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Archive for the ‘Damages’ Category

Quando a segunda temporada de Damages estreou, eu tinha grandes expectativas que foram correspondidas. Com o passar do tempo, as coisas esfriaram, o ritmo tornou-se devagar e as tramas deixaram a desejar; porém, nessa reta final a série se recuperou e entregou uma finale que se não é isenta de erros, pelo menos amarra todas as pontas.

A personagem Patty Hewes seguiu sua evolução, mas manteve sua coerência. Se desde a premiere nos apontaram que ela sentia culpa, era de se imaginar que ela tentaria expiar seus sentimentos via confissão. E o resto: a armação, trazer o Tom de volta, ficar sentada sob a mira de uma arma tentando resolver as coisas com Ellen enquanto sangrava por causa do esfaqueamento, expulsar Michael de casa e ainda conseguir as prisões de Dave Pell e Walter Kendrick é Patty Hewes em seu melhor jogo. É o quê eu desejo ver quando procuro a série e é o quê me satisfaz. É o quê, aliado a mais uma performance fantástica de Glenn Close, tornou essa finale um episódio delicioso de se assistir.

Porquê nem fazendo Patty de refém Ellen me empolgou. E depois ela simplesmente deixou o quê a Patty fez de lado só porquê a chefe confessou. Eu preferia que ela fosse presa, mas como poderia ocorrer uma terceira temporada com essa situação? Da mesma maneira, é óbvio que ela retornará a firma de Patty. Acho que a minha maior dúvida com esse final é quem retornará junto com ela? Claire, Purcell, Phil, Katie e Frobisher parecem ter esgotado seus usos para a série. Mas eu realmente gostaria de ver pelo menos Gay Harden de novo. E apesar de não ter sido a melhor temporada ou o melhor season finale que já vi, Damages ainda fez o suficiente para que eu continue uma fã fiel, que aguarda desde já seu terceiro ano.

Texto publicado previamente no site TeleSéries.

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Essa coluna está tão atrasada. E eu sinto tanto, mesmo.

1. Lost – 5×08 – LaFleur (MVP: Josh Holloway, Elizabeth Mitchell)
2. Being Human – 1×06 – Episódio 6 (MVP: Russell Tovey)
3. Trust Me – 1×06 – Promises, Promises (MVP: Eric McCormack, Sarah Clarke)
4. Nip/Tuck – 5×22 – Giselle Blaylock & Legend Chandler (MVP: Julian McMahon)
5. Terminator: The Sarah Connor Chronicles – 1×17 – Ourselves Alone (MVP: Summer Glau)
6. Damages – 2×09 – You Got Your Prom Date Pregnant (MVP: Glen Close)
7. The Big Bang Theory – 2×16 – The Cushion Saturation (MVP: Jim Parsons)
8. Two and a Half Men – 6×16 – She’ll Still Be Dead At Halftime (MVP: Charlie Sheen)
9. CSI: Miami – 7×16 – Sink Or Swim (MVP: Emily Procter, Adam Rodriguez)
10. Dollhouse – 1×04 – Gray Hour (MVP: Dichen Lachman, Fran Kranz)

