Séries Addict

Archive for the ‘CSI’ Category

“Confie mas verifique.” A notória frase que Ronald Reagan adorava proferir era coerente com a situação da época, e com a instituição da desconfiança nas pessoas. Durante a Guerra Fria, seu próprio vizinho podia ser um traidor. Hoje em dia, ele pode ser um assassino, um pedófilo, um traficante de drogas. Os medos mudam, mas o receio nunca vai embora. Desde pequenos somos ensinados a suspeitar, para o nosso próprio bem. Hesitar em acreditar em alguém pode salvar-nos a vida. E em casos daqueles que trabalham na polícia, pode salvar a vida de outros.
Mas onde exatamente fica a linha entre desconfiar e perseguir, pré-julgar e condenar uma pessoa sem dar-lhe chance de defesa? Essa pergunta atravessou minha mente enquanto os últimos minutos de A Thousand Days On Earth desdobravam-se frente a meus olhos.
Uma criança morta. Uma cobertura midiática massiva. Uma grande comoção pública e até mesmo por parte de quem investiga o crime, nesse caso Catherine, que torna tudo pessoal. Pessoal demais?
Meu coração se contorce toda vez que CSI aborda a morte de uma criança. Feeling the Heat, episódio da quarta temporada que já começa com um bebêzinho sendo encontrado morto, sozinho dentro de um carro num calor de mais de quarenta graus (e só piora depois daí), foi um dos mais difíceis de se assistir. Justice is Served, no qual uma menina de seis anos é assassinada pela própria mãe num parque de diversões, não foi nenhum pouco mais digerível. E já que lembrei-me dele, devo mencionar que o episódio da primeira temporada tem semelhanças gritantes com esse aqui.
Em Justice is Served, cujo roteiro também pertence parcialmente a Anthony E. Zuiker (em ambos os casos havia um segundo roteirista), Catherine, pessoalmente afetada por ser mãe (e naquela época Lindsey tinha uma idade muito aproximada a da vítima), também trabalha o caso de maneira dura, sendo particularmente severa contra um suspeito com antecedentes em crimes sexuais relacionados a menores. Perturbada, ela jurou atormentar o suspeito até conseguir provar sua culpa. Do mesmo jeito que fez a Leo Finley nesse décimo terceiro episódio da oitava temporada. Ambos eram inocentes.
Mas meu ponto é, Catherine fez a coisa errada? Esqueçamos por um momento que ela é apenas um personagem de ficção, assim como facilmente esquecemos (eu, pelo menos, esqueci), que aquela criança terrivelmente machucada na mesa do necrotério não é real. É fácil demais deixar-se levar por uma tragédia dessas. A linha entre sede de justiça e assédio é muito tênue, mas pode ser um tanto opaca quando o que está do outro lado é a vida de um estranho no qual simplesmente não conseguimos confiar. E às vezes está em nosso poder destruir essa vida.
Quando Catherine foi abordada por Leo no estacionamento, eu fiquei tensa. Achei que ele a atacaria ou ameaçaria. Mas assim seria fácil demais, não? Com Catherine posta no lugar de vítima, ela e nós todos ficaríamos bem com tudo o que aconteceu, julgando que Finley teve o quê mereceu. Mas o quê ele fez foi apenas evidenciar uma culpa que eu sequer tinha pensado em associar a Catherine. Para sermos mais justos, ninguém no laboratório estava exatamente tentando para-la, e os interrogatórios de Brass foram tão duros quanto a linha de investigação que apesar de comandada por ela, não foi toda realizada pela loura.
E depois de descoberta a culpabilidade do padrasto, a regra da condescendência não exatamente entrou em vigor. A suposição da culpa, novamente associada a um histórico desfavorável, foi mais forte e uma mulher inocente morre. No final, Inez e Gracie se foram e a vida de Boyd está completamente destruída. A de Leo também.
Às vezes, julgamos rápido demais. Chame de instinto de sobrevivência ou do que quiserem, ninguém vai acordar amanhã e decidir dar a mão à palmatória. Mesmo na instituição policial, que deveria ser imparcial, às vezes imparcial demais é ruim. O fator humano, raiva, indignação, ás vezes vêm a calhar. Às vezes não. Atiramos pedras e nos surpreendemos com os efeitos. Seria bom se conseguíssemos acertar sempre. Mas não conseguimos.

Texto publicado originalmente no TeleSéries.

Os espectadores de CSI aqui no Brasil foram sortudos, pois não tiveram que esperar as várias semanas que separaram o décimo primeiro episódio de CSI do décimo segundo. A culpada foi a greve, é claro. Eu atrasei um pouquinho, mas a review do episódio já está no TeleSéries.

