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Archive for the ‘Preview’ Category

Amanhã teremos as finales de Gossip Girl e CSI Miami, e quem acompanha o blog sabe que eu sou fã das duas. Se, como eu, você não está aguentando esperar até amanhã, aqui vão algumas coisinhas para ajudar a passar o tempo (ou piorar a situação).

Cenas da Finale de GG:

Promos da Finale de CSI Miami:

Behind the Scenes da Finale de CSI Miami

Jezebel James

Finalmente a nova série dos criadores da tão amada por min Gilmore Girls estréia. E não é surpresa nenhuma que eu tenha simplesmente amado. Seria difícil que o oposto acontecesse, afinal, eu adoro os Palladino. Eu adoro Parker Posey e sempre achei que ela merecia algo assim em sua carreira. E ver a menina de Six Feet Under e o Max da Lorelai de novo foi um bônus.
Jezebel James definitivamente não é o tipo de comédia que funcionará para qualquer um. Se você não for fã dos diálogos insanamente rápidos disparados por uma protagonista excêntrica e irônica, cercada de personagens também excêntricos e irônicos e que respondem a ela com diálogos igualmente rápidos, então desista. Jezebel é uma daquelas séries que caem como uma luva em algumas pessoas e são odiadas pelas demais.
Sara, a protagonista, é uma mulher metódica, mas meio perdida. Cheia de manias e exigente, mas simpática. E apesar do desfile de roupas fabulosas em Cashmere Mafia e Lipstick Jungle, acho que Sara tem estilo o suficiente pra virar referência no futuro. Seu assistente lembra o Marc de Uggly Betty. Exceto pelo fato de que ele é hétero, os dois poderiam ser gêmeos.
A única personagem que não me agradou muito foi a irmã de Sara, Coco, que entra na trama pra carregar o bebê de Sara. Parece que os escritores ainda não definiram bem o que querem que ela seja, e a pobre Lauren Ambrose também não convenceu muito como ácida e sarcástica, o eu foi uma surpresa, considerando sua personagem anterior. Acho que o timing cômico da ruiva não funcionou pra min.
As cenas hilárias foram tantas que eu nem me darei ao trabalho de inumerá-las. Apenas assistam.

O criador de The O.C. Josh Schwartz e o diretor MCG estréiam um nova série juntos. Quem conhece o trabalho de ambos, logo perceberá que Chuck tem a cara dos dois. O protagonista, interpretado por Zachari Levi é um técnico de computador nerd que recebe um e-mail de seu ex-colega do quarto bonitão dos tempos de faculdade, com quem dividia uma adoração por um video game de trolls e coisa parecida. Lembra o Seth, não? Esse ex-colega de quarto acaba por ser um espião, que antes de ser morto, lhe passa todas as informação encriptadas que as agências de inteligência dos EUA possuem, já que vêm sendo forçadas a compartilhar essas informações umas com as outras desde o 11 de Setembro. Ao abrir o e-mail, todas as informações, em formato de imagens, são registradas pelo seu cérebro e ele viram super HD ambulante, perdido em meio a conspirações, o que deve lembrar um pouco As Panteras, principalmente pelo absurdo das situações.
Se o filme de MCG inspirado nas série homônima de TV foi um fracasso, pelo menos o piloto da série foi extremamente divertido, já que é construído de uma forma a sempre parecer uma paródia, ao mesmo tempo que os atores, carismáticos, são eficientes em conquistar a simpatia do telespectador.
Chuck não traz nada de novo, é verdade. Em se tratando de parodiar os espiões já tivemos o muito bem sucedido Agente 86 . Mas não é tão difícil que Chuck conquiste a platéia norte americana. O gênero espionagem, tão popular depois do fim da Segunda Guerra Mundial, com o advento da Guerra Fria, ganha força agora no novo milênio, com os ataques terroristas e a situação de medo que o mundo, e os americanos especialmente, têm vivido. É hora de encontrar novos heróis, novos ícones em que o imaginário popular se calque para fazer oposição aos novos e diferentes vilões.
Chuck é o tipo de novo herói que tem tudo pra emplacar. Ao contrário de Bond, é o tipo de cara que você poderia encontrar na sua universidade (se você tivesse QI o suficiente pra frequentar Stanford, é claro), é fácil rir dele e torcer por ele. Zachari Levi é extremamente competente nessa tarefa.
Se for para apostar em uma das séries de Schwartz, eu fico com Chuck, que ao contrário de Gossip Girl, me conquistou de cara.1×01 – Pilot – 8,5 (MPV: Zachari Levi)

