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This Place is Death Templo Temple Jin Danielle

This Place is Death foi um daqueles episódios nos quais tanta coisa acontece, que mal é possível respirar. E talvez nós não tenhamos tido grandes respostas, mas eu apreciei cada um dos pequenos detalhes que nos foram revelados, e especialmente, a maneira como foram revelados. O ritmo do episódio foi bem rápido e isso somado aos flashes em intervalos cada vez menores deu a estória um tom de urgência que funcionou comigo. Eu fiquei tensa o tempo todo, e pela primeira vez senti o desespero dos Losties.

Começamos exatamente de onde paramos semana passada e Jin se compromete a levar os franceses à torre de rádio. Só que, a minha memória não é tão boa quanto a da maioria dos fãs de Lost, mas eu acho que Jin nunca esteve na torre. E não entendo como ele poderia saber levar os franceses até lá de um ponto em que ele nunca esteve antes. Contudo ele acaba não precisando guiá-los até lá, já que no caminho o Smokey aparece, ataca a equipe de Rousseau e nós finalmente somos apresentados ao Templo. Infelizmente, além das inscrições que eu tenho certeza que algum fã vai tentar traduzir ou comparar com as da casa de Ben e das estações Dharma, não há muito que se possa tirar da breve aparição do local. Nós sabemos que o Monstro foi feito para protegê-lo e talvez por isso os Outros o considerem um local tão seguro a ponto de terem ido se refugiar lá. Mas quando ele foi construído, por quem e para quê é um mistério que perdura.

Depois disso, flash e vamos para algumas semanas no futuro. Muitas pessoas comentaram que a cena onde Rousseau mata seu marido foi desnecessária, porquê nós já sabíamos que isso aconteceu. Mas acho que há algo errado ali. Robert explica, como se isso fosse um conhecimento ordinário, que o Monstro é apenas um sistema de segurança para o Templo. Como ele descobriu isso? Existe a hipótese de que ele poderia estar trabalhando para os Outros, mas eu duvido, porquê Robert tenta atirar em Rousseau. Os Outros queriam Alex (alguém reparou na fumaça, avisando que eles estavam vindo?), então matar Danielle antes do parto não seria algo muito esperto. Também existe a possibilidade de que o Monstro tenha matado Robert, ou até mesmo todos os companheiros de Rousseau que entraram pela fenda, e o(s) tenha personificado.

Reunido com os demais Lost em uma cena particularmente tocante (o carinho entre Sawyer e Jin fica muito evidente na cena), o coreano recebe algumas explicações, nós temos um breve momento cômico e então voltamos ao drama. Como eu mencionei acima, com os flashes acontecendo tão rapidamente, eu senti o medo e o desespero dos sobreviventes. Miles e Juliet continuam a ter sintomas, Sawyer tem seu primeiro sangramento nasal e na frente deles Charlotte tem um colapso. Imagine ter uma doença que você não sabe como tratar e ver os efeitos devastadores dela bem na sua frente. Eu só conseguia pensar que Miles, Juliet e Sawyer devem ter ficado aterrorizados.

Charlotte não resiste e eu poderia dizer infelizmente, mas não me importo nenhum pouco com ela. Principalmente agora que as viagens no tempo nos permitem ver qualquer coisa que aconteceu no passado. E eu não acho que a revelação mais bombástica que ela fez foi que Daniel disse a ela para não voltar a Ilha ou ela morreria. Aliás, considerando que Daniel sabe que não se pode mudar o quê aconteceu, é algo bem estúpido para ele tentar fazer, mas que eu vou deixar passar, porquê afinal ele a amava.

Eu estou muito mais interessada no quê Charlotte disse sobre seus pais. Ela afirma que sua mãe saiu da Ilha e tentou convencê-la de que o lugar era parte de sua imaginação e que seu pai ficou. Por quê será que a mãe dela mentiu sobre a existência da Ilha? Será que o pai de Charlotte é alguém que conhecemos? Ela menciona a Dharma, então eu não acho que seja algum hostil. Pesquisando na Lostpedia, eu lembrei que sabemos que Horace Goodspeed (o quê leva Ben e seu pai à Ilha, e que aparece para Locke em Cabin Fever) morre na purgação, mas nós nunca soubemos se sua esposa Olivia (a professora de Ben e Annie) tem o mesmo destino. Mas a minha idéia inicial (a que eu fui pesquisar) seria que os pais de Charlotte poderiam ser o casal DeGroot, Karen e Gerald, fundadores da Dharma.

