Séries Addict

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O primeiro beijo de Capitu e Bentinho.

A primeira aparição de Maria Fernanda Cândido.

A cena do giz.

O Juramento do Poço.

No seminário, quando Bentinho conhece Escobar.

Já mencionei aqui que estou vidrada em Elephant Gun? A música do Beirut que é tema de Capitu não pára de tocar no meu computador. Mas eu ainda a prefiro enquanto emoldurando umas das cenas de Capitu, e é difícil escolher uma. A desse episódio, em que vemos pela primeira vez Maria Fernanda Cândido como Capitu parecia uma pintura em movimento. Aliás, assim como para o Tiago, a trilha sonora é sempre um ponto alto do episódio para mim. A cena em que toca Mercedes Benz de Joplin me fez pular de tanta excitação (apesar de nem ser minha música preferida dela); a transição de Iron Man para Money, do Pink Floyd foi genial (e toda a constituição da cena, que é quando Escobar explica a Bentinho que quer ser comerciante, foi uma obra prima), Carinhoso tocou ao fundo, sutilmente em certo ponto, quase um sussurro. Eu só não gostei muito da música do Marcelo D2 no final. Eu até gosto dessa música em particular, mas achei que não combinou muito. Junto com as tomadas do Rio moderno, eu achei que me tirou um pouco da minha viagem, me fez voltar a realidade com um choque. Então, mesmo que eu tenha entendido a proposta, não me agradou.
De resto, o episódio foi perfeito. A estória novamente avançou bastante e dessa vez, percorreu os anos. Bentinho deixou o seminário e foi estudar direito. Capitu continuou tornando-se cada vez mais próxima de Dona Glória, o quê fez com quê, quando Bentinho voltasse da faculdade e contasse a sua mãe seus planos de se casar com a vizinha, esta tivesse aprovado. Escobar tornou-se mesmo comerciante e casou-se com Sancha.
Com o salto no tempo Melamed passa a viver o Bentinho enquanto um jovem adulto e Cândido finalmente entra em cena. E devo dizer que com um único diálogo entre os dois, eu já fui rendida, e já acredito que eles sejam melhores até que Cardadeiro e Persiles. Melamed, aliás, é provavelmente o melhor de todo elenco. Seu Bentinho consegue ser tão completamente diferente de seu Dom Casmurro, mostrando como seus trabalhos de composição dos personagens foram distintos para cada época, ainda que hajam semelhanças, afinal, o personagem é o mesmo. Sua conversa com José Dias foi provavelmente meu momento favorito: sua postura, sua insegurança, seu jeito de falar, tudo lembrava o Bentinho ainda adolescente. E Maria Fernanda também trouxe uma representação que remetia o tempo todo a Letícia Persiles, a maneira como a cantora falava, movia-se, olhava para o amado.
Amanhã é o último capítulo. Estou ansiosa. Vamos ver como Carvalho encerrará esse belíssimo trabalho.

Nesse episódio a estória realmente avançou, não? Tantas coisas aconteceram, e talvez depois do ritmo mais desacelerado dos dois primeiros episódios muita gente tenha estranhado, mas o caso é que, Capitu é uma microssérie.
Bentinho, agora no seminário, conhece Escobar. Alguém mais adorou todas aquelas cenas coreografadas ao som de Iron Man? Eu achei Escobar em cima da mesa estendendo a mão para Bentinho simplesmente o máximo. E não me recordo direito do pouco que li do livro, então vou analisar a série como se fosse uma obra em si, e se no livro não for nada disso, por favor, ignorem. Mas achei que aquela cena foi uma metáfora perfeita sobre como Bentinho se vê inferior a Escobar. E assim tê-lo como amigo naquele momento lhe pode parecer um ato de generosidade. Assim, já poderíamos ter duas razões para Bentinho vir a desconfiar do amigo no futuro: o fato de considerar Escobar superior pode fazer com quê ele pense que é óbvio que entre o amigo e ele, Capitu se interessará mais pelo outro e ele também pode pensar que Escobar não é seu amigo por ele, mas sim para estar perto de Capitu.
Apesar da companhia do amigo, Bentinho ainda insiste em sair do seminário. E com isso torna-se vítima fácil das manipulações de José Dias. Acho que só faltaram colocarem cordinhas em Bentinhos, como se ele fosse uma marionete, e mostrar Dias as controlando. De qualquer forma, Bentinho precisa ir para casa de maneira repentina, porquê sua mãe, Dona Glória adoece. Quem também fica ao lado do leito dela é Capitu, que durante a ausência de Bentinho tornara-se íntima de Dona Glória, passando várias horas em sua casa a conversar ou a coser.
O quê acontece é que agora Bentinho ainda está atrelado ao seminário, mas cada vez mais afastado de Capitu. As coisas que Dias lhe falou lhe causam ciúmes e até ódio da amada. E o comportamento ambíguo de Capitu não faz nada para aplacar suas dúvidas. Adorei as cenas com as lágrimas exageradas. Foi uma verdadeira estilização do melodrama.
Além disso também foi introduzida a personagem Pancha, que como sabemos casa-se como Escobar. Estou curiosa para ver como as coisas acontecerão a partir daqui, mas restam apenas dois episódios, e eles ainda nem terminaram a adolescência dos protagonistas. Sim, protagonistas porquê se Maria Fernanda Cândido for aparecer por só um episódio, a série será muito mais de Cardadeiro e Persiles do quê dela. Mas mesmo assim, não tenho do quê me queixar em relação a Capitu até agora.


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