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Minha lista de pedidos de Natal que só Papai Noel pode resolver.

10. Que os canais de série no Brasil voltem a demonstrar um mínimo de competência.

Eu posso até não depender deles, mas muita gente ainda depende. E PAGA por isso. E para mim, isso é motivo o suficiente para os sinais de amadorismo e negligência sumirem em um milagre de Natal. A FOX me fez parar de ver meia dúzia de séries que eu acompanhava só pelo canal quando mudou a programação toda para o dublado (quando chegaram as legendas, eu já tinha abandonado tudo e não voltei). A Sony apresentou um monte de problemas técnicos. A Warner resolveu virar canal de filmes. Por favor, Papai Noel, dê um pouco de simancol para os executivos dos canais de Tv a cabo.

9. O não cancelamento de Sarah Connor Chronicles e Fringe pela FOX americana.

A audiência está baixa. As críticas se dividem. O próprio público se divide. Alguns gostam de um certo episódio, outros não. Fringe parece melhorar a cada episódio e Sarah Connor vem mantendo uma qualidade boa, mas tentando algo diversificado a cada episódio que vai ao ar. Só que os números não estão bons, e duas das séries que eu mais curto nesse momento podem não sobreviver. Por favor, Papai Noel, não deixe a FOX cancelar Sarah Connor e Fringe.

8. Um décimo da inteligência de Sheldon

Acho que nem precisa explicar o pedido, né? E nem é muita coisa, né? Só um décimo. Nada demais. Por favor, Papai Noel.

7. Uma vida igual de Nico Reilly, daqui há alguns anos

Tá, a vida da protagonista de Lipstick Jungle é complicada, especialmente no tocante relacionamentos amorosos. Mas ela tem o emprego dos sonhos, um apartamento sensacional e o guarda-roupa que qualquer mulher deseja. Namorou o perfeitíssimo Kirby. É brilhante e todos sabem disso. Transborda classe, dignidade e franqueza. Tem as melhores tiradas e as melhores amigas que se pode querer. É linda, apesar da idade. Por isso, por favor Papai Noel, dê uma mãozinha para que com trabalho duro (vamos combinar que é necessário), eu consiga ser igual a Nico Reilly quando crescer.

6. Todo o figurino de Blair Waldorf

Outro que é auto-explicativo. Se eu tivesse milhões de dólares, compraria eu mesma. Mas como não tenho, tenho que esperar a boa vontade do Papai Noel em deixar todos os Chanel, Gucci, Chloé e Dior fabulosos de Blair na minha janelinha.

5. A morte de Horatio Caine

É improvável, porquê ele é protagonista da série. Mas audiência a parte, acho que muita gente me apoiaria (não é porquê vemos a série, que gostamos de Caruso). Tá, acreditar que CSI Miami vá um dia se tornar uma série no nível de CSI, CSI NY ou Criminal Minds é praticamente a mesma coisa que acreditar em Papai Noel. E eu tenho que me fazer desistir da série (repito isso que nem um mantra na minha cabeça, mas ainda não consegui. Os ex-fumantes, álcoolatras, chocólatras e etc de plantão têm alguma dica?) Só queria que Caruso saísse da série. Com a onda de troca de elenco que andamos tendo, não é tão absurdo assim.

4. Um Emmy para Elizabeth Mitchell

Tá, o texto dela nessa quarta temporada não foi lá essas coisas; o quinteto romântico (ou pentágono) foi constrangedor; e vê-la tornar-se uma espécie de sombra do Jack quando nós sabíamos que ele estava com Kate no futuro mais ainda. Porém, Elizabeth é uma atriz sensacional, que trabalhou bem mesmo com o pouco que lhe deram e o Emmy está em dívida com ela por a terem ignorado pela terceira temporada. Além disso, o Emmy é só em Setembro e na quinta temporada as coisas tem tudo para melhorar para o lado dela. Vou sentar e esperar como uma boa menina Papai Noel, mas o senhor vai precisar dar uma ajudinha a longo prazo aqui.

3. Um Emmy para Michael Emerson

Também não acho que precise comentar. Todo mundo sabe que ele é o melhor ator de LOST atualmente, dono do melhor personagem e é como se fosse o protagonista hoje em dia (Jack quem?). Benjamin Linus e Emerson são a alma de LOST. E já deveriam ter levado a droga do Emmy há muito tempo!

