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Archive for the ‘Gossip Girl’ Category

Na review do episódio passado eu reclamei sobre a maneira como as coisas estavam sendo conduzidas no núcleo de Lily e Rufus. Os dois pareciam letárgicos, calmos demais, quase entediados. Certamente estavam entediantes. Em Gone with the Will eles estão em Boston procurando pelo filho e acho que consigo finalmente aprovar a maneira de cada um lidar com a situação. Lily manteve suas reservas, Rufus continuou passionalmente e agressivamente (dessa vez, de verdade) tentando conseguir encontrar o filho. O sangue dos dois esquentou, eles tiveram uma discussão (não rolou porcelana voando nem nada, mas eles não são disso mesmo) e acabaram na cama. Retiro o quê disse sobre os dois terem sangue de barata. A Lily e o Rufus que eu sempre amei podem estar de volta e isso me deixa mais que contente.
Ainda em relação a esse assunto (que foi um dos principais da semana, senão o principal), fiquei com pena de Lily e Rufus por eles não perceberem o quão óbvio era que aquele homem estava mentindo para mantê-los afastados do filho deles. Não que o cara não tenha razão, afinal, que direito os dois tem entrar na vida deles e exigir direitos sobre um filho que eles abdicaram há vinte anos atrás? Qualquer pai adotivo ficaria assustado, especialmente considerando o quão rica é a, agora viúva, Lily Bass. Mas eu fiquei com pena dos dois, tendo que imaginar (não por muito tempo, já que é óbvio que a verdade logo virá a tona) que o filho dos dois está morto.
Em New York, Dan tentou manter segredo, mas como ele não é muito bom nisso e as subordinadas rebeldes de Blair são muito mais espertas que ele, toda a estória vazou para Gossip Girl, e consequentemente, para todo o Upper East Side. Tenho que dizer, com todo o interesse de Blair focado em Chuck, graças a Deus que pelo menos nós ainda temos toda a malícia de Penelope. Eu adoro a composição da Amanda Setton, simplesmente adoro.
Mas tirando isso, a parte que se passou no Upper East Side não foi muito animadora. Como sempre, Dan e Serena não me empolgam de jeito nenhum. E a brida de Eric porquê Jenny estava sendo sem noção e ficando grudada nele e no namorado dele o tempo todo também foi sem graça. Ambos Eric e Jenny já tiveram momentos melhores, se bem que agora ninguém pode reclamar que eles não agem como adolescentes normais e imaturos que deveriam ser. A única coisa que gosto muito desse núcleo é a maneira como o relacionamento de Eric e Jonathan é tratado com naturalidade. Todo o drama que tinha que ter já foi usado lá na primeira temporada, todo mundo já aceitou, seguiu em frente e agora é uma relação como qualquer outra.
Sobram Chuck e Blair. Apesar de entender a trama em torno deles e achar que faz todo sentido Chuck ficar com medo de ser aprisionado em uma vida chata e quadrada, e fazer besteira por causa de suas dúvidas, ele relacionamento deles que engata, mas não engata totalmente também já está me irritando. Com Dan e Serena, e Lily e Rufus (que parecem que vão ficar juntos, finalmente, mas pode ser mais um falso alarme), tudo o quê o show não precisa é de mais um relacionamento instável onde apesar de todo a amor que sentem um pelo outro, os dois simplesmente não conseguem ficar juntos. No começo era legal ver como apesar de serem perfeitos um pelo outro, o timing de Blair e Chuck falhava repetidamente e os dois não conseguiam encontrar a harmonia perfeita. Mas já enjoou.
Eu só quero ver até quando os produtores vão contar com os carismas de Kelly Rutherford, Leighton Meester e Ed Westwick para segurar essas tramas românticas que se arrastam pela eternidade (isso não é uma comédia romântica, há vida, conflitos e romance depois que as pessoas ficam juntas também, não é preciso ficar separando-as o tempo todo para ter estória, e uma hora alguém na CW vai ter que entender isso). Sorte deles também que além do carisma, os três conseguem atuar, senão era capaz da série já ter afundado.

