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Archive for the ‘30 Rock’ Category

Eu assisti vinte episódios inéditos de séries essa semana, então esse foi um dos Tops mais interessantes de se montar. Algumas coisas boas ficaram de fora e os dois primeiros colocados são tecnicamente um empate, pois foram, ambos, os melhores episódios da semana. A única estréia que entrou foi Kings, mas eu eu até que gostei de Party Down. Já Better Off Ted eu não devo continuar vendo.

1. Terminator: The Sarah Connor Chronicles – 2×19 – Last Voyage Of The Jimmy Carter (MPV: Thomas Dekker)
2. Grey’s Anatomy – 5×18 – Stand By Me (MVP: Sandra Oh, Patrick Dempsey)
3. Lost – 5×09 Namaste (MVP: Josh Holloway, Elizabeth Mitchell, Daniel Dae Kim)
4. Criminal Minds – 4×18 – Omnivore (MVP: Thomas Gibson)
5. Damages – 2×11 – London, Of Course (MVP: Glenn Close)
6. The New Adventures Of Old Christine – 4×18 – A Change Of Heart/Pants (MVP: Julia Louis-Dreyfus)
7. Kings – 1×01 e 1×02 – Goliath Part 1 And Part 2 (MVP: Ian McShane)
8. The Big Bang Theory – 2×18 – The Work Song Nanocluster (MVP: Jim Parsons)
9. Trust Me – 1×08 – What’s The Rush? (MVP: Eric McCormack, Tom Cavanagh, Sarah Clarke)
10. 30 Rock – 3×15 – The Bubble (MVP: Jon Hamm)

1. Criminal Minds – 4×17 – Demonology (MVP: Paget Brewster)
2. Grey’s Anatomy – 5×17 – I Will Follow You Into The Dark (MVP: Patrick Dempsey, Justin Chambers)
3. Terminator: The Sarah Connor Chronicles – 2×18 – Today Is The Day (MVP: Summer Glau)
4. The Big Bang Theory – 2×17 – The Terminator Decoupling (MVP: Jim Parsons)
5. Damages – 2×10 – Uh Oh, Out Come The Skeletons (MVP: Glen Close)
6. 30 Rock – 3×14 – The Funcooker (MVP: Tina Fey)
7. Trust Me – 1×07 – Damage Control (MVP: Eric McCormack)
8. The New Adventures Of Old Christine – 4×17 – Too Close For Christine (MVP: Julia Louis-Dreyfous)
9. House – 5×17 – The Social Contract (MVP: Hugh Laurie, Robert Sean Leonard)
10. CSI: NY – 5×17 – Green Piece (MVP: AJ Buckley)

E depois da ausência justificada semana passada, o Top 10 volta essa semana. Um pouco atrasado, e com a ausência de Being Human, que eu ainda não assisti, mas volta. A maioria das reviews desses episódios não foram ao ar, mas elas irão aparecer por aqui.

1. Damages – 2×08 – They Had to Tweeze That Out of My Kidney (MVP: Glenn Close)
2. United States of Tara – 1×06 – Transition (MVP: Toni Collette, Rosemarie DeWitt)
3. Nip/Tuck – 5×21 – Allegra Caldarello (MVP: Roma Maffia)
4. Terminator: The Sarah Connor Chronicles – 2×16 – Some Must Watch While Some Must Sleep (MVP: Lena Headey)
5. Trust Me – 1×05 – Way Beyond the Call (MVP: Griffin Dunne)
6. Criminal Minds – 4×16 – Pleasure Is My Business (MVP: Thomas Gibson, Brianna Brown)
7. Lost – 5×07 – The Life and Death of Jeremy Bentham (MVP: Terry O’Quinn, Michael Emerson)
8. 30 Rock – 3×12 – Larry King (MVP: Tina Fey, Alec Baldwin)
9. House – 5×16 – The Softer Side (MVP: Hugh Laurie)
10. CSI NY – 5×16 – No Good Deed (MVP: Gary Sinise)

