fall Season. Obviamente, com a torrente de estréias que se seguirão nesse mês e no próximo, ela terá que manter a qualidade.

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2 Respostas to "Sons of Anarchy – Seeds"

Thata, vi nesse fim de semana a série e gostei um pouco menos do que você. Mas também acho que pode ser bem promissora.

Eu gostei e não gostei, não to conseguindo explicar isso agora. Adorei o Perlman como Clay. O protagonista acho que precisa acertar melhor no papel. Mas vou dar uma chance para a série.

Estou assistindo a série, posso dizer que é no mínimo inusitada. Ação regada a bom rock and roll!!!
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