Séries Addict

Posts Tagged ‘Amanda Setton

Quando Blair declarou guerra à professora que quase arruinou seu futuro, eu esperava muito mais. Não que as ações de Blair não tenham sido efetivas e até graves, mas eu achei que o episódio teve um tom leve demais para o assunto relação professora/aluno, e a questão da demissão de Rachel por conta de uma mentira/previsão de Blair. Até mesmo a trama a la “De Olhos Bem Fechados” de Chuck não foi sombria o suficiente para ser atraente.
Na frente Blair x Rachel, é difícil decidir quem tem razão. Por um lado, a professorinha do meio oeste realmente é uma criatura irritante, e tem sua dose de petulância ao achar que duas semanas depois de aterrizar no meio do Upper East Side, ela já acha que seus valores humildes são melhores do quê o de todo mundo e que ela tem que mudar as coisas, como se ela fosse um anjo mandado para salvar as almas fúteis da Constance. E ela não é. Talvez os adolescentes sejam muito fúteis e inconseqüentes mesmo, mas Rachel Carr claramente coloca aqueles que dividem sua ética debaixo das suas asas e despreza os demais. E eu realmente não gosto desse tipo de lição “siga meu exemplo e sua vida entrará nos eixos” de moral barata.
Blair, é claro, também não se ajuda. Eu entendo a irritação dela em acabar na detenção por quê apesar de pedir desculpas, Rachel a dedurou para a diretora mesmo assim. Mas ela tinha prometido que iria ficar fora do radar dessa vez e o quê ela fez foi exatamente o oposto. E por duas vezes a solução dela para lidar com Rachel me pareceu infantil e apressada. Ela não tem paciência, não tem humildade, e ultimamente, não tem tido esperteza.
Voltando a Rachel, a opinião de Rufus é algo a se ponderar. Todos nós sabemos que professores dormem com alunos. Isso é algo que acontece e honestamente, quando eu estava na escola, não era nenhum tipo de escândalo. Não sei como era com os pais, mas os alunos sempre consideraram normal. Porém, se eles querem trabalhar isso como algo que é inaceitável na série, então temos mais um erro por parte de Rachel. Ela pode só ter dormido com Dan depois da demissão, mas o quê Rufus disse é muito certo. Ela estava se encontrando com Dan, depois da hora da escola, para tomar café, para comer e para conversar. O interesse dela não era inocente, ela estava flertando com ele, e só a cega da Serena não estava vendo. E só nós formos encarar de maneira mais conservadora, o comportamento dela é inapropriado, sim.
Só quê sendo inapropriado ou não, Blair a acusou sem ter provas legítimas. Portanto é difamação e calúnia, o quê é crime. Tornando a expulsão dela da Constance justificada. Se ela tivesse tomado tempo para conseguir provas e fosse diretamente a diretora ou a Lily (que é presidente do Conselho de Pais) com as evidências, eu teria gostado. Mesmo sendo algo que prejudicaria o futuro de Rachel, se ela tivesse esperado e conseguido provas, eu não teria considerado a atitude dela tão falha (e o roteiro tão fraco nesse sentido). Até porquê Rachel parecia pouco interessada nas conseqüências das punições sobre o futuro de Blair, então porquê Blair deveria lhe estender a cortesia?
Na trama de Chuck, Nate (esses dois não tem escola, não?) e Vanessa, temos toda aquela coisa de Sociedade Secreta e festas regada a sexo. Funciona relativamente bem quando Kubrick o faz, mas em Gossip Girl não me atraiu muito. A possibilidade dos membros da Sociedade, que contavam com Bart antes de sua morte, serem perigosos a ponto de seqüestrar/matar uma garota só porquê ela convidou Chuck por engano pode até render alguma coisa, mas por enquanto não me cativou. Bart Bass festejava quase da mesma maneira que seu filho, e fazia isso com um outro grupo de homens e mulheres que desejam manter isso em segredo. Grande coisa. Até que eu tenha motivos para fazer o contrário, vou manter as minhas expectativas baixas com isso. Especialmente considerando que estamos falando de GG, e seja lá qual for a polêmica que eles querem fomentar, nós sabemos que eles só vão arranhar a superfície.
No lado cômico tivemos como sempre as amigas de Blair, que por um minuto inteiro se recusam a ajudá-la em seu plano de vingança, até que uma das iniciativas de Miss Carr é posta em prática pela Diretora Queller e celulares são proibidos dentro da escola. As reações de Hazel e Penelope são simplesmente hilárias. Amanda Setton e Dreama Walker precisam de mais tempo de tela.
Esse será o último episódio inédito em um bom tempo e Gossip Girl entra em uma espécie de hiato de novo. Então, vejo vocês depois do dia 2 de Março (quando o episódio 18 irá ao ar).