Damages – 2×06 – Pretty Girl in Leotard

De todas as surpresas e revelações dessa fantástica temporada, a melhor de todas foi a desse episódio. Meu instinto me dizia que Patty tinha um coringa na manga, e eu não estava errada. Mas ainda assim, sua aliança com Arthur Frobisher me pegou completamente desprevenida. Sem dúvida é um desenvolvimento inesperado e magnífico em suas implicações. Ellen pode estar manipulando Patty em relação ao FBI (ainda que eu tenha dúvidas sobre o quão ingênua Patty realmente é em relação a isso), mas Patty a está enganando completamente. Ela nunca deixará que Parsons prejudique Frobisher enquanto este tiver utilidade. E apesar do meu choque inicial, o envolvimento dos dois faz todo o sentido. Eles são iguais. Ambos colocam a si mesmos acima de todo o resto, e por isso, são imprevisíveis. Suas estratégias mudam em um reflexo constante, e suas mentes afiadas são armas indispensáveis a suas necessidades de controle, poder e superioridade. Ted Danson aparece pouco, mas continua mostrando-se ótimo. Fico feliz que ele tenha retornado e que a explicação para seu sumisso seja tão perfeita.
Quem também retorna é Anastacia Griffin. Os roteiristas também foram felizes aqui, e fizeram sua ausência ser compensada pelo fato de quê seu retorno traz algumas respostas sobre o assassinato de David, ainda que eu considere que a real relevância das conexões descobertas em Pretty Girl in Leotard ainda não estejam claras.
Daniel Purcell mal apareceu e o único desenvolvimente de sua trama foi seu rompimento com Claire Maddox, essa sim um destaque. Marcia Gay Harden novamente se prova extremamente competente, muito diferente de algumas composições suas que eu vi no cinema, como a segura e misteriosa Maddox. Sem dúvida a melhor performance do episódio.

30 Rock – 3×11 – St. Valentine’s Day

Um pouco inferior a Generalíssimo, mas ainda assim bom o suficiente para que eu pense que a temporada atual finalmente está voltando ao rumo, St. Valentine’s Day se foca nos relacionamentos altamente bizarros que só 30 Rock pode proporcionar. É impossível não sentir vergonha alheia por Liz e sua tentativa de primeiro encontro com o médico perfeito Drew, que vira um desastre de proporções homéricas. Jon Hamm, sem ter muito o quê fazer (Fey precisa escrever algumas coisas realmente engraçadas para ele) está bem, mas é completamente engolido por Tina Fey. Atuando cada dia melhor, cada vez mais engraçada e possuindo as cenas mais difíceis e algumas das falas mais interessantes, é impossível ela não se destacar.
Porém, Alec Baldwin continua sensacional e no geral sua trama foi melhor, justamente por ser menos exagerada e mais palpável que a situação de Lemon com a morte da mãe de Drew e sua filha problemática tudo acontecendo ao mesmo tempo. Elisa arrastá-lo para a igreja no dia dos namorados é uma idéia simples, mas genial. As cenas de Jack usando o momento da oração para falar ao telefone e sua confissão ao padre (“Eu uma vez afirmei ser Deus. Durante um depoimento.”, “Eu posso ter sodomizado nosso ex-vice presidente, enquanto sob influências de uma arma narcótica”). Salma Hayek teve seus momentos também. Ela começou bem sem graça, mas seus diálogos melhoraram incrivelmente, o quê dá esperança de que é uma questão de tempo até que eles achem algo que funcione para Hamm.

1. Nip/Tuck5×18 – Ricky Wells (MVP: Roma Maffia, Adhir Kalyan)
2. Being Human
1×02 – Episódio 2 (MVP: Russell Tovey, Dean Lennox Kelly)
3. CSI Miami
– 7×14 – Smoke Gets In Your Csis (MVP: Emily Procter)
4. Trust Me
– 1×02 – All Hell the Victors (MVP: Tom Cananagh, Monica Potter)
5. Fringe
– 1×13 – The Transformation (MVP: John Noble, Mark Valley, Anna Torv)
6. Damages
– 2×05 – I Agree, It Wasn’t Funny (MVP: Glenn Close)
7. Lost
– 5×04 – The Little Prince (MVP: Michael Emerson, Elizabeth Mitchell, Josh Holloway)
8. The United States of Tara
– 1×03 – Work (MVP: Toni Collette)
9. Grey’s Anatomy
– 5×14 – Beat Your Heart Out (MVP: Chandra Wilson, Sara Ramirez)
10. 30 Rock
– 3×10 – Generalissimo (MVP: Tina Fey, Alec Baldwin)