Damages – 2×08 – They Had to Tweeze That Out of My Kidney

Na primeira temporada de Damages, eu achava Patty Hewes o máximo. Ela era misteriosa, implacável e assustadoramente calculista. Mas eu nunca cheguei a gostar dela. Porém, veio a segunda temporada e nós conhecemos o quê tem por trás da grande advogada. Vimos um lado mais suave e até mais ingênuo dela (eu estou começando a achar que ela realmente não desconfia da traição de Ellen). E eu comecei não apenas a gostar de Patty, mas a sentir pena dela. Nesse segundo ano, parece que o mundo está contra Patty. Até seu marido a está traindo, e de todas as maneiras possíveis. O FBI segue sua vigília implacável, apesar de parecer que a missão deles contra Patty tem mais a ver com o descontentamento de alguns figurões de Washington do quê com os pecados da advogada.
Nesse oitavo episódio, a má fase de Patty atinge seu auge. Breves flashbacks de um momento chave de seu passado complementam a principal trama no presente, que trata da importância de Tio Pete em sua vida. Infelizmente, apesar de sobreviver a própria tentativa de suicídio, Pete é assassinado por um de seus comparsas, logo depois de Patty lhe dar autorização para entregá-la para os Federais. A morte de Pete é tocante e angustiante pelo efeito devastador que tem em Patty, que se encontra agora mais sozinha que nunca. Mas a cena em que recebe a notícia nem é o melhor exemplo de atuação da maravilhosa Glenn Close. O melhor fica para o final, quando finalmente nos revelam que é de fato Patty que se encontra sob a mira da arma de Ellen no futuro. É óbvio que Patty, sendo a protagonista, não morrerá. Principalmente com uma terceira temporada garantida. Mas Close quase nos faz temer por ela. Eu estou morrendo para saber onde pararão as balas que Parsons dispara, vocês não?

Nip/Tuck – 5×21 – Allegra Caldarello

Christian aceitou seu destino trágico e seguiu em frente com as preparações para que Liz, Wilber e Sean não fiquem desamparados com sua morte. Agora falta Sean conseguir se resignar a idéia de perder seu melhor amigo e irmão. A situação não poderia ser mais difícil, e sem dúvida a rapidez com que Christian parece estar agindo não ajuda. O substituto escolhido por Christian também não. Logan Taper me pareceu divertido desde o primeiro minuto em tela. Também ficou óbvio de cara que ele não era normal. Mas em Nip/Tuck, quem é? Eu não imaginei, porém, que ele protagonizaria a melhor cena do episódio, quando logo depois de ser contratado faz amor com o sofá de Christian. Aliás, essa foi uma das cenas mais hilárias de toda a temporada. Se tem algo que Nip/Tuck não errou nenhuma vez na continuação desse quinto ano, foi na criação dos personagens que fariam aparições especiais e nos atores convidados para vivê-los. Richard Burgi estava impecável e é uma pena que sua participação seja tão curta.
Liz esteve às voltas com sua extremamente crítica mãe. É impossível não se relacionar com a Liz. Quem nunca escutou a coisa errada dos pais? Mais freqüentemente que não o criticismo deles não vem na hora certa, e mutias vezes cria-se um abismo entre pais e filhos que levam a muitas coisas dolorosas. Eu apóio Liz porquê eu não acho que gays e lésbicas devem ser tratados como uma anomalia, mas poderia facilmente ser de outra maneira. Todos nós somos injustos e julgadores em algum momento. Também acho que apesar de não ser um relacionamento perfeito e vir cheio de bagagem, o casamento de Liz e Christian não é só sobre a morte iminente dele. É sobre confiança, cumplicidade e companheirismo. Não é uma romance de contos de fada, mas isso não o torna menos verdadeiro. E se a minha mãe disesse que meu noivo é muito bonito e bem-sucedido para mim, e que só está se casando por causa do câncer, eu também a expulsaria do meu casamento.

Lie To Me – 1×04 – Love Always

Será que a Gillian sabe de alguma coisa que nós não sabemos, ou ela simplesmente escolhe ignorar os sinais de que seu marido está mentindo? Porquê eu me recuso a acreditar que, como braço direito de Lightman, ela seja incapaz de ver o quê todo mundo já percebeu. Então, ou ela tem medo do quê descobrirá caso pressione o marido ou ela já conhece a razão de suas mentiras. É a´te estranho que uma mulher tão confiante e segura em sua profissão seja tão carente na vida amorosa, mas às vezes é assim mesmo que as pessoas são. E Lightman mostra que apesar de seu jeito meio petulante com os clientes, ele é acima de tudo humano e compreende sensivelmente onde estão os limites do que ele pode revelar. Eu gostaria de ver a amizade dos dois mais explorada. No piloto, pareceu que eles tinham uma dinâmica divertida, e muita intimidade. Mas desde então Lightman só trabalhou com Ria. E eu também a adoro, mas acho que eles podem trocar de dupla. Torres e Loker não são um time ruim, e Keli Williams não anda rendendo muito como chefe do time secundário, acho que ao lado de Tim Roth ela pode funcionar melhor.
O caso foi bom, mas ainda não foi nada que tenha me deixado boquiaberta. Eu não entendo porquê as séries de investigação ás vezes criam roteiros com tantas reviravoltas. Talvez seja por isso que eu goste tanto de Criminal Minds. As mudanças no rumo da investigação parecem orgânicas, enquanto em Lie to Me fica claro que os roteiristas tentam tranfosmar o texto em algo mais interessante e chocante, além de ser a maneira preferida de enrolação desse tipo de show.