O quê acontece é que sejam eles quem forem, Ben tinha várias informações sobre Charlotte. Mas ele não pareceu saber sobre o passado dela com Ilha, o quê é ainda mais misterioso. Poderiam eles ter se conhecido na Ilha, mas por algum motivo ele não se recordar de Charlotte ou não reconhecê-la? É complicado imaginar que eles nunca tenham se cruzado, porquê Charlotte é obviamente mais jovem que Linus. E quanto a mãe de Charlotte, eu fico pensando não somente em porquê ela teria saído da Ilha, mas em como. Como eu disse na review de Jughead, a rota para fora da Ilha era uma informação secreta e para privilegiados. Os Outros sempre parecerem preferir matar alguém do quê simplesmente expulsá-lo da Ilha. Mas com Widmore já temos duas pessoas que foram embora misteriosamente, possivelmente três se Ellie for realmente Eloise Hawking. E se Miles realmente também é um nativo e pelo menos um de seus pais também saiu, então teríamos aí um bom grupo de exilados/fugitivos.

E voltando a Eloise Hawking, acho que podemos considerar nossas especulações de que ela é a mãe do Faraday confirmadas. Mas a última cena me deixou com a pulga atrás da orelha. Por algum motivo, Ben só estava tentando levar de volta dos Oceanic 6. Desmond e Lapidus não. E isso é estranho. Se eles tem que voltar, então tem todos que voltar, não? A Senhora Hawking pareceu inferir que Desmond também voltaria com Sun e Jack, mas acho que assim como o resto do grupo, ele não vai simplesmente partir deliberadamente. Não como Penny e Charlie esperando em algum lugar por seu retorno.

Mas pior ainda seria ele voltar para sua família e ser seguido por Ben. Eu acreditei em Linus quando ele diz a Jack e Sun que os tem protegido esse tempo todo, mas eu ainda não o quero ver perto de Penny Widmore de jeito nenhum. E em relação a coreana, eu sei que ela ama muito Jin e até eu ficaria tentada em correr de volta para Ilha, mas será que ela esqueceu da filha de três anos de idade a esperando em casa? Ji Yeon é alguém que ela precisa considerar antes de pular na máquina de teletransporte (ou seja lá o quê for) de Eloise para uma visita provavelmente sem volta na Craphole Island.

E para encerrar a review, não posso deixar de mencionar John e seu novo encontro com Christian Shepard. Foi a cena mais emocionante da temporada ver Locke recebendo as instruções de Christian e aceitando completamente o sacrifício que terá que fazer para salvar a Ilha. Terry O’Quinn esteve soberbo. E foi interessante ver os saltos no tempo tinham a ver com a velocidade o fato da roda estar solta. O quê será que vai acontecer com a Ilha agora que John virou a roda, como deveria ter feito do começo? E será que Jack e Sun voltarão para a Ilha imediatamente. De os cliffhangers de todos os episódios dessa temporada, esse foi sem dúvida o melhor.

Depois que terminei de assistir The Little Prince, eu tive que sair do computador e aproveitei para meditar um pouco. Os Losties (eu sei que do grupo, só dois, John e Sawyer são Losties, mas resolvi usar a palavra para descrever todos eles, senão fica muito complicado) estão pulando pelo tempo. Os Oceanic Six vivem três anos depois da Ilha ter sido movida. Como então os Oceanic Six voltarão à Ilha e encontrarão os Losties? Ou, eles encontrarão os Losties? É difícil imaginar que não, pois ao quê me parece é necessário não apenas o retorno á Ilha, mas um reencontro entre os grupos. Não me perguntem porquê eu acho isso, eu apenas acho. É um palpite.
Se os Oceanic Six retornasse à Ilha no tempo errado, e as viagens no tempo simplesmente parassem, os Losties ficariam presos no tempo errado. Assumindo que as minhas suposições estejam certas (e elas podem estar completamente erradas), os Oceanic Six teriam que voltar à Ilha exatamente quando os Losties estiverem três anos à frente, o quê pode explicar o porquê da Senhora Hawking ter dito a Ben que eles precisam retornar à Ilha em apenas 70 hs.
E considerando que nesse episódio vimos um determinado Locke ir em direção a Orquídea para resolver o problema, pode ser que eles pulem para três anos á frente e na viagem, assim como Ben foi mandado alguns meses para o futuro, John seja mandado alguns meses para o passado em relação ao presente dos Oceanic Six.
Sei que corro o risco de ter gasto três parágrafos (e uma certa quantidade de tempo teorizando) sobre algo que provavelmente será desmentido nos primeiros cinco minutos do próximo episódio. Mas a minha cabeça fica fervilhando, e mesmo que seja um exercício fútil, eu gosto de tentar colocar alguma ordem nas informações que tenho.
De qualquer forma, eu espero que agente tenha tempo até o próximo salto no tempo. Tempo o suficiente para conferir um pouco do quê aconteceu com Danielle Rousseau, que aparece inesperadamente no final desse episódio. Apesar de eu já ter dito que isso poderia acontecer na review da premiere, ainda foi uma surpresa vê-la tão cedo. Não acredito, porém, que nos mostrarão logo como a equipe dela morre. Afinal, os flashes acontecem em questão de horas, e os acontecimentos realmente importantes na vida de Danielle, o extermínio de sua equipe e o rapto de Alex, só acontecem meses à frente.
Eu também fiquei muito intrigada pelo fato da francesa ter salvo Jin. Tudo bem que dezesseis anos depois, quando o avião da Oceanic cai na Ilha, Rousseau não está no auge de suas capacidades mentais. Não lembro de nenhuma besteira ou bola fora que ela tenha falado, mas é impossível ignorar as conseqüências de dezesseis anos de isolamento, medo e perdas podem causar. Contudo, ainda acho difícil compreender como a paranóica e sempre alerta Danielle poderia não reconhecer Jin. Por outro lado, a explicação pode ser simples. Ela pode tê-lo reconhecido e não dito nada. A francesa certamente era reservada, e realmente não consigo enxerga-la tentando explicar para o acampamento como ela conheceu Jin Kwon há anos atrás, por inúmeras razões, o fato de ela poder muito bem duvidar da própria memória entre elas.
Ainda tivemos a menção a nova companhia aérea da série, Ajira Airlines, sobre a qual eu nada sei, já que tenho sistematicamente evitado quaisquer informações pertinentes a Lost que não sejam apresentadas no show (quando acabar a série, eu posso até mergulhar de cabeça no Lostpedia e não sair nunca mais, mas por enquanto, isso afeta e muito o meu aproveitamento da série). E com as inocentes garrafinhas de água da companhia aérea (que estranhamente, ou não, Juliet parece conhecer muito bem) parece ter vindo um novo grupo de pessoas e uma canoa. E eles podem ser aqueles que atiraram no grupo enquanto eles tentavam chegar até a Orquídea. Ou podem ser mesmo os Outros (como Juliet pode ter tanta certeza que não são eles? Eu sei que os Outros tem preferência por barcos a motor e submarinos, mas Alex não tinha uma canoa também?).