Só lembrando que por 2008 inclui-se o ano todo, e não só a Fall Season. Além disso, ao começar a fazer essa lista eu tentei pensar em todos os nomes mais mencionados, os queridinhos da crítica e dos formadores de opinião (bloggers), os concorrentes aos principais prêmios. O problema é que quase nenhum entra nessa lista simplesmente porquê eu não estou assistindo a quase nenhum. Assim que eu me deixei levar, a lista saiu facilmente. E eu honestamente não vou colocar na minha cabeça que eu só vejo porcaria, porquê eu acho que não é bem por aí. Cada série nessa lista, cada ator, tem uma razão para estar ali. Mas não vou mentir que essa lista é extremamente subjetiva. Apesar do nome do post, essa é uma lista das coisas que eu mais adorei esse ano, que mais me comoveram, surpreenderam ou excitaram. Que sob o meu olhar, foram destaque de alguma maneira. E se é uma lista no mínimo diferente, eu espero que sirva para interessar as pessoas em coisas que estão aí, no ar, e que elas desconhecem o quão boas são. Eu também tenho a mania de incluir alguns atores em séries que eu não vi inteiras, mas não consigo incluir séries cujos episódios eu tenha perdido. Isso explica por exemplo a presença de Duchovny, mas a ausência de Californication.

Melhor Série Dramática: LOST
Runner-up: Criminal Minds

Menções Honrosas: Lipstick Jungle, House, Terminator: Sarah Connor Chronicles, CSI:NY

Foi difícil escolher. As duas séries no topo me deixaram na ponta da poltrona, me mordendo, falando com o PC, rindo e chorando. LOST foi uma série que me conquistou desde o início, e com a qual eu me revoltei em ocasiões, quase abandonei durante a segunda temporada (que eu odiei, period), mas que me emocionou muitas e muitas vezes e sempre consegue puxar o tapete de debaixo dos meus pés. Eu achei essa quarta temporada brilhante. Reclamei de várias coisas, mas qualquer que seja a série, eu sempre tenho reclamações a fazer, algumas completamente irracionais até. Já CM foi crescendo sutilmente no meu gosto. Antes um policial que eu considerava inteligente e tecnicamente bem feito, mas que ficava abaixo em preferência das franquias CSI, Criminal Minds conseguiu me conquistar completamente e se tornar meu show investigativo favorito, e surpreendentemente foi o quê vi de melhor na Fall Season. Lipstick aparece logo depois, me surpreendendo completamente com uma segunda temporada cativante depois da medíocre primeira. House até está tendo uma temporada que não é a sua melhor, mas eu ainda estou gostando. E esse posicionamento aqui também é, em grande parte, responsabilidade do final da quarta temporada, que foi inquestionavelmente fantástico. Sarah Connor foi uma grande descoberta. Gostei, apesar de implicar com um milhão de coisas. A primeira temporada (que eu vi na Warner, na época em que eles ainda eram canal de séries) me agradou bem mais, mas a segunda pode surpreender agora mais para o final, com as pontas se amarrando. E CSI:NY é aquela série que é tecnicamente tão impecável, que eu não consigo deixá-la de fora de uma lista dessas, apesar de eu considerá-la um pouco fria, e ter problemas pra gostar dos personagens. É simplesmente A série na qual eu não vejo defeito nenhum (além do supra citado).

Melhor Série Comédia: Big Bang Theory
Runner-up: 30 Rock

Menções Honrrosas: The New Adventures of Old Christine, Weeds, Two and a Half Men

Eu não sei como isso aconteceu, mas 30 Rock foi completamente desbancada. A série cômica que atualmente mais me surpreende, agrada e, o principal, faz rir, é Big Bang. Ainda assim, tem espaço aqui para menções a sempre primorosa 30 Rock (a CSI: NY cômica), Old Christine (que eu amo demais), Weeds (que eu amo demais também) e Two and a Half Men (que se repete o tempo todo, e me deixa com a impressão de que eu estou vendo coisas repetidas todo episódio, mas me faz rir mesmo assim).