Gossip voltou do hiatus com um episódio que, na minha opinião, foi ainda melhor que aquele que fechou o primeiro ciclo dessa ótima segunda temporada. E nele, ficamos sabendo um pouco sobre o quê aconteceu desde que a morte de Bart tirou o tapete debaixo de todo mundo que é alguém naquela cidade. Enquanto Chuck continuava a jornada rumo ao fundo do poço na Ásia, Rufus procurava por toda Boston pelo filho que Lily deu para adoção, Blair e Jack Bass parecem ter ido para a cama no Ano Novo e Serena dançou tango sozinha durante o feriado todo, porquê terminou com Aaron ainda no avião.
E esse é o primeiro ponto a me deixar extasiada. Nunca mais veremos Aaron. Já foi tarde. Porém, com isso, Serena e Dan retornam ao namoro, só para Dan descobrir que provavelmente terão que se separar algumas horas depois, porquê afinal, eles dividem um irmão. Essa trama só serviu mesmo para nos proporcionar a ótima cena em que Chuck conta tudo a Humphrey.
E Chuck foi, novamente, uma das melhores coisas do episódio. Só não digo a melhor, porquê Blair foi muito superior. Ela tentou esquecer Bass, mas agora que já declarou abertamente seus sentimentos por ele, não consegue evitar tentar tomar conta dele, protegê-lo de si mesmo. Ela até tenta, vê naquele clube exclusivo horroroso uma espécie de refúgio dos dramas adolescentes de Bass e das garota da escadaria, mas se dá conta de que mulheres ou garotas, pouca coisa muda no Upper East Side. Há sempre fofoca e bullying demais, e sentimentos verdadeiros de menos. E ela é sortuda de estar cercada de pessoas que são tão verdadeiras quanto Chuck, Serena e Lily (mesmo que eles sejam todos problemáticos ao extremo).
Mesmo assim, meu lado adolescente adorou a parte das garotas da escadaria, como sempre. Eu simplesmente gosto de graça das mimadas Penelope e Hazel e de como elas encaram com uma naturalidade assustadora as humilhações que tiveram de passar e que agora perpetuam. Se você deseja privilégios, tem que ajoelhar e se esforçar por eles, e Nelly sabe disso muito bem, tanto que no final mostrou que não queria deixar de ser escrava, ela queria era a ser o braço direito da nova rainha (o quê aconteceu com a ex-braço direito da Queen J, Elise?). É um pouco da ideologia burguesa/protestante tão importante nos Estados Unidos, nua e crua. Não importa a idade, o quão rico se é, ou você é destinado a ser soberano, ou você tem que merecer as coisas.
Por fim, Lily e Rufus continuam brigados por causa do filho que ela sempre escondeu, até que, ela resolve dar Rufus a chance de encontra-lo. A verdade é que eu estava ao lado dela quando ela resistiu a lhe dizer qualquer coisa. Sim, se eu fosse esse garoto ia querer saber toda a verdade sobre a minha vida. E se eu fosse Rufus, ia querer conhecer esse filho. Mas Lily abriu mão dele, provavelmente fez um acordo com os pais adotivos de nunca procurá-lo e nunca interferir com a vida dele, e de repente ela vai simplesmente aparecer e contar toda a verdade? Eu não acho que é um direito que ela ainda tenha. Além disso, o confronto dela com Rufus foi bem insosso. Eu sei que ela é high society e ele faz o tipo sereno, mas eles estavam brigando por causa de um filho, será que esses dois tem sangue de barata? Porquê eu não senti nenhuma paixão por parte de nenhum dos dois.
Tirando essa parte, que apesar do potencial, só me decepciona, eu estou contente com o quê GG tem apresentado ultimamente. É claro, todavia, que eu apenas espero dela boas tramas teen, nada do quê eu espero de uma LOST ou House, e eu posso até estar exigindo pouco. Mas funciona para mim. Eu tenho me divertido e isso é o quê importa.

Minha lista de pedidos de Natal que só Papai Noel pode resolver.

10. Que os canais de série no Brasil voltem a demonstrar um mínimo de competência.

Eu posso até não depender deles, mas muita gente ainda depende. E PAGA por isso. E para mim, isso é motivo o suficiente para os sinais de amadorismo e negligência sumirem em um milagre de Natal. A FOX me fez parar de ver meia dúzia de séries que eu acompanhava só pelo canal quando mudou a programação toda para o dublado (quando chegaram as legendas, eu já tinha abandonado tudo e não voltei). A Sony apresentou um monte de problemas técnicos. A Warner resolveu virar canal de filmes. Por favor, Papai Noel, dê um pouco de simancol para os executivos dos canais de Tv a cabo.

9. O não cancelamento de Sarah Connor Chronicles e Fringe pela FOX americana.

A audiência está baixa. As críticas se dividem. O próprio público se divide. Alguns gostam de um certo episódio, outros não. Fringe parece melhorar a cada episódio e Sarah Connor vem mantendo uma qualidade boa, mas tentando algo diversificado a cada episódio que vai ao ar. Só que os números não estão bons, e duas das séries que eu mais curto nesse momento podem não sobreviver. Por favor, Papai Noel, não deixe a FOX cancelar Sarah Connor e Fringe.

8. Um décimo da inteligência de Sheldon

Acho que nem precisa explicar o pedido, né? E nem é muita coisa, né? Só um décimo. Nada demais. Por favor, Papai Noel.

7. Uma vida igual de Nico Reilly, daqui há alguns anos

Tá, a vida da protagonista de Lipstick Jungle é complicada, especialmente no tocante relacionamentos amorosos. Mas ela tem o emprego dos sonhos, um apartamento sensacional e o guarda-roupa que qualquer mulher deseja. Namorou o perfeitíssimo Kirby. É brilhante e todos sabem disso. Transborda classe, dignidade e franqueza. Tem as melhores tiradas e as melhores amigas que se pode querer. É linda, apesar da idade. Por isso, por favor Papai Noel, dê uma mãozinha para que com trabalho duro (vamos combinar que é necessário), eu consiga ser igual a Nico Reilly quando crescer.

6. Todo o figurino de Blair Waldorf

Outro que é auto-explicativo. Se eu tivesse milhões de dólares, compraria eu mesma. Mas como não tenho, tenho que esperar a boa vontade do Papai Noel em deixar todos os Chanel, Gucci, Chloé e Dior fabulosos de Blair na minha janelinha.

5. A morte de Horatio Caine

É improvável, porquê ele é protagonista da série. Mas audiência a parte, acho que muita gente me apoiaria (não é porquê vemos a série, que gostamos de Caruso). Tá, acreditar que CSI Miami vá um dia se tornar uma série no nível de CSI, CSI NY ou Criminal Minds é praticamente a mesma coisa que acreditar em Papai Noel. E eu tenho que me fazer desistir da série (repito isso que nem um mantra na minha cabeça, mas ainda não consegui. Os ex-fumantes, álcoolatras, chocólatras e etc de plantão têm alguma dica?) Só queria que Caruso saísse da série. Com a onda de troca de elenco que andamos tendo, não é tão absurdo assim.

4. Um Emmy para Elizabeth Mitchell

Tá, o texto dela nessa quarta temporada não foi lá essas coisas; o quinteto romântico (ou pentágono) foi constrangedor; e vê-la tornar-se uma espécie de sombra do Jack quando nós sabíamos que ele estava com Kate no futuro mais ainda. Porém, Elizabeth é uma atriz sensacional, que trabalhou bem mesmo com o pouco que lhe deram e o Emmy está em dívida com ela por a terem ignorado pela terceira temporada. Além disso, o Emmy é só em Setembro e na quinta temporada as coisas tem tudo para melhorar para o lado dela. Vou sentar e esperar como uma boa menina Papai Noel, mas o senhor vai precisar dar uma ajudinha a longo prazo aqui.

3. Um Emmy para Michael Emerson

Também não acho que precise comentar. Todo mundo sabe que ele é o melhor ator de LOST atualmente, dono do melhor personagem e é como se fosse o protagonista hoje em dia (Jack quem?). Benjamin Linus e Emerson são a alma de LOST. E já deveriam ter levado a droga do Emmy há muito tempo!

2. Uma Terceira Temporada para Lipstick Jungle

Toda vez que digo para alguém que não está assistindo que essa é uma das melhores coisas da temporada, a pessoa torce o nariz. A verdade é que depois de uma primeira temporada medíocre, Lipstick Jungle renasceu das cinzas. É outra série. E eu estou apaixonada. Mas a audiência está baixa demais e ela foi cancelada. Ou não. A verdade é que ninguém sabe ao certo e a série parece estar em uma espécie de limbo enquanto os executivos esperam que ela milagrosamente ganhe mais um milhão de telespectadores. Em uma noite de sexta-feira. Só se o bom velinho mexer uns pauzinhos, né?