Sawyer continua tendo as melhores falas do show. Em The Little Prince eu destaco o momento extremamente cômico em que ele diz “Thank you, Lord” quando um clarão aparece justo na hora em que eles estão sendo alvejados, apenas para gritar “I take that back” quando eles vão parar no meio de uma tempestade, e quando ele diz para Juliet “Time traveling is a bitch”. E o fato de que eu tenha um soft spot pelos dois faz com que eu realmente aprecie cada momento entre Juliet e James, as confidências que os dois tem trocado, a amizade crescente entre os dois. Ambos são pessoas que tem bastante dificuldade em confiar nos outros, em grande parte devido à maneira como outras pessoas ferraram com eles, mas ainda assim em pouco tempo eles gravitaram fortemente em direção um ao outro. E o respeito e afeição mútua é evidente. E pode ser extremamente irrelevante para o panorama geral da série, mas eu acho que aconteça o quê acontecer, fiquem eles na Ilha ou não, fique Sawyer com Kate ou não, Juliet e James merecem uma pessoa com quem possam contar. Especialmente considerando que eles estão acompanhados de quatro indivíduos que tem seus próprios interesses.
Um casal que não me cativa, por outro lado, é Daniel e Charlotte. Eu cheguei a gostar bastante dos dois no começo da quarta temporada, mas perdi completamente a simpatia. E apesar da óbvia importância dos dois, eu realmente não me importo com seus destinos. Só não sei o quê dizer da teoria de Faraday sobre os efeitos colaterais afetaram Charlotte e Miles, e posteriormente Juliet, por causa de seus tempos prolongados na Ilha. Se os dois primeiros nasceram na Ilha (e estou começando a acreditar cada vez mais nessa possibilidade), não entendo porquê eles estão pulando no tempo e os Outros não.
Em Los Angeles, nada de muito interessante aconteceu. Vimos que Sun está pronta para matar Ben (o quê eu duvido que aconteça) e que Linus foi quem contratou o advogado para aterrorizar Kate (o quê já era esperado). E nada disso, nem os momentos legais porém curtos de Sayid e Hurley, me fazem esquecer que passamos vinte minutos vendo Kate tentar descobrir quem era o cliente de Dan Norton. E eu achei uma bobagem fútil. Eu sei que nunca aceito muito bem as enrolações de Lost quando elas são focadas na Kate, mas é que sempre me parece estupidez. É como puxar o freio de mão da trama. E não temos sequer desenvolvimento de personagem aqui. Jack e Kate são simplesmente tediosos e desinteressantes, e eu sempre tenho ressentimentos do fato de alguns escritores sentirem a necessidade de lhes dar tanto tempo tela. Mas quando eles lhe dão tanto tempo de tela para os dois não fazerem absolutamente nada, é ainda mais frustrante. E esse desperdício prejudicou um pouco o episódio na minha opinião. Ele poderia ter sido muito, muito mais do quê foi.


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