Melhor Atriz Dramática: Paget Brewster
Runner-up: Kim Raver

Menções Honrosas: Leighton Meester, Lena Headey, Melina Kanakaredes

Essa é uma categoria extremamente perniciosa para mim. Eu nunca escolho os mesmos nomes que a maioria das pessoas e quando eu começo a colocar os nomes no papel, eu sempre fico com dó de escolher só uma. Ser uma leading lady não é fácil. Nem todos os papéis da Tv são bons ou profundos o suficiente, e sempre parece que os homens ficam com os mais legais. A Leighton Meester, por exemplo, quase entrou como runner-up e até mesmo pensei em colocá-la no posto máximo. ADORO Blair. Ela é uma personagem feminina, jovem e é politicamente incorreta o suficiente para eu considerá-la uma das melhores coisas na Tv atualmente. E sua intérprete, Meester, é simplesmente perfeita. Mas apesar de continuar sendo a alma de Gossip Girl, acho que Blair perdeu um pouco de seu ardor e acho que Raver e Brewster acabaram batendo Meester pelas primeiras posições por terem sido mais memoráveis na minha cabecinha. Raver, de quem eu sempre gostei, é a alma de sua série. Sim, sua personagem Nico perde de longe para Blair. Ela é mais quadradinha, mais dramática, tem menos edge (não consigo achar uma palavra melhor). Mas ela é mais profunda, mais sutil e atuação de Kim me tocou mais fundo. Já Brewster pode ser uma escolha que ninguém vai entender e muitos virão aqui dizer que ela é coadjuvante, mas eu acho que ela está assumindo o posto de protagonista feminina de CM e com louvor. Repentinamente a personagem evoluiu enormemente frente aos meus olhos e eu ainda estou boba. E é tudo trabalho de Brewster, porquê apesar de sua Emily Prentiss estar ganhando destaque, a verdade é que os personagens principais tem poucas chances em dramas procedurais como Criminal Minds para expor algum traço marcante de personalidade e conquistar o espectador. E ela conseguiu me conquistar.

Melhor Atriz de Comédia: Tina Fey
Runner-up: Mary Louise Parker

Menções Honrosas: Julia Louis-Dreyfous, Eva Longoria

Parker perdeu seu lugar de honra para Fey, porquê a intérprete de Liz Lemon tem feito muito, muito bonito como a escritora nerd do The Girlie Show. Ainda assim, Parker arrasou o suficiente para estar bem pertinho dela no topo. E o mais importante é que ela conseguiu passar grande parte da temporada sendo apenas boa e em uma cena, conseguiu deixar todos os fãs aplaudindo sua atuação de pé. Dreyfous sempre me faz rir, ela é o Charlie Sheen mulher para mim. E Longoria teve uma temporada sensacional e está finalmente mostrando que é, de fato, uma atriz bem talentosa.

Melhor Ator Dramático: Hugh Laurie
Runner-up: Gary Sinise

Menções Honrosas: Charlie Hunnam, Donald Sutherland

Categoria sempre difícil para mim também, mas pelo motivo oposto de Melhor Atriz. Hugh Laurie sempre ganha, e depois eu fico que nem uma idiota tentando encontrar pelo menos mais dois nomes pra mencionar. A verdade é que vi muito pouco de Sons of Anarchy e Dirty Sexy Money. Os dois atores estavam ótimos, mas nem posso dizer que tenho um grande conhecimento de causa. E Sinise que eu também adoro e que é meu leading man em séries policiais preferido (no momento) ganhou um espacinho, porquê tem feito seu trabalho direitinho, independentemente de eu ser capaz de empatizar com ele ou não.

Melhor Ator de Comédia: Jim Parsons
Runner-up: Alec Baldwin

Menções Honrosas: Charlie Sheen, David Duchovny

Parsons é a melhor coisa a acontecer na comédia esse ano. O resto também me fez rir, mas não tanto.

Melhor Atriz Coadjuvante: Summer Glau
Runner-up: Dana Delany

Menções Honrosas: Elizabeth Mitchell, Sandra Oh, Kelly Rutherford, Lisa Edelstein, Jill Clayburgh, Katey Sagal

Glau é outra vitória incontestável. Headey pode até ter entrado na minha menção honrosa lá em cima, e eu a adoro desde Intrigas, mas nem eu consigo negar que a atriz que interpreta a robô Cameron é a alma de Terminator. E é a melhor personagem feminina do Fall Season. Delany marca presença porquê eu amei tudo o quê ela fez em DH na temporada passada e praticamente só me lembro da trama dela, o quê significa que todo o resto foi esquecível. Uma atriz que salva um temporada inteira de uma série assim merece lugar de destaque. As demais são todas ótimas, mas no caso de Mitchell, Oh, Rutherford e Edelstein, o roteiro nem sempre as ajuda. E no caso de Oh e Rutherford, elas próprias nem sempre se ajudam (tem atriz que faz mais com muito menos material). Mas ainda as adoro profundamente e mais frequentemente que não, elas conseguem ser o melhor ator em cena (tá, para Rutherford não é muito difícil, considerando os atores com ela contracena normalmente, tipo Blake Lively, Connor Paolo e Penn Bagdley).