Trust Me – 1×05 – Way Beyond the Call

Tem como não amar essa série? Eu sinto que fico me repetindo toda semana, e realmente devo ficar, mas é que Tom Cavanagh e Eric McCormack simplesmente estão fantásticos. Eles tornam até o mais absurdo dos plots em algo super interessante. E dessa vez Tony e Denise tiveram a chance de aparecer mais um pouco, e Griffin Dunne esteve muito bem.
Novamente eu gostei muito do roteiro. Eu acho que os produtores do show tinham uma idéia, que é até boa, mas não é exatamente genial, e eles conseguem fazer uma série que foge do óbvio sem fugir da realidade. E além do bom texto, da boa direção e das boas atuações, a série é muito, muito divertida. É o entreterimento leve e descompromissado, mas com qualidade.

E depois da ausência justificada semana passada, o Top 10 volta essa semana. Um pouco atrasado, e com a ausência de Being Human, que eu ainda não assisti, mas volta. A maioria das reviews desses episódios não foram ao ar, mas elas irão aparecer por aqui.

1. Damages – 2×08 – They Had to Tweeze That Out of My Kidney (MVP: Glenn Close)
2. United States of Tara – 1×06 – Transition (MVP: Toni Collette, Rosemarie DeWitt)
3. Nip/Tuck – 5×21 – Allegra Caldarello (MVP: Roma Maffia)
4. Terminator: The Sarah Connor Chronicles – 2×16 – Some Must Watch While Some Must Sleep (MVP: Lena Headey)
5. Trust Me – 1×05 – Way Beyond the Call (MVP: Griffin Dunne)
6. Criminal Minds – 4×16 – Pleasure Is My Business (MVP: Thomas Gibson, Brianna Brown)
7. Lost – 5×07 – The Life and Death of Jeremy Bentham (MVP: Terry O’Quinn, Michael Emerson)
8. 30 Rock – 3×12 – Larry King (MVP: Tina Fey, Alec Baldwin)
9. House – 5×16 – The Softer Side (MVP: Hugh Laurie)
10. CSI NY – 5×16 – No Good Deed (MVP: Gary Sinise)

United States of Tara – 1×05 – Revolution e 1×06 – Transition

A cada episódio, Tara só cresce no meu conceito. Fica claro que a série deve construir até o fim dessa temporada o panorama completo sobre a doença de Tara, sua origem e suas conseqüências reais, afinal existe muito mais conflito com a família dela do quê fomos levados a pensar inicialmente. Apesar de apoiarem Tara, Max e os filhos se vêem presos em uma roda maligna onde eles se obrigam a ser condescendentes com a protagonista, mas os filhos são totalmente passivos-agressivos e estou começando a achar que a resignação de Max tem um quê de depressão.
No meio de tudo isso é a relação de Tara com Charmaine que se provou mais interessante. No segundo em que Rosemarie DeWitt ganhou espaço ela roubou totalmente a cena dos demais coadjuvantes, sua presença mais discreta equilibrando-se perfeitamente com a força de Toni Collette. A relação entre as duas irmãs é genuinamente complexa e conflituosa, e o ressentimento que uma nutre pela outra, somada à inveja e carinho mútuos criam problemas muito mais tocantes do quê qualquer coisa que os alters possam fazer, ou das dificuldades de Kate e Marshall. Eu estou curiosa para descobrir mais sobre o passado das duas, sobre porquê Tara foi para o internato e Charmaine não, e se a múltiplas personalidades teriam realmente surgido por causa de uma violência sexual que Tara sofreu.

