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Quando acontece tanta coisa legal em um episódio que eu mal sei como comentar tudo em tão poucas linhas, é sinal de que os quarenta minutos foram de excelente qualidade. E nas minhas reviews de Grey’s ultimamente, eu sempre me sinto deixando algo interessante de lado, mesmo quando escrevo horroes. E para mim isso ratifica a competência do roteiro.

Não estou dizendo que todas as storylines de Sweet Surrender foram igualmente brilhantes. Eu gostei de umas mais do que de outras. Mas eu senti que todos os personagens tiveram seu espaço (com a exceção de Yang) e todos os atores estiveram muito bem. Chandra Wilson teve a trama mais dramática e o melhor material para trabalhar, e foi o destaque. A trama de Callie poderia ter sido melhor desenvolvida, mas foi bem-vinda, principalmente por Sara Ramirez ter tido bom material também. Pena que Jessica Capshaw ficou dividida entre as duas estórias e não rendeu. T.R. Knight recebeu alguma coisa para fazer, finalmente, e eu acabei de reparar que só sinto muita falta do George quando ele aparece. A progressão da doença da Izzie me deu pena, mas ao mesmo tempo foi uma trama leve por causa do planejamento do casamento. E a resolução do conflito entre Derek e Sloan foi a cereja no topo. Adoro esses dois!

MVP: Chandra Wilson, Sara Ramirez, Katherine Heigl

Texto publicado originalmente no site TeleSeries.

Antes de An Honest Mistake ir ao ar, eu ouvi muita gente dizer que aquela seria a grande oportunidade de Dempsey para mostrar que é mais que um cabelo. Com o pouco em quê apareceu nesse episódio, acho que Dempsey esteve ainda melhor que na segunda parte do crossover. Mas ainda assim o melhor ator desse episódio é Justin Chambers. Karev é um dos meus personagens favoritos de Grey’s e eu adoro vê-lo voando solo e mostrando que é bom o suficiente para brigar com Christina pelo posto de residente mais promissor do Seattle Grace.

Falando em Christina, eu continuo não sendo muito fã de seu envolvimento com Owen. Ele está começando a parecer a versão masculina de Meredith. Pelo menos ela terá uma trama mais legal agora que Izzie a escolheu para confidenciar seu segredo: ela de fato tem câncer e suas chances de vida são apenas 5%. Além da trama de sua morte iminente, Izzie também se tornou a professora dos internos. E eu tenho que confessar que finalmente estou voltando a gostar muito dela. Aliás, tirando Owen, a série está em um momento em quê eu gosto de todo mundo e seus espaços na trama, até mesmo Derek e Meredith, e isso é raro. E é provavelmente a razão de eu estar apreciando tanto o show nesse momento.

Texto publicado previamente no site TeleSéries.

Após assistir esse crossover, eu fiquei pensando que ao invés da série que se passa em Los Angeles, Shonda Rhimes deveria ter feito um spin-off sobre a vida de Addison. Não é apenas porquê eu amo a personagem, mas porquê toda vez que suas histórias do passado vem à superfície, eu fico encantada. Eu realmente queria ver sua vida crescendo na milionária família Forbes Montgomery, seus primeiros anos como pupila do Chief, a deterioração de seu casamento com Derek e seu envolvimento com Mark, mas acima de tudo, eu queria ver seus tempos de faculdade. Porquê depois de assistir Derek, Mark, Archer, Sam, Naomