Séries Addict

House – 5×11 – Joy to the World

Posted on: dezembro 12, 2008

Às vezes, eu fico realmente entediada com as metáforas óbvias e tentativas de melodrama de House. Mas às vezes, eu realmente fico tocada por elas. E Joy to the World se encaixa na segunda categoria.
Chega ao hospital uma adolescente de dezesseis anos, Natalie, que depois de uma humilhação pública por parte dos colegas, acaba passando mal em pleno palco durante uma apresentação de Natal. Cuddy começa a se envolver no caso, e é atraída para garota como um imã atrai metal. Ela está ao lado de Natalie o tempo todo e House fica se perguntando, e perguntando a ela, tentando acertar, o porquê. E junto com ele nós também tentamos achar uma resposta. Será que ela foi vítima de bullies na escola ao invés da rainha popular e linda que atraía todos os garotos como House cismou que ela deveria ser? Por quê ela considera que sua vida pessoal era tão ruim? Só devido a dificuldade dela em manter um relacionamento ou algo mais?
Só muito depois de ter assistido o episódio eu fiquei com essa teoria em mente. E me pareceu tão óbvio, mas eu estou apenas tentando adivinhar, como House. Natalie não seria a Cuddy adolescente, mas a Cuddy atual. Ela é sozinha, mas é bem-sucedida. Ela confia nas pessoas, mas é decepcionada e traída repetidamente. E o mais importante, Natalie namorou Simon, que a maltratava, mas secretamente gostava dela; que na frente dos outros era um cretino, mas que na intimidade, ela via o verdadeiro. Soa como o relacionamento de alguém conhecido por todos nós?
Durante todo esse episódio nós temos uma espécie de continuação do que eles estavam fazendo em “Let Them Eat Cake”. Cuddy saiu do escritório de House, mas ela agora está presente todo o tempo na sala de diagnósticos, participando, e quer isso o perturbe ou não, ele está determinado a manter os jogos acontecendo com ela. É claro que ela é boa, joga quase tão bem quanto ele, e as pequenas discussões falham tão miseravelmente em seu objetivo, que é expor a vulnerabilidade do outro, que parece até coisa de adolescentes. Mas como eu já mencionei, Cuddy se importa com Natalie e ela se esforça com aquela obsessão que tem faltado a House ultimamente, e em um momento de epifania, descobre qual é a doença da garota. Algo que ela só poderia ter se tivesse estado grávida. E depois da confirmação de Natalie, lá vai Cuddy procurar o corpo do bebê.
Por um momento, eu achei que algo de muito ruim fosse acontecer com ela. E não entendi o porquê de ela ir procurar o cadáver da criança até ficar claro que os roteiristas não a tinham posto ali para isso. Com meu alívio de ver que o cara que inicialmente a ameaçara era inofensivo, eu passei a me preocupar com a possibilidade de Cuddy, em posse de uma criança que todos acreditavam estar morta, fizesse uma besteira guiada por seu desespero em ser mãe (e pelo fato de que Natalie morreria de qualquer maneira). Mas ela fez a coisa certa, levou a criança de volta, e foi recompensada por isso. Não só ficou com a menininha, mas também recebeu de House aquele pequeno gesto de gentileza que eu não achei que ele fosse direcionar a ela tão cedo.
Ele já tinha sido gentil o suficiente, e eu achei que ele fosse fazer o quê sempre faz: dizer ou fazer algo cruel, para evitar que ela fosse machucada de forma pior no futuro (ou assim ele entende). Mas aquele foi um outro House: um que apoia ao invés de zombar, aquele que Wilson não acredita ser possível, mas que eu acredito existir, e acho que nós já vimos bastante dele, quando Stacy ainda estava no show (ele não era gentil o tempo todo, mas era, e bem mais do quê o normal).
E para provar a Wilson que ele podia ser essa pessoa (já que Wilson jamais veria a cena entre ele e Cuddy), House foi bonzinho com seus pacientes da clínica até que o primeiro trouxa ficasse tão agradecido que lhe fornecesse as provas para ganhar a aposta que fez com o melhor amigo. Adorei toda a trama da mulher que teria engravidado mesmo sendo virgem, mas o quê me fez rolar de tanto rir mesmo foi a cena em quê a mulher usa a bombinha de asma como se fosse um perfume, aplicando o remédio no pescoço. E ainda pergunta a House se ele pensa que ela é idiota! Duh.
Taub e Kutner também tiveram participação na comédia do episódio, mais uma vez. Dessa vez, eles foram investigar sobre um presente que House teria ganho. O quê foi Wilson contando aquela estória sobre Irene Adler? Mesmo quando aparece pouco, Robert Sean Leonard dá um show. Só não foi melhor que Taub colocando House contra a parede sobre ele ter sentimentos em relação a Cuddy. É claro que em se tratando de atuações, porém, o episódio pertence mais uma vez a Lisa Edelstein. Laurie também estava sensacional, como sempre, mas me pareceu que o texto dele foi escrito, em grande parte, para que ele pudesse divertir-se, enquanto a carga dramática ficou em cima de Edesltein.
Acho que House finalmente está sendo aquela série com a qual nos acostumamos nos últimos quatro anos. Os dois últimos episódios foram excelentes, e não vejo razão para a qualidade cair.

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1 Response to "House – 5×11 – Joy to the World"

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