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Uma espécie de continuação dos assuntos abordados em Man on the Street (que todo mundo adorou, menos eu), Spy in the House of Love conseguiu aprofundar a mitologia da série e ser ágil e cheio de ação, o quê garantiu um episódio não apenas sólido e interessante, mas também muito divertido. Além disso, esse episódio se aprofundou em dois personagens que chamaram a minha atenção desde o começo, mas que até então eram unilaterais e rasos: Adelle e Dominic.
E com o pouco tempo que tiveram para desenvolver os dois em Spy, enquanto Sierra e Echo iam ao resgate da Dollhouse no melhor estilo Sydney Bristow, e Mellie se reintegrava a vida de Ballard com um bug que aproveitou a oportunidade para revelar ao agente a verdadeira identidade de November e lhe passar mais uma mensagem, ainda assim DeWitt e Dominic conseguiram se tornar os personagens mais complexos que Dollhouse já nos apresentou. E tudo por causa de um não tão inocente encontro de Adelle/Katherine com Victor/Roger e a descoberta de Topher do dispositivo que estava colocando as mensagens clandestinas para Ballard nas dolls.
Uma das minhas maiores implicâncias com a série até agora era exatamente como eles conseguiam aproveitar tão pouco o talento de Olivia Williams. Então quando Victor encontrou-se secretamente com Katherine, eu vibrei com o fato de que pelo menos Williams poderia trabalhar um material diferente de fria e emocionalmente distante (tá, ela também teve bastante material diferente disso em Echoes, mas aquela foi uma storyline totalmente cômica, enquanto essa foi dramática). Porém, toda a coisa foi bastante estranha. Não sei se essa foi a intenção, mas em nenhum momento o relacionamento foi romântico de verdade e parecia que havia algo de muito errado naquilo tudo. Foi o suficiente para eu sentir muito pela Adelle, contudo. Que ela era uma pessoa solitária era um tanto óbvio desde o início, mas também existe o fato de que qualquer pessoa que entrar na vida dela jamais poderá saber a verdade sobre o quê ela faz. E já que ela não pode mostrar fraqueza dentro da Dollhouse, ela não pode desabafar.
Então, basicamente a fantasia de DeWitt não é tanto amorosa e sexual, mas é mais ligada a uma questão de cumplicidade. De ela poder ser ela mesma sem medo do que acontecerá. E se isso não é triste, eu não sei o quê é. Ao mesmo tempo, ela não hesita em deslizar para a persona mulher de negócios eficiente e insensível. E apesar da natureza moralmente questionável do cargo que ela ocupa, é admirável o grau de competência dela.
Portanto, eu discordo totalmente de Dominic quando ele afirma que o trabalho era impedir que Adelle deixasse a Dollhouse afundar. Apesar de Caroline e Paul, eu acho que a Dollhouse é uma estrutura sólida o suficiente para continuar fazendo negócios por muito tempo se não houvesse um vazamento de informações. E apesar de Dominic ter sido identificado como espião e punido com uma lobotomização e uma passagem sem volta para o sótão, eu não acho que ele estivesse por trás do dispositivo encontrado por Topher. Primeiro porquê mesmo que o objetivo dele fosse de fato acabar com a Dollhouse, sendo ele da NSA, ele nunca recorreria a um agente do FBI. Segundo que a NSA parece muito mais interessada em adquirir e explorar a tecnologia secretamente do quê em acabar com os males perpetuados pela Dollhouse e salvar as pessoas machucadas pela empresa.
Eu acho que existe um segundo espião. E embora seja bem provável que seja a Doutora Saunders (ela tem o discurso de agente duplo moldado á perfeição, não?), o meu palpite sobre a identidade dessa pessoa é Adelle. E todos os elementos que me fizeram criar essa teoria são elementos desse episódio mesmo. A primeira coisa que é muito suspeita é a maneira como Topher parece não estar ciente de que o imprint da Miss Lonely Hearts indica que Victor deve chegar a casa dela, pegar o carro e dirigir para uma outra residência, que “Roger” sabe tudo sobre a Dollhouse já que “Katherine” trabalha lá, e por aí vai. Eu acho que a própria DeWitt poderia ter criado os parâmetros de Roger, e a razão de ela aparecer no quarto e chorar copiosamente no dia seguinte, seria ela finalmente ter falado com Topher e descoberto que o chip havia sido encontrado, impossibilitando portanto que Victor continuasse a receber os parâmetros secretos.