Trust Me – 1×04 – Au Courant

Au Courant marca a primeira aparição da atriz Vanessa Marano (a April de Gilmore Girls) na série, interpretando a filha adolescente de Mason e Erin, Haley. Não questiono a competência da menina e acho que ela atua bem, mas Marano está ficando marcada pelo mesmo estereótipo nerd, não?
Com a trama dando destaque a filha de Mason, nós acompanhamos um pouco mais da intimidade deste e conhecemos mais a fundo uma de suas muitas neuroses, o fato de ele não ser cool. Foi uma trama bem fraca e um pouco batida, mas Conner fingindo ser Spike Jonze e os diálogos impecáveis reforçados pela atuação e química fantástica de Tom Cavanagh e Eric McCormack fizeram valer a pena.
A trama de Monica Potter foi mais legal, mas acho que poderiam ter desenvolvido mais. A atriz continua ótimo, e eles poderiam ter criado mais piadas e situações constrangedoras com a confusão sobre ela ser uma lésbica.
Esse foi o episódio mais fraco da série até agora, mas eu continuo achando-a a melhor estréia desse começo de ano.

Texto publicado previamente no site TeleSéries.

Nip/Tuck – 5×20 – Budi Sabri

Eu estou começando a ficar um pouco incomodada com os rumos que a série está tomando. Não que a qualidade dos roteiros, atuações ou direção tenha caído. Muito pelo contrário. Surpreendentemente, Nip/Tuck é uma das melhores séries que estou acompanhando ultimamente. Mas o sumiço de Julia e os filhos de Sean, a aparição esporádica de Matt e Kimber, e os relacionamentos entre Liz e Christian, mais Sean e Teddy, fazem com quê apesar de estar ótima, a série tenha se tornado algo totalmente diferente e tenha se afastado da Nip/Tuck que eu amava. Sim, eu sempre tive uma queda pelo relacionamento doentio entre Christian, Sean e Julia. É estranho ver que isso acabou, mas eu estou disposta a enxergar esse passo como uma evolução dos personagens.
Só que a continuação da crise de meia-idade do Sean tentando mudar completamente quem é não me agrada nada. Se é para ter evolução dos personagens acho que a essa altura Sean já deveria ter aprendido a lidar com meninas que querem controlar sua vida e suas ações. Acho que ele está um pouco deslumbrado com Teddy, e se eu já não gostei da personagem de cara, a detestei ainda mais profundamente ao vê-la insistir para que Sean desligasse o celular no restaurante, durante uma ligação de Julia. Apesar disso, Katee Sackhoff é ótima atriz e sua performance é extremamente competente.
O câncer de Christian se espalhou e ele não tem muito tempo de vida. O quê ele faz? Decide casar-se com Liz. Eu sempre gostei da amizade colorida dos dois, e entendo perfeitamente de onde vem a storyline, mas ainda assim fico com um nó sabendo que a sempre sensata Liz aceitou casar-se com Christian, mesmo sabendo muito bem que ele só fez a proposta por medo de morrer sozinho. Se ele estivesse saudável, ela ainda estaria em Miami e ele estaria dormindo com todas as mulheres bonitas de Los Angeles.

Damages – 2×07 – New York Sucks

E exatamente o quê eu previ, aconteceu. Se tem uma série nessa temporada que é páreo duro para Lost, é Damages. E teria como eu não gostar de um episódio cujo destaque é ninguém menos que o tio Pete? Acontece que ele é, de fato, tio materno da Patty. E sua lealdade, seja pelo sangue, sela por gratitude, seja por amor à sobrinha, prova-se inabalável ao ponto dele preferir o suicídio à deixar Patty cair nas mãos do FBI. Depois da tensão dos quarenta minutos de episódio, eu não consegui não me emocionar com aquele final. Eu só espero que Patty honre a adoração do tio por ela (e a minha) e cuide muito bem de sua viúva, em seus últimos anos de vida.
A parceria entre Frobisher e Hewes é consolidada e se torna pública. Além de ter amado a cara de pau da Patty dizendo à imprensa que Frobisher é uma ótima pessoa, com quem ela tem prazer de ter formado uma aliança, ela manipulou muito bem Ellen para que a jovem aceitasse a presença do assassino de seu noivo como cliente da firma. Ted Danson e Glenn Close continuam maravilhosos, Marcia Gay Harden está cada melhor, Olyphant e Griffin estão aparecendo um pouquinho mais e fazendo bem seu trabalho. Sinto falta do Hurt, mas mesmo que ele não apareça nunca mais, Damages tem o melhor elenco atual entre todas as séries que eu vejo.