Melhor Ator Coadjuvante: Michael Emerson
Runner-up: John Noble

Menções Honrosas: Justin Kirk, Matthew Gray Gubler, Glenn Fitzgerald, Jack McBrayer, Simon Helberg, Kunal Nayyar.

Não me perguntem de onde saíram tantos nomes. É incrível como apesar de existirem papéis masculinos principais incríveis, eu consigo citar muito mais nomes de atores coadjuvantes que me impressionaram. Cheguei a escrever Noble como o melhor do ano e depois me dei conta que tinha esquecido completamente de Emerson. Um lapso imperdoável, eu sei. O quê seria de LOST sem Benjamin Linus? Eu odeio Ben com todas as forças e ainda assim, o adoro e acho que ele é a única pessoa que tem a mínima idéia do quê diabos está se passando, o tempo todo. Emerson o construiu de maneira fantástica. Sua ambiguidade constante, seus maneirismos meio de nerd, mas que são assustadores ao mesmo tempo, tudo contribui para tornar Linus o melhor personagem na Tv atualmente.

Prêmio Especial para Melhor Série Velha que eu só fui ver esse ano: The Pretender
Runner-up: Huff

Menção Honrosa: Veronica Mars

Porquê eu sempre sou fisgada completamente por séries antigas? Ano passado não fiz essa categoria, mas considerando que as três séries acima estão entre o quê eu vi de melhor esse ano, superando, inclusive, grande parte do material inédito, elas tinham que aparecer de alguma maneira aqui. Ainda faço um texto especial sobre elas, juro.

São duas séries de comédia, mas tem espaços completamente diferente no meu horário. 30 Rock é minha comédia preferida e na minha opinião, a melhor comédia no ar atualmente. Samantha Who é comédia mediana, que eu quase abandonei, mas cuja premiere eu acabei vendo. E achei extremamente fraca. Os únicos momentos bons da série continuam a ser os flashbacks, talvez a série devesse se tornar um gigantesco. A Sam é tão boazinha, tão melosa, que fica chata. No começo, sua inocência era até legal, mas já se tornou piegas. A Jean Smart no papel de Regina ainda é uma das melhores coisas do show, mas é impressão minha ou até Jennifer Esposito e sua personagem politicamente incorreta perderam a graça?
Já 30 Rock volta excelente como sempre e com uma das minhas atrizes em série de comédia favoritas, Megan Mullaly. E não é que a personagem dela não tem nada de Karen Walker? Pelo menos foi o quê eu achei. Ela interpreta Bev, simplesmente a pessoa que vai decidir se Liz vai poder adotar um bebê ou não! E o mais legal foi ver além de ver a Liz se desdobrando para sair bem na fita, o Jack tentando voltar ao seu antigo cargo. Jack para Presidente! Sério, ele sempre consegue tudo o quê quer, ainda quero vê-lo decidindo concorrer a presidente dos EUA na série. Para aturar a louca da Kathy Geiss tem que ter muito jogo de cintura. A idéia de fingir que estavam em uma cena de novela, atuando com a Liz e terminando com a Kathy gritando “Beijo” Beijo!Beijo” foi a melhor de todo o episódio. Francamente, a Tina Fey merece todos os prêmios que anda recebendo.

Este texto contém spoilers para aquelesque não acompanham a exibição americana das séries comentadas.