2. Uma Terceira Temporada para Lipstick Jungle

Toda vez que digo para alguém que não está assistindo que essa é uma das melhores coisas da temporada, a pessoa torce o nariz. A verdade é que depois de uma primeira temporada medíocre, Lipstick Jungle renasceu das cinzas. É outra série. E eu estou apaixonada. Mas a audiência está baixa demais e ela foi cancelada. Ou não. A verdade é que ninguém sabe ao certo e a série parece estar em uma espécie de limbo enquanto os executivos esperam que ela milagrosamente ganhe mais um milhão de telespectadores. Em uma noite de sexta-feira. Só se o bom velinho mexer uns pauzinhos, né?

1. O Terceiro Filme de The Pretender

Tá, a série é jurássica (qualquer coisa que tenha ido ao ar quando eu tinha apenas cinco anos de idade pertence aos livros de história). Mas eu fui vê-la apenas no hiatus do meio desse ano (porquê aos cinco anos de idade, eu via Tv Colosso, não série americana) e me apaixonei. Mas a série não tem fim. É cancelada, vai para uma trilogia de filmes para Tv e não tem terceiro filme! Os produtores fizeram Tin Man (que eu não vi, é boa?), mas fora isso, não engataram mais nada. Então o quê eles estão esperando? Andrea Parker e Michael T. Weiss ficarem com 60 anos? Eu preciso de respostas, e nem mesmo me importo em como elas virão, desde que venham. Façam um desenho animado tosco e coloquem no YouTube. Só acabem com essa agonia minha de não saber se Miss Parker e Jarod finalmente vão fugir juntos para bem longe do Centro.

Quais são os pedidos de vocês?

Eu reclamei que faltava melodrama, e CSI Miami trouxe melodrama. E o protagonista da novela mexicana da vez é Delko.
No episódio passado, vimos brevemente que Eric estava morando em um daqueles hotéis barato de beira de estrada. E quando ocorre um tiroteio e o assassinato de um jovem neste mesmo hotel, todos os CSIs descobrem o segredo de Delko de lhe fazem a mesma pergunta que eu me fiz: por quê? E todas aquelas desculpas sobre reforma do apartamento não realmente colaram com ninguém.
O crime é uma bagunça. Várias pessoas envolvidas, vários crimes diferentes. A morte do garoto acaba não tendo nada a ver com a bala que atinge Eric, e ainda há a morte e ocultação de cadáver do marido de uma das vizinhas, uma grávida. Eu prefiro quando os roteiristas mantém a trama simples, do quê quando eles criam uma série de reviravoltas e complicações, e milhões de pessoas que por um acaso estão envolvidas, mas não são realmente os culpados. Então eu não curti muito os crimes desse episódio.
E nós ficamos sabendo mais sobre a família de Delko. Acontece que ao invés de ter nascido nos Estados Unidos, como achava, ele nasceu em Cuba, e seu pai não é quem ele pensava. E esse pai deve ser realmente alguém do mal, como diz sua mãe, porquê o cara descobre que tem um filho e sua primeira reação é contratar alguém para matá-lo. Eric pelo menos foi esperto o suficiente para perceber que estava sendo vigiado e tentar sair de cena, mas foi estúpido confiando em um mercenário qualquer. A assassina, que não conseguiu matar Eric, foi presa. Mas obviamente a estória não acaba aqui, nesse episódio. Será abordado no futuro, de preferência perto da season finale.
As tramas de CSI Miami sempre tem continuação, e isso é algo que eu gosto, às vezes, em uma série como essa. Mas às vezes a coisa toda é muito lenta, devido, também, à natureza da série. Calleigh e Eric por exemplo. O romance está demorando tanto para engatar, que já está enjoando. O envolvimento deles está mais vagaroso do quê Grissom e Sara, e olha que em Miami as tramas pessoais são muito mais presentes do quê em Las Vegas. No balanço final foi um episódio mediano e até um pouco chato. Só houveram três bons momentos que eu possa me lembrar: quando o mercenário contratado por Eric pergunta a Horatio se ele está lhe fazendo uma ameaça e este responde “Sim, é uma ameaça” (isso nunca acontece); quando Detetive Tripp tem que ajudar Calleigh a subir em um duto de ventilação e fica olhando para a bunda dela, mas tentando não olhar, constrangido; e todos os momentos entre Eric e Wolfe, que mostraram a camaradagem entre os dois. Tomara que os próximos sejam mais parecidos com o anterior do quê com esse.