E essa é uma ceninha excluída do episódio. É quase uma crueldade ela não ter entrado, pois ela é maravilhosa.

Catherine: Deus, você parece horrível.
Grissom: Oi, Catherine.
Catherine: (pro cachorro) Oi, Hank. Oi, amiguinho.
Grissom: Obrigada por vir. Eu preciso estar no tribunal em trinta minutos.
Catherine: Oh, ok. Isso é canja de galinha?
Grissom: Receita da minha mãe.
Catherine: Mesmo?
Grissom: Eu preciso me vestir. Me atualize.
Catherine: Ok. Hum, Greg achou pele queimada no botão do cinto de segurança. O que significa que a vítima estava usando o cinto antes do fogo começar. Se você leva um tiro, e você entra no seu carro, você não coloca o cinto, certo?
Grissom: Você ainda está falando? Eu não consigo ouvir você.
Catherine: Eu vou falar mais alto. Então, a bala entrou pela parte de baixo das costas, consistente com ele sendo atingido enquanto estava fugindo do carro, e vestígios confirmou que o pedaço de pano encontrado no compartimento do motor estava encharcado com gasolina. Prova incêndio provocado. Eu tenho uma teoria. Eu tenho uma teoria de que a esposa da vítima abriu a boca sobre o Grande Júri e os LaTs descobriram sobre ele. Então, sabotaram seu carro, seguiram ele e atiraram nele enquanto ele fugia.
Grissom: Escuta, Catherine, quando você terminar sua investigação, você pode levar o Hank pra fazer xixi? Eu preciso chegar ao tribunal.
Catherine: Por quanto tempo você e a Sara ficaram juntos?
Grissom: Eu tenho que ir. Obrigado.
Catherine: Em pensar que todos esses anos eu achei que você fosse esse solitário workaholic (viciado em trabalho).

A tradução foi feita de ouvido e não está perfeita. Eu perdi algumas coisas que a Marg falou e algumas eu modifiquei para ficarem mais claras ou sucintas. Eu adoro a amizade de Catherine e Gil. Eles obviamente tem uma intimidade e é sempre ótimo ver como eles não são perfeitos um com o outro (Catherine fuçando a casa do Gil, fazendo perguntas incovenientes; ele ignorando ela), mas nem por isso brigam. Eu queria que essa cena tivesse marcado presença. Os fãs de Sara também iriam adorar, já que ela é bem lembrada aqui.

Gary Dourdan foi preso no dia 28 de Abril, em Palm Springs, quando a polícia o encontrou dormindo dentro de seu carro, estacionado do lado errado da estrada, e ao revistar o carro encontrou cocaína, heroína, ecstasy, remédios prescritos e parafernália para uso de drogas. A estrela de CSI falou ao Acess Hollywood:

Obviamente, eu certamente gostaria de não Ter sido responsável por tanta gente entrando na área VIP do festival”, referindo-se ao Coachella Festival Anual da Califórnia. “E a festa depois do Festival, me deixou exausto, mas eu estou feliz que estacionar preveniu um DUI (sigla em inglês para dirigir sob influência). Eu recomendo sequer dirigir, mas uma soneca é sempre boa (em qualquer lado da estrada, rsrs).” Dourdan também disse que as coisas encontradas em seu carro não lhe pertenciam. “Eu sou abençoado que o Sargento percebeu que a bolsa carregando seja lá o que eles encontraram não are minha e que os testes voltaram negativos. Eu tenho estado feliz de cooperar de qualquer modo para limpar meu nome e seguir em frente com minha abençoada vida.”
Mas a declaração de Dourdan entra em conflito com a que o Chicago Sun-Times recebeu de produtores de CSI que dizia “Nós temos estados preocupados com Gary por algum tempo. É uma pena que ele não foi capaz de conseguir a ajuda que precisa antes de isto acontecer.” A declaração vem de uma fonte interna, anônima. Outra fonte, também anônima, acrescenta “Depois disso, eu acho haverá um esforço concentrado para convencer Gary a conseguir ajuda – antes que ele se mate.” Ambas são bem drásticas, mas existe a problemática de avaliar se são mais confiáveis do que Dourdan, que além de todos os problemas está saindo de CSI, e segundo rumores, teria sido demitido por mal comportamento.

Dourdan, que foi liberado depois de pagar 5.000 dólares de fiança, desculpou-se aos fãs: “Eu me desculpo com todos os meus fãs, especialmente os jovens, como Taylor Swift, a quem eu deveria estar apoiando com minha filha ao invés de estar dirigindo cansado no deserto. Eu estou planejando eventos para publicizar que você não precisa de um bando de químicos sórdidos para se divertir. Apenas bons amigos, boa música e um bom honesto espírito cheio de fé.”

