Séries Addict

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Na minha opinião, a melhor série da temporada até agora tem sido House. Não que ela seja sempre perfeita, mas ela sempre supre as minhas expectativas, quando não as supera. Nesses últimos três episódios, Birthmarks, Lucky Thirteen e Joy, ela definitivamente superou minhas expectativas. Talvez, elas até estejam baixas ultimamente, apesar de eu não achar que eu estou assistindo séries ruins. Mas quando eu comparo House com o resto, parece que a série de David Shore está tão mais bem feita.
House é um organismo saudável, com um cérebro e um coração incríveis. Para min, o cérebro de House é seu roteiro. Toda a parte técnica de House é excelente, a noção de ritmo dos diretores é fenomenal, a fotografia às vezes chega a se de embasbacar, a trilha (quando eu noto) sempre agrada. Mas são as estórias que estruturam House. As estórias das pessoas. Ver House confrontando seu pai morto, ver Thirteen encarando sua condenação a morte de uma maneira que todos condenam, ver Cuddy lutando para ser mãe. É claro que algumas dessas histórias eu provavelmente vi em um outro filme, uma outra série. Mas em House, às vezes tenho a impressão de que estou vendo uma estória única. Eles sabem criar muito bem um contexto envolvente. Eles sabem me cativar. É claro, que nisso também entra o coração de House, as atuações. Nem tanto a Olivia Wilde, e os outros que acabaram de entrar, porquê eu ainda não consegui me tornar uma grande fã deles. Mas Hugh Laurie, Robert Sean Leonard e Lisa Edelstein vieram criando tão bem seus personagens todos esses anos, que eu me envolvi. Não tem como não me comover.
Não teve como não me comover com House, aquele sujeito inapto socialmente, que faz um discurso totalmente acusatório no enterro do pai e com a história de como começou sua amizade com Wilson e com a reparação dessa amizade. Wilson já perdeu tanto que tem medo, medo de perder; House já perdeu tanto, talvez ele tenha medo de perder os outros, mas obviamente ele tem mais medo de perder a si mesmo. Qual dos dois está errado? Acho que nenhum. Não teve como não me comover com Cuddy, que parece ser tão sozinha. E tudo o quê ela queria era alguém. Uma criança, uma filha, que lhe foi negada. Mas no final House joga a corda, e talvez ela vá ter alguém daqui em diante, talvez não, porquê quem vai saber? O House é o House, e ele vai preferir machucá-la a se perder.


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