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Posts Tagged ‘Big Bang Theory

Quem é freqüentador assíduo de blogs de séries já sabe que colunas com curtos comentários sobre vários episódios que foram ao ar durante a semana é uma prática comum. Apesar de eu preferir longos comentários, eu assisto tantas séries que fica impossível escrever textos de uma página do Word sobre cada uma. Além disso, nem sempre há tanto o quê dizer. Por isso eu resolvi aderir a idéia. Assim, eu conseguirei comentar muito mais séries e os atrasos dos reviews diminuirão. Obviamente, muitos textos longos ainda serão feitos por aqui. E episódios importantes ou acima da média geralmente receberão atenção individual. Mas eu espero que vocês gostem da coluna.

Damages – 2×05 – I Agree, It Wasn’t Funny

‘And the plot thickens…’ A cada resposta que Damages nos fornece, uma nova pergunta. Os personagens são verdadeiras esfinges, suas ligações uma extensa rede de influências, mentiras e interesses. A cada episódio uma característica inesperada aparece em um personagem, e eu fico mais e mais deslumbrada com o grande mosaico de seres humanos que habitam esse submundo. E nesse momento, Daniel continua a ser o rei dos mistérios. Ele simplesmente sentou no carro enquanto um homem assassinava sua esposa? Por quê? Medo, cobiça, covardia? Todas as anteriores? Wes Krulik reaparece e heis que descobrimos que ele está a serviço do mesmo detetive que assassinou David Connor. A vida de Ellen pode estar em perigo, até porquê no futuro seu amante aparece em seu quarto de hotel com uma bolsa cheia de armas, mas eu não consigo ficar particularmente preocupada com Parsons. Afinal, ela está se provando muito mais sagaz e hábil do que eu poderia prever. Sua percepção sobre estar sendo seguida e a maneira como ela talvez tenha manipulado Patty me fizeram gostar ainda mais dela. Mas no meio disso tudo, a Patty ainda é Patty Hewes, minha preferida, e aquela que eu duvido que vá ser derrubada. Seja pela Ellen, por CEOs exasperados de Washington ou por seu próprio marido Phil, que obviamente leva uma vida dupla (e pode estar perturbardoramente envolvido com aqueles que desejam derrubá-la). Eu confio no tio Pete e em seu instinto, e eu espero que com a ajuda dele Patty sobreviva o furacão que está prestes a vir para cima dela, de todas as direções possíveis. Mas se em algum momento sua serenidade e aparente ignorância alimentam minhas dúvidas, sua frase no começo do episódio é o suficiente para manter minha fé nela: “Did I ever tell you how I choose a case? Starts with a seed of anger. That seed has to be cultivated until it grows into a full-blown rage.” Eu mal posso esperar para ver sua fúria desabrochar.

Lie To Me – 1×03 – A Perfect Score

O roteiro melhorou um pouco. Os casos ficaram um pouco mais inteligentes. O protagonista Cal Lightman fica mais interessante a cada nova hora da série. Mas ainda assim, Lie To Me continua a ser uma série sem brilho e sem personalidade. Aliás, sei que todo mundo já comparou e todo mundo já está cheio de ler essa comparação, mas o meu problema com Lie To Me é o mesmo problema que eu tinha com The Mentalist. Assistir ambas as séries é uma atividade inócua, sem sentimentos envolvidos, nem sequer divertimento. Eu insisto, acho que assistir só três episódios e desistir da série é covardia. Até porquê é uma série nova. E eu gosto dos personagens principais, e acho o elenco bem decente. Mas nem eles empolgam. As tramas dessa semana, o assassinato de uma adolescente envolvendo competitividade acadêmica em uma escola de prestígio e o acidente na NASA com o piloto que era drogado secretamente pela esposa foram bem pensadas, mas a execução falha. O episódio não tem clímax, não tem tensão e da maneira que Cal, Gillian e Loker agem é difícil levar a investigação deles a sério. Porquê eles não parecem levar. Eles fazem a procura pela resposta parecer extremamente fácil e desinteressante, e o fato de eu sentir que eles sempre terão uma carta na manga não ajuda.