1. O Terceiro Filme de The Pretender

Tá, a série é jurássica (qualquer coisa que tenha ido ao ar quando eu tinha apenas cinco anos de idade pertence aos livros de história). Mas eu fui vê-la apenas no hiatus do meio desse ano (porquê aos cinco anos de idade, eu via Tv Colosso, não série americana) e me apaixonei. Mas a série não tem fim. É cancelada, vai para uma trilogia de filmes para Tv e não tem terceiro filme! Os produtores fizeram Tin Man (que eu não vi, é boa?), mas fora isso, não engataram mais nada. Então o quê eles estão esperando? Andrea Parker e Michael T. Weiss ficarem com 60 anos? Eu preciso de respostas, e nem mesmo me importo em como elas virão, desde que venham. Façam um desenho animado tosco e coloquem no YouTube. Só acabem com essa agonia minha de não saber se Miss Parker e Jarod finalmente vão fugir juntos para bem longe do Centro.

Quais são os pedidos de vocês?

“Only a masochist could love such a narcissist.” Essa linha da Blair resume perfeitamente tudo o quê se tem feito em matéria de relacionamentos amorosos da personagem na série. Sim, Blair é forte, inteligente, ela é uma bitch e tanto, e a maioria dos adolescentes do Upper East Side tem medo dela, alguns de outros bairros também, e provavelmente, alguns adultos. Mas quando se trata de amor, Blair é completamente masoquista. Seu relacionamento com Nate durante a primeira temporada se resumiu, durante a maior parte do tempo, em ele a ignorando e ela o perseguindo com mais e mais vigor. Quando menos interessado ele parecia, mas apaixonada ela parecia estar.
Apesar de não tão irritante quanto, Chuck e Blair é um casal que segue a mesma linha. Ela o ama, e ele também a ama, mas ele, por motivos diferentes dos de Nate, a ignora e maltrata repetidamente. E isso só parece deixá-la mais envolvida e interessada. Eu sinto muito por B. Muito mesmo. Porquê se já estava difícil engajar o jovem Bass em um relacionamento, agora que ele parece disposto a mergulhar cada vez mais fundo em uma espiral de auto-destruição, ela ainda sairá muito magoada. Um tigre não muda suas listras, B. Você já deveria saber disso.
Eu esperava que Chuck fosse dar um pouco mais de trabalho a Lily. Ele a atormentou, mas nem de longe tanto quanto eu esperava. E o episódio foi muito bom, lembrou All About My Brother, o décimo sexto da primeira temporada, e até se igualou em qualidade, mas eu esperava algo mais sombrio (tenho que parar de assistir as promos de GG, elas sempre me dão a impressão errada). No final, ele tomou uma decisão correta com relação a ela. (MODE IRONY = ON) Foi uma atitude tão benevolente, que até conseguimos esquecer o fato de que ele a chamou de vagabunda, e lhe acusou de ser responsável pela morte de Bart e destratou Eric de maneira cruel, né? (MODE IRONY = OFF) Foi um momento de raiva e cada um tem um mecanismo de superação diferente, mas ainda espero que Chuck se dê conta de quê com a família Van Der Woodsen ele tem uma chance verdadeira de ser parte de uma família, de ter o afeto que ele nunca pôde receber da mãe, porquê esta faleceu tão cedo e que Bart nunca soube dar. É só pedir. Fica a dica, C.
Quem não foi tão misericordioso com Lily e sua vontade de manter seu segredo a salvo foi a mãe da loura, Cece. Já tinha dito antes e digo de novo, Cece é a pior mãe do show. Ela chega a dizer que tem apenas o interesse da filha em mente, mas qual seria o interesse de Lily em ser separada de Rufus daquele jeito? Tudo bem que ter um segredo como este entre eles seria horrível, e desonesto da parte dela, mas ainda acho que Cece foi fria e perversa, e senti uma espécie de repulsa dela ao vê-la manipular tão obviamente as circunstâncias visando não apenas destruir a chance mais óbvia da filha ser feliz, mas arriscando também que Lily fosse exposta e humilhada caso Chuck tomasse o rumo óbvio de seu ódio e se vingasse dela.
O grande segredo não é muito original (90210 não tem uma trama igual?), mas eu gostei. Eu já desconfiava e ficou óbvio ao longo desse episódio, que Lily tinha estado naquela clínica por causa de algo relacionado a Rufus. Eu tinha suspeitas fortes de que ela tinha engravidado, mas tinha ido para a Europa e feito um aborto. Mas quando Rufus pergunta a ela se a criança era menino ou menina, eu fiquei em choque ao perceber que posso ter me enganado. Não se pode abortar uma criança depois de um certo período da gestação (pelo menos não sem correr vários riscos, etc, etc) e se eu não me engano é por volta do período em que se pode descobrir o sexo da criança, já é tarde demais. O quê me leva a crer que Lily pode ter tido o filho, e pode haver um irmão ou irmã de Serena, Dan, Jenny e Eric em algum lugar da França. Por mais que vá me doer ver Rufus odiar e hostilizar Lily por um bom tempo (isso sem falar nos quatro adolescentes supra citados), essa storyline me parece muito atraente. Imagina como não vai ser estranho Dan e Serena dividirem um irmão?
E falando nesses dois, honestamente, eu odeio o quê os escritores estão fazendo com eles. Odeio que estejam se tornando esse casal vai e vem, estilo Ryan e Marissa. Se fosse só chato, estava tudo bem, mas é insuportável. Era outro ponto alto de Lily e Rufus ficarem juntos: Serena se recusaria a ficar com Dan. Mas agora, quando ela retornar de Buenos Aires, ele provavelmente tentará reconquistá-la, o quê só não será mais maçante do quê ver Aaron (uma porta tem mais expressão facial, sério) bancando o macho Alfa.
Ainda nesse episódio, tivemos Jenny fazendo pouco, mas fazendo bem. Gosto de vê-la envolvida com a carreira de novo e acho que essa volta a um relacionamento com as Waldorf deveria servir para que ela possa voltar as torturas de tentar ser uma designer renomada. E Eleanor e Cyrus casaram em uma cerimônia simples, mas doce. Ainda acho que Cyrus repugnante seria mais divertido, mas até que as cenas dele com Blair tem rendido ótimos momentos. A única a não aparecer foi Vanessa, mas, alguém sentiu falta? Nate poderia ter poupado a CW o seu cachê também, porquê ele foi tão insignificante que um objeto de cena era capaz de chamar mais atenção.
Melhor episódio dessa temporada, O Brother, Where Bart Thou? fecha muito esse primeiro ciclo da temporada, que foi, em um balanço final, bem superior a temporada passada. Vamos ver como continuará a série depois do hiatus. Eu mal posso esperar, admito. Eu sei que os amo.