Desperate Housewives – 4×13 – Hello, Little Girl (MVP: Marcia Cross)

O casal gay desapareceu, o marido de Katherine foi embora e agora perdemos Orson. Tudo bem que o elenco da série estava enorme, mas eu sinto falta dos personagens (não tanto do marido de Katherine), o quê é mais do que eu poderia dizer se fossem Eva Longoria ou Teri Hatcher a abandonar Wisteria Lane. As duas são as donas de casa mais atrapalhadas, o que deveria ser charmoso, mas eu nunca fui conquistada por elas. Gaby com tentando competir com o cachorro guia do Carlos foi patético, mas como eu considero Carlos extremamente grosseiro, eu quase torci pra ele sair na rua sozinho e ser atropelado por um caminhão. O plot de Lynette foi fraco, e eu fiquei com a impressão de que eles escolheram a saída fácil. Se Tom fosse o incendiário, o que eles fariam? Eles enterraram o crime de Orson por mais de uma temporada e finalmente conseguiram fechá-la, teriam que fazer tudo de novo ou mandar o patriarca dos Scavo pra prisão. Difícil, certo? Até o aparecimento do marido de Katherine (quem diabos está enterrado no jardim dela?) não me deixou excitada, mas foi ainda assim a parte mais interessante do episódio. Só espero que eles terminem com todo o mistério logo, porquê isso já está se arrastando por tempo demais e tendo mais reviravoltas do que seria prudente.

Samantha Who – 1×13 – The Gallery Show (MVP: Christina Applegate)
Samantha e Todd tem uma relação pra lá de complicada. Como enfatizado pela abertura do episódio em que a protagonista versa sobre sinais, eles são muitos e não são claros. Especialmente porquê os dois têm uma inafável habilidade para comportarem-se de maneira idiota. Jerry O’Connel faz uma participação especial como o cara que Sam considera perfeito para fazer ciúmes em Todd, até que ela lembra-se de que ela a assaltou há três anos atrás. Uma idéia original, mas que poderia ter rendido mais. O problema da série é que os escritores tem ótimas idéias, mas nunca as exploram completamente. Está na hora de criarem as milhares de piadas que podem.

CSI Miami – 6×18 – Tunnel Vision (MVP: John Scheiner, Kaitlin Doubleday)

Esse episódio de CSI Miami não foi nem de longe tão denso quanto o passado. E o caso teve aquele toque de inacreditável, de algo elaborado demais para acontecer de verdade, sem com isso ser brilhante. O túnel desmoronando na hora exata em que os caras se aproximavam, quando a estrada parecia ser deserta, foi além do aceitável. Porém, o clima leve serve para fazer uma boa ponte entre episódios mais dramáticos (se for o caso do próximo episódio). Os atores pareciam ter aproveitado o tom, e estavam todos bem relaxados em cena. Horatio está estabelecendo um padrão nessa temporada (além de fazer justiça com as próprias mãos) de fazer procedimentos do laboratório. Há muito tempo ele não os fazia, e algumas pessoas (eu inclusa) já haviam até se esquecido de que o Tenente é, também, um cientista. É até estranho vê-lo usando o jaleco branco. Khandi Alexander apareceu pouco e contracenou com Emily Procter, como já virou costumeiro. Não é de se espantar que esteja deixando o show. Sua personagem Alexx não tem muito espaço pra crescer. Em atuação, os destaques foram os convidados (apontados acima em MVP), que conseguiram fazer de Charles e Amanda Brighton extremamente simpáticos. Eu quis muito que ambos fossem inocentes. Uma pena que um deles não era o que parecia.

30 Rock – 2×14 – Sandwich Day (MVP: Alec Baldwin)

Alguém sabe qual é a razão de Jane Krakowski ter sumido de 30 Rock? Ela fez falta e eu fiquei feliz de ver Jenna de volta (sua sugestão de que Liz tirasse sua calcinha no banheiro e entregasse a um homem foi memorável). Quem também reapareceu foi Jason Sudeikis, o ex-namorado de Liz que terminou com ela para se mudar para Cleveland, Floyd. É engraçado como os namorados de Liz acentuam todas as inseguranças. Uma grande oportunidade para Tina Fey explorar seu talento como atriz. Porém, a estrela de 30 Rock ainda é Alec Baldwin. Jack Donaghy perdido depois de ser destronado pela filha louca de Geiss e Banks (que infelizmente não reapareceu) classifica-se como o melhor do episódio, e entre os melhores momentos da temporada também. Jack tentando tirar Geiss do coma no susto contando-lhe que Hilary Clinton tornou-se presidente só não foi mais fantástico que sua derradeira nomeação como novo Diretor de gestão de crise e de condições meteorológicas da segurança interna, pela administração Bush, que segundo o próprio é um navio afundando. Quero só ver como Jack se virará nesse emprego que pra ele é pior ainda do que trabalhar numa produtora de carros americana.