CSI NY – 5×15 – The Party’s Over

Em The Party’s Over somos apresentados a mais uma trama que deve ter continuação. É uma novidade interessante para CSI NY que esta temporada esteja trazendo não apenas uma estória recorrente, mas três. O caso de Stella com a Embaixada Grega, e o envolvimento de Mac e Ella, nesse episódio somos apresentados a um caso que envolve políticos corruptos, um dono de jornal poderoso e um possível vazamento de informações. E tudo começa com a gripe azul, um protesto dos policiais cujo pagamento está atrasado. Eu adorei a maneira como o clima de caos na cidade foi retratado. E a cena mais divertida do episódio é sem dúvida a abertura, com Mac perseguindo um assaltante usando smoking e o algemando com um saco plástico por quê não tem ninguém para patrulhar as ruas.
Na festa que Mac deveria estar, Stella, seu novo namorado, o bombeiro Brendan Walsh, e Gillian Whitford presenciam a queda do corpo do anfitrião no meio salão e começa o caso da semana. Eu não gostei muito do filho ter matado o político, quando haviam tantos inimigos, tantas coisas acontecendo. Preferia que sua morte fosse relacionada aos desvios de dinheiro do cara. Mas pelo menos a presença do garoto serviu para Adam ter bastante destaque. Eu adoro o AJ Buckley, ele se tornou meu técnico de CSI preferido. É uma pena que Stella esteja envolvida com um novo cara (muito bonito, vale ressaltar), porquê eu realmente gostava quando estava rolando um clima entre eles, justamente por Adam ser essa pessoa delicada e sensível, um tanto quanto tímido, enquanto Stella é a mulher forte, decidida, extrovertida e protetora.
Outro relacionamento que parece que não vai acontecer, para meu imenso desapontamento, é o entre Gillian e Mac. Desde a primeira aparição de Julia Ormond eu gostei dela, e ela mostrou-se uma adição extremamente interessante, pois em nenhum momento sua personagem se mostra uma repetição dos outros policiais e chefes de Departamento da série. Ela tinha uma presença diferenciada e carismática, mas pelo contrato, essa deve ser sua última aparição.
Sai Ormond, entra Craig T. Nelson. Robert Dunbrook é um homem que obviamente gosta do poder e infelizmente, com a até Danny aderindo a paralisação, todo o aparato da polícia estava com problemas sérios. Uma posição delicada, que acabou colocando-os em uma posição mais delicada ainda. O poderoso dono de jornal aparentemente sabe de tudo o quê acontece, e eu aposto que sua doação de 20 milhões a NYPD vai se provar nada caridosa e causar muitas dores de cabeça. Depois do começo que eu considerei um pouco abaixo da qualidade da temporada passada, CSI NY melhorou bastante e volta a competir com Criminal Minds pelo posto de melhor policial atualmente no ar (CM ainda está ganhando).

Semana difícil. Vários episódios foram excelentes, os melhores de suas respectivas temporadas. Então, digamos que é um empate entre os sete primeiros.

