Séries Addict

Criminal Minds: Porquê Estou Adorando Essa Temporada, Parte 1

Posted on: dezembro 21, 2008

Esse texto contém Spoilers para quem não está acompanhando a série de acordo com a exibição americana.

Eu sempre gostei de Criminal Minds. É uma série policial extremamente inteligente, que conseguiu ser um pouco diferente de CSI e criar seu espaço próprio. Tem roteiros muito bem desenvolvidos, uma direção que faz sua parte e todo o resto da parte técnica segue sendo exemplar. É uma série que eu acho que apenas melhora a cada ano, apesar de ser uma série de fórmula. E é uma série que sofreu uma enorme variedade de mudanças no elenco; mudanças essas que tinham tudo para compromete-la, fazer os fãs abandonarem ou a interação entre os personagens não ficar orgânica o suficiente, mas que apenas acrescentaram à Criminal Minds.
Tenho que confessar que no começo eu tinha problemas empatizando com os profilers de Criminal Minds. Eles eram todos ótimos, mas eu me sentia distanciada deles, mesmo quando mostravam sua vida particular e quando aconteciam coisas dramáticas (como o ataque a Elle no fim da primeira temporada). Com o tempo, eu fui gostando deles. Rendi-me ao jeito sisudo de Hotch, a excentricidade de Garcia, a estranhice e genialidade de Reid. Mas eles ainda não me convenciam completamente como uma unidade. E eu tinha certeza absoluta que eles nunca se igualariam aos CSIs de Las Vegas, que formam, desde sua estréia, minha equipe de trabalho favorita na TV. Mas eles se igualaram (e se bobear, podem até superar agora que 60% da equipe original de CSI se foi).
Já no primeiro episódio dessa temporada eu já estava sentindo uma clima um pouco diferente, mais caloroso. Depois do segundo episódio, meu computador quebrou e eu me perdi de todas as séries que via. Fui organizando maratonas para me colocar em dia, e com isso minha agenda de inéditos da semana ia ficando cheia e as maratonas mais difíceis. Por algum motivo, Criminal Minds acabou sendo uma das últimas que eu consegui ver, apenas essa semana (que coincidiu também com a minha primeira semana de férias da faculdade, o quê ajudou).
O episódio que abriu a minha maratona, Minimal Loss, me fisgou de cara. Reid e Prentiss vão tentar mediar um caso de pedofilia em uma daquelas comunidades religiosas parecidas com a de Big Love (apesar de que essa aqui parece não ser Mórmon) e acabam se tornando reféns quando a policia vai tentar entregar um mandado (com uma equipe daquelas tipo SWAT, é claro). O resto da equipe corre para lá para negociar, mas ao invés da frieza e distanciamento de sempre, eles estão emocionais. É um episódio todo muito emocional.
Eu passei todo ele quase tão nervosa quanto o resto da equipe. E pirei junto com eles quando Prentiss leva uma surra do líder da comunidade e eles são obrigados a escutar tudo, sem fazer nada, a pedido dela mesma, que grita (sabendo que eles plantaram escutas) “Eu agüento. Eu agüento.” Eu já gostava da Prentiss desde que ela entrou para o time, mas depois desse episódio eu passei a adorá-la.

Sim, todos os personagens tem algum espaço aqui, mas Minimal Loss pertence mesmo é a Paget Brewster e Matthew Gray Gubler. Prentiss se assume como agente do FBI, apanha, é amarrada e trancada em um quartinho, e ainda consegue salvar todos os inocentes da comunidade. Mesmo assim, ela consegue se preocupar com Reid, e faz questão de garantir-lhe que ele não tem culpa pelo quê aconteceu a ela (e a cena em que ela conversa com ele no avião é particularmente sensacional). E Reid mantém a cabeça fria o suficiente para manipular o líder da comunidade e conseguir passar informações vitais a equipe do lado de fora. Gubler tem uma grande cena quando Reid vê Prentiss toda machucada pela primeira vez. Porém, o grande momento de Matthew vem mais a frente.
Temos então Paradise. Nenhuma grande trama pessoal, o foco fica mais no caso mesmo. O episódio é ótimo e traz Hotch entrevistando o suspeito e não descobrindo que é ele a quem está procurando, o quê faz com quê ele tenha dúvidas sobre a própria competência e se sinta culpado. Eu, assim como Rossi, acho que ele não teve culpa.
Temos Catching Out, que foi muito melhor, mas as cenas mais particularmente memoráveis foram as do time. O caso ainda era parecido com o do crossover de CSI com Without a Trace ano passado, e o fato de não fazer tanto tempo assim que a trama foi usada em CSI afetou o meu aproveitamento. Mas o final, depois que eles descobrem quem é o criminoso, até que funcionou. Contudo, eu ri muito com Morgan provocando Reid no começo do episódio, e no final, Prentiss e Reid provocando ele por causa da Agente Todd. E gargalhei com Reid dizendo a JJ que sentir o bebê chutando o deixa apavorado. Esse episódio me fez sentir que eles tem um relacionamento meio que de irmãos, cheio de carinho e implicância.

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6 Respostas to "Criminal Minds: Porquê Estou Adorando Essa Temporada, Parte 1"

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Muito obrigado pela atenção prestada.

[…] e todo o resto da parte técnica segue sendo exemplar. É uma série que eu acho que apenas melho… post completo indexado a partir de http://feeds.technorati.com/search/particularmente Rating 3.00 out of 5 […]

Muito bom o texto. Preciso acompanhar uma série investigativa, mas como prefiro os dramas e comédias, nunca consigo. E acho que nenhuma me pegou pra valer.
Abraço

[…] B. Categorias: Cinema Tags: private practice Peguei a idéia da série de post da Thaís, espero que ela não se […]

eu sempre lia suas reviews no teleséries mas apenas agora, seguindo a tag ‘criminal minds’ no wordpress, cheguei ao seu blog.

também estou adorando esta temporada, deu até vontade de rever todos os ep depois de ser este seu post.

muito bem analisado, parabéns!

I think you are thinking like sukrat, but I think you should cover the other side of the topic in the post too…

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