Being Human – Episódio 3

Being Human tentou fazer um episódio sobre o amor e considerando o fato de que os relacionamentos da série são todos singulares, o resultado deveria ser extremamente interessante. Porém, os cinqüenta e sete minutos de exibição pareceram muito mais. O episódio foi maçante e talvez em grande parte isso se deva ao destaque de Annie, a personagem menos cativante da série. Nem seu envolvimento com o fantasma sem noção Gilbert, nem a descoberta de quê seu tão amado noivo a jogou da escada em uma crise de ciúmes causando sua morte fizeram com quê o episódio valesse mais a pena. E a enrolação de George para transar com a enfermeira também não foi muito melhor. Só Mitchell com sua relação doentia com Lauren conseguiu me agradar. A ambigüidade de Mitchell é o ponto forte da série. Afinal, ele se recusa a continuar matando para se alimentar, mas ele ainda é o cara que assiste um pornô para vampiros (um vídeo em que um vampiro se filma transando e se alimentando de humanos) uma dúzia de vezes, mesmo que supostamente tenha vomitado durante todas elas. E Lauren é definitivamente uma pessoa auto-destrutiva que se deixa levar pelo lado sombrio com imensa facilidade, mesmo que sua obsessão seja com o bom moço, moralmente correto, que rejeita as práticas não humanamente éticas de sua raça. Como a narração em off de George no começo coloca, o amor deles “é pervertido por outras coisas, como possessão, amor, decepção, luxúria e morte”. Mas quer eles já tenham percebido ou não, eles não podem fugir um do outro. Eu aposto que as decisões de Lauren continuarão a afetar e muito o destino de Mitchell. O quê ele merece de certa forma, afinal, ele a transformou em vampira, mudando para sempre o destino dela. Agora, ele tem que lidar a ligação mórbida entre os dois.

The Big Bang Theory – 2×15 – The Maternal Capacitance

Oh My God, Sheldon achou uma competição à altura! E Big Bang entregou um episódio tão bom quando o do Natal. O quê eu mais gosto em Big Bang é quando eles mergulham de cabeça nas particularidades e bizarrices daquele mundo de pessoas tão inteligentes, tão bem-sucedidas, tão além de nós reles mortais em matéria de conhecimento. E ao trazer a Senhora Hofstadter, mãe de Leonard e quase uma cópia feminina de Sheldon, os escritores conseguiram criar ótimas situações envolvendo a percepção quase alienígena da psiquiatra, o life-style de mais uma pessoa que só consegue funcionar no plano racional e analítico, e é claro, seu conseqüente desdém pelos decoros sociais. Christine Baranski nos dá uma performance genial e é uma pena que ela não fique na série para um arco maior. Eu definitivamente espero que ela volte, pois além da alta qualidade de sua personagem, sua presença permitiu as ótimas ações e reações dos demais personagens. Até Leonard estava fantástico. Seus diálogos com Penny foram impagáveis. Para superá-los, só a acusação da Senhora Hofstadter de quê Raj e Hollowitz tem um caso gay platônico, e a piadinha de Sheldon comparando a fazer xixi com comprar imóveis “Location, location, location”. A melhor comédia da temporada está de volta a sua melhor forma.

Minha lista de pedidos de Natal que só Papai Noel pode resolver.

10. Que os canais de série no Brasil voltem a demonstrar um mínimo de competência.

Eu posso até não depender deles, mas muita gente ainda depende. E PAGA por isso. E para mim, isso é motivo o suficiente para os sinais de amadorismo e negligência sumirem em um milagre de Natal. A FOX me fez parar de ver meia dúzia de séries que eu acompanhava só pelo canal quando mudou a programação toda para o dublado (quando chegaram as legendas, eu já tinha abandonado tudo e não voltei). A Sony apresentou um monte de problemas técnicos. A Warner resolveu virar canal de filmes. Por favor, Papai Noel, dê um pouco de simancol para os executivos dos canais de Tv a cabo.

9. O não cancelamento de Sarah Connor Chronicles e Fringe pela FOX americana.

A audiência está baixa. As críticas se dividem. O próprio público se divide. Alguns gostam de um certo episódio, outros não. Fringe parece melhorar a cada episódio e Sarah Connor vem mantendo uma qualidade boa, mas tentando algo diversificado a cada episódio que vai ao ar. Só que os números não estão bons, e duas das séries que eu mais curto nesse momento podem não sobreviver. Por favor, Papai Noel, não deixe a FOX cancelar Sarah Connor e Fringe.

8. Um décimo da inteligência de Sheldon

Acho que nem precisa explicar o pedido, né? E nem é muita coisa, né? Só um décimo. Nada demais. Por favor, Papai Noel.