Eu realmente não acredito que ela seja ingênua a ponto de acreditar cegamente naquele discurso que ela vive professando de que a Dollhouse ajuda as pessoas. Ela é bastante dedicada ao trabalho e ela sempre faz o que deve fazer, mas nas conversas dela com ‘Roger’ ela parecia um pouco amarga sobre o trabalho que ela faz e o efeito que ele tem na vida dela. E ela certamente tem ressentimentos da Rossum. Então eu acho que é ela que está se comunicando com Ballard. Só não digo que é certo ela está tentando ajudá-lo a derrubar a House, libertar as dolls e a ela mesma. Se ela for o agente duplo ela pode muito bem estar usando Paul com outros objetivos.
Eu fico realmente feliz que Dollhouse tenha evoluído tanto a ponto de ser uma série que hoje em dia me empolga e me fez teorizar. Eu tinha minhas dúvidas em relação a continuar vendo a série, mas agora ela está completa em matéria de elementos que me fazem viciar em um programa de televisão.

Comparados ao piloto, os dois episódio subsequentes de Dollhouse são praticamente uma obra-prima. No geral, apesar de funcionarem, os dois novos capítulos da saga de Echo são uma colcha de retalhos de idéias previamente utilizadas em filmes e séries, pobremente incrementados com a trama original que até agora tem falhado em ser interessante e ainda prejudicada por várias das deficiências do roteiro.
Minha opinião é que a direção está finalmente encontrando o ritmo, mas o roteiro continua capenga e tirando os ótimos flashbacks de The Target, falha em mostrar porquê essa série é diferente das demais. Eles tem um grande conceito, mas não parece que eles sabem realmente o quê fazer com ele. Echo só parece servir como empregada de segurança de algum tipo ou um espécie sofisticada de prostituta, e eu não sei por qual das duas ocupações é menos provável que alguém vá pagar milhares de dólares por uma ‘boneca’ programável.
Além disso, a Instituição é tão vazia de personalidade quanto os Ativos quando não estão programados. O lugar não parece ameaçador, perverso ou nada das coisas que nós deveríamos acreditar que ele é considerando o quanto o Agente Ballard tenta desesperadamente achá-los para levá-los à justiça. As missões são inócuas e a CEO da empresa, Adelle DeWitt é igualmente rasa. Ela não parece mesquinha ou má intencionada. Na verdade, ela não parece ter quaisquer características, ruins ou boas. O único motivo de eu sequer prestar atenção quando ela está em cena é a simpatia e competência da Olivia Williams (sou só eu que gostou de graça da Senhora Darling?).
Junta-se a minha falta de ânsia em ver os empregados da Dollhouse e a Senhora DeWitt sendo punidos o fato de que eu realmente não importo se Echo é resgatada ou não, e a trama do FBI torna-se positivamente maçante. Por quê eu teria que torcer para Ballard encontrar Calorine quando o piloto me faz pensar que ela assinou um contrato e se tornou uma doll por livre e espontânea vontade? Só por quê supostamente ninguém gosta do fato de ela ser especial e porquê o Alpha está em algum lugar tentando matá-la?
Echo ser vivida por Eliza Dushku também não ajuda. Ela definitivamente melhorou muito em relação ao fiasco de Ghost, mas a questão é quererem fazer de Echo essa pessoa tão especial que qualquer um fica fascinado por ela em cinco segundos. Sendo que Dushku, não importando o quão bem ela atue, não tem carisma para isso.
Eu gosto infinitamente mais de seus ‘amigos’ Sierra e Victor. Victor mais pela missão obviamente dúbia em que ele está metido, como mafioso russo/protetor da Dollhouse/informante falso do FBI. Já Sierra, além de ganhar algumas coisas realmente diferentes para fazer, é interpretada pela atriz Dichen Lachman, que para minha surpresa (eu a tinha achado terrivelmente inexpressiva no promo) é uma boa atriz, que convence muito mais do que Dushku como uma pessoa versátil, cuja personalidade muda de acordo com a programação.
