Séries Addict

Lost – 5×07 – The Life and Death of Jeremy Bentham

Posted on: fevereiro 26, 2009

Nunca a semana entre dois episódios de Lost passou tão rápido. Mas era Carnaval e eu estava viajando. Fiquei bem longe da internet e sequer vi televisão. Por isso o blog ficou sem atualizações. Eu peço desculpas, mas alem de estar precisando me divertir com algo que não envolvesse séries, eu precisava de um descanso do computador. Durante essa semana e a próxima eu estarei fazendo o máximo de esforço para colocar tudo em dia por aqui. Isso significa várias reviews duplas e bastante textos no Nas Telas Americanas. E para marcar o fim do meu breve hiato, nada melhor do quê episódio fresquinho de Lost.
The Life and Death of Jeremy Bentham era um episódio muito esperado por mim. Mesmo sem spoilers, era fácil saber que ele se trataria da tão misteriosa passagem de John pela vida dos Oceanic 6 e seu apelo para quê os amigos retornassem à Ilha. Pois essa parte, que era a principal, me decepcionou. Eu não esperava nenhuma grande revelação em relação ao quê John disse ou fez, mas eu esperava algo de maior impacto dramático. Tirando Hurley, ninguém pareceu realmente assombrado em ver John. Suas visitas foram lacônicas e sua presença inesperada parecia mais a visita indesejada de um parente chato do quê a aparição soturna de um homem visto pela última vez em uma Ilha que desapareceu na frente deles, cuja localização é desconhecida, a maneira de sair também e que representaria, para todos os efeitos, um perigo à mentira que todos eles contaram supostamente para a própria segurança e a dos quê ficaram para trás.
Sim, houve incredulidade e raiva por parte de Kate, Sayid e Jack. Mas eu esperava surpresa, apreensão e pelo menos um pouco de curiosidade. Afinal, talvez três anos seja tempo o suficiente para esquecer completamente uma pessoa, mas pelo menos Kate e Jack deixaram alguém por quem tinham sentimentos de afeto/amizade/paixão (o último, no caso de Jack, provavelmente não) na Ilha que é, até a última vez que chequei, um lugar perigoso. E se os dois sequer se deram ao trabalho de perguntar se Juliet e Sawyer estavam vivos, Locke também não os mencionou. Eu sei que ele não é o homem manipulador e sem caráter que Ben é, mas eu concordo com Abbadon que seu apelo aos antigos vizinhos e colegas sobreviventes estava precisando de ajustes. Nem a revelação a Jack sobre seu pai teve o efeito certo, na minha opinião.
Falando de Matthew Abbadon, eu gostei de sua aparição e achei uma pena seu falecimento. Eu gosto mais de Lance Reddick em Lost do quê em Fringe, mas apesar disso, essa sua última (??) aparição não foi tão arrepiante quanto as anteriores, e rendeu menos do quê poderia. Foi a presença do seu chefe, Charles Widmore, que teve relevância e que trouxe várias perguntas e respostas no melhor estilo Lost. Isto é, se você decidir confiar no pai da Penny.
Assim como The Shape of The Things to Come, esse episódio, apesar de centrado em Locke, mostrou novamente que os generais dessa Guerra são Widmore e Linus. E talvez eu esteja muito equivocada, mas a essa altura acho que a questão nem é mais a Ilha, mas a auto-estima, ganância e ego dos dois homens. Eles brigam porquê como duas crianças mimadas, não conseguem evitar. E se a Ilha é uma entidade com vontade própria, eles estão dispostos a manipular todos e qualquer um. E é nessa hora que eu escolho o meu lado: o de Locke, que eu espero que ao contrário do quê fez nesse sétimo episódio, aprenda a caminhar com as próprias pernas e parar de confiar tão cegamente em qualquer um que lhe estende a mão.
Afinal, foi assim que ele conseguiu ser assassinado por Benjamin em uma cena no mínimo estranha. Se pareceu que Ben agiu por ciúmes, também pareceu que foi uma reação ao nome de Eloise Hawking que liberou seu instinto assassino. O quê me deixou bastante intrigada. Será que Ben e Miss Hawking não eram mesmo aliados, mas apenas se uniram para levar as pessoas que sairam da Ilha de volta? Não se pode esquecer que Widmore sabia exatamente onde encontrá-la, o quê me deixa na dúvida sobre a quem a mãe de Faraday é leal.
Na Ilha, ainda não voltamos aqueles que ficaram para trás, mas ficou confirmado que Kate, Hurley e Jack caíram em um tempo totalmente diferente do resto do avião. Os misteriosos Ceasar e Ilana acharam uma estação que parece ser a Hydra (o símbolo na pasta que Ceasar lê é da estação subaquática) e a cena inicial com Locke olhando diretamente para a Ilha me fazem crer que eles tenham caído na Ilha secundária, a prisão do começo da terceira temporada.  Eu só espero que essa dispersão dos personagens no tempo e no espaço, além de novas adições ao elenco regular, sirvam para tornar a série mais interessante, ao invés de ser apenas mais um artifício para enrolar. Até porquê, eu acho que a essa altura qualquer enrolação é desnecessária.
Por fim, tenho que elogiar as atuações de Terry O’Quinn e Michael Emerson, que como sempre foram sensacionais e, especialmente O’Quinn, enriqueceram esse episódio de maneira necessária, já que sem a presença dos dois eu provavelmente não teria sentido nada pelo episódio. Foi um bom episódio de Lost, mas pelo potencial que tinha foi frustrante pela casualidade com que tratou além das situações já citadas, a aparição de Walt e a queda do segundo avião (a queda do 815 foi retratada como sendo bem mais caótica, os camisas vermelhas bem mais assustados e perdidos), sem falar em algumas coisas que eu estou tendo dificuldades em aceitar (estou achando que muito pouco tempo se passou entre a derrocada de Jack e sua descoberta da morte de John, afinal, ele tinha usado a primeira passagem da cortesia da Oceanic no dia em quê Ben matou Locke).