It’s a Wonderful Lie foi, como diria Miranda Priestly, “not wonderful yet”. Essa temporada vinha muito bem, mas perdeu o gás e agora está até mesmo trazendo episódios que ficam na sombra de episódios da temporada passada. Um importante baile da sociedade, logo depois do episódio de Ação de Graças? Eu ainda me lembro de Hi, Society, senhores roteiristas.
O Snowflakes não impressionou, e até as party girls pareciam entediadas. A cena da humilhação de Vanessa foi chata, Lily e Rufus no baile tentando se entender foi chato e Serena e Dan se acertando foi… bom, alguém entendeu alguma coisa? Porquê eu realmente fiquei perdida com aqueles diálogos. É para brincarmos de decifrem os significados ocultos?
O pouco que gostei se resume a Blair e Chuck (nenhuma novidade nisso) e Jenny. O casal como sempre teve uma trama cômica culminando em um momento mais sério, quase melancólico. Adorei Blair apostando os serviços de Dorota com Chuck e por um longo momento quis que ele ganhasse a aposta só para ver essa situação. Mas Beta Blair e Chuck 2.0 acabaram um com o outro, enquanto o casal original chegou a dividir uma dança, mas ainda não descobriu como podem ficar em um relacionamento de verdade! Por favor, dêem de Natal um momento In Treatment para Blair e Chuck: uma horinha com um bom terapeuta que os façam parar de bater na mesma tecla.
E por falar em disco quebrado, eu amo Lily e Rufus, mas por favor, dêem andamento para a trama. Nem eu agüento mais os olhares tristes e languidos, e a explicação de porquê Rufus deixou Lily seguir em frente no dia do casamento foi brega, brega e brega. Antes eu achava a relação dos dois sutil e cheia de beleza, mas estão começando a me deprimir. Contudo, eu ainda considero Rutherford uma das atrizes mais competentes e talentosas do elenco (junto com Meester e ultimamente, Monsen) e acredito que se o texto e a direção melhorarem um pouquinho, as coisas se acertam.
Com tudo isso que eu desabafei sobre Lily e Rufus, Serena e Aaron ainda conseguem ser um casal mais maçante e irritante. E isso nem tem nada com o fato de eles não terem ido para a cama (porquê, honestamente, quem se importa?). Mas se Dan consegue deixar Serena insuportável de chata (e tivemos mais uma prova disso nesse episódio), o ator que interpreta Aaron (cujo nome desconheço e estou com preguiça de procurar, porquê não vale mesmo muito a pena) consegue sugar todo o brilho de Blake Lively. A personagem nova, Lexie, até pareceu legal (ela é inspirada na Lexie francesa e piranhuda dos livros, aquela que fica querendo dormir com Nate?), e a atriz até pareceu boa, mas eu fiquei com a impressão de que tinha algo errado. Sabe, quando algo te incomoda o tempo todo? E eu não sei dizer se foi ela, ou o Penn Badgley.
Retornando a Jenny, ela está inserida no triângulo amoroso mais ridículo de todos os tempos. Tenho pena dela, porquê até o episódio passado a jornada trágica e complicada dela estava me agradando muito, muito mesmo. E agora ela é a garotinha que fica em casa se perguntando porquê Nate não ligou ao invés de bater na porta de todos os ateliês de moda de Nova York e ou de desenhar uns mil vestidinhos e blusinhas peças únicas que as colegas milionárias de escola dela adorariam usar, mesmo que a considerem uma escória da sociedade? Adorei todas as cenas que ela teve com as bitchs, que também foram ponto alto do episódio porquê eu adoro suas superficialidades maliciosas. Mas tive verdadeiro horror de cada um de seus diálogos com Vanessa. E Nate lhe dizendo que ela não era quem ele achava o coroou como Joselito-Mor. Onde ele estava quando ela fez de tudo para ser Rainha, roubou um vestido, o usou como moeda de barganha para voltar para o grupo das populares, espalhou fofocas sobre ter transado com o namorado gay só para sua festa Upper East Side não ser cancelada? Fazer uma amiga que a apunhalou pelas costas passar vergonha nem entra no Top 5. E eu nem importo com o roubo da carta. Vanessa mereceu porquê todos os roteiristas querem de qualquer maneira torná-la uma espécie de mártir que seja capaz de mostrar o quanto pessoas pobres são mais cheias de principio e ética que as ricas. Mas na verdade ela é apenas irritante. E Nate apaixonado por ela e dizendo que está mais feliz do quê nunca também é. É uma combinação mega sofrível de atores muito ruins com texto muito cafona. E eles precisam reduzir significativamente o tempo de tela dos dois, para que a série volte a ser ótima. Period.