Texto publicado originalmente no TeleSéries.

Este texto contém spoilers para aquelesque não acompanham a exibição americana das séries comentadas.

Samantha Who – 1×12 – Butterflies – 8 (MVP: Christina Applegate, Jennifer Esposito, Rick Hoffman)
Exibição: 21 de Abril de 2008

Butterflies foi um episódio sobre controle, e por contiguidade, a falta dele. Tentar ser uma pessoa nova pode até ser difícil porquê é preciso descobrir quais coisas estão no seu controle ou não, mas mesmo quando não se está tentando mudar todos nós testamos a água para ver até onde podemos ir. O politicamente incorreto, tão presente na série, pode ser apenas um teste de limites. Grande parte das ações que tomamos, tomamos porquê podemos. E essa é uma das grandes graças de se viver.
O episódio não foi, como nunca é pra min, hilário. Mas foi divertido. Samantha Who tem ótimos diálogos e bons atores e é assim que se mantém acima da média. Por outro lado, as externas no terreno do shopping ficaram parecendo com cenas tecnicamente inferiores de Pushing Daisies. Na minha opinião, direção de arte e figurino são pontos fracos do show.

CSI Miami – 6×17 – To Kill a Predator – 8 (MVP: Stephanie Niznik)
Exibição: 21 de Abril de 2008

Horatio Caine está no caminho para se tornar o próximo Batman. Brincadeiras a parte talvez Horatio deva considerar uma identidade secreta se ele pretende continuar brincando de justiceiro. Quando em Rio ele matou o assassino de sua esposa, acho que quase ninguém se importou. No episódio passado, quando ele assassina um homem desarmado em All In (novamente na cidade maravilhosa), houve um certo burburinho de descontentamento nos fóruns dedicados a série. Mas aqui, com o final deixando implícito que Horatio está mesmo seguindo um padrão de fazer justiça com as próprias mãos, até eu fiquei preocupada. É essa a mensagem que CSI quer passar? Que Horatio pode fazer a justiça do aqui e agora? Irônico, quando nesse episódio eles pensavam estar perseguindo um vigilante e se mostravam demasiadamente preocupados em prendê-lo.

Gossip Girl – 1×14 – The Blair Bitch Project – 9,5 (MVP: Leighton Meester)
Exibição: 21 de Abril de 2008

GG voltou do longo hiatus mas manteve o ótimo ritmo que a série adquiriu depois do episódio 10. O drama teen parece ter encontrado sua personalidade. Apesar das tramas não serem exatamente novas, elas adquiriram uma cara própria. As excelentes adições de Hazel (Dreama Walker), Penelope (Amanda Detton) e Eloise (Emma Demar), ao invés de atrapalhar, deram ainda mais charme e conteúdo ao combate Jenny x Blair, que esquenta nesse episódio. No final, foi 2×1, com Jenny vencedora, provando que está disposta a ir bem longe pra manter o posto de popular. A união dos Van der Woodsen com os Bass provou-se muito melhor do que o esperado. Todas aquelas questões de família disfuncional que ficavam dispersas pelas várias famílias do show, aparentemente se concentram agora no luxuoso apartamento do New York Palace escolhido por Lily e Bart para Lar, Doce Lar. E se os dois são o casal menos que ideal, é bom vê-los atuando como dois lados diferenciados na educação dos três adolescentes, já que tirando breves participações de Alison e Harold, os jovens do Upper East Side parecem ser criados por pais solteiros, que representam um único juiz com uma só visão de mundo. E, como bônus, não se encaixam nos estereótipos de madrasta e padrasto, o que é sempre bom ver na TV. Ao invés de favorecem seus próprios filhos, eles são os primeiro a condená-los, o quê é engraçado, mas compreensível devido ao passado de Chuck e Serena.E no final abre-se a porta para a chegada de mais uma personagem. Quem não está ansioso pra conhecer G?

