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Terminator: The Sarah Connor Chronicles – 2×15 – Desert Cantos e 2×16 – Some Must Watch, While Some Must Sleep

Posted on: março 2, 2009

Quando se trata de Sarah Connor, eu já cheguei á conclusão de que eu gosto de todos os episódios que todo mundo odeia, e não gosto dos episódios que todo mundo adora. Mas eu realmente não consigo entender porquê as pessoas não gostam da Sarah e de Lena Headey. Podem explicar o quanto quiserem. Eu sinto uma empatia tão grande pela personagem e pela atriz que eu vou sempre me encantar com episódios dedicados à psicologia de Sarah Connor, não importando o quanto eles sejam supostamente irrelevantes para a trama e que não tenham ação nenhuma.
Por isso confesso que indepentende das novas informações e a da aparição do ‘metal’ em Desert Cantos, eu achei toda a jornada do quarteto fantástico na cidadezinha, como penetras do funeral dos trabalhadores da fábrica, um tanto quanto tediosa. Eu estou até agora tentando entender porquê o robô estava matando vacas, além de não ter compreendido ainda a relevância de descobrir que os responsáveis pela construção daquela nave mantinham todos os empregados da fábrica sobre forte vigilância (além de provar que Sarah não está insana).
Contudo, eu gostei muito de toda a parte dedicada à Catherine Weaver. Com Cameron ficando de lado, Shirley Mason se tornou o melhor alívio cômico da série e minha segunda personagem preferida. Catherine é tão complexa quanto à robô principal. Ela é eficiente e fria, mas sua curiosidade pelos humanos faz com quê aos poucos ela incremente sua personalidade com traços nossos. E quando ela tem de contracenar com a fofíssima Mackenzie Brooke Smith, as cenas são melhores ainda. As tentativas de Catherine de suprir o lugar de mãe de Savannah parece já ter ultrapassado a necessidade de acobertar sua verdadeira identidade. Se eu não soubesse melhor, diria que ela gosta da criança e até ressente um pouco sua inadequação para oferecer afeto a menina cuja mãe ela matou. Robôs podem sentir amor e culpa? Eu geralmente diria não, mas com Catherine e Cameron não é possível saber.
Já o décimo sexto episódio, que foi completamente parado, me agradou em cheio. Começando pela narração de Sarah. Eu sempre adorei a narração em off, sempre achei que enriquecia os episódios e a personagem, e nunca entendi porquê nessa segunda temporada ela esteve quase sempre ausente. Outro ponto positivo foi a estrutura do episódio, que ao contrário do episódio anterior, teve um propósito.
A parte da clínica era surreal de uma maneira um tanto óbvia, as coincidências eram demais para serem plausíveis, mas mesmo assim o roteirista, diretor e editor atingiram o objetivo de criar uma estória confusa, nos deixar inseguros e nos injetar com dúvidas. Apesar da trama com Winston ser muito mais coerente com o Universo da série, assim como Sarah, eu não tinha certeza do quê era real e do quê sua mente paranóica estava criando. Uma coisa é certa desde o episódio catorze: Sarah está mais aterrorizada e vulnerável que nunca, e o gatilho para seus problemas mentais ficarem tão violentos certamente foi sua confiança de que havia assassinado Winston naquela fábrica.
Na verdade Winston sobreviveu, raptou Sarah e a manteve refém dentro de uma van. Amarrada e drogada, ela constantemente perde a consciência e tem delírios envolvendo a clínica, a robô que é sua enfermeira e que termina assassinando ela e John, e uma colega de quarto que morre queimada, além de John e Cameron em um relacionamento excessivamente amigável, demonstrando seu medo da proximidade entre seu filho e a exterminadora. Foi um episódio que estabeleceu uma oposição ao décimo quarto, onde apesar de suas alucinações, Sarah seqüestrou uma médica e manteve-se no controle por parte do tempo, com seu cérebro lutando pela sua sobrevivência o tempo todo. Aqui ela é vítima e está perdida, subjugada pelo seu seqüestrador e insconciente da verdade. Winston nem bateu tanto assim nela, mas certamente lhe infligiu uma tortura psicológica pungente demais para seu emocional já danificado.
Eu não me lembro, mas já vimos Sarah chorar antes? Com a mistura do pesadelo em que ela e John morrem com a realização de que seu cativeiro era real, Sarah desabafou. E como se os quarenta minutos anteriores já não fossem prova o suficiente do sua competência, os momentos finais deram a Lena Headey a oportunidade de usar todo o seu talento. E ela ainda sai daquela situação mostrando que apesar de não ser ciborgue, ela é tão hardcore quanto Catherine e Cameron. A seringa no olho certamente foi um momento inspirado.
Eu sei que Some Must Watch, While Some Must Sleep não é o quê a maioria da audiência quer ver. Mas enquanto a série continuar apresentando episódios assim, eu continuarei uma fã fiel.

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4 Respostas to "Terminator: The Sarah Connor Chronicles – 2×15 – Desert Cantos e 2×16 – Some Must Watch, While Some Must Sleep"

Vixe, eu gostei muito de Some Must Watch… embora não me conforme de toda intiminade entre John e Cameron ser apenas fruto do medo da Sarah, snif, snif.
O legal é que ela meteu bala no Winston e dessa vez com gosto. Se até agora ela vinha sofrendo por ter matado pela primeira vez, dessa vez acho que ela fez as pazes com sua consciência e saiu dali com a alma lavada.
(e ela mais ou menos estava sentindo o que o John sentiu no início da temporada).

Olha. Alguns podem gostar, outros não, mas a minha impressão é que se a série ficar neste ritmo dos dois últimos episódios a coisa vai ficar feia na audiência. Tomara que eu esteja errado.

Thaís… Sempre venho aqui mas acho que é minha primeira vez comentando….. Bem de início, para variar, mais um post perfeito seu. e 2: estou totalmente com vc que o 16º episódio foi ótimo…. Foi aquela confusão brilhante, agonizante e meio que desconfortante….. Foram 42 minutos brincando com nossa cabeça, nos fazendo nos achar meio que burrinhos ( e olha que já temos Lost para nos ensinar esse tipo de coisa há 5 anos!” ) e um final que achei o melhor da temporada….. Tudo bem que não temos mais toda aquela ação, mas essas coisas bem boladas são uma ótima reposição para gastar chumbo grosso, né?
Abraços!

só para te ajudar a entender:

A morte das vacas pode ser simplesmente um acidente (a vaca bebe agua contaminada de alguma forma por algum produto que sai da nave, e morrem, lembrando que só existiam vacas mortas perto do laguinho onde a nave estava escondida), ou para prática de tiro da nave (o que não faria sentido, pois não lembro ter visto sangue no local).

Quanto a forte vigilância, isto está claro: skynet está construindo o seu futuro embaixo dos panos, para evitar que este seja destruido por pessoas que venham do futuro para este motivo… é quase como utilizar o feitiço contra o feiticeiro (pensa bem, sarah, john e companhia limitada ficam escondidos dos robos no passado, os robos fazem o mesmo).

Lembrando que tudo isto faz parte da grande empresa criada pela Catherine, para este motivo (manter a skynet do futuro), tudo roda em torno deste objetivo.

Sarah chorou sim, não vou te falar agora em qual capítulo pois foi em mais de um, mas ela chorou (sempre de rosto virado, tentando esconder, nunca abertamente).

ps.: adorei seu blog, vou começar a ler.

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