Na review do episódio passado eu reclamei sobre a maneira como as coisas estavam sendo conduzidas no núcleo de Lily e Rufus. Os dois pareciam letárgicos, calmos demais, quase entediados. Certamente estavam entediantes. Em Gone with the Will eles estão em Boston procurando pelo filho e acho que consigo finalmente aprovar a maneira de cada um lidar com a situação. Lily manteve suas reservas, Rufus continuou passionalmente e agressivamente (dessa vez, de verdade) tentando conseguir encontrar o filho. O sangue dos dois esquentou, eles tiveram uma discussão (não rolou porcelana voando nem nada, mas eles não são disso mesmo) e acabaram na cama. Retiro o quê disse sobre os dois terem sangue de barata. A Lily e o Rufus que eu sempre amei podem estar de volta e isso me deixa mais que contente.
Ainda em relação a esse assunto (que foi um dos principais da semana, senão o principal), fiquei com pena de Lily e Rufus por eles não perceberem o quão óbvio era que aquele homem estava mentindo para mantê-los afastados do filho deles. Não que o cara não tenha razão, afinal, que direito os dois tem entrar na vida deles e exigir direitos sobre um filho que eles abdicaram há vinte anos atrás? Qualquer pai adotivo ficaria assustado, especialmente considerando o quão rica é a, agora viúva, Lily Bass. Mas eu fiquei com pena dos dois, tendo que imaginar (não por muito tempo, já que é óbvio que a verdade logo virá a tona) que o filho dos dois está morto.
Em New York, Dan tentou manter segredo, mas como ele não é muito bom nisso e as subordinadas rebeldes de Blair são muito mais espertas que ele, toda a estória vazou para Gossip Girl, e consequentemente, para todo o Upper East Side. Tenho que dizer, com todo o interesse de Blair focado em Chuck, graças a Deus que pelo menos nós ainda temos toda a malícia de Penelope. Eu adoro a composição da Amanda Setton, simplesmente adoro.
Mas tirando isso, a parte que se passou no Upper East Side não foi muito animadora. Como sempre, Dan e Serena não me empolgam de jeito nenhum. E a brida de Eric porquê Jenny estava sendo sem noção e ficando grudada nele e no namorado dele o tempo todo também foi sem graça. Ambos Eric e Jenny já tiveram momentos melhores, se bem que agora ninguém pode reclamar que eles não agem como adolescentes normais e imaturos que deveriam ser. A única coisa que gosto muito desse núcleo é a maneira como o relacionamento de Eric e Jonathan é tratado com naturalidade. Todo o drama que tinha que ter já foi usado lá na primeira temporada, todo mundo já aceitou, seguiu em frente e agora é uma relação como qualquer outra.
Sobram Chuck e Blair. Apesar de entender a trama em torno deles e achar que faz todo sentido Chuck ficar com medo de ser aprisionado em uma vida chata e quadrada, e fazer besteira por causa de suas dúvidas, ele relacionamento deles que engata, mas não engata totalmente também já está me irritando. Com Dan e Serena, e Lily e Rufus (que parecem que vão ficar juntos, finalmente, mas pode ser mais um falso alarme), tudo o quê o show não precisa é de mais um relacionamento instável onde apesar de todo a amor que sentem um pelo outro, os dois simplesmente não conseguem ficar juntos. No começo era legal ver como apesar de serem perfeitos um pelo outro, o timing de Blair e Chuck falhava repetidamente e os dois não conseguiam encontrar a harmonia perfeita. Mas já enjoou.
Eu só quero ver até quando os produtores vão contar com os carismas de Kelly Rutherford, Leighton Meester e Ed Westwick para segurar essas tramas românticas que se arrastam pela eternidade (isso não é uma comédia romântica, há vida, conflitos e romance depois que as pessoas ficam juntas também, não é preciso ficar separando-as o tempo todo para ter estória, e uma hora alguém na CW vai ter que entender isso). Sorte deles também que além do carisma, os três conseguem atuar, senão era capaz da série já ter afundado.