7. Uma vida igual de Nico Reilly, daqui há alguns anos

Tá, a vida da protagonista de Lipstick Jungle é complicada, especialmente no tocante relacionamentos amorosos. Mas ela tem o emprego dos sonhos, um apartamento sensacional e o guarda-roupa que qualquer mulher deseja. Namorou o perfeitíssimo Kirby. É brilhante e todos sabem disso. Transborda classe, dignidade e franqueza. Tem as melhores tiradas e as melhores amigas que se pode querer. É linda, apesar da idade. Por isso, por favor Papai Noel, dê uma mãozinha para que com trabalho duro (vamos combinar que é necessário), eu consiga ser igual a Nico Reilly quando crescer.

6. Todo o figurino de Blair Waldorf

Outro que é auto-explicativo. Se eu tivesse milhões de dólares, compraria eu mesma. Mas como não tenho, tenho que esperar a boa vontade do Papai Noel em deixar todos os Chanel, Gucci, Chloé e Dior fabulosos de Blair na minha janelinha.

5. A morte de Horatio Caine

É improvável, porquê ele é protagonista da série. Mas audiência a parte, acho que muita gente me apoiaria (não é porquê vemos a série, que gostamos de Caruso). Tá, acreditar que CSI Miami vá um dia se tornar uma série no nível de CSI, CSI NY ou Criminal Minds é praticamente a mesma coisa que acreditar em Papai Noel. E eu tenho que me fazer desistir da série (repito isso que nem um mantra na minha cabeça, mas ainda não consegui. Os ex-fumantes, álcoolatras, chocólatras e etc de plantão têm alguma dica?) Só queria que Caruso saísse da série. Com a onda de troca de elenco que andamos tendo, não é tão absurdo assim.

4. Um Emmy para Elizabeth Mitchell

Tá, o texto dela nessa quarta temporada não foi lá essas coisas; o quinteto romântico (ou pentágono) foi constrangedor; e vê-la tornar-se uma espécie de sombra do Jack quando nós sabíamos que ele estava com Kate no futuro mais ainda. Porém, Elizabeth é uma atriz sensacional, que trabalhou bem mesmo com o pouco que lhe deram e o Emmy está em dívida com ela por a terem ignorado pela terceira temporada. Além disso, o Emmy é só em Setembro e na quinta temporada as coisas tem tudo para melhorar para o lado dela. Vou sentar e esperar como uma boa menina Papai Noel, mas o senhor vai precisar dar uma ajudinha a longo prazo aqui.

3. Um Emmy para Michael Emerson

Também não acho que precise comentar. Todo mundo sabe que ele é o melhor ator de LOST atualmente, dono do melhor personagem e é como se fosse o protagonista hoje em dia (Jack quem?). Benjamin Linus e Emerson são a alma de LOST. E já deveriam ter levado a droga do Emmy há muito tempo!

2. Uma Terceira Temporada para Lipstick Jungle

Toda vez que digo para alguém que não está assistindo que essa é uma das melhores coisas da temporada, a pessoa torce o nariz. A verdade é que depois de uma primeira temporada medíocre, Lipstick Jungle renasceu das cinzas. É outra série. E eu estou apaixonada. Mas a audiência está baixa demais e ela foi cancelada. Ou não. A verdade é que ninguém sabe ao certo e a série parece estar em uma espécie de limbo enquanto os executivos esperam que ela milagrosamente ganhe mais um milhão de telespectadores. Em uma noite de sexta-feira. Só se o bom velinho mexer uns pauzinhos, né?

1. O Terceiro Filme de The Pretender

Tá, a série é jurássica (qualquer coisa que tenha ido ao ar quando eu tinha apenas cinco anos de idade pertence aos livros de história). Mas eu fui vê-la apenas no hiatus do meio desse ano (porquê aos cinco anos de idade, eu via Tv Colosso, não série americana) e me apaixonei. Mas a série não tem fim. É cancelada, vai para uma trilogia de filmes para Tv e não tem terceiro filme! Os produtores fizeram Tin Man (que eu não vi, é boa?), mas fora isso, não engataram mais nada. Então o quê eles estão esperando? Andrea Parker e Michael T. Weiss ficarem com 60 anos? Eu preciso de respostas, e nem mesmo me importo em como elas virão, desde que venham. Façam um desenho animado tosco e coloquem no YouTube. Só acabem com essa agonia minha de não saber se Miss Parker e Jarod finalmente vão fugir juntos para bem longe do Centro.

Quais são os pedidos de vocês?


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luiz augusto em The Day of the Triffids
karina em Much I Do About Nothing…
andreia em Eles estão voltando…

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