Fonte: YouKnowYouLoveMe

Sentiram falta de alguém? Me too. Onde estão Chuck, e porquê não, Little J? Fora as ausências, eu amei os novos cartazes. E para aqueles que assim como eu nem esperaram pelas legendas e já conferiram It’s a Wonderful Lie, deixo aqui o promo do próximo episódio, que adianto, me deixou toda arrepiada. Comentários sobre o episódio eu farei assim que puder (estou um pouquinho enrolada com os trabalhos finais na faculdade).

Eu, e acho que não apenas eu, estava começando a gostar do Senhor Bart Bass. Ele tem aparecido mais nessa temporada e não parece tão mau ou chato, e apesar do fato de que ele nunca será um Sandy Cohen, ele parece querer que sua família dê certo. Mas nesse episódio eu apenas consegui considerá-lo sinistro. É até passável que ele dê uma de control freak para cima de Lily, afinal, ela se casou com o sujeito, tem que negociar com ele. Mas daí a investigar cada passo de seus enteados é demais, né? Ele invade a privacidade de todos e não confia em ninguém, e ao mesmo tempo, ninguém mais confia nele. Isso não é família. Família não se estabelece com um tirano disseminando paranóia.
Ainda assim, Bart não ganha o troféu de pior marido/pai do seriado. Bass tenta com afinco, mas não páreo para o Capitão Archibald. Se perseguir a esposa e os enteados é passar dos limites, o quê dizer de manipular e seqüestrar esposa e filhos para extorquir dinheiro dos sogros? Já foi tarde para a cadeia.


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