Séries Addict

Ashes to Ashes – 2×01 – Episode 1

Posted on: abril 22, 2009

Ashes to Ashes é uma série cuja recepção eu nunca entendi. Obviamente a série não é perfeita, longe disso. Mas não é apenas que as pessoas não gostam da série, elas parecem se frustrar do fundo de seus corações com o quão distante ela é daquilo que elas esperavam. E obviamente aquilo que elas esperavam é sua predecessora, Life on Mars. Eu vi Life on Mars, gostei, achei tudo muito inteligente, mas nunca fui uma fã hardcore. Eu também não sou uma fã xiita de Ashes, mas às vezes até parece, porquê eu sou a única pessoa que conheço que fala bem.
Mars e Ashes obviamente são diferentes. Mas acho que a principal diferença, pelo menos que eu senti entre as duas experiências, era que Life on Mars se levava a sério. Era uma série bem densa, inteligente, para pessoas inteligentes que gostam de uma bom drama. Talvez os produtores de Ashes to Ashes até levem o show a sério, mas o tom é bem diferente. Apesar dos mistérios, a série é mais irreverente, mas escrachada, é praticamente uma comédia. E eu a vejo para rir.
E em matéria de risadas acho que a estréia dessa segunda temporada teve o efeito desejado. Algumas piadas não foram boas (a do esgoto, por exemplo), mas é só o Philip Glenister aparecer em cena que as falhas do roteiro se compensam. Até os momentos vergonha alheia de Alex foram engraçados, ainda que continuem constrangedores.
Os momentos dramáticos também foram bons. Eu fiquei realmente agradecida pelo sumiço do palhaço macabro, e o perseguidor de Alex é desde já uma figura muito mais interessante. O rapto e tortura da Alex foi uma cena bem eficiente, mesmo sendo óbvio que Gene a salvaria, principalmente pelo aparecimento dessa nova e enigmática figura. Ele parece ser do futuro e ao mesmo tempo, ele consegue passar despercebido o suficiente para deixar coisas para Alex na delegacia e em sua casa. Ao fim ele lhe pergunta ao telefone: “Você será minha parceira ou inimiga?” Se eu fosse a Alex escolheria a opção em que não ser amarrada e medicada pelo Dr. Crazy não vem de bônus.
O outro elemento que tornou a coisa tensa foi a atuação de Keeley Hawes. Ás vezes eu acho a Alex muito gritalhona para uma policial treinada do século 21, mas até que aqui a histeria dela funcionou com perfeição. Apesar de algumas coisa incomodarem, eu gosto da Hawes e acho que ela tem química fantástica com o Philip Glenister. Não dá para saber se eles continuarão investindo na tensão sexual mal-resolvida entre os dois, mas pelo menos nesse primeiro episódio não houveram mais insinuações desse tipo e o casal de protagonista parece ter se assentado no respeito e afeto mútuos. Por mim tanto faz, desde que os dois continuem a ter ótimos diálogos.
Então, resumindo, o saldo do retorno da série britânica foi bem positivo. Eu me diverti horrores, matei saudades do Glenister, da Hawes, dos figurinos estilosos, das músicas que eu nunca ouvi na vida, das referências que eu não entendo (meus pais tinham doze anos em 1982, pelo amor de Deus), do Chris e da Shaz (com direito a cena de strip tease do Marshall Lancaster que me causou mais vergonha alheia que a Alex falando com o cachorro), do Ray e do Luigi e seu restaurante onde todo mundo vai, todos os dias e a qualquer hora, e ainda passei a me interessar muito mais pela trama da Alex no presente agora que ela parece ter sido duplamente encontrada.
E sobre o futuro, eu queria fazer um pequeno adendo sobre a cena inicial no hospital. O noticiário diz que Alex está desaparecida desde as dez da manhã. O relógio na parede marca onze horas. Se fossem onze horas da manhã, uma hora me parece pouco para o desaparecimento de Alex já estar sendo comentado no jornal, especialmente porquê ninguém sabe com certeza que ela foi levada como refém pelo bandido do começo da primeira temporada (cujo nome eu esqueci completamente). Porém, se forem onze horas da noite, isso significa que ela ficou várias horas no cativeiro sangrando após levar uma bala na cabeça. Eu sei que o forte da série não é plausibilidade, mas de jeito nenhum que ela teria sobrevivido. Mesmo que o relógio seja um erro, uma janela de tempo de um desaparecimento grande o suficiente para ser matéria em um jornal de Tv, é certamente uma janela de tempo grande demais para alguém que levou um tiro à queima roupa na cabeça, não?

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1 Response to "Ashes to Ashes – 2×01 – Episode 1"

Eu até curti Ashes to Ashes, mas deixou a desejar. E nem sei se foi o roteiro. Alex até tem seu charme, é ótima atriz. Mas a grande baixa é a “não-presença” de John Simms, o Sam Tyler. O cara não está na tela, mas tá lá. O tempo todo. A comparação é inevitável.

Só assisti a série porque me venderam o peixe errado. Achei que seria a série do Gene HUNT/Philip Glenister. O que quase acabou acontecendo, pois a presença dele é impressionante. Tiveram que dar um chá de cadeira no cara prá que Alex conseguisse contar sua história. Ele é praticamente um “Sheldon” britânico.

Deu prá ver até o fim. Apesar do gostinho “fish and fries”, faltou tempero. Graças ao bom deus, os ingleses sabem aprender com os erros.

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