A minha intenção nem é dar seqüência ao assunto fetiche, mas grande parte do que foi dito abaixo pode ser aplicado a esta série teen. Criados ao redor de tanta riqueza e luxo, o que os adolescentes do Upper East Side tem para desejar além dos prazeres imediatos? As questões amorosas e as brigas por status são elevadas a enésima potência, mas porque mais eles lutariam?
Gossip Girl é quase uma celebração do hedonismo, misturada com individualismo, batida com alienação e servida em taças de martini como as que sua protagonista loira, perfeita e infeliz consome inadvertidamente de barriga vazia. Serena é uma daquelas personagens moralistas e de coração puro pra quem as máscaras sociais são um grande enfado. Interpretada de maneira unidimensional pela fraca Blake Lively, a pose de coitada e os anseios supostamente subversivos de Serena são algo com o qual ainda não compactuei.
Leighton Meester, como Blair, é sem dúvida mais talentosa e carismática, apesar de eu achar que ela não teve muito o que fazer. Talvez Blair (e também Chuck) seja a personagem mais representativa da alienação burguesa, do fetichismo material e de imagem, em Gossip Girl. Tendo para si os objetos de consumo mais exclusivos, os vestidos da mãe e o namorado rico e bonito, Blair personifica o prestígio e não é à toa que torna-se uma espécie de Abelha Rainha, seguida e obedecida.
Já o Nate também tem uma trama de busca por si mesmo como indivíduo além dos planos traçados por seu pai que soa ainda mais superficial que as da protagonista. Talvez com um ator menos esquecível fosse uma trama mais crível, apesar de clichê.
E para terminar tem a também clichê trama dos pais Rufus Humphrey e Darla Van der Woodsen, que obviamente tiveram um passado juntos, mas ela preferiu homens mais bem providos na área financeira e agora vão passar um tempo brigando antes de ficarem juntos, que só não é ruim também porque Matthew Settle e Kelly Rutherford estão naturais, confortáveis em suas peles e podem fazer funcionar.
Fora isso, destaco apenas trilha pop, que se encaixou bem e me agradou. Mas Gossip Girl vai precisar de mais que isso para me prender a ela.

1×01- Pilot – 7 (MPV: Leighton Meester)

1×02 – The Wild Brunch – 6,5 (MPV: Meester, Rutherfor, Settle)

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Poder, privilégio e dinheiro de família são um coquetel volátil. Esse é o mote da nova série da ABC, Dirty Sexy Money, que nos apresenta a sórdida, bela e rica família Darling, e ao advogado Nick George cujo pai que acaba de morrer os serviu a vida inteira, e que aos poucos vê-se embriagado pelo coquetel Darling e seduzido para o furacão que é o cotidiano do clã, apesar de sua experiência passada e seus valores de homem de família surgirem como uma defesa entre ele e os incautos Darlings.
Como uma verdadeira empresa multinacional, os Darlings são cheios de braços, na forma de herdeiros, que tocam as mais diversas camadas de poder. Enquanto o patriarca controla o Império, os negócios, o dinheiro, o filho mais velho Patrick está a beira de uma candidatura ao Senado, o filho Bryan é um Reverendo, e os outros três filhos, Karen, Juliet e Jeremy vivem uma vidinha de celebridade, alimentando a indústria do entretenimento com um pouquinho mais de mediocridade. Mas não são apenas os três últimos que se alçam pela imprensa. Célebres, os Darlings são consumidos avidamente em toda sua soberba e futilidade.
Os Darling são um fetiche. O fetiche de toda uma sociedade de consumo globalizada, em seu todo. Talvez os dois conceitos de fetiche mais usados sejam o de Freud, o fetichismo sexual e o de Marx, o fetichismo de mercadoria. Com Marx temos a atribuição à mercadoria de uma valorização que transfere a cobiça do objeto diretamente para o seu possessor. E com Freud temos a transferência da cobiça sexual para um objeto ou uma parte do corpo, ou uma prática, que assumem em si todo o valor erótico e servem como um repositório do desejo.
Eu não sou psicóloga nem nada, e não tenho bases científicas probatórias pra dizer isso, mas me parece que o dinheiro tornou-se o grande fetiche sexual das sociedades, unindo o fetichismo de Freud com o fetichismo de Marx em uma coisa só. O dinheiro como o símbolo mais palpável e canalizador mais conhecido e supostamente mais rápido para o prazer imediato. E somado a isso tudo, as imagens associadas ao dinheiro, as Paris Hilton e Juliet Darling da vida, que sem nada de real a acrescentar apenas representam um objeto de desejo. Em certo ponto deste episódio, a personagem supracitada diz à mãe:
“Eu quero ser um ser humano.”
E obtém como resposta:
“E um dia você será um. (…) Mas não hoje.”

Porque hoje ela é apenas mais uma miragem, com todo o seus status e superficialidade. Esta última latente em quase todos os membros da família Darling. Tendo todo o dinheiro que se pode ter, eles apontam seus fetiches em outras direções. Em meio ao luxo e a extravagância, eles canalizam seus desejos para o sexual, ou para o trabalho, ou para o amor, ou para a mais ridícula das crises existenciais. Se por um lado Dirty Sexy Money pode ser considerada convencional por alguns, por outros (eu, entre eles) ela pode ser vista como um retrato cínico dos objetos de consumo cultural da sociedade capitalista, os ricos, com sua vida fabulosa e ociosa, e interpretados aqui com competência por um elenco extremamente carismático.

1×01 – Pilot – 8 (MPV: Jill Clayburgh, Gleen Fitzgerald)

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