Pessoalmente, eu detesto leite. Mas a campanha para incetivar o consumo da bebida nos Estados Unidos, estrelada por Marg Helgenberger, está simplesmente irresistível.

O texto diz: ” Procurando acima e abaixo por como parecer ótima? No meu papel na Tv e como mãe, eu nunca perco nada. Então aqui vai uma dica: estudos sugerem que que os nutrientes presentes em três copos de leite desnatado ou semidestanado por dia podem ajudar você a manter um peso saudável. E as proteínas ajudam a construir músculos para um corpo esbelto. Mistério resolvido.”

Em seus 49 anos, Marg certamente está esbelta.

CSI

Eu sei que eu não enho posto mais minhas reviews de CSI aqui, mas elas continuam sendo periodicamente postadas no agora reformulado TeleSéries. Aqui, você as encontra todas, junto com outros textos meus.

Calleigh e Eric após tiroteio em Stand Your Ground

O que os produtores de CSI tem contra a mulher ter uma vida social? Eu explico de onde vem essa pergunta. Do episódio de CSI Miami que foi exibido ontem, Stand Your Ground, e de um pequeno retrospecto que eu fiz na minha cabeça depois de assisti-lo.
Em Stand Your Ground, nono episódio da temporada mais “novela da Globo” que nunca de CSI Miami (qualquer dia desses, Calleigh e Eric vão descobrir de repente que são irmãos! Tá, isso tá mais pra novela mexicana…), Calleigh acaba no meio de um tiroteio após reagir ao que parecia ser um assalto. Ela estava de folga, num brunch com Jake e bebeu duas mimosas. Com isso, depois do tiroteio, ela foi interrogada, questionada, recebeu olhares escusos dos colegas e todo o pacote completo que, concordando com a própria Calleigh, só serviu para humilhá-la.
E eu comecei a me perguntar por quê toda vez que mostram um pouquinho da vida social das CSIs, a desgraça vem a cavalo logo atrás? Em Weeping Willows, Catherine vai a um bar para relaxar depois do expediente e acaba a noite com um canalha que depois vem a ser suspeito de assassinato, uma portada na cara e posteriormente uma lição de moral de Grissom. Stella começa a namorar um cara que parece ótimo, e então em All Acess, este demonstra ser um verdadeiro psicopata, invade seu apartamento e a tortura. A própria Calleigh teve dois ex-namorados, um que apareceu noivo de outra do nada e posteriormente roubou dinheiro, e outro que colocou uma arma na cabeça de Calleigh para fugir de uma cena do crime de onde tinha roubado uma evidência e depois se matou dentro do laboratório dela. Voltando pra Catherine, ela também conheceu um cara que parecia maravilhoso, Chris Bezich, e então ela descobre que o canalha a traía. Ainda tem seu ex-marido, Eddie, o canalha-mor, que também a traía, tentou tirar Lindsey dela, entre outras várias coisas. Ainda seguindo com os canalhas, Sara teve um namoro sério com o bombeiro Hank, que aparentemente era apaixonado por ela, e então ele também aparece com uma outra namorada. Voltando pra Catherine, ela foi a um show com Nick depois do expediente e acabou sendo drogada e acordando nua em um motel de beira de estrada, descobrindo só bem depois que não havia sido estuprada, mas que seu raptor tirou fotos dela nua e mandou para seu pai, Sam Braun, como uma ameaça.
É claro, que no final disso tudo, elas saem sempre dignas, com a cabeça erguida, mostrando o quanto são fortes. Mas isso não muda o fato de que elas parecem estar sendo constantemente punidas por tentarem ter uma vida pessoal e sexual saudável. Escolher homens errados é uma coisa, mas em CSI parece que todos aqueles que não são CSIs provam-se parceiros menos que adequados, e isso acontece com os homens também. Mas são as mulheres que sofrem com escrutínio, a violência, a retaliação. São elas cujos erros de julgamento no que concerne suas vidas pessoais são recorrentes. E em uma série cujas duas principais produtoras executivas são mulheres (Carol Mendelsohn e Sarah Goldfinger) isso é confuso.
Todos os três CSIs possuem uma protagonista feminina, invariavelmente bonita, esperta e independente. Todas possuem um passado complicado e cheio de dor, que superaram com graça. São fortes e determinadas, não admitem desaforo de ninguém, mas gostam de todo mundo e são gostadas por todo mundo. Apesar de todas essas qualidades, elas são sempre ludibriadas por homens aparentemente perfeitos que acabam por fazer de suas vidas um inferno. E quando são mostradas fazendo algo remotamente casual, sempre acabam em problemas.
Se parasse por aí, seria perdoável, já que a franquia é focada em crimes. Mas o que complica é quando nesses episódios encontramos alguém inserido no papel de julgador e carrasco. Não importa que Calleigh tenha recebido sua redenção no final, quando descobre-se que os bandidos com quem ela trocou balas tinham mesmo a intenção de assassiná-la, pura e simplesmente. O que importa é que Stand Your Ground não foi o primeiro episódio de CSI em que as mulheres tiveram sua vida social associada a contextos ruins. Com isso eu me pergunto: será que isso é algum tipo de padrão que os escritores nem sabem que mantém? Uma muleta narrativa recorrente que ainda não perceberam ser perniciosa? Ou eu é que estou vendo coisas demais?

