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Quem não sabia que Annie ia acabar, de alguma maneira, protagonizando o musical da escola no lugar de Adrianna? Eu sabia desde o momento em que ela foi aceita no coral. Desde então, em qualquer cena de ensaio (e aparentemente o musical se resumia a música Mamma Who Bore Me, porquê esta era a única que elas ensaiavam), Annie brilhava, sua voz de sobressaía mais e era como se Adrianna nem estivesse lá. Infelizmente ao colocarem a atriz Jessica Lowndes para cantar um pedacinho da música a capella, esta fez uma performance tão fantástica que tornou a carreira como atriz profissional de sua personagem crível e sua substituição pela sem graça (apesar de cantora razoável) Shenae Grimes deixou um gosto amargo de injustiça, mesmo com o artifício do uso de drogas de Adrianna servindo como justificativa.
Aliás, a maneira como a trama foi utilizada para que Annie conseguisse o papel principal até me deixou confusa. Até o presente momento a trama de Adrianna (apesar de só apresentada aqui e no piloto) se mostrou a mais eficaz. Sua personagem é praticamente um estereótipo, mas a atriz é tão boa, que funciona muito bem. E a resposta sensível de Brenda estava sendo muito bem construída, sendo a diretora da peça o exato oposto de Adrianna, uma atriz que aparentemente não sofre com os problemas de drogas, anorexia, etc, etc. Por isso mesmo eu não entendi ela tirando Adrianna da peça, virando as costas e deixando a menina com a mãe louca. Se ela foi se drogar e voltou naquele estado por causa da presença dos agentes, eu ficaria seriamente preocupada com a possibilidade de ela ter uma overdose.
Além de Lowndes, no elenco adolescente continuam se destacando Jessica Stroup, a Silver, e Tristan Wilds, o Dixon. Eles formam o casal mais simpático e o mais importante, mais próximo do quê é um adolescente normal. A trama da família de Naomi melhorou um pouco, mas não devido a atriz AnnaLynne McCord, e sem de Christina Moore, que interpreta sua mãe Tracy. Ela não teve uma atuação sensacional, mas esteve correta e o texto melhorou também. Naomi obviamente já perdeu o posto de vilã para Adrianna, e agora ela é uma garota cool que até senta com Silver e Annie. O quê a volta do namorado não faz, né? Vamos ver se McCord funciona em sua nova função. Lowndes é uma vilã mais convincente de qualquer maneira.
Quanto a Annie, Ethan e Ty, vou me abster de falar, porquê eu achei completamente irrelevante e idiota. Annie e Ethan são dois grandes indecisos e como se isso não bastasse, Annie revolve fazer sexo com uma cara que conhece há algumas semanas (e com quem ela está namorando, oficialmente, há muito menos). Concordo com Silver quando esta diz que a mocinha não está preparada para o sexo. Com a sabedoria de Silver tendo sido posta em uso, quem precisava do drama com os pais de Annie (e infelizmente, a atriz nem conseguiu convencer em seu constrangimento). Não que os pais de qualquer adolescente tão bobinha quanto Annie não fosse ficar preocupado, mas toda vez que 90210 tenta criar uma imagem de família preocupada e carinhosa para os Wills, eu os acabo comparando com os Cohen (já me disse milhões de vezes que é ridículo, mas não consigo evitar) e então simplesmente não funciona. A falta de carisma de Lori Loughlin e Rob Estes também não ajuda em nada.
90210 pode não estar tão boa quanto Gossip Girl (nem de longe), mas ela também está melhorando de qualidade a cada episódio, e Gossip Girl também não teve uma primeira temporada toda original e maravilhosa. Por isso, eu acredito que não irei me arrepender por continuar acompanhando os adolescente de Beverly Hills (espero que eu não me prove enganada).

90210 conseguiu manter o bom ritmo da estréia, e apesar de não ter superado Gossip Girl na minha preferência nem de longe, conseguiu pelo menos garantir que eu queira continuar vendo. A série é descompromissada e divertida na maioria do tempo, e isso é o mais legal nela. Nos dois episódios, ela também teve suas tramas dramáticas, uma que eu gostei e outra que detestei, então esse ainda é um ponto meio capenga da série.
Tentando explorar mais as relações familiares, eles mostraram os problemas de Silver com sua mãe e os de Naomi com seu pai, que tem uma amante, e ainda quiseram empurrar uma traminha boba envolvendo os Wilson, mas essa mesmo é que não colou. A estória de Silver foi bem construída, bem escrita e vivida com bastante veracidade, porém sem melodrama por Jessica Stroup, e convenceu. Ainda serviu para aproximar a garota de Dixon, e depois desses dois episódios, os dois já vieram a se tornar meus favoritos.
Já a trama da família de Naomi soou forçada o tempo todo, e a atriz AnnaLynne McCord, que eu tinha elogiado na outra review, não conseguiu segurar a carga dramática imposta a personagem, e teve duas performances péssimas, o quê só reforçou a artificialidade em torno do problema. A atriz Christina Moore, que faz sua mãe, Tracy, também não ajudou. Em momento nenhum eu senti empatia por ela. Os roteiristas também não ajudaram. Naomi aparece durante várias cenas dizendo que está pirando, o quê é completamente superficial, no que me pareceu como um artifício barato para colocá-la junto com Ethan de novo. Se tivesse havido um bom diálogo entre mãe e filha, a situação poderia ter se tornado muito mais profunda.
O triângulo entre Annie, Ty e Ethan foi ainda mais dispensável e desinteressante. Eu sei que também elogiei Shenae Grimes, mas ela é outra que só me convenceu no piloto. Cada vez que ela entra em cena, parece que ela está tentando demais. Aliás, além de Dixon, na família Wilson a única outra que continua rendendo é Tabitha, mas com a sempre hilária Jessica Walters como intérprete, é difícil não dar certo.

Eu não assisti a versão original de 90210, e sei apenas o suficiente para saber que certos personagens são da antiga série. Mas não acho que isso tenha atrapalhado minha experiência. Corrijam-me se eu estiver completamente equivocada, mas essa 90210 parece ser uma série nova.
Uma série que até que é boa. Ela tem aquele roteiro redondinho, com tramas extremamente similares a grande maioria dos filmes teen e um monte de clichês se amontoando nos pouco mais de setenta minutos de exibição. Mas ela tem um elenco natural e razoavelmente carismático que, mesmo aparentando idade adulta com muito mais obviedade que em Gossip Girl, com exceção da protagonista, empresta uma certa credibilidade a estória.
Jessica Walter e sua Tabitha são o ponto alto, apesar de que nenhuma de suas tiradas cômicas conseguiu me fazer rir de verdade, o quê acontecia praticamente toda vez que Jessica entrava em cena em Arrested Development. E a novata Shenae Grimes e a não tão novata AnnaLynne McCord (Deus, eu a odiava em Nip/Tuck) são os destaques do elenco jovem e eu espero que os produtores da série decidam em um futuro próximo se as duas serão amigas, rivais ou algo mais complexo, porquê até o momento parece apenas que há uma falta de definição.
A direção conseguiu achar um ritmo acertado, bastante rápido e leve. A minha única crítica é que tudo tenha parecido muito superficial. Mesmo com o elenco correto, é difícil se envolver com os problemas dos personagens quando estes mal parecem serem algo preocupante. 90210 é divertido, e em uma semana em que há pouquissimas estréias, isso é mais que suficiente. Mas quando a não ser que eu crie uma conexão com o show, vai ser difícil mantê-lo na minha lista principal quando eu tiver vinte séries pra assistir.

Promo do próximo episódio:


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