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Archive for the ‘Lipstick Jungle’ Category

É um pouco triste começar a escrever esse texto dias depois do anúncio do cancelamento de Lipstick Jungle pela NBC. A primeira temporada da série não foi muito boa e honestamente, eu esperava que NBC a tivesse cancelado na ocasião. Certamente, eu não me importaria nenhum pouco. Eu nem lembro porquê decidir ver a segunda temporada. Mas baixei a première e fui fisgada. E agora tenho coisas boas para dizer sobre essa segunda temporada que soarão um tanto irrelevantes frente ao fato de que a série vai ser tirada do ar.
A série se poliu, arranjou um foco e floresceu. Suas protagonistas foram desenvolvidas e suas tramas andaram para frente, mudaram, e criaram um ritmo mais fluido para a série. Nico, que desde o começo eu enxergava como a que tinha maior potencial, foi a que mais me surpreendeu positivamente com seu crescimento. Depois da morte de seu marido, ela voltou com Kirby, e aí tivemos tramas novas, que apesar de clichê, funcionaram muito bem devido em grande parte, a química do casal. Também conhecemos sua família em uma das melhores estórias até agora, na minha opinião. Nos foi dada a oportunidade de ver uma Nico muito mais humana, e com a empatia que Kim Raver finalmente exibiu (aos meus olhos, pelo menos), a personagem tornou-se a melhor de Lipstick. Wendy perdeu seu emprego, mas mesmo antes disso já havia uma virada em sua personagem. Ela estava mais interessante. E agora, tentando se achar novamente em sua carreira, está melhor do que nunca. E parece que Victory finalmente está, de fato, reconstruindo sua vida profissional. Mas a sua vida amorosa fica cada vez mais complicada e é divertido vê-la entre o bonitão Rodrigo e sempre neurótico Joe Bennet (versão 2.0, muito mais simpático).
Mas o mais importante dessa temporada é que os escritores, diretores e atrizes conseguiram expor a amizade daquelas três mulheres de uma maneira profunda e significativa, e de forma que até uma menina mal saída da adolescência como eu pode se identificar completamente. Quem não fez parte um grupinho de amigas (ou mesmo de uma dupla) que é formado por meninas ou mulheres distintas, que discutem, mas nunca se separam; que competem, mas nunca brigam; que se ajudam, mesmo que a outra não tenha exatamente pedido por ajuda?
Com toda a química que as atrizes e seus pares românticos exibem, ainda assim a relação mais terna do show é entre as três. E com todas as comparações que a série teve com Sex and the City, o aspecto em que as duas se assemelham e se emparelham é justamente no retrato de uma amizade genuína e duradoura, capaz de tocar o espectador. É uma pena que os números de Lipstick não tenham sido suficientes para mantê-la na grade da NBC.

