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Terminator: The Sarah Connor Chronicles – 2×14 – The Good Wound

Posted on: fevereiro 15, 2009

Lendo alguns textos sobre o retorno da série, eu vi que várias pessoas ficaram decepcionadas com esse episódio. Eu sei que vou na contramão da maioria dos fãs da série quase sempre. Eu adoro Sarah enquanto a grande maioria das pessoas não a suporta, muitos comparando-a com o trabalho de Linda Hamilton no filme (o quê eu estou começando a achar que é equivalente àquelas comparações entre livro/obra original e filme/adaptação, ou os fãs não aceitam a versão nova de jeito nenhum ou aceitam cegamente). Eu acho John um chato e mesmo tendo a idade aproximada do personagem, não consigo entender seus chiliques que supostamente são coisa de adolescente (todo mundo tem pais super protetores e com expectativas sufocantes para o nosso futuro, get over it!). E eu adorei esse episódio.
The Good Wound realmente é um episódio que não tem muita ação e também não traz revelações bombásticas. É um episódio simples, centrado na protagonista da série e dedicado a dar continuidade aquilo que eu já havia notado anteriormente, a perda da sanidade de Sarah. Eu sei que no filme ela já é louca há anos, mas na série ela nunca foi realmente insana. Mas desde que os três pontos apareceram, sua paranóia aumentou exponencialmente, ela passou a ter visões, sonhos, alucinações. Ela está mais vulnerável, mas ao mesmo tempo, seu isolamento do resto dos personagens cresce á medida que ela se refugia dentro de si mesma. Considerando tudo o quê ela já sofreu, é normal que seu cérebro tente encontrar uma maneira de protegê-la. E essa maneira parece ter sido Kyle Reese.
Eu assisti o primeiro Terminator em algum ponto da minha vida e conheço a estória, mas ao contrário do segundo, que eu já revi milhões de vezes, fazem anos que não vejo o primeiro episódio da franquia e eu me lembro muito pouco dele. Certamente não me lembro do Kyle Reese original. Portanto, sem comparações, eu adorei Jonathan Jackson. Mesmo não sendo real, ele se estabelece muito bem como o único apoio de Sarah. A única pessoa a quem ela pode se imaginar recorrendo e confiando, a ponto de sua mente ter que recriá-lo para ela conseguir sobreviver.

E Lena Headey, interpretando talvez o momento mais difícil de sua personagem na série, tem sua melhor atuação. Ver Sarah confrontando sua mortalidade e sentindo medo por si mesma, ao invés de por John, foi no mínimo diferente. Dessa vez a prioridade era ela, e ficou claro que ela estava aterrorizada. Quando se trata de proteger John, de salvar o mundo, de lidar com robôs, ela é tão hábil que já age no piloto automático. Mas como já mostraram várias vezes na série, seres humanos não são realmente o forte dela. Nem mesmo quando o ser humano é ela mesma.
É claro que foi uma coincidência gigantesca ela raptar justamente uma médica com problemas de abuso e perseguição, Felicia Burnett. Talvez fosse mais interessante ela escolher um refém que fosse hostil e não facilitasse a vida dela, mas eu gostei da relação daquelas duas mulheres que já sofreram tanto. Eu gostei do fato da Sarah ter tropeçado em uma alma gêmea, mesmo que sua história fosse uma mentira. Tanto quanto é uma guerreira, Sarah é uma vítima. Felicia era o quê ela precisava naquele momento, e vice-versa. E Laura Regan fez uma boa participação, que agregou muito ao episódio.
No outro núcleo, vemos que John Henry está se desenvolvendo muito rápido e que Ellison já começa a perder o controle sobre a máquina (se é que algum dia ele o teve). As intenções de Catherine Weaver não estão claras, e eu não sei nem por onde começar a especular. A esse ponto me parece que ela está tentando melhorar ainda mais a Skynet desde o seu princípio, para garantir a superioridade das máquinas no futuro. E a presença de James seria para que desde o começo as máquinas tivessem o conhecimento de como a mente humana funciona, talvez para eliminar a necessidade de estudá-los mais a frente. Mas seja o quê for, eu simplesmente gosto de ver Shirley Manson no papel da segunda melhor máquina do show enganando todo mundo e eliminando qualquer um que se prove uma ameaça aos seus planos.
A melhor máquina da show, Cameron, infelizmente apareceu muito pouco e fez menos ainda. Culpa da continuação da trama idiota da tentativa de suicídio da Riley. Eu gostei muito de como Derek lidou com a situação, e até a atitude da Jesse foi acertada. Mas ainda assim foi a parte mais desinteressante e tediosa de The Good Wound, e eu só quero ver quanto tempo ainda levará para que John descubra que Riley foi implantada na vida dele com um propósito.

5 Respostas to "Terminator: The Sarah Connor Chronicles – 2×14 – The Good Wound"

Foi um episódio fraco de Terminator, mas como eu disse no twitter, não crio expectativas e penso que poderia ser pior – Já que essa série viaja nas situações – então acabei gostando um pouquinho. Como sempre os artistas convidados do episódio tiveram um bom destaque e trabalharam bem. Adorei o pai do John, também me lembro pouco dos filmes, então não tenho parametros para comparar, mas ele estava bom.

