Séries Addict

Lost – 5×03 – Jughead

Posted on: janeiro 30, 2009

Jughead é obviamente o The Economist dessa temporada. Um ótimo terceiro episódio, muito mais agradável e intrigante que a estréia, e que vai parecer ser brilhante, até os episódios realmente brilhantes começarem a aparecer e eu me dar conta de que apesar de ser ótimo, o episódio não chega a ter aquela grandiosidade, aquele fator assombro. É, porém, uma pequena pérola que eu duvido que eu vá deixar de apreciar com o tempo, senão por outros motivos, pelo menos porquê dá tanto destaque a alguns dos meus personagens favoritos, e que eu sempre acho que não tem tempo de tela o suficiente, ou quê não são aproveitados da melhor maneira: Juliet, Sawyer, Desmond (tá, Desmond é sempre muito importante, mas eu acho que ele aparece pouco considerando o quão relevante ele é), Penny e Richard.
E como o episódio começa com o nascimento do filho do casal Hume, Charlie (que essa pessoa lerda que vos fala só se tocou que era em homenagem a Charlie Pace quando leu em outro site), eu vou falar deles primeiro. Eu adorei a reação do casal. É a reação que eu esperava de algum Oceanic 6, mas que nunca veio, e que foi sempre o meu motivo maior de frustração com eles (especialmente Jack e Kate). Penny e Desmond não levantaram da cama após o sonho do Brotha e resolveram voltar correndo para Ilha. Mas assim que Desmond descobre que as pessoas que ficaram para trás estão correndo perigo, os dois parecem extremamente preocupados (apesar de Desmond sequer ser muito próximo dos quê ficaram) e genuinamente dedicados a fazer o quê estiver ao seu alcance, mesmo que seja perigoso, para ajudar.
Para isso, os dois desembarcam na Grã-Bretanha e Desmond segue a trilha de mãe de Faraday, até localizá-la, com a ajuda de seu sogro, em Los Angeles. Acho que não resta mais nenhuma dúvida de que Faraday é filho de Ms. Hawking. O quê gosto tanto nessa parte da trama, é que talvez por ser trabalhada em uma cidade comum, cheia de gente comum, e não na Ilha, que é um lugar tão obviamente fantasioso que só poderia residir na ficção, eu fico arrepiada pensando nas coisas que acontecem bem debaixo do nosso nariz e nós não percebemos.
Pode até não haver nenhum Daniel Faraday experimentando com viagens no tempo na mente das pessoas nesse exato momento, em algum lugar do globo, mas eu duvido muito que com o dinheiro de gente como Charles Widmore não aconteçam todo o tipo de experimentações clandestinas e obscuras, que se um dia chegassem ao nosso conhecimento provavelmente até passariam despercebidas. Assim como o loop temporal em que a pobre Theresa Spencer se encontra presa muito provavelmente devido a ter servido de cobaia humana para Faraday, passa por algum tipo de insanidade.
Na Ilha, continuamos de onde paramos. Charlotte, Miles e Daniel são capturados, e Juliet, Sawyer e John tem em custódia os caras que queriam cortar a mão da Juliet (e eu peço desculpas a Gi. Pensei que eles fossem Dharma, mas obviamente os Hostis também usavam macacões cáqui horrendos). Com isso descobrimos que um dos requerimentos básicos para ser um outro é saber Latim e por isso Juliet o fala fluentemente (isso bem que poderia ser útil mais na frente, quando eles explorarem o passado da Ilha e as histórias do templo e a estátua de quatro dedos). Adorei também ela convencendo com certa facilidade um dos prisioneiros a lhe dizer onde ficava o acampamento dos Outros. Sinto falta de vê-la levando qualquer um na conversa, no estilo Ben Linus.

