Séries Addict

Nas Telas Americanas

Posted on: fevereiro 13, 2009

Nip/Tuck – 5×19 – Manny Skerritt

Ás vezes assistir Nip/Tuck faz eu me dar conta de algumas coisas horríveis que podem estar acontecendo mundo afora sem que eu nunca tenha pensado nisso. E essa foi uma dessas vezes. Eu não consigo imaginar como alguém pode ter coragem de injetar botox e colágeno em um bebê! Durante toda a trama envolvendo Jenna, Kimber e Christian, e os donos da agência de modelos bebês, eu fiquei pensando que aquilo era não apenas um ato de covardia, mas um ato de crueldade. Tudo bem que é só uma agulhada como todas as outras tantas que levamos durante a vida, mas é também a injeção de produtos químicos em uma criança que não sabe o quê está se passando e não tem escolha. Portanto eu não compro a desculpa da Kimber sobre querer que a filha seja adorada e amada da maneira como ela não foi. Ela viu um pequeno defeito na filha e a submeteu a um procedimento estético por dinheiro. Para mim, além da cobiça, isso demonstra justamente o contrário do quê ela disse querer. Demonstra que ela não é capaz de amar a própria filha pelo quê é. E não vou entrar no assunto sobre pais que usam seus filhos como via para realizações pessoais que nunca atingiram, porquê já falei disso no texto sobre o episódio passado.
Infelizmente Christian não é o único cretino e Sean demonstra ter entrado na crise da meia idade. Já perdi a conta de quantas vezes nessa temporada Sean agiu como um babaca, mas aquela trama com a menina que ele contratou para ficar no lugar de Liz é extremamente clichê. Sem falar que a tal Theodora é praticamente uma reprise de Eden, um pouco mais e causando problemas um pouco diferente. Já ficou mais que óbvio que Sean não consegue resistir a uma ninfeta, e Katee Sackhoff é uma atriz mil vezes melhor que Annalynne McCord, mas eu preferia Eden e suas loucuras. Mas Teddy e seu comportamento supostamente aventureiro me parece uma trama tão batida, que eu não me interessei. Preferia a aluna louca dele de uns episódios atrás, Daphne. Pelo menos ela tinha potencial para protagonizar umas cenas realmente bizarras.

CSI NY – 5×14 – She’s Not There

Tráfico de mulheres é um tema difícil para ser lidado em uma série de Tv. Eu gostei muito do longo arco dedicado ao tema que Without a Trace fez, mas esse é o único caso que posso me lembrar. Já usaram o tema na franquia CSI (e provavelmente em outras séries policiais), mas para mim nunca funcionou. E She’s Not There, apesar de exibir todas as características que eu mais admiro em CSI NY, não foi a exceção. Para mim, o tema tem que ser abordado como foi em Without a Trace, com um arco mais longo. A rapidez e facilidade com quê os CSIs resolvem esse tipo de crime sempre me incomoda. Não é um roubo ou um assassinato qualquer, é um crime geralmente impessoal, cometido por profissionais, complicado de se conseguir evidências ou testemunhas dispostas a falar. Mas os CSIs sempre conseguem tropeçar em um monte de evidências e pistas, por acaso, a partir de um outro crime qualquer, e quarenta minutos depois eles salvam o dia. Nesse caso, nem quarenta, pois demorou um bom tempo até eles chegarem ao cativeiro e perceberem com o quê estavam lidando. Obviamente, com a presença das duas garotas na seqüência pré-créditos e a minha sabedoria depois de anos assistindo séries policiais que cenas assim não são simplesmente colocadas em um episódio sem motivo, eu demorei entre cinco e dez minutos para entender que o quê ia se passar, e foi realmente chato ver os CSIs para trás o tempo todo.
Apesar disso, como eu disse, todos elementos que tornaram CSI NY o melhor dos CSI está lá. A parte técnica foi impecável, os diálogos são geniais, o elenco é preciso. E a participação de Julia Ormond como Gillian Whitford foi perfeita. Ormond entrou na série há uns episódios atrás, aparentemente para ser um possível romance para Mac e depois sumiu. Em She’s Not There nada acontece entre os dois, mas a determinação e envolvimento de Gillian com o caso foram cruciais para a trama. E seu caso pessoal nunca vira uma espécie de obsessão que a impede de ser profissional, como muitas vezes os escritores gostam de fazer. A presença dela ajuda a dar uma dimensão mais humana ao caso, já que em CSI ás vezes é difícil porquê eles trabalham com coisas resíduos químicos e DNA. Ela pegou o que tinha e fez funcionar. Só seria melhor se ela tivesse mais, se o caso tivesse mais tempo e mais complexidade, e nós tivéssemos melhores condições de nos horrorizar com o destino daquelas garotas.

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1 Response to "Nas Telas Americanas"

absurdo total vc nao comentar o caso da noite, sobre o cara de pinto giga . eu apssie mal de rir mt bom. e nem falou do ator idiota q escreveu sobre a vida do sean mt ruim…….. adorei o epi. e o mala do matt sempre um loser

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