Séries Addict

Posts Tagged ‘David Caruso

Uma reclamação recorrente que eu tenho a respeito de CSI Miami (dos CSIs em geral, mas em Miami é mais proeminente) é a facilidade com quê os suspeitos confessam. É óbvio que em uma série como essa haja uma certa quantidade de confissões, porquê do contrário quase nenhum caso seria fechado. Porém eu fico embasbacada como alguns criminosos podem fazer malabarismos extraordinários para esconder sua culpa, ocultar corpos em lugares exóticos, usarem luvas e disfarces, e no fim, ao serem confrontados com evidências que em muitos casos poderiam muito bem ser alegadas como circunstanciais por qualquer advogado, eles simplesmente confessam o crime. E ainda fazem cara de surpresa quando são presos.
Eu sei que arrogância é uma característica fácil de encontrar no ser humano. Mas algumas resoluções de caso em CSI Miami dependem quase que totalmente da burrice e petulância do vilão da semana. É como eu estou cansada dessa muleta fraca da série, eu fiquei contente com a participação do advogado Derek Powell, interpretado por Sean ‘P. Diddy’ Combs. Diddy (ou seja lá qual é o nome dele essa semana) não é exatamente uma revelação como ator. Mas ele não chega a prejudicar. O que Powell traz para a trama é sua sagacidade, como por exemplo, ao pegar a garrafa de água que os CSIs tinham oferecido ao seu cliente para “roubar” uma amostra de DNA. Ou quando Ryan pára o suspeito por causa de uma lanterna quebrada, e Derek rapidamente contorna a situação.
É claro que se o suspeito é escorregadio, o roteirista tem que usar de outros artifícios para faze-lo se dar mal. E em Presumed Guilty, Corey Miller utiliza coincidências um tanto forçadas para conseguir ao mesmo tempo criar uma trama cheia de reviravoltas e fazer com que Horatio e cia consigam provas contra o suspeito. Afinal, é muito azar justo na hora em quê está transportando evidências a Calleigh se meter em um acidente (algo que nem é original, porquê o Warrick passa por algo semelhante em CSI). Mas ainda pior foi o Ryan estar ter ido atrás de Kevin Sheridan, o suspeito, logo na hora em que a menina que ele havia seqüestrado quebra sua lanterna.
Todavia, a direção de Larry Detwiler é tão boa, a edição é tão fantástica e a fotografia é tão precisa, que as falhas de roteiro até são perdoáveis. E é uma pena que Horatio tenha sido o grande destaque do episódio, porquê como sempre o resto elenco faz uma trabalho muito bom, enquanto Caruso continua a ser estranho e a me causar incômodo.
Assim que CSI Miami voltou do hiato, eu não fiquei muito empolgada com os episódios. Mas do episódio treze para cá, eu tenho ficado extremamente satisfeita com o quê tenho visto. E Presumed Guilty foi mais um ótimo exemplar do quê CSI Miami tem a oferecer.