Thoper, Boyd e a médica interpretada por Amy Acker também cresceram no meu conceito, mas nada que me faça realmente me importar com o destino ou sequer a rotina deles. O quê, para uma série de televisão, é um dos maiores pecados. Eu preciso começar a me importar genuinamente com o quê acontece com essas pessoas de eu for continuar assistindo a essa série. Até agora, eu decidi ver até o sexto episódio, só porquê Joss disse que é quando a série fica boa. Mas depois disso, se nada acontecer, eu vou abandoná-la. A série não é tão ruim quanto eu pensei a princípio, mas é definitivamente superficial e esquecível.


Vou começar esse review fazendo uma confissão que provavelmente vai deixar muitos dos meus colegas da Sociedade dos Blogs de Série querendo me matar. Eu nunca assisti uma série do Joss Whedon. Nem um episódio sequer. Por isso, eu nunca compartilhei de toda ou sequer parte da expectativa em torno de Dollhouse, especialmente depois que eu vi o promo (sei que muita gente adorou e ficou ainda mais ansioso, eu achei que a série tinha cara de bomba).
Sendo assim, o piloto quase me surpreendeu positivamente. Não é tão desastroso quanto eu achei que fosse, ou como as críticas severas fizeram parecer. Mas tão pouco é a obra-prima da década. Há algo de extremamente raso no roteiro do piloto que me impede de tirar quaisquer conclusões positivas ou negativas. É uma série cujo argumento, apesar de não ser exatamente original e remeter a várias outras produções, tem bastante potencial. Mas a execução do projeto falha em possuir qualquer coisa remotamente cativante, mesmo com a trama feita para emocionar do piloto.
Além de eu não ter conseguido empatizar com Davina Crestejo o suficiente para torcer para que tudo acabasse bem, o fato de ser evidente que Echo se mostraria bem-sucedida e a salvaria dos seqüestradores no final foi o suficiente para eliminar qualquer tensão que pudesse existir. Sem falar na tremenda coincidência para qual o roteiro apela em uma tentativa de tornar tudo mais interessante e profundo, mas apenas conseguindo tornar tudo ainda menos crível.
E tudo relacionado à mitologia da série se apresenta de maneira superficial. É verdade que pilotos que criam mais perguntas do que esclarem o assunto principal do show estão na moda, e muitas vezes eles são eficientes, mas apenas se conseguem me deixar intrigada, o quê não foi o caso. E a única outra maneira de um primeiro episódio me ganhar é se os personagens atrairem minha simpatia imediatamente, o quê também não ocorreu.
Sei que se os fãs de Joss Whedon não tentarem me matar, os fãs de Eliza Dushku vão, mas eu a acho péssima para estrelar essa série. Nos quarenta minutos de projeção, em nenhum momento eu vi variedade em sua atuação, e eu acho que para Echo realmente funcionar eles precisavam de uma atriz verdadeiramente camaleônica. A outra ‘doll’ Sierra, interpretada por Dichen Lachman, fica apenas dois minutos em cena, mas eu já gostei dela infinitamente mais.
O protetor de Echo, Boyd Langdon e o agente do FBI que procura descobrir a verdade sobre a Dollhouse, Paul Ballard, a primeira vista me parecem extremamente clichês. Sendo assim, além da médica com as cicatrizes, a única personagem que parece remotamente promissora é a dona ou diretora da Dollhouse, Adelle DeWitt. Além de seus obscuros motivos para fazer o quê faz, tem também a possibilidade de que ela seja a grande mente criminosa por trás do projeto, o quê faria dela no mínimo uma empreendedora criativa. Olivia Williams é a única atriz do elenco que traz uma performance que tenha me chamado atenção, ainda que eu ache que ela está tão no piloto automático quanto o resto. Pelo pouco que vi dela (em outros projetos), ela é uma atriz competente e com algum carisma. Só resta saber se isso se converterá em algo palpável.
Eu continuarei assistindo Dollhouse, mas para mim é uma série de promessas que não devem ser cumpridas, com um hype muito grande que poderia ajudar muito a série, mas acho que vai apenas prejudicá-la. Principalmente nesse começo, já que o próprio Whedon assumiu que a série demora a encontrar sua identidade.


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