Séries Addict

Posts Tagged ‘Denny Duquette


Fechando o arco de três episódios que se iniciou com o retorno do hiato, Grey’s Anatomy nos presenteia com o melhor episódio dessa temporada, cujo nível foi tão alto que pode ser comparado aos melhores momentos da série, durante sua fantástica segunda temporada. Stairway to Heaven é tão cativante, que até me fez esquecer que essa temporada de Grey’s tem sido a mais irregular de todos os tempos, com algumas tramas beirando ao sofrível.
Jackson, o menino que precisava de um transplante e William, o serial killer que vai parar sob os cuidados de Shepard, foram ótimos pacientes e trouxeram aquelas questões éticas e morais deliciosamente complicadas que eu adoro. A nova médica, Arizona Robbins, trouxe um frescor a série que nem a Doutora Dixon, nem Sadie, nem Owen Hunt conseguiram trazer.
Enquanto isso, Miranda Bailey, que estava completamente apagada nessa temporada, voltou a ser a estrela e maior destaque. Ela lutou bravamente por Jackson, fez tudo o quê podia fazer e até mesmo o quê não deveria fazer, e foi humana durante todo o tempo. Birgou com Arizona, chorou, saiu do quarto para não ter que ver o menino morrer, e mais importante, foi a competentíssima médica de sempre e ajudou a Doutora Robbins a manter Jackson vivo. Chandra Wilson fez um trabalho notável e me angustiou e emocionou durante cada momento em que esteve na tela.
Já Meredith tentava, da sua maneira, fazer o quê achava certo. E nesse caso, era não apenas salvar Jackson com os órgãos, mas demonstrar compaixão por William e deixar que ele morresse de maneira digna, mesmo que isso significasse quebrar as regras e ir contra Derek. Eu fico extremamente feliz que essa trama não foi usada para que os dois brigassem e se separassem novamente. E que os escritores também não preferiram a saída fácil e fizeram com quê William morresse pela injeção letal. Eu fiquei do lado de Meredith o tempo todo durante esse arco e entendi completamente o quê ela estava fazendo.
William fez coisas horríveis, mas é fácil pensar como Derek. Que existem mosntros como William, e existem pessoas normais como Shepard. Mas eu não consigo não pensar como Meredith: qualquer um pode fazer qualquer coisa, e pessoas que cometem atos assombrosos ainda são pessoas. Humanas, com defeitos, qualidades, vulnerabilidades e medos. Quando eu vi Meredith naquela execução, eu fiquei contente. Porquê acho que eu faria exatamente a mesma coisa.
Ellen Pompeo atuou melhor do que eu jamais vi. Ela esteve fantástica e merece exaltações. Seu parceiro de cena, Eric Stoltz também chegou ao auge de sua participação, que será inesuqecível para mim.
Paralelamente, tivemos Izzie lidando com Denny, e os rumores de que a personagem estaria doente se confirmaram. Mesmo essa explicação final não me deixou muito satisfeita. Mas eu só tenho a agradecer que finalmente deixaram o Jeffrey Dean Morgan partir. Ele é lindo, mas a coisa toda foi no mínimo bizarra. E teve a Lexie quebrando o pênis do Sloan, mas eu achei essa parte completamente apagada e sem graça, o quê é uma surpresa, porquê até aqui qualquer mero suspiro do Sloan conseguia ser a melhor coisa do episódio.
O próximo episódio é o crossover com Private Practice. Depois desse episódio maravilhoso e com a volta de Addie, eu estou delirando de expectativa. Espero não me decepcionar.

Grey’s Anatomy: Sympathy for the Devil (5×12)
Exibição: 15/1/2009
MVP: Eric Stoltz e Jessica Capshaw

A visita inesperada da mãe de Derek nem de longe foi tão notável quanto à visita de sua irmã Nancy (Let the Angels Commit), mas foi uma boa participação que serviu para os roteiristas selarem de vez o compromisso de Meredith e Derek e de Sloan e Lexie.

Eu honestamente temi que Mer e McDreamy pudessem ter mais uma de suas separações devido ao seu desentendimento em como lidar com o paciente deles, William, que é um serial killer. William, interpretado por Eric Stoltz, não chamou muito a minha atenção no episódio passado, mas, aqui, ele foi o melhor de tudo, e sua cena final me deixou agarrada a poltrona.

A volta de Grey’s do hiato está indo muito bem, na minha opinião. Até agora tivemos dois episódios que se completaram, com tramas excelentes (melhores aqui do que Wish You Were Here), um ritmo de direção muito acertado e diálogos inspirados. Eu tenho adorado tudo que diz respeito a Sloan e Callie, aprovei totalmente a chegada de Jessica Capshaw como a pediatra Arizona Robbins, achei que a relação entre Owen e Christina está finalmente evoluindo e até a presença de Denny “fantasma” Duquette me irritou menos.

A única coisa que eu desaprovo totalmente é a briga e birra infantil de Christina e Meredith, que, como recurso narrativo, até agora se mostrou inútil.

Nip/Tuck: Gene Shelly (5×16)
Exibição: 13/1/2009
MVP: Dylan Walsh e Julian McMahon

Nip/Tuck é uma série peculiar, até mesmo bizarra ocasionalmente. Ryan Murphy não tem medo de explorar as esquisitices e o lado negro (porém cômico) de seus personagens. Às vezes eu acho que ele passa da conta – até hoje não consegui ver um episódio inteiro sequer da quarta temporada – e, às vezes, eu o considero simplesmente um gênio. Nessa quinta temporada a série tem me agradado e muito.