Decidi voltar a fazer reviews de CSI Miami. Apesar de parecer que quase ninguém assiste tão cedo quanto eu e preferem esperar pela Tv a Cabo (que é quando a audiência dos posts realmente é grande), de quase nunca ter comentários e de ser uma série considerada péssima por noventa e cinco por cento dos fãs de série, eu não resisto. Principalmente quando o episódio é tão bom quanto este.
A seqüência antes dos créditos certamente é a melhor da temporada (junto com a inesquecível seqüência de Power Trip). Ver Calleigh e Ryan entrarem sem backup na casa onde haveria um suposto morto me fez deduzir na hora que algo de ruim aconteceria (qualquer um que já leu fanfic sabe que a maneira mais fácil e estúpida de emboscar um CSI é com uma cena do crime falsa). Mas o tiroteio, o incêndio e a fuga dos dois foi tão tensa que eu acho que nem respirei por toda a duração da cena.
E depois de Eric (The DeLuca Motel) e Ryan (And They’re Offed) é a vez da minha personagem preferida, Calleigh, ter destaque. Quando durante o incêndio ela volta para buscar o corpo, eu pensei “É, definitivamente ela não é a protegida do Horatio à toa”. Afinal, atos de heroísmo aparentemente idiotas são a especialidade do tenente responsável pelo laboratório de perícia. Porém, Horatio sempre consegue escapar de suas incursões ileso. Enquanto Calleigh se saiu muito bem, mas algumas horas depois tem um colapso no trabalho, não sendo capaz de respirar e tendo que ser levada às pressas para o hospital onde trabalha, pasmem, Alexx Woods.
Na hora que Alexx sai correndo em câmera lenta pelas portas do hospital em direção à ambulância, eu não consegui conter um sorriso involuntário. Khandi Alexander não é nenhuma Meryl Streep, e vê-la contracenar com Caruso chega a me causar dor física de verdade. Mas comparada à nova legista, Tara Price, Alexx é um vulcão de personalidade, e colocada lado a lado com a correta Megalyn Echikunwoke, Alexander é preferível por sua forte presença em cena. E eu nunca achei que fosse dizer isso, mas eu sinto falta dela.
Smoke também desenvolveu a relação entre Delko e Duquesne, que vem engatinhando há algum tempo. Eu gosto dos dois juntos, mas a primeira vez que Delko se declarou para Calleigh foi um ano antes, quando ela foi seqüestrada. Ou seja, ela precisou quase morrer novamente para alguma coisa conclusiva acontecer entre eles novamente. Só espero que a velocidade da evolução do romance dos dois seja um pouquinho maior dessa vez.
O caso do episódio em si foi bom. É claro que CSI Miami é esquemática, e se alguém for interrogado como suspeito, é seguro deduzir que no futuro ele aparecerá e nós descobriremos que ele é muito mais culpado no quê fora concluído a princípio. Mas toda a estória sobre o mercado negro de órgãos foi realmente interessante e diferente dos já usuais crimes relacionados à drogas e/ou gangues de Miami. A dupla formada pelo diretor Joe Chappelle e a roteirista Krystal Houghton fez um trabalho bem acima da média, o quê não é surpreendente considerando que eles foram responsáveis pelo melhor episódio da temporada passada All In, e que adicionalmente Chappelle dirigiu Power Trip (melhor episódio dessa temporada), Stand Your Ground e 10-7.

Minha lista de pedidos de Natal que só Papai Noel pode resolver.

10. Que os canais de série no Brasil voltem a demonstrar um mínimo de competência.

Eu posso até não depender deles, mas muita gente ainda depende. E PAGA por isso. E para mim, isso é motivo o suficiente para os sinais de amadorismo e negligência sumirem em um milagre de Natal. A FOX me fez parar de ver meia dúzia de séries que eu acompanhava só pelo canal quando mudou a programação toda para o dublado (quando chegaram as legendas, eu já tinha abandonado tudo e não voltei). A Sony apresentou um monte de problemas técnicos. A Warner resolveu virar canal de filmes. Por favor, Papai Noel, dê um pouco de simancol para os executivos dos canais de Tv a cabo.

9. O não cancelamento de Sarah Connor Chronicles e Fringe pela FOX americana.

A audiência está baixa. As críticas se dividem. O próprio público se divide. Alguns gostam de um certo episódio, outros não. Fringe parece melhorar a cada episódio e Sarah Connor vem mantendo uma qualidade boa, mas tentando algo diversificado a cada episódio que vai ao ar. Só que os números não estão bons, e duas das séries que eu mais curto nesse momento podem não sobreviver. Por favor, Papai Noel, não deixe a FOX cancelar Sarah Connor e Fringe.

8. Um décimo da inteligência de Sheldon

Acho que nem precisa explicar o pedido, né? E nem é muita coisa, né? Só um décimo. Nada demais. Por favor, Papai Noel.

7. Uma vida igual de Nico Reilly, daqui há alguns anos

Tá, a vida da protagonista de Lipstick Jungle é complicada, especialmente no tocante relacionamentos amorosos. Mas ela tem o emprego dos sonhos, um apartamento sensacional e o guarda-roupa que qualquer mulher deseja. Namorou o perfeitíssimo Kirby. É brilhante e todos sabem disso. Transborda classe, dignidade e franqueza. Tem as melhores tiradas e as melhores amigas que se pode querer. É linda, apesar da idade. Por isso, por favor Papai Noel, dê uma mãozinha para que com trabalho duro (vamos combinar que é necessário), eu consiga ser igual a Nico Reilly quando crescer.