Eu ainda sou uma forte defensora do Team Juliet e não consigo deixar de torcer para vê-la dar a volta por cima, depois de ser completamente deixada de lado na temporada passada. Sawyer sendo o outro personagem pelo qual eu tenho os mesmos sentimentos. Ele pode até não ter feito nada demais até agora, mas eu me contento em vê-lo ser o alívio cômico, além de colírio para os olhos, é claro. As tiradas dele sempre são incríveis, a química de Josh Holloway com Elizabeth Mitchell não poderia ser melhor e os dois devem mesmo ser os líderes, heróis e defensores dos fracos e oprimidos nessa temporada. É claro que torço para que Juliet ainda consiga trazer algumas novas revelações sobre os Outros à tona, mas já fica claro que as revelações bombásticas devem cercar é Faraday mesmo.
Eu não gosto muito de Jeremy Davies, mas é inegável que Daniel tomou a frente da trama e deve ser aquele que puxa o fio da meada até pelo menos o final desse quinto ano. Tudo bem que ele não faz praticamente nada em Jughead, mas vejam quantos mistérios já o cercam. Vários blogs já apontam que a loura que o captura, Ellie, pode ser sua mãe, já que o nome desta seria Eloise (o quê seria extremamente interessante). E é claro, na Inglaterra, Desmond descobre que a pesquisa de Faraday foi financiada por mais de dez anos por ninguém menos que Charles Widmore. E que depois do quê aconteceu com Theresa, ele fugiu para os Estados Unidos, onde não coincidentemente, é onde também está sua mãe. Eu me lembrei daquela cena em Confirmed Dead onde ele aparece chorando ao assistir as notícias sobre o vôo 815 e tem uma mulher que não vemos ao fundo, e depois de saber tudo o quê sabemos agora, eu estou mais intrigada que nunca.
É claro que a mulher pode ser a mãe dele (ou não), mas porquê Daniel ficou tão abalado com as notícias sobre o avião da Oceanic? Ele está envolvido com Widmore, o autor da farsa, então alguma coisa ele deveria saber. Mas ainda não faz sentido algum para mim. Poderia aquele Daniel já ter estado no futuro, na Ilha?
Não seria algo impossível já que em Jughead também descobrimos que a visita que Richard faz a Locke quando ele nasce na verdade é motivada pela aparição de John no acampamento dele, dois anos antes, clamando ser o líder deles mandado por Jacob. E o engraçado é que Locke deixa com ele a bússola que Richard usa para testá-lo no futuro (obviamente esperando que o seu líder instintivamente escolha aquele objeto tão significativo na relação dos dois).


E seguindo a regra de quê o melhor fica para o final, somos levados á informação de que o líder do grupo de jovens que atacou Sawyer e Juliet em The Lie era ninguém menos que Charles Widmore. Eu fiquei chocada, é claro. Widmore era um Outro, a mãe de Faraday pode ter sido uma Outra, francamente, até onde agente sabe, Christian Shepard e Mr. Paik poderiam ser Outros. Eu não duvido de mais nada. O quê me interessa mesmo saber, é como Widmore deixou de ser um Outro e foi parar no lado de fora, e se for mesmo o caso das especulações, Eloise Hawking também? Pela própria resposta de Richard ao pedido de John para lhe explicar como sair da Ilha (sem mencionar a política de Ben, que também não dava a informação a não ser que fosse extremamente necessário aos seus planos), sair da Ilha é um privilégio. Então ou Widmore também moveu a roda de burro, ou ele quis sair e mereceu sair. Do contrário, por quê eles não simplesmente o mataram como mataram tantos outros?
E qual é a relação de Widmore com Benjamin Linus (que só chegou a Ilha pelo menos 15 anos depois)? Quais eram as regras estabelecidas entre eles? Seja lá o quê for, Widmore está preocupado com a segurança de sua filha, e infelizmente, ela está indo em direção justamente ao homem que deseja matá-la. E geralmente eu fico do lado de Ben, mesmo quando ele manipula, mente e faz suas maldades, mas Desmond e Penny são sagrados. Se ele matá-la, eu vou odiá-lo com todas as forças.

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10 Respostas to "Lost – 5×03 – Jughead"

Imagina, não precisa pedir desculpas! Só deixa eu fazer a dancinha do “I told you so”… hehehehe

Ótimo texto, Thais! Também tenho a impressão de que, mesmo que esse episódio tenha sido ótimo, vem coisa muito melhor pela frente.

Beijo!

