Séries Addict

CSI Miami – 7×09 – Power Trip

Posted on: dezembro 5, 2008

Eu sei que esse episódio já foi ao ar nos EUA há bastante tempo, mas eu só consegui vê-lo agora, e como gostei tanto do quê vi, tinha que comentar. O quê mais me chamou atenção nesse episódio foi provavelmente a parte técnica.
A abertura (e também a seqüência final, mas principalmente a abertura) me deixou sem fôlego. Eu poderia descrever aqui, mas acho que só quem viu pode entender o quanto ela foi bem feita. A cena do rapto, da tortura da vítima, o entrelaçamento com os CSIs vivendo suas vidas rotineiras, eles chegando a cena do crime juntos. Até a fala de efeito de Horatio se encaixou perfeitamente (primeira vez em anos). Fiquei arrepiada e isso é raro. Roteirista, diretor e editor estão de parabéns. E o quê dizer do diretor de fotografia? Eu sempre odiei a estética de Miami, mas dessa vez eu fiquei apreciando a coisa toda. A cidade até me pareceu mais bonita. E os figurinistas se ainda não são nenhuma Patricia Field (Uggly Betty, Sex and the City) conseguiram não cometer nenhuma mega gafe e enfiar seus atores em peças simplesmente horrorosas de se olhar, como eles fazem sempre.
As cenas dos personagens Ryan, Calleigh e Eric foram bem pequenas, mas o suficiente para me deixar curiosa. Tá, Calleigh, nem tanto. Ela corre de manhã. Irrelevante. Mas quem era aquela criança com Ryan? Wolfe tem filho? O quê eu perdi (eu não vejo Miami com uma regularidade sagrada, até hoje não sei porquê Wolfe saiu do lab)? E Eric está morando em um motel porquê? Confesso que achei que viria uma bomba por aí, um daqueles episódios cheios de character drama. Tirando os problemas da ininteligível Julia Winston e do filho robótico de Horatio e da morte da terapeuta de Delko, ainda não tivemos nenhum momento extremamente dramático na vida dos investigadores nessa temporada. E isso é meio que a essência de CSI Miami. A não ser que sejam dramas do Horatio. Nesse caso, são dispensáveis. Do resto, eu adoro. O quê posso dizer? Miami é minha novela.
O caso foi bom. Às vezes eu sinto que falta originalidade em algumas das tramas de CSI (todos os CSI), mas a verdade é que eles já estão aí há nove anos (se contarmos a partir do original) e são três franquias! O roteiro foi amarradinho e teve seus momentos, meu preferido (além das já mencionadas cena de abertura e cena final) foi o sufoco que Calleigh passa dentro do elevador. Naquele momento, junto com ela, ficou óbvio para mim que o cara era culpado. Há algo que eu gosto em Miami que não tem nos outros CSIs. Os policias fazem merda o tempo todo. E não é pouca, ou do tipo desculpável. O único que sempre se safa é Horatio, mas isso não faz com que ele deixe de ser um policial com problemas éticos que gosta de bancar o justiceiro. Depois da cena do elevador a estória só melhora e eu gostei de como eles tentaram ao máximo fugir do lugar comum (apesar das reviravoltas já serem esperadas e virem sempre com um gostinho de picaretagem).
E já falei que adorei a seqüência final? Bom, sim. Mas não falei que a trilha contribuiu para que ela fosse boa, assim como contribuiu muito para a abertura e todo o resto do episódio. Às vezes a trilha traz um enorme diferencial dramático e de uma forma bem mais sutil que frases de efeitos e explosões monumentais. Então, parabéns para o pessoal da trilha também.

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