Calleigh e Eric após tiroteio em Stand Your Ground

O que os produtores de CSI tem contra a mulher ter uma vida social? Eu explico de onde vem essa pergunta. Do episódio de CSI Miami que foi exibido ontem, Stand Your Ground, e de um pequeno retrospecto que eu fiz na minha cabeça depois de assisti-lo.
Em Stand Your Ground, nono episódio da temporada mais “novela da Globo” que nunca de CSI Miami (qualquer dia desses, Calleigh e Eric vão descobrir de repente que são irmãos! Tá, isso tá mais pra novela mexicana…), Calleigh acaba no meio de um tiroteio após reagir ao que parecia ser um assalto. Ela estava de folga, num brunch com Jake e bebeu duas mimosas. Com isso, depois do tiroteio, ela foi interrogada, questionada, recebeu olhares escusos dos colegas e todo o pacote completo que, concordando com a própria Calleigh, só serviu para humilhá-la.
E eu comecei a me perguntar por quê toda vez que mostram um pouquinho da vida social das CSIs, a desgraça vem a cavalo logo atrás? Em Weeping Willows, Catherine vai a um bar para relaxar depois do expediente e acaba a noite com um canalha que depois vem a ser suspeito de assassinato, uma portada na cara e posteriormente uma lição de moral de Grissom. Stella começa a namorar um cara que parece ótimo, e então em All Acess, este demonstra ser um verdadeiro psicopata, invade seu apartamento e a tortura. A própria Calleigh teve dois ex-namorados, um que apareceu noivo de outra do nada e posteriormente roubou dinheiro, e outro que colocou uma arma na cabeça de Calleigh para fugir de uma cena do crime de onde tinha roubado uma evidência e depois se matou dentro do laboratório dela. Voltando pra Catherine, ela também conheceu um cara que parecia maravilhoso, Chris Bezich, e então ela descobre que o canalha a traía. Ainda tem seu ex-marido, Eddie, o canalha-mor, que também a traía, tentou tirar Lindsey dela, entre outras várias coisas. Ainda seguindo com os canalhas, Sara teve um namoro sério com o bombeiro Hank, que aparentemente era apaixonado por ela, e então ele também aparece com uma outra namorada. Voltando pra Catherine, ela foi a um show com Nick depois do expediente e acabou sendo drogada e acordando nua em um motel de beira de estrada, descobrindo só bem depois que não havia sido estuprada, mas que seu raptor tirou fotos dela nua e mandou para seu pai, Sam Braun, como uma ameaça.
É claro, que no final disso tudo, elas saem sempre dignas, com a cabeça erguida, mostrando o quanto são fortes. Mas isso não muda o fato de que elas parecem estar sendo constantemente punidas por tentarem ter uma vida pessoal e sexual saudável. Escolher homens errados é uma coisa, mas em CSI parece que todos aqueles que não são CSIs provam-se parceiros menos que adequados, e isso acontece com os homens também. Mas são as mulheres que sofrem com escrutínio, a violência, a retaliação. São elas cujos erros de julgamento no que concerne suas vidas pessoais são recorrentes. E em uma série cujas duas principais produtoras executivas são mulheres (Carol Mendelsohn e Sarah Goldfinger) isso é confuso.
Todos os três CSIs possuem uma protagonista feminina, invariavelmente bonita, esperta e independente. Todas possuem um passado complicado e cheio de dor, que superaram com graça. São fortes e determinadas, não admitem desaforo de ninguém, mas gostam de todo mundo e são gostadas por todo mundo. Apesar de todas essas qualidades, elas são sempre ludibriadas por homens aparentemente perfeitos que acabam por fazer de suas vidas um inferno. E quando são mostradas fazendo algo remotamente casual, sempre acabam em problemas.
Se parasse por aí, seria perdoável, já que a franquia é focada em crimes. Mas o que complica é quando nesses episódios encontramos alguém inserido no papel de julgador e carrasco. Não importa que Calleigh tenha recebido sua redenção no final, quando descobre-se que os bandidos com quem ela trocou balas tinham mesmo a intenção de assassiná-la, pura e simplesmente. O que importa é que Stand Your Ground não foi o primeiro episódio de CSI em que as mulheres tiveram sua vida social associada a contextos ruins. Com isso eu me pergunto: será que isso é algum tipo de padrão que os escritores nem sabem que mantém? Uma muleta narrativa recorrente que ainda não perceberam ser perniciosa? Ou eu é que estou vendo coisas demais?


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