Adorei esse episódio e como eles exploraram a questão do câncer de mama de Christian. Ainda estou me decidindo qual foi a melhor cena, mas Liz e ele dormindo juntos certamente merece destaque.

É claro que nada supera Christian manipulando Sean de maneira perfeita para que o melhor amigo assumisse que pode andar e saísse da cadeira de rodas, ainda que eu prefira a idéia do Matt de jogar a cadeira no oceano e ver o quão bem as pernas dele estão.

Julia ainda está meio apagada, mas ficamos sabendo que ela ainda mora com Olivia e não se recorda que a filha da amante tentou matá-la duas vezes. Além disso, o novo médico Raj, o estudante gênio de Sean, tem estado muito bem e tem sido um ótimo alívio cômico. Adhir Kalyan foi uma ótima adição ao elenco.

Texto publicado previamente no site TeleSéries.

Só eu achei incrivelmente injusta a maneira como a Yang foi punida nesse episódio? Sim, ela errou ao não reportar os internos auto-mutiladores imediatamente, mas como ela poderia adivinhar que algumas horas depois (acho que entre os episódios oito e novo não se passa nenhum dia) eles estariam de volta ao hospital, e fazendo uma merda daquele tamanho? Sem falar que ela tem toda razão quando ela diz que não foram só os internos dela que fizeram aquilo, e quê o que aconteceu é responsabilidade de todos os residentes e na minha opinião dos atendentes também (porquê tirando raras vezes, eles só olham para os internos quando tem algum interesse, quando não é sexo, como Sadie bem mencionou, é alguma coisa que chama o interesse deles, e tirando Lexipedia e O’Malley, os internos dessa geração estão esquecidos por todo mundo). Aliás, a maior responsável que é a Sadie, sequer está sob a responsabilidade dela.
Paulo Fiaes e eu estávamos conversando no outro dia como em Gossip Girl muitas coisas que são feitas passam sem conseqüência e de repente tudo volta ao normal. Com Shonda às vezes é assim também, mas ela não tem boa mão para conseqüências nas duas vias: às vezes eu sinto que a coisa toda é exagerada; às vezes eu sinto o peso da condescendência, como se só depois ela tivesse realizado em sua mente que reverter uma situação seria complicada. E eu não estou falando só de Izzie cortando o fio do aparelho que mantinha Denny vivo (e que depois ela teve que arranjar uma maneira de trazer a Doutora de volta ao hospital). Eu sequer me recordo de qual foi a punição da própria Yang e de Burke por toda aquela mentirada deles quando ele não conseguia operar. E aquele fiasco de Meredith desistir de viver e quase se afogar? De qualquer forma, os internos também saíram praticamente sem punição. Não podem operar. Tá, aquele programa de elite que expulsava qualquer um que não estivesse à altura? Quer dizer, internos são médicos formados, adultos, responsáveis pelas próprias decisões. Eles não precisavam da tia Yang para dizer que o que eles estavam aprontando era feio.
Saindo um pouco disso, tivemos também o retorno da Doutora Dixon para o hospital. Honestamente, eu não gostei muito dessa participação dela. Na primeira vez, ela aparecia como a médica competente, mas socialmente inapta, cuja esquistice era divertida, mas cuja ética era muito séria e certa, enquanto os médicos do Seattle Grace apareceram como desrespeitosos (até Bailey). Dessa vez a competência dela como médica nem é ressaltada e apesar de já compreendermos como a mente dela funciona e já sabermos que ela tem uma doença, não deixa de ser incômoda a maneira como ela insiste em tirar os órgãos da garota morta enquanto a irmã adolescente desta grita histérica e desesperada. Aliás, atuação sensacional da Kay Panabaker (a Lindsey Willows crescida em CSI), que faz a irmã, Emma, apesar de eu ter achado que o roteiro poderia Ter-lhe dado ainda mais com o quê trabalhar. Achei o desenvolvimento dos pacientes da semana um pouco superficial. A morte de Holly não me abalou nenhum pouco e a recuperação da voz da outra mulher lá também não foi muito tocante.
Por fim, o assunto que está deixando todo mundo meio irritado com Shonda: Izzie e Denny. Eu amo o Jeffrey Dean Morgan, acho ele lindo e adoro praticamente qualquer fala que saia da boca dele. O personagem é bom, sempre foi. Mas Shonda optou por matá-lo e desde então, ela já o usou até demais. Eu não sei qual será a explicação para Izzie estar passando por isso, mas seja lá qual for, eu tenho certeza que colocar umas das protagonistas fazendo sexo e tendo um relacionamento amoroso com um homem morto foi uma linha que Shonda não precisava cruzar, ela escolheu cruzar. Foi uma decisão, e ao que me parece até agora, uma decisão estúpida. Vamos apenas esperar que o balanço de Grey’s Anatomy no final dessa temporada não seja de um ano em que houveram mais erros do que acertos (como já aconteceu em temporadas anteriores), porquê os telespectadores podem escolher não continuar vendo pra saber onde isso vai dar, e os executivos da ABC podem decidir não bancar também.


Categorias

Comentários

luiz augusto em The Day of the Triffids
karina em Much I Do About Nothing…
andreia em Eles estão voltando…

Blog Stats

  • 202.131 hits

Todas as atualizações do seu blog favorito

Me Adicione no Technorati

Add to Technorati Favorites