Desperate Housewives – 4×12 – In Buddy’s Eyes – 8,5 (MVP: Dana Delany)
Exibição: 20 de Abril de 2008

Desde o primeiro segundo de Dana Delany na tela já ficava claro que Katherine Mayfair e Bree disputavam um mesmo lugar. Por um bom tempo o embate entre as duas perfeccionistas ficou de lado, preterido pelos mistérios passados de Katherine, mas aqui a competição entre as duas ganha lugar novamente. A esperta Katherine consegue persuadir Bree de que apesar de invadir o espaço dela, ela também a entende melhor do que ninguém, podendo portanto ser grandes amigas. Outras competições, como a entre Rick e Tom, não são tão inofensivas que possam ser resolvidas em uma conversa.
Usando a metáfora da cegueira para amarrar as pontas no final, o saldo desse episódio foi muito bom. Com ele, Desperate vem mantendo uma certa qualidade bem alta desde o hiatus. Os mistérios de Katherine parecem estar se encaminhando a passos largos para um fim, Gaby está bem menos irritante agora que Victor morreu e ela é esposa de Carlos novamente, e as demais Housewives parecem ter voltado ao seu nicho de sempre. Só me pergunto, o quê aconteceu com o casal gay?

30 Rock – 2×13 – Succession – 9 (MVP: Will Arnett, Tina Fey, Alec Baldwin)
Exibição: 24 de Abril de 2008

30 Rock é provavelmente a série com a maior quantidade de quotes brilhantes por episódio no ar atualmente. É impossível não ficar impressionado com a qualidade do roteiro de Tina Fey. Além disso, sua Liz Lemon cresceu impressionantemente e está melhor do que nunca. É sempre ótimo vê-la discutindo com sua equipe e, melhor ainda, é vê-la grudada naquele pacote de Cheetos mexicanos, com cabelo desarrumado, quase nenhuma maquiagem e moletom. As mulheres na TV sempre aparecem tão embonecadas. Mas das mulheres imperfeitas das sitcoms, Liz é provavelmente a presidente honorária e eu a adoro por isso.
Banks voltou e Geiss finalmente tomou sua decisão a respeito de seu sucessor, mas nem por um minuto eu achei que seria tão fácil pra Jack. Melhor pra o público, que vai poder ter muito mais de Will Arnett (Banks).

Esses textos fazem parte da nova coluna do TeleSéries, onde foram originalmente publicados.

Mais um episódio sensacional de 30 Rock. C.C. e Jack, Liz pensando que o vizinho dela era terrorista e Kenneth perdendo as calças do patrão. Mas alguém mais ficou curioso pra saber o que era aquele cheiro de xarope que todo mundo tava sentindo?

“Está certo Jerry, em que shows da NCB você quer ser inserido digitalmente?”
“Eu gosto de Lost, isso é de vocês?”

 

30 Rock volta às telas depois do merecidíssimo Emmy, e Jack Donaghy e Liz Lemon voltam ao trabalho depois de um verão super produtivo, em que Liz leu dois livros, usou chinelos em público, fez Ioga duas vezes por semana e terminou com Floyd e Jack emplacou vários sucessos de mid-season (America’s Next Top Pirate, Are you stronger than a dog?, MILF Island) e inseriu durante todos os programas do primetime uma imagem digitalmente alterada de Seinfeld, que vai procurá-lo na NBC assim que volta da Europa e acaba sendo levado para um tour por Liz em um vestido de noiva enquanto Jack tenta formular um plano que não inclua matar Jerry.
Depois de ser chutado por sua esposa por ter sido flagrado com um travesti a quem ele supostamente só queria ajudar, Tracy se muda para seu camarim e Liz designa Kenneth para fazer por ele tudo o que a esposa fazia, tirando a parte sexual. Jenna passou o verão fazendo uma peça na Broadway em que ela comia quatro pedaços de pizza no palco por apresentação, e agora está gorda.
30 Rock é uma série competentíssima em tirar sarro de si mesma, do mundo da televisão e das pessoas que nela trabalham, e há de se aplaudir quem quer que seja o executivo da NBC que se deixa ser retratado como Jack Donaghy.
O episódio foi divertidíssimo, com um roteiro bem amarrado e cheio de ótimas piadas, e as atuações continuam inspiradas, especialmente a de Baldwin. Por isso tudo, 30 Rock é, na minha opinião, a melhor comédia no ar.

 

2×01 – SeinfeldVision – 10 (MPV: Alec Baldwin)


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