Hahaha, então somos duas remando contra a maré, Thaís. Eu também gostei bastante desse episódio. Geralmente eu odeio a Sarah (a personagem está muito chata e a Lena é chorosa demais, a cara dela não me agrada), mas neste episódio eu gostei.
Agora, quanto ao Kyle…Thaís, minha cara colega, você PRECISA rever Terminator 1. Ele é tudo de bom, e o Kyle Reese é de longe o melhor personagem da franquia. Ele tem uma força interior e uma doçura simultânea que poucas pessoas possuem. Sem falar que o Michael Biehn é TUDO DE BOM no papel.
Eu reclamei do Jonathan Jackson em todo santo episódio que ele apareceu. Ele é muito angelical para o papel e o fato dele estar sempre sendo visto nas lembranças do Derek não ajudam nada, pois Derek o vê como o irmão caçula que precisa ser protegido.
Mas nesse episódio eu pude gostar do Kyle do J Jackson sem dor na consciência. Ele estava adorável. Uma pena que ele tenha sido apenas uma alucinação da Sarah.
Agora, sem dúvida nenhuma neste episódio foi o momento que ele mais se aproximou do Kyle Reese de verdade. Nós o vimos como Sarah o via: alguém forte e que fazia o que era preciso, mas que também era sensível e se importava de verdade com as pessoas.
Kyle é um soldado tão bom quanto (ou até melhor) que o irmão, mas é muito mais humano.
É claro que ele não será superior ao Kyle do Michael Biehn jamais, entretanto pude vê-lo em tela e ficar satisfeita desta vez, o que já é um ponto positivo, né?
Quanto à médica, não me importei com o fato dela ser uma vítima (o que acabou fazendo com que se identificasse com Sarah). O que eu não gostei foi a forma como tudo terminou. Desnecessário ser justamenter o ex-marido/namorado dela a entrar no necrotério. E meio fora de tom com o restate da atuação dele no episódio.

Catherine é sempre maravilhosa. Adorei toda a sua conversa com John Henry (embora também não saiba o que ela de fato tem em mente) e depois colocando a mão na massa e matando todo mundo para encobrir/punir. Já o Ellison está mais chato que nunca.

Cameron é uma graça toda vez que aparece, mesmo quando é tão pouco. Mais tempo de tela, please!!!
E posso dizer que gostei de Jesse neste episódio. A pergunta é: atenção de quem Riley queria chamar? John ou Jesse?

John precisa crescer urgentemente. Ele é adolescente e entendo seus dramas, mas ele já passou por coisa demais para continuar agindo como um garoto mimado. O Dia do Julgamento está aí. Ou ele cresce, ou não vai liderar coisa alguma. A Sarah dizer que ele tem jeito com as pessoas e é um líder natural não vai adiantar nada diante da verdade (que não é essa).

Bom…eu não gostei muito do episódio proque minha personagem preferida apareceu pouco (Camerom), mas ainda assim gostei, Teminator, pra mim, é sempre bom.

Infelizmente não acho que a série vai durar muito depois da audiência de sexta…complicado pra quem é tão fã quanto eu….Mas vou aproveitar os próximos episódios…

Não desgostei do episódio apesar de não ter sido dos melhores…mesmo. Teve situações muito fracas e Cameron praticamente não apareceu! O que foi uma pena. Riley está a perder o seu prepósito na série, a storyline dela e Jesse está a ficar muito fraca…
Gostei da cena de Catherine, à muito tempo que ela não demonstrava o que consegue fazer!

Gostava de saber se estás interessado numa parceria? troca de links? Gostei dos teus reviwes, são bem interessantes.

fica bem

Indo contra a maré (o que na verdade é mentira, porque quem é fã de terminator, o filme, deveria estar amando a Sarah de terminator – seriado), para mim Sarah está perfeita como está, a atriz (que antes de começar a ver o seriado, eu jurei que nunca chegaria aos pés da Hamilton) está fazendo muito bem o papel dela, eu diria mais, ela superou qualquer espectativa.

Quanto a Catherine Weaver, ela está projetando a skynet, isso está obvio, mas para entender o que ela está fazendo além disto, você tem que relembrar aquele capítulo onde eles mostram os exterminadores aprendendo com o derek, que está preso em uma sala, com o cara que estava torturando ele, e aquele monte de exterminadores observando por janelas. (ele acha que é a Jesse presa na sala, mas é ele).

Os exterminadores precisam aprender a se passar o melhor possível por humanos, precisam entender os humanos para poder se infiltrar no mundo deles, esta é uma diretriz, que é muito bem apresentada entre os capítulos 2 e 3 do filme, quando o então menino john connor ensina alguns truques para o Arnold exterminador, e, já no capítulo 3, o exterminador, utiliza os mesmos truques no capítulo (exemplo: encontrar a chave do carro no trequinho tapa sol do carro). Como este aprendizado é uma diretriz, e a IA (inteligência artificial) dos exterminadores trabalha em base desta diretriz, você sempre terá todos os exterminadores tentando aprender mais e mais com os humanos (e quando dizemos todos os exterminadores, nos referimos, pelo menos até o momento, a Cameron, Catherine e John Henry).

Além disto, cada exterminador tem sua missão, e eles não ligam o que aconteça com o resto, aliados ou não, desde que sua missão se cumpra com eficiencia. Vemos isto em várias oportunidades com a Cameron, que guarda peças para se consertar, ou quando ela faz coisas escondidas, pelo bem geral de sua missão… vimos isto no Cromartie, que chegou a eliminar um exterminador que iria matar o Ellison, por que, em sua visão,
manter o Ellison vivo era mais importante para sua missão do que ver ele morto (supostamente o Ellison levaria o cromartie a encontrar o John e a Sarah), e vemos isto hoje, na Catherine, que se alia ao Ellison pelo bem do John Henry e da Skynet, ao mesmo tempo que elimina funcionários que podem colocar a skynet em evidencia (como visto no capítulo da eliminação dos funcionários lá na fábrica do deserto)

bom, me alonguei um pouco, paro por aqui.

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