Séries Addict

Dollhouse – 1×02 – The Target e 1×03 – Stage Fright

Posted on: março 2, 2009

Comparados ao piloto, os dois episódio subsequentes de Dollhouse são praticamente uma obra-prima. No geral, apesar de funcionarem, os dois novos capítulos da saga de Echo são uma colcha de retalhos de idéias previamente utilizadas em filmes e séries, pobremente incrementados com a trama original que até agora tem falhado em ser interessante e ainda prejudicada por várias das deficiências do roteiro.
Minha opinião é que a direção está finalmente encontrando o ritmo, mas o roteiro continua capenga e tirando os ótimos flashbacks de The Target, falha em mostrar porquê essa série é diferente das demais. Eles tem um grande conceito, mas não parece que eles sabem realmente o quê fazer com ele. Echo só parece servir como empregada de segurança de algum tipo ou um espécie sofisticada de prostituta, e eu não sei por qual das duas ocupações é menos provável que alguém vá pagar milhares de dólares por uma ‘boneca’ programável.
Além disso, a Instituição é tão vazia de personalidade quanto os Ativos quando não estão programados. O lugar não parece ameaçador, perverso ou nada das coisas que nós deveríamos acreditar que ele é considerando o quanto o Agente Ballard tenta desesperadamente achá-los para levá-los à justiça. As missões são inócuas e a CEO da empresa, Adelle DeWitt é igualmente rasa. Ela não parece mesquinha ou má intencionada. Na verdade, ela não parece ter quaisquer características, ruins ou boas. O único motivo de eu sequer prestar atenção quando ela está em cena é a simpatia e competência da Olivia Williams (sou só eu que gostou de graça da Senhora Darling?).
Junta-se a minha falta de ânsia em ver os empregados da Dollhouse e a Senhora DeWitt sendo punidos o fato de que eu realmente não importo se Echo é resgatada ou não, e a trama do FBI torna-se positivamente maçante. Por quê eu teria que torcer para Ballard encontrar Calorine quando o piloto me faz pensar que ela assinou um contrato e se tornou uma doll por livre e espontânea vontade? Só por quê supostamente ninguém gosta do fato de ela ser especial e porquê o Alpha está em algum lugar tentando matá-la?
Echo ser vivida por Eliza Dushku também não ajuda. Ela definitivamente melhorou muito em relação ao fiasco de Ghost, mas a questão é quererem fazer de Echo essa pessoa tão especial que qualquer um fica fascinado por ela em cinco segundos. Sendo que Dushku, não importando o quão bem ela atue, não tem carisma para isso.
Eu gosto infinitamente mais de seus ‘amigos’ Sierra e Victor. Victor mais pela missão obviamente dúbia em que ele está metido, como mafioso russo/protetor da Dollhouse/informante falso do FBI. Já Sierra, além de ganhar algumas coisas realmente diferentes para fazer, é interpretada pela atriz Dichen Lachman, que para minha surpresa (eu a tinha achado terrivelmente inexpressiva no promo) é uma boa atriz, que convence muito mais do que Dushku como uma pessoa versátil, cuja personalidade muda de acordo com a programação.
Thoper, Boyd e a médica interpretada por Amy Acker também cresceram no meu conceito, mas nada que me faça realmente me importar com o destino ou sequer a rotina deles. O quê, para uma série de televisão, é um dos maiores pecados. Eu preciso começar a me importar genuinamente com o quê acontece com essas pessoas de eu for continuar assistindo a essa série. Até agora, eu decidi ver até o sexto episódio, só porquê Joss disse que é quando a série fica boa. Mas depois disso, se nada acontecer, eu vou abandoná-la. A série não é tão ruim quanto eu pensei a princípio, mas é definitivamente superficial e esquecível.

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3 Respostas to "Dollhouse – 1×02 – The Target e 1×03 – Stage Fright"

Tenho vontade de ver a série, mas a crítica não está sendo muito positiva e isso desanima. Vou esperar a séries receber muitos elogios, a Eliza disse que tudo melhora no episódio 6, então vou esperar até lá, ver os comentários e ver se eu assisto.

Eu curto muito Dollhouse. Acho inovadora e extremamente positiva em alguns aspectos, PORÉM…dá pra sentir que fica algo a desejar mesmo, mais como disse no meu review nada que faça você desistir da série. Como ainda é o começo, eu tô vendo as coisas dessa maneira, Dollhouse precisará ficar MUITO, mais MUITO ruim para eu parar de acompanhar, até então ela ainda me agrada.

Alguns pontos negativos da série, que vêem se arrastando desde ”Ghost” que foram citados por você aí no review fazem sentido mesmo. Os funcionários e a dona da Dollhouse são tão frios e sem vida quanto os ‘ativos’ chega a irritar, falta um pouco de mistério (more) e vida naqueles personagens, afinal até onde sabemos o quê eles estão fazendo não é certo. Algumas atuações deixam a desejar mesmo.

Ainda assim consigo pensar em Dollhouse como uma grande série futuramente. Bom, no quê depender da Fox acho isso um tanto quanto dificil de acontecer, porém se mudarem o dia e o horário de exibição da série pode ser que a coisa melhore.

Uma série que já avisa antes de estreiar que ficará boa lá pelo sexto episódio é de preocupar. Então por que não jogaram tudo fora e começaram desse ponto?

O pior é que vendo os dois primeiros episódios é verdade. Não há série, por enquanto. Há um emaranhado de muitas séries, principalmente as chavões.

É uma pena, porque o tema pode render zilhões de coisas boas.

O que mais traz dificuldades para Dollhouse é a falta do que se envolver. Personagem principal não existe. A Echo é a protagonista mas não é constante. A cada semana é uma coisa diferente.

O bom e o mau dá série é o mesmo.

Em The Target a personalidade Jenny nem se manifesta. A especiaista em sequestro do anterior era mais visível, uma personalidade pertubada por um trauma, mas na esportista radical não há nada.

Implantar personalidade que resulta apenas em habilidade é afundar mais ainda o conceito de Dollhouse.

Mas vamos ver no que dá.

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