Gossip voltou do hiatus com um episódio que, na minha opinião, foi ainda melhor que aquele que fechou o primeiro ciclo dessa ótima segunda temporada. E nele, ficamos sabendo um pouco sobre o quê aconteceu desde que a morte de Bart tirou o tapete debaixo de todo mundo que é alguém naquela cidade. Enquanto Chuck continuava a jornada rumo ao fundo do poço na Ásia, Rufus procurava por toda Boston pelo filho que Lily deu para adoção, Blair e Jack Bass parecem ter ido para a cama no Ano Novo e Serena dançou tango sozinha durante o feriado todo, porquê terminou com Aaron ainda no avião.
E esse é o primeiro ponto a me deixar extasiada. Nunca mais veremos Aaron. Já foi tarde. Porém, com isso, Serena e Dan retornam ao namoro, só para Dan descobrir que provavelmente terão que se separar algumas horas depois, porquê afinal, eles dividem um irmão. Essa trama só serviu mesmo para nos proporcionar a ótima cena em que Chuck conta tudo a Humphrey.
E Chuck foi, novamente, uma das melhores coisas do episódio. Só não digo a melhor, porquê Blair foi muito superior. Ela tentou esquecer Bass, mas agora que já declarou abertamente seus sentimentos por ele, não consegue evitar tentar tomar conta dele, protegê-lo de si mesmo. Ela até tenta, vê naquele clube exclusivo horroroso uma espécie de refúgio dos dramas adolescentes de Bass e das garota da escadaria, mas se dá conta de que mulheres ou garotas, pouca coisa muda no Upper East Side. Há sempre fofoca e bullying demais, e sentimentos verdadeiros de menos. E ela é sortuda de estar cercada de pessoas que são tão verdadeiras quanto Chuck, Serena e Lily (mesmo que eles sejam todos problemáticos ao extremo).
Mesmo assim, meu lado adolescente adorou a parte das garotas da escadaria, como sempre. Eu simplesmente gosto de graça das mimadas Penelope e Hazel e de como elas encaram com uma naturalidade assustadora as humilhações que tiveram de passar e que agora perpetuam. Se você deseja privilégios, tem que ajoelhar e se esforçar por eles, e Nelly sabe disso muito bem, tanto que no final mostrou que não queria deixar de ser escrava, ela queria era a ser o braço direito da nova rainha (o quê aconteceu com a ex-braço direito da Queen J, Elise?). É um pouco da ideologia burguesa/protestante tão importante nos Estados Unidos, nua e crua. Não importa a idade, o quão rico se é, ou você é destinado a ser soberano, ou você tem que merecer as coisas.
Por fim, Lily e Rufus continuam brigados por causa do filho que ela sempre escondeu, até que, ela resolve dar Rufus a chance de encontra-lo. A verdade é que eu estava ao lado dela quando ela resistiu a lhe dizer qualquer coisa. Sim, se eu fosse esse garoto ia querer saber toda a verdade sobre a minha vida. E se eu fosse Rufus, ia querer conhecer esse filho. Mas Lily abriu mão dele, provavelmente fez um acordo com os pais adotivos de nunca procurá-lo e nunca interferir com a vida dele, e de repente ela vai simplesmente aparecer e contar toda a verdade? Eu não acho que é um direito que ela ainda tenha. Além disso, o confronto dela com Rufus foi bem insosso. Eu sei que ela é high society e ele faz o tipo sereno, mas eles estavam brigando por causa de um filho, será que esses dois tem sangue de barata? Porquê eu não senti nenhuma paixão por parte de nenhum dos dois.
Tirando essa parte, que apesar do potencial, só me decepciona, eu estou contente com o quê GG tem apresentado ultimamente. É claro, todavia, que eu apenas espero dela boas tramas teen, nada do quê eu espero de uma LOST ou House, e eu posso até estar exigindo pouco. Mas funciona para mim. Eu tenho me divertido e isso é o quê importa.