Calleigh seqüestrada

Bom, primeiramente eu peço desculpas por não atualizar o blog em tanto tempo, mas eu estou super ocupada com a faculdade e pra ser honesta, tirando os episódios de CSI que eu revejo pra escrever as resenhas do TeleSéries, eu não tenho visto série nenhuma desde o cancelamento de Jezebel James. Até que essa semana Paul To**** me mandou os dois últimos episódios de CSI: Miami, que me haviam sido recomendados por um amigo. Eu não estou acompanhando essa temporada de Miami regularmente e além de saber que Horatio tinha um filho, eu não sabia de mais nada. Toda aquela história de Julia, Kathleen, Ron e Pamela foi meio confuso, mas no final deu pra entender. Mãe do filho do Horatio que ainda o ama deixou o cara apaixonado por ela matar testemunha pra proteger seu filho. Brega. Me lembrou porquê eu parei de assistir CSI: Miami (além do Caruso ter ficado tão, tão ridículo que me dá vergonha alheia), às vezes parece que eu estou assistindo a uma FanFiction. E porquê eles tem que colocar seus CSIs em tantos problemas pessoais? Eu não importo com desenvolvimento dos personagens, mas CSI Miami é tão trágico com seus protagonistas, parece até que eu estou assistindo uma novela. Então, Ambush não me agradou muito, até o seu final. Aí eu odiei mesmo. Não sabia se ria ou se chorava, já que essa nova “viagem” de Horatio ao Rio foi ainda mais inverossímel e patética que a anterior. O governo do Brasil o extraditou só pra um carinha bizarro que mora no meio da floresta lhe ouvir admitir não admitindo que ele matou Riaz? E então ele lhe dá uma arma? Não dá pra ser mais viajado, apesar de que eu sinto que se filmassem a prisão de Horatio com verossimilhança o governo ia pirar. Tenho que reconhecer porém, que o finalzinho com o barulho do tiro na cena do Horatio e o corte abrupto pra Calleigh seqüestrada foi de arrepiar. E como eu já tinha baixado o episódio mesmo, fui assistir All In. O começo com Horatio Rambo quase me fez desistir, mas eu resolvi ver tudo porquê queria ver o que ia acontecer com a Calleigh. Eu gosto do trio Calleigh/Eric/Ryan. Aliás, Miami é o único CSI que eu gosto mais dos coadjuvantes do que dos protagonistas (amo Grissom e Mac). Então apaguei o fato de que Horatio matou uns dez (do lado de uma casa cheia de policiais), pegou um avião e voltou calmamente para Miami, e fiquei na verdade agradecida que foram dois minutos e não vinte de Horatio fazendo heroísmos dentro da Mata Atlântica. O seqüestro de Calleigh foi menos novelinha, provavelmente porquê ela teve que usar suas habilidades como CSI. Eu gostei de como se desenvolveu, lentamente e de maneira focada, apesar de nós sabermos desde o ínicio o que estava acontecendo. Fiquei me perguntando porquê o episódio Built to Kill com todas aquelas desgraças jogadas em cima de Catherine não poderia ter sido dosado como este. Adorei a cena do jogo de Poker, mas achei que o resgate de Calleigh não foi nem de perto tão emocionante quanto o de Sara (tá, a Sara tava semi-morta no deserto, Calleigh tava ótima, mas dava pra ser mais tocante do que foi). Fiquei confusa de novo no final; desde quando Eric e Calleigh tem alguma coisa? No balanço final o episódio saiu com um saldo bem positivo, mas ainda não tenho certeza de que tenho estômago pra acompanhar CSI: Miami regularmente. Eles são muito melodramáticos pro meu gosto, e eu não vejo a necessidade de toda temporada ter tantas confusões para os peritos.


Categorias

Comentários

luiz augusto em The Day of the Triffids
karina em Much I Do About Nothing…
andreia em Eles estão voltando…

Blog Stats

  • 207.318 hits

Todas as atualizações do seu blog favorito

Me Adicione no Technorati

Add to Technorati Favorites