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12 Respostas to "Lost – 5×07 – The Life and Death of Jeremy Bentham"

Jack disse (5×01) que Locke morreu 1 mês depois de visitá-lo. Nesse meio tempo, deixou crescer mais a barba e passou a viajar regularmente de avião.

Ben comentou que Jack havia comprado uma passagem para Sydney naquele dia, não que era a 1a. passagem que comprou. Foi ao voltar dessa viagem que Jack leu o obituário de Jeremy Bentham.

Ah, tá. Entendi. Obrigada, leoff. Às vezes eu fico muito perdida com Lost.

Achei esse episódio muito bom, senão o melhor da temporada um dos melhores.

Putz… Haviam “arcos” que haviam sido lançados a tempos pela série e só foram acabar agora. Também, adorei essa guerra entre Charles e Benjamin, os dois lados da moeda, mas (acho) que da mesma moeda, não? Um só é mais mal intensionado que o outro, mas todos são ruins. Apesar de eu gostar particularmente do Ben e acreditar nele.

A próximo episódio promete! Tudo mundo na ilha de novo! (Pelo menos tudo indica isso)

Lost é uma coisa que dividi muito as opiniões…
Em episódios como este, é difícil ver alguém que realmente gostou do episódio, mais existe, como o Maurício acima…
Eu realmente achei o episódio bem fraco, e abaixo do esperado…
Como você, eu também concordo que o impacto causado pelo aparecimento de John fora da ilha, foi muito fraco em relação aos Oceanic Six…Pô, o cara ficou preso na ilha, e eles não se viam a 3 anos, e nínguem (tirando Hurley) fica abismado, assustado ou simplesmente curioso !? Foi uma grande falha pra mim…
Abraços !

