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Vou começar esse review fazendo uma confissão que provavelmente vai deixar muitos dos meus colegas da Sociedade dos Blogs de Série querendo me matar. Eu nunca assisti uma série do Joss Whedon. Nem um episódio sequer. Por isso, eu nunca compartilhei de toda ou sequer parte da expectativa em torno de Dollhouse, especialmente depois que eu vi o promo (sei que muita gente adorou e ficou ainda mais ansioso, eu achei que a série tinha cara de bomba).
Sendo assim, o piloto quase me surpreendeu positivamente. Não é tão desastroso quanto eu achei que fosse, ou como as críticas severas fizeram parecer. Mas tão pouco é a obra-prima da década. Há algo de extremamente raso no roteiro do piloto que me impede de tirar quaisquer conclusões positivas ou negativas. É uma série cujo argumento, apesar de não ser exatamente original e remeter a várias outras produções, tem bastante potencial. Mas a execução do projeto falha em possuir qualquer coisa remotamente cativante, mesmo com a trama feita para emocionar do piloto.
Além de eu não ter conseguido empatizar com Davina Crestejo o suficiente para torcer para que tudo acabasse bem, o fato de ser evidente que Echo se mostraria bem-sucedida e a salvaria dos seqüestradores no final foi o suficiente para eliminar qualquer tensão que pudesse existir. Sem falar na tremenda coincidência para qual o roteiro apela em uma tentativa de tornar tudo mais interessante e profundo, mas apenas conseguindo tornar tudo ainda menos crível.
E tudo relacionado à mitologia da série se apresenta de maneira superficial. É verdade que pilotos que criam mais perguntas do que esclarem o assunto principal do show estão na moda, e muitas vezes eles são eficientes, mas apenas se conseguem me deixar intrigada, o quê não foi o caso. E a única outra maneira de um primeiro episódio me ganhar é se os personagens atrairem minha simpatia imediatamente, o quê também não ocorreu.
Sei que se os fãs de Joss Whedon não tentarem me matar, os fãs de Eliza Dushku vão, mas eu a acho péssima para estrelar essa série. Nos quarenta minutos de projeção, em nenhum momento eu vi variedade em sua atuação, e eu acho que para Echo realmente funcionar eles precisavam de uma atriz verdadeiramente camaleônica. A outra ‘doll’ Sierra, interpretada por Dichen Lachman, fica apenas dois minutos em cena, mas eu já gostei dela infinitamente mais.
O protetor de Echo, Boyd Langdon e o agente do FBI que procura descobrir a verdade sobre a Dollhouse, Paul Ballard, a primeira vista me parecem extremamente clichês. Sendo assim, além da médica com as cicatrizes, a única personagem que parece remotamente promissora é a dona ou diretora da Dollhouse, Adelle DeWitt. Além de seus obscuros motivos para fazer o quê faz, tem também a possibilidade de que ela seja a grande mente criminosa por trás do projeto, o quê faria dela no mínimo uma empreendedora criativa. Olivia Williams é a única atriz do elenco que traz uma performance que tenha me chamado atenção, ainda que eu ache que ela está tão no piloto automático quanto o resto. Pelo pouco que vi dela (em outros projetos), ela é uma atriz competente e com algum carisma. Só resta saber se isso se converterá em algo palpável.
Eu continuarei assistindo Dollhouse, mas para mim é uma série de promessas que não devem ser cumpridas, com um hype muito grande que poderia ajudar muito a série, mas acho que vai apenas prejudicá-la. Principalmente nesse começo, já que o próprio Whedon assumiu que a série demora a encontrar sua identidade.


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