The Bitches are back!!!!!!!! E Lily também. Eu sôo como uma garotinha adolescente histérica? Bom, desculpem-me, mas esse episódio de GG me deixou na beira do sofá de tanta excitação. E esse já se qualifica, na minha opinião, como o melhor episódio de Gossip Girl.
Todos nós já esperávamos que a volta à escola fosse dar início a terceira Guerra Mundial. Mas alguém esperava que Serena, a pobre garota rica, boa moça toda vida, fosse voltar aos seus anos de menina má e destronar sua melhor amiga, Blair? Nada mais é sagrado. Melhor para nós, porquê Serena má é tãaao melhor que Serena boa. Blair pode ter ficado confusa de início, mas alguém duvida que ela vá revidar com força total? E Jenny, de que lado vai ficar? Eu não acho que será no de Blair, afinal a morena não vai ficar nada contente ao descobrir que Little J é a nova queridinha de sua sempre ausente mãe. Convenhamos, até eu ficaria roxa de ódio. Is e Nelly Yuki não fizeram muita coisa, foram praticamente figuração, mas Penelope reforçou o que já tinha mostrado na temporada passada. Ela é a verdadeira encarnação de bully, com mais classe, é claro. Eu amo odiar Amanda Setton e sua personagem. Mas cadê Hazel, a loirinha do mal? E se ela voltar, de que lado vai ficar?
Enquanto Serena caía nos planos de Chuck para retorná-la a seu mau comportamento e pisar por cima de Blair, a morena mais uma vez estava envolvida com o Lorde, a Duquesa, Nate e Vanessa. Pela última vez, infelizmente. Eu sempre achei a relação de Marcus e Catherine meio estranha, cheguei a pensar que se ela gosta de adolescentes… Mas aquela obsessão dela pelo Nate me enganou. Bom, como tudo o quê bom dura pouco, Vanessa deu um flagra no Lorde perfeito de Blair nas preliminares com sua madrasta. Kinky.
Longe dessa família mais que disfuncional, tivemos a família Van Der Woodsen, agora completa com Chuck Bass (porquê Bart, aparentemente, foi promovido a figurante, para que todos nós idiotas possamos entender o quanto Lily é infeliz em seu casamento, duh). A cena do café da manhã foi ótima, a única hora que eu curto Serena boazinha é quando há cenas de momentos mãe e filha com Lily, o quê na minha opinião, nunca é demais. Principalmente se considerarmos que Lily parece ser a única mãe do show que se aproxima de amorosa e atenciosa com os filhos, e até mesmo, com seu repulsivo enteado Charles. E, é claro, eu sempre adoro vê-la com o Rufus, mesmo ele tendo dispensado daquele jeito horrível. Eu entendo o lado dele, ela está casada e do jeito que eles são loucos um pelo outro, não é bom ficar muito perto, por muito tempo. Mas ela tinha acabado de confidenciar a ele que se sente completamente sozinha e eu fiquei morrendo de pena. Lily precisa de um amigo. Deus, quem, adolescente ou adulto, não sabe como é isso? Bom, Blair, aparentemente, vai descobrir, ou redescobrir a sensação muito em breve. Talvez as duas devessem fazer companhia uma a outra.
Os Humphrey estão muito menos chatos nessa temporada ou é impressão minha? Ainda assim, eu quero ver Jenny comer o pão que o diabo amassou por ter sido tão petulante na temporada passada, e eu definitivamente não vou me importar de ver S torturando seu ex um pouquinho. Chamem de Guilty Pleasure, ou do que quiserem, mas se continuar assim, Gossip Girl tem tudo para ser uma das minhas séries favoritas da temporada.


Categorias

Comentários

luiz augusto em The Day of the Triffids
karina em Much I Do About Nothing…
andreia em Eles estão voltando…

Blog Stats

  • 197.309 hits

Todas as atualizações do seu blog favorito

Me Adicione no Technorati

Add to Technorati Favorites