Olha, Thaís, eu concordo com tudo, mas tudo mesmo que você escreveu. Sem tirar nem por. Aliás, talvez ‘por’, mas estou com sono e não consigo pensar agora.
Só uma coisa: acho que Ben não deixou Locke se matar justamente pq queria arrumar um jeito de voltar para a ilha, e quando Locke falou que era para pedir ajuda para Eloise, com um nome nas mãos Ben já poderia colocar Ben para cumprir a sua parte na volta.

Eu adorei este episódio, Thais. Mas, estou me sentindo uma voz quase solitária no meio da multidão. Escrevi meu post antes de ler os outros blogs e foi, para mim, um dos melhores episódios da temporada. E vi que muita gente se decepcionou com ele.

Sempre adoro os episódios em que vemos Ben, o manipulador, e Locke, seu marionete, juntos. Aqui, temos ainda Widmore, que também manipula Locke para conseguir seus objetivos. Gostei de sua definição de que Linus e Widmore são os “generais dessa guerra”.

Só não gostei de ver mais um avião caindo na ilha, milagrosamente cheio de sobreviventes.

Mas acho que desta vez o avião não caiu completamente…sei lá, tinha mais cara de pouso de emergência com alguns danos (vide feridos).

Como disse lá no blog do Maurício, eu ainda não posso ler nada sobre o episódio, afinal estou passando essa semana na casa dos meus pais e não tive como baixar, mas verei assim que voltar! Todos dizem que esse foi o melhor até agora, será???

Também acho que o avião não caiu, até porquê, foi confirmado pelos produtores no Podcast oficial que eles realmente estão na Ilha secundária, onde fica a Hidra, e lembro que na época que ficaram prisioneiros, Kate e Sawyer estavam ajudando na construção de uma estrada. Acho que ela pode ela ter servido de pista de pouso.

Vinícius, eu não achei o melhor não. Ainda prefiro 316 e This Place is Death.

Essa idéia de o avião não ter caído, e sim pousado, me lembrou de uma conversa entre Faraday e Lapidus no segundo episódio da quarta temporada … É mais ou menos assim:

Faraday: Onde o helicóptero caiu?
Lapidus: Caiu? Que tipo de piloto você acha que eu sou? Eu pousei ele logo ali.

Bem pensado Mica, o 316 provavelmente teve de sofrer um pouso de emergência (hehe, curioso, não sabia que dava para fazer isso com aviões).

Desculpe o trocadilho, mas Lost às vêzes se perde. Não só se perde nas dúvidas que deixa e nas explicações que tem que dar, como também perde a oportunidade de tornar a série impecável.

Realmente, a falta de emoção dos Oceanic 6 ao ver Locke deixou a desejar. Muito fraca em relação ao final da outra temporada com Jack barbudo e bebum e Kate totalmente irada. Como essas cenas parece serem gravadas em diferentes momentos, a intensidade das emoções se perde. Uma pena. (O encontro de Eloise com Des foi pífio também.)

Mas num geral esse epiódio foi bem legal. Mostrou Locke voltando a ser o fracassado e ingênuo que era e o cara vigoroso na ilha. Será que só eu não acreditei que a namorada dele tava morta?

O que encorpou o episódio foi a cena entre Locke e Ben. Sensacional.
Quase cai da cadeira. São pérolas como essa que destacam a série. E eles têm total condições de torná-las mais comuns.

Eu também fiquei muito atrasado com as resenhas por causa do carnaval, tanto que só agora estou vendo os comentários sobre Lost.

Bom, eu gostei que os encontros foram rápidos e sem enrolações. O contrário acho que resultaria em mais um episódio, no mínimo. Assim ficou enxuto. Nâo seria útil os Oceanic Six terem outras reações, pois já sabemos que eles voltaram por motivos outros. E longe de ser por causa do Locke, exceto Jack e Sun.

O instinto assassino de Ben, pra mim, foi liberado por saber que Jin estava vivo. O ardiloso Ben não tinha como convencer a Sun. E ainda descobriu qual a pessoa certa a procurar, a senhora Hawking.

Considero um grande episódio, tão bom quanto o anterior. Diferente, mas cheio de emoção e contéudo.

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