6. Todo o figurino de Blair Waldorf

Outro que é auto-explicativo. Se eu tivesse milhões de dólares, compraria eu mesma. Mas como não tenho, tenho que esperar a boa vontade do Papai Noel em deixar todos os Chanel, Gucci, Chloé e Dior fabulosos de Blair na minha janelinha.

5. A morte de Horatio Caine

É improvável, porquê ele é protagonista da série. Mas audiência a parte, acho que muita gente me apoiaria (não é porquê vemos a série, que gostamos de Caruso). Tá, acreditar que CSI Miami vá um dia se tornar uma série no nível de CSI, CSI NY ou Criminal Minds é praticamente a mesma coisa que acreditar em Papai Noel. E eu tenho que me fazer desistir da série (repito isso que nem um mantra na minha cabeça, mas ainda não consegui. Os ex-fumantes, álcoolatras, chocólatras e etc de plantão têm alguma dica?) Só queria que Caruso saísse da série. Com a onda de troca de elenco que andamos tendo, não é tão absurdo assim.

4. Um Emmy para Elizabeth Mitchell

Tá, o texto dela nessa quarta temporada não foi lá essas coisas; o quinteto romântico (ou pentágono) foi constrangedor; e vê-la tornar-se uma espécie de sombra do Jack quando nós sabíamos que ele estava com Kate no futuro mais ainda. Porém, Elizabeth é uma atriz sensacional, que trabalhou bem mesmo com o pouco que lhe deram e o Emmy está em dívida com ela por a terem ignorado pela terceira temporada. Além disso, o Emmy é só em Setembro e na quinta temporada as coisas tem tudo para melhorar para o lado dela. Vou sentar e esperar como uma boa menina Papai Noel, mas o senhor vai precisar dar uma ajudinha a longo prazo aqui.

3. Um Emmy para Michael Emerson

Também não acho que precise comentar. Todo mundo sabe que ele é o melhor ator de LOST atualmente, dono do melhor personagem e é como se fosse o protagonista hoje em dia (Jack quem?). Benjamin Linus e Emerson são a alma de LOST. E já deveriam ter levado a droga do Emmy há muito tempo!

2. Uma Terceira Temporada para Lipstick Jungle

Toda vez que digo para alguém que não está assistindo que essa é uma das melhores coisas da temporada, a pessoa torce o nariz. A verdade é que depois de uma primeira temporada medíocre, Lipstick Jungle renasceu das cinzas. É outra série. E eu estou apaixonada. Mas a audiência está baixa demais e ela foi cancelada. Ou não. A verdade é que ninguém sabe ao certo e a série parece estar em uma espécie de limbo enquanto os executivos esperam que ela milagrosamente ganhe mais um milhão de telespectadores. Em uma noite de sexta-feira. Só se o bom velinho mexer uns pauzinhos, né?

1. O Terceiro Filme de The Pretender

Tá, a série é jurássica (qualquer coisa que tenha ido ao ar quando eu tinha apenas cinco anos de idade pertence aos livros de história). Mas eu fui vê-la apenas no hiatus do meio desse ano (porquê aos cinco anos de idade, eu via Tv Colosso, não série americana) e me apaixonei. Mas a série não tem fim. É cancelada, vai para uma trilogia de filmes para Tv e não tem terceiro filme! Os produtores fizeram Tin Man (que eu não vi, é boa?), mas fora isso, não engataram mais nada. Então o quê eles estão esperando? Andrea Parker e Michael T. Weiss ficarem com 60 anos? Eu preciso de respostas, e nem mesmo me importo em como elas virão, desde que venham. Façam um desenho animado tosco e coloquem no YouTube. Só acabem com essa agonia minha de não saber se Miss Parker e Jarod finalmente vão fugir juntos para bem longe do Centro.

Quais são os pedidos de vocês?


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luiz augusto em The Day of the Triffids
karina em Much I Do About Nothing…
andreia em Eles estão voltando…

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