Séries Addict

House – 5×15 – Unfaithful

Posted on: fevereiro 17, 2009

Novamente, não tivemos um episódio ruim. Mas eu fiquei entediada durante os quarenta e cinco minutos de duração. Nenhum pouco de divertimento com as piadas espertas do House, nenhum interesse pelo paciente da semana, nenhuma felicidade pelas brigas de mentira de Foreman e Thirteen. O único sentimento que me abateu durante a relativamente curta exibição de Unfaithful foi tédio, e uma certa irritação com todos aqueles jogos de House, que eu costumava adorar. Mas agora, eles simplesmente parecem sem sentido. Os episódios parecem todos ciclos fechados. Não importa o quê eles inventarem, tenha certeza de todo mundo estará no ponto de partida quando acabar. House e Cuddy, por exemplo. Finalmente fazer alguma a coisa a respeito da tensão sexual implícita entre eles me pareceu uma boa idéia a princípio. Mas a cada episódio, eu sinto com mais intensidade que foi um erro. O beijo não deveria ter acontecido, ou pelo menos, não no sexto episódio da temporada. Já que eles querem fazer igual a Desperate Housewives e segurar a resolução da grande trama (supostamente) desse quinto ano, eles deveriam ter segurado o beijo mais um pouco, porquê ninguém esperava que House e Cuddy fossem ficar juntos rapidamente, mas toda aquela negação é enervante. Depois de muito manipularem um ao outro, House acaba não indo a cerimônia religiosa de nomeação para Rachel, o quê deixa ambos ele e Cuddy infelizes. Eu não acho que House fosse se divertir, ou se quer se encaixar na festa, mas estamos esperando ele bater na porta de Cuddy desde o fim de The Itch. Ele sabe que ela gosta dele, ela sabe que ele gosta dela. Podemos por favor sair dessa areia movediça de uma vez? E para piorar a situação, eles inventaram uma trama para Fourteen que é muito similar a do episódio anterior em estrutura. Um grande conflito é criado, as coisas ficam realmente ruins, nós somos levados a entender que decisões que podem mudar a vida deles terão que ser tomadas. Mas tudo se resolve facilmente no final. E se em Greater Good eu reclamei da rapidez com que eles se livraram de tumor, cegueira e comportamento anti-ético por parte de Foreman, dessa vez o quê me incomodou foi que House, Chase, Taub e Cuddy tinham pontos relevantes, mas o roteirista ficou com a abordagem “o amor vence tudo”. Uma pena já que o único momento realmente interessante do casal foi sua briga de mentira na sala de House. Eu gostei do paciente da semana, mas assim como todo o resto, a conclusão foi decepcionante por ser óbvia. A partir do momento em que ele e House tiveram uma conversa sobre fé, eu sabia que quando House descobrisse o quê tinha de errado com ele, o Padre questionaria o próprio ceticismo. A doença era interessante e o personagem era bom, mas o rumo tomado foi extremamente previsível. A única coisa boa foi ver House disposto a passar tanto tempo com ele, inclusive almoçando no quarto do Parde. Eu só lembro de uma paciente de quem House gostava tanto, e foi a Kate de Frozen. Aliás, com os rumos que o romance de House e Cuddy andam tomando, ou melhor, a falta deles, enquanto eu revia Frozen há umas semanas atrás eu me vi torcendo desesperadamente para Kate largar o carinha que bebeu sua urina, voltar do Alaska e aparecer no Princeton Plainsboro, só para a série sair do marasmo.

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4 Respostas to "House – 5×15 – Unfaithful"

Eu gostei do episodio. Não achei excelente, mas foi bem legal levando em conta essa temporada.
Achei também bem previsivel toda a historia da perda da fé, mesmo assim eu gostei do padre.
Eu acho que episodios assim são necessarios no meio da temporada, mas parece que essa temporada só tem episodios desse tipo.

Faz alguns reviews que vc mostra descontentamento com House, e eu os lia e pensava (com o perdão do termo) “ela tá louca, ou nós não vimos o mesmo episódio”. Porém todo esse sentimento veio de uma vez, como uma tempestada nesse episódio, onde vc tem razão (novamente) ele não foi de todo mal, mas tb não agrada nem empolga. Tomara que os roteiristas resolvam tirar a série do marasmo, ainda há tempo de salvar a temporada!

Episódio não empolgou, não estimulou, não funcionou, não mostrou nada demais, o caso foi horrível, os jogos do house foram deploráveis, assim os da Cuddy. Enfim, nada prestou no episódio, apenas a cena final que eu gostei do House tocando piano. Eu sempre gosto destes momentos.

Tudo se resume em uma coisa: os lances do house ficaram forçados (desde o capítulo que ele supostamente recebeu o livro de presente e não queria falar quem deu), e colocar a cuddy fazendo jogadas contra o house foi uma péssima idéia, porque também ficou forçado (desde o capítulo que ela começou a montar armadilhas para ele no hospital, e ele decidiu ignorar)….

Todos os que somos apaixonados por house, gostamos do lado cínico dele, e das “brigas” de consciencia dele, que ele esconde dos outros… mas tudo mudou, poderia ter mudado para melhor, mas acabou mudando para pior, senão vejamos:

O que teria acontecido se:
– A querida bitch continuasse viva, e fosse uma das escolhidas para fazer parte do grupo do house, em vez da 13?
– O velhinho que não era formado virasse realmente faxineiro / continuo, e fosse o cara que fazia “correções” nos médicos do house, enquanto fazia seu trabalho de faxina e continuo? (continuo é tipo um office boy, mas que faz só trabalho interno)
– O beijo do house levasse a uma constante briga sexual entre ele e a cuddy (leia-se: capítulos com lances cada vez mais abertos quanto a possível futura relação entre cuddy e house com tiradas sexuais a la “bunda ferrari” da cuddy, por sinal, um ótimo momento do último capítulo), em vez do marasmo da cuddy mãe, possivel namorada do melhor amigo do house, e eterna “não vou ficar com house, mas gosto dele” da série?
– se a equipe inicial continuasse junta?
– se o foreman não estivesse na equipe (alguem mais acha que isso não está dando certo, até funcionou um tiquinho quando ele e a 13 começaram o caso, mas estragou tudo quando ele tentou ajudar ela?)

cara, são tantos se’s, mas uma certeza: house, dos dois capítulos supracitados pra cá, tem ficado mais forçado que natural, mesmo com a ótima atuação do laurie.

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