Séries Addict

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Gossip voltou do hiatus com um episódio que, na minha opinião, foi ainda melhor que aquele que fechou o primeiro ciclo dessa ótima segunda temporada. E nele, ficamos sabendo um pouco sobre o quê aconteceu desde que a morte de Bart tirou o tapete debaixo de todo mundo que é alguém naquela cidade. Enquanto Chuck continuava a jornada rumo ao fundo do poço na Ásia, Rufus procurava por toda Boston pelo filho que Lily deu para adoção, Blair e Jack Bass parecem ter ido para a cama no Ano Novo e Serena dançou tango sozinha durante o feriado todo, porquê terminou com Aaron ainda no avião.
E esse é o primeiro ponto a me deixar extasiada. Nunca mais veremos Aaron. Já foi tarde. Porém, com isso, Serena e Dan retornam ao namoro, só para Dan descobrir que provavelmente terão que se separar algumas horas depois, porquê afinal, eles dividem um irmão. Essa trama só serviu mesmo para nos proporcionar a ótima cena em que Chuck conta tudo a Humphrey.
E Chuck foi, novamente, uma das melhores coisas do episódio. Só não digo a melhor, porquê Blair foi muito superior. Ela tentou esquecer Bass, mas agora que já declarou abertamente seus sentimentos por ele, não consegue evitar tentar tomar conta dele, protegê-lo de si mesmo. Ela até tenta, vê naquele clube exclusivo horroroso uma espécie de refúgio dos dramas adolescentes de Bass e das garota da escadaria, mas se dá conta de que mulheres ou garotas, pouca coisa muda no Upper East Side. Há sempre fofoca e bullying demais, e sentimentos verdadeiros de menos. E ela é sortuda de estar cercada de pessoas que são tão verdadeiras quanto Chuck, Serena e Lily (mesmo que eles sejam todos problemáticos ao extremo).
Mesmo assim, meu lado adolescente adorou a parte das garotas da escadaria, como sempre. Eu simplesmente gosto de graça das mimadas Penelope e Hazel e de como elas encaram com uma naturalidade assustadora as humilhações que tiveram de passar e que agora perpetuam. Se você deseja privilégios, tem que ajoelhar e se esforçar por eles, e Nelly sabe disso muito bem, tanto que no final mostrou que não queria deixar de ser escrava, ela queria era a ser o braço direito da nova rainha (o quê aconteceu com a ex-braço direito da Queen J, Elise?). É um pouco da ideologia burguesa/protestante tão importante nos Estados Unidos, nua e crua. Não importa a idade, o quão rico se é, ou você é destinado a ser soberano, ou você tem que merecer as coisas.
Por fim, Lily e Rufus continuam brigados por causa do filho que ela sempre escondeu, até que, ela resolve dar Rufus a chance de encontra-lo. A verdade é que eu estava ao lado dela quando ela resistiu a lhe dizer qualquer coisa. Sim, se eu fosse esse garoto ia querer saber toda a verdade sobre a minha vida. E se eu fosse Rufus, ia querer conhecer esse filho. Mas Lily abriu mão dele, provavelmente fez um acordo com os pais adotivos de nunca procurá-lo e nunca interferir com a vida dele, e de repente ela vai simplesmente aparecer e contar toda a verdade? Eu não acho que é um direito que ela ainda tenha. Além disso, o confronto dela com Rufus foi bem insosso. Eu sei que ela é high society e ele faz o tipo sereno, mas eles estavam brigando por causa de um filho, será que esses dois tem sangue de barata? Porquê eu não senti nenhuma paixão por parte de nenhum dos dois.
Tirando essa parte, que apesar do potencial, só me decepciona, eu estou contente com o quê GG tem apresentado ultimamente. É claro, todavia, que eu apenas espero dela boas tramas teen, nada do quê eu espero de uma LOST ou House, e eu posso até estar exigindo pouco. Mas funciona para mim. Eu tenho me divertido e isso é o quê importa.


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