Lipstick já começou sua volta com um funeral, e foi fácil deduzir não apenas quem era o morto, mas o porquê do trio de amigas ter tido um verdadeiro ataque de risos. Qualquer pessoa com um pouco de desconfiança já tinha percebido que a aluna de Charles, marido de Nico, era muito mais do quê apenas uma aluna (e a diabinha estava determinada a jogar a ignorância de Nico na cara da executiva e rir bastante dela), porém nesse episódio o plot mostrou que a pobre Nico estava sendo ainda mais estúpida do eu pensava com toda aquela culpa em relação a Kirby. Como não são só as mulheres que tem talento para caça-níqueis, o marido da loura, que no pouco que eu li do livro tinha um talento nato para explorar a capacidade da esposa de ganhar dinheiro para que pudesse ser professor e milionário (e ele chega até mesmo a insistir que ela se exercite meia hora por dia, para manter-se saudável e disposta), estava na verdade uma maneira de processar a mulher executiva para que ela pagasse pensão após o divórcio para ele e sua amante grávida, com quem ele tinha um caso há três anos e que a essa altura já morava em apartamento pago por ele (com o dinheiro de Nico, é claro). E foi realmente angustiante ver Nico sendo emocionalmente torturada por um homem que ela acreditava ser honesto. Kim Raver sempre foi a minha favorita no show, e eu a adorei aqui. Como uma mulher carente de afeto, apesar de poderosa e confiante, eu a acho a mais crível e adorável (no sentido de passível de ser adorada mesmo) da série.
Mas as outras não vão mal. Acho que o núcleo familiar de Brooke Shields ganha muito com a entrada de Mary Tyler Moore, como sua mãe. O marido de Wendy é tão chato e sem graça, e eu realmente não consigo gostar de Shields, ou de todo aquele clichê de mulher de negócios que precisa aprender a ser uma mãe melhor. Já de Lindsey Price eu gosto mais, contudo sua traminha com Joe Bennet foi de inacreditável para insuportável. Eu adoro as roupas delas, porém, e aquela sandália que ela estava usando no final me deixou louca (Deus, eu precisava ser megamilionária ou estrela de série cool de Tv). Eu adoro moda, portanto, mesmo quando Lipstick Jungle é chata, eu gosto de assisti-la, só para ver as roupas que eu não posso comprar e as jóias fabulosas que mesmo que eu pudesse ter, não teria aonde poderia usar (e os homens que visitarem esse post, provavelmente não vão entender).

 

Estava vendo Men In Trees essa semana e estava pensando que realmente não sei porque gosto dessa série, mas gosto. Men In Trees é a típica série que é colocada na categoria mulherzinha, fala da busca pelo amor verdadeiro e de problemas de relacionamentos, assuntos do qual não sou particularmente fã. Apesar disso, acompanhei Sex in the City inteira e agora caio nos braços da série de Heche, de quem também não gosto nenhum pouco.
Não a considero uma grande atriz e nunca empatizei com ela, mas aqui ela está bem, natural e levando sua Marin Frist no tom certo, o que é uma amostra de extrema competência considerando-se que o material caminha perigosamente entre o piegas e pastelão, sem jamais cair em nenhum dos dois, o que não é mérito só de Heche, mas também dos roteiristas, diretores e resto do elenco, que fazem de Men In Trees aquela série levinha que eu assisto pra passar o tempo.

Depois das duas surpresas ótimas que tive com com a saga de Carrie Bradshaw e suas amigas e as desventuras de Marin Frist no Alasca resolvi dar uma chance a Lipstick Jungle. E bom, me lembrei de porque sempre tive preconceito com séries assim. Lipstick é planfetária e artificial, e além de servir como uma ótima vitrine de couture, não funcionou comigo. A produção é até caprichada, além do figurino, Lipstick tem cenários charmosos como os apartamentos das três protagonistas e uma edição elegante, como no momento em que Wendy está passando batom em seu banheiro e nós somos transportados para o apartamento de Nicco, onde essa faz a mesma coisa.
Mas em matéria de conteúdo, Lipstick Jungle peca. Wendy, Nicco e Victory são as três mulheres bem sucedidas que tem que lutar contra o preconceito, as críticas e manter a vida pessoal em dia ao mesmo tempo. A idéia não precisava ser original, mas o desenvolvimento da idéia precisa trazer algo de novo, ou ao menos algo de adorável para que a história dessas mulheres não se torne um discurso irritante e fútil. Acho que a grande salvação de Lipstick seria desenvolver mais suas personagens, dando espaço para o público se identificar com seus dilemas e para suas atrizes fazerem um trabalho de maior destaque.
A maior decepção foi Kim Raver, já que eu sempre fui fã da Audrey de 24 Horas, sempre senti grande empatia por ela, e não estava realmente esperando nada sensacional para me impressionar, apenas sua simpatia mesmo. Mas sua Nicco, especialmente no começo, não passa emoção e é quase antipática.
Talvez seja algo completamente subjetivo, em que aquelas mulheres apenas não se fizeram verossímeis para min, talvez a série seja medíocre mesmo, fato é que já fiquei com o pé atrás com Cashmere Mafia. Talvez não sem razão.


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