Thais,

O closed caption identificou a mulher com o Faraday em Confirmed Dead como um tipo de acompanhante. Isso e outras dicas na 4a. temporada indicam que Faraday ficou meio pirado depois de se expor à radiação dos testes que conduzia. Isso até chegar à ilha, quando foi sendo “curado”. Pelo menos me parece que Faraday está cada vez mais lúcido e organizado se comparado à quando chegou na ilha.

Hehehe, eu também fiquei chocado na parte do Widmore, realmente não esperava por aquilo. Gostei da dinâmica do episódio, sem muitas idas e vindas no tempo (aquilo cansou um pouco nos anteriores) e deixando vários personagens de fora – o Desmond sempre tem episódios fantásticos. Ansioso pelo próximo…

Tava inspirada para escrever esse review. Quantos comentários.

Também não gosto muito do Jeremy e o Daniel não é do tipo de personagem carismático que serve para guiar uma temporada. Esse papel deveria ficar mesmo nas mãos do Sawyer e Juliet, que infelizmente eu já constatei que não será assim, apesar dos dois serem meus personagens preferidos da série, seguidos por Locke. Aliás, eu acho que o Locke logo irá roubar o destaque do Daniel, pelo menos assim espero.

O episódio foi sensacional, eu nem tenho mais palavras pra dizer. Já comentei tudo o que tinha em tantos lugares, que me perdi completamente.

Thais, adoro seus textos e sou do seu time, amo Juliet e Sawyer. Concordo com o Maurício, acredito que não darão tanto destaque a eles como mereciam, uma pena.
E tem um povo comentando que o filho de Des passou a se chamar Charles Widmore certo, e que seria possível que Penny fosse a mãe de Widmore se considerarmos que ela é filha adotiva, assim como era Alex e que tinha seu romance impedido pelo pai, bem como Widmore fez isso com Penny e que o casal “Adão e Eva” seria Desmond e Penny. Loucura não!

Realmente Gisele, é meio loucura e meio confuso, mas é uma teoria que ainda não tinha ouvido. Todo mundo acha que o casal Adão e Eva é Kate e Jack, ou Sawyer e Juliet, ou alguma variação com dois esses quatro.

Pois é, Maurício. Eu não sei se eu ando inspirada, mas ando mesmo escrevendo comentários extremamente longos. Só espero não matar ninguém de sono. Assim como você, acho que se o Locke roubar o papel de destaque será muito bom, porquê como eu disse, não gosto do Davies. O personagem é extremamente interessante e misterioso, mas não vejo ele, Charlotte e Miles carregando a série nas costas. Eles precisam dos carismas de Sawyer, Juliet e John.

Também gostei muito da dinânima do episódio, Vinícius P. E não me importei nenhum pouco de certos personagens estarem ausentes. Não fizeram falta. Nem Ben e Hurley, que eu adoro, fizeram falta.

Vinícius Silva, entendo perfeitamente. Também já cheguei a uma altura em que não tenho mais o que comentar no blog das pessoas.

Leoff, obrigada pelas informações, tenho péssima memória. A sua teoria é muito boa. Depois do quê aconteceu com Theresa o Daniel pode ter enlouquecido mesmo, e a Ilha pode estar curando ele de alguma forma.

Gi, pode fazer a dancinha do “I Told You So”. Você merece, porquê acho que foi a única (de váriaaas reviews) que não identificou os cara como Dharma.

[…] ser brilhante, até os episódios realmente brilhantes começarem a … fique por dentro clique aqui. Fonte: […]

[…] here, you might want to subscribe to the RSS feed for updates on this topic.Powered by WP Greet Box Lost – 5×03 – Jughead – seriesaddict.wordpress.com01/30/2009Posted by: Thais Afonso on: Janeiro 30, 2009 In: LOSTComment! […]

Thais comentando sobre o seu comentário lá no blog, rs.
Então, cara vale muito a pena dar uma chance para The Beast, o primeiro episódio apesar de bastante complicado, é muito bem feito e deixa um gancho enorme para o segundo, tomara que você dê uma chance pra série e comente aqui, rs.

Alias, otimo blog.

Beijo.

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