Séries Addict

Criminal Minds – 4×12 – Soul Mates

Posted on: janeiro 18, 2009

A minha espera pela volta de Criminal Minds foi tão grande, que eu acho que estava mais ansiosa pelo retorno da série policial do quê pelas estréias das temporadas de Lost e Damages. Eu estava morrendo por um pouquinho do time de profilers, de Quantico, das frases hilárias da Garcia, da genialidade do Reid, do charme e a determinação de Morgan, da serenidade e sabedoria do Rossi e da perspicácia e segurança de Prentiss e Hotch.
Porém Soul Mates não nos leva a território familiar. Ele tira o confortável de debaixo de nós como se puxasse um tapete, e utiliza-se, novamente, de uma estrutura narrativa diferenciada. Ao invés de acompanharmos a equipe recebendo debriefing do caso em Quantico, o avaliando, fazendo o brainstorming no jato e começando a traçar o perfil e procurar por suspeitos, já começamos com a prisão de um suspeito. Uma prisão que é um tanto precipitada, considerando que não há muitas evidências, e com isso eles tem pouco tempo para quebrar William Harris.
Sim, a partir daí a maneira de conduzir a trama lembra muito Masterpiece. Só que é muito melhor que o episódio com Jason Alexander (que a cada vez que eu reviso na minha cabeça, só me parece pior, mas eu ainda vou vê-lo de novo para reavaliar). Todavia, parece que depois de 52 Pickup, o nível caiu de brilhante para apenas muito bom. Soul Mates é ótimo, mas ainda não me empolgou como o começo dessa temporada. É claro que se eu vejo um episódio ótimo, que fica acima de vários outros episódios de outras séries, e ainda assim acho que está abaixo da média da temporada, isso mostra o quanto a qualidade está alta. E com o nível tão alto, não tem como a expectativa não ficar alta demais também.
William Harris é um ótimo personagem. Ele é tudo aquilo que Prof. Rothchild não conseguiu ser. Arrogante, seguro, educado, insensível. E em um caso raro, seu parceiro, Steven Baleman, também o é. Dois sujeitos dominadores, em uma parceria extremamente forte, mas que é abalada assim que a BAU começa a plantar evidências de traição, e a fé de Baleman na lealdade de seu parceiro balança.
O roteiro trouxe um caso extremamente coeso, com um profile interessante e um trabalho de equipe afiado. O time é dividido: Rossi e Morgan entrevistando e tentando manipular o suspeito (com destaque para Morgan, que se mostra cada vez melhor em coagir os UNSUBs), Reid fazendo análise lingüística de um Live Journal que ambos os suspeitos mantinham para se comunicar (e se em Angel Maker tivemos o “He’s so life-like!” da Prentiss, aqui tivemos Rossi dizendo ao detetive responsável que o gênio “Foi deixado em uma cesta na porta do FBI” quando perguntado sobre onde eles encontraram Spencer), Garcia como sempre conseguindo as informações necessárias direto de seu bunker, e Hotch e Prentiss falando com a família e demais pessoas de interesse (e como eu sou shipper dos dois, adorei vê-los grudados o tempo todo durante a investigação).

Prentiss continua ganhando destaque. Ela é uma quase Hotch, e nessa temporada está assumindo bastante uma posição de liderança, mas ela é quase tão calorosa e se relaciona tão bem com as pessoas quanto JJ (e para quem nunca deu nada pela loura como eu, é duro admitir, mas ela faz muita falta, especialmente porquê Todd não convence, e mesmo que conseguisse convencer, ela mal apareceu). O elenco todo faz um trabalho notável, mas Paget Brewster é a estrela dessa quarta temporada. A expressividade dela é tão grande, que me deixa triste saber que por causa da natureza da série sua composição não será tão reconhecida como merece. E além dela, Matthew Gray Gubler, continuando a ser espetacular, também se sobressai.
O diretor John Gallagher (No Way Out, Seven Seconds) também soube conduzir muito bem o material que tinha em mãos. Eu fiquei extremamente tensa no momento do climax, o final, quando Steven rapta Andrea, a filha de William, mas ainda assim o suspeito se recusa a assumir a culpa pelos crimes e dar o paradeiro do parceiro para que a BAU possa resgatar sua única filha das mãos de um estuprador em série e assassino. Mas enfim a BAU consegue o suficiente para prender os dois. E eu mal posso esperar pelo próximo.

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6 Respostas to "Criminal Minds – 4×12 – Soul Mates"

Seu blog é bacana. 😀 gostei.

Gostei muito dos seus comentários, parabéns!
Prentiss é minha favorita. Ela é segura e determinada como Hotch, porém, é mais humana, acolhedora e sensível com as pessoas. É uma mãezona, se preocupa com todos.

Eu gostei do episódio, não é o meu favorito da temporada, mas achei interessante o novo formato. Grandes destaques foram o William Harris e a Andrea. Adorei!

Adorei o episódio, mas ainda assim não passa de 52 Pickup e Minimal Loss.

Na verdade Gabi, eu colocaria não só 52 Pickup e Minimal Loss na frente desse, mas também Mayhem, Angerl Maker, Catching Out, The Insticts e Memoriam. Essa temporada teve muitos episódios sensacionais.

Concordo com a Thais.
Eu gostei desse episódio, mas pra mim, os melhores dessa temporada foram Mayhem, The Angel Maker, Minimal Loss, Masterpiece, 52 PickUp e Bloodline.

Adorei o review. Vc não me conhece, mas sou da comuni Criminal Minds no orkut, e particularmente amei o seu texto. Vc escreve bem pra c.

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