1. Grey’s Anatomy – 5×15 – Before and After (MVP: Kate Walsh)
2. Lost – 5×05 – This Place is Death (MVP: Terry O’Quinn)
3. Criminal Minds – 4×14 – Cold Comfort (MVP: Joe Mantegna)
4. Fringe – 1×14 – Ability (MVP: Anna Torv, Jared Harris)
5. Private Practice – 2×16 – Ex Life (MVP: Kate Walsh, Patrick Dempsey)
6. The Big Bang Theory – 2×15 – The Maternal Capacitance (MVP: Christine Baranski, Jim Parsons)
7. Damages – 2×06 – Pretty Girl in Leotard (MVP: Marcia Gay Harden, Ted Danson)
8. The United States of Tara – 1×04 – Inspiration (MVP: Toni Collette)
9. Terminator: The Sarah Connor Chronicles – 2×14 – The Good Wound (MVP: Lena Headey)
10. The New Adventures of Old Christine – 4×15 – Reckless Abandonment (MVP: Julia Louis-Dreyfus, Hamish Linklater, Michaela Watkins)

Damages – 2×06 – Pretty Girl in Leotard

De todas as surpresas e revelações dessa fantástica temporada, a melhor de todas foi a desse episódio. Meu instinto me dizia que Patty tinha um coringa na manga, e eu não estava errada. Mas ainda assim, sua aliança com Arthur Frobisher me pegou completamente desprevenida. Sem dúvida é um desenvolvimento inesperado e magnífico em suas implicações. Ellen pode estar manipulando Patty em relação ao FBI (ainda que eu tenha dúvidas sobre o quão ingênua Patty realmente é em relação a isso), mas Patty a está enganando completamente. Ela nunca deixará que Parsons prejudique Frobisher enquanto este tiver utilidade. E apesar do meu choque inicial, o envolvimento dos dois faz todo o sentido. Eles são iguais. Ambos colocam a si mesmos acima de todo o resto, e por isso, são imprevisíveis. Suas estratégias mudam em um reflexo constante, e suas mentes afiadas são armas indispensáveis a suas necessidades de controle, poder e superioridade. Ted Danson aparece pouco, mas continua mostrando-se ótimo. Fico feliz que ele tenha retornado e que a explicação para seu sumisso seja tão perfeita.
Quem também retorna é Anastacia Griffin. Os roteiristas também foram felizes aqui, e fizeram sua ausência ser compensada pelo fato de quê seu retorno traz algumas respostas sobre o assassinato de David, ainda que eu considere que a real relevância das conexões descobertas em Pretty Girl in Leotard ainda não estejam claras.
Daniel Purcell mal apareceu e o único desenvolvimente de sua trama foi seu rompimento com Claire Maddox, essa sim um destaque. Marcia Gay Harden novamente se prova extremamente competente, muito diferente de algumas composições suas que eu vi no cinema, como a segura e misteriosa Maddox. Sem dúvida a melhor performance do episódio.

30 Rock – 3×11 – St. Valentine’s Day

Um pouco inferior a Generalíssimo, mas ainda assim bom o suficiente para que eu pense que a temporada atual finalmente está voltando ao rumo, St. Valentine’s Day se foca nos relacionamentos altamente bizarros que só 30 Rock pode proporcionar. É impossível não sentir vergonha alheia por Liz e sua tentativa de primeiro encontro com o médico perfeito Drew, que vira um desastre de proporções homéricas. Jon Hamm, sem ter muito o quê fazer (Fey precisa escrever algumas coisas realmente engraçadas para ele) está bem, mas é completamente engolido por Tina Fey. Atuando cada dia melhor, cada vez mais engraçada e possuindo as cenas mais difíceis e algumas das falas mais interessantes, é impossível ela não se destacar.
Porém, Alec Baldwin continua sensacional e no geral sua trama foi melhor, justamente por ser menos exagerada e mais palpável que a situação de Lemon com a morte da mãe de Drew e sua filha problemática tudo acontecendo ao mesmo tempo. Elisa arrastá-lo para a igreja no dia dos namorados é uma idéia simples, mas genial. As cenas de Jack usando o momento da oração para falar ao telefone e sua confissão ao padre (“Eu uma vez afirmei ser Deus. Durante um depoimento.”, “Eu posso ter sodomizado nosso ex-vice presidente, enquanto sob influências de uma arma narcótica”). Salma Hayek teve seus momentos também. Ela começou bem sem graça, mas seus diálogos melhoraram incrivelmente, o quê dá esperança de que é uma questão de tempo até que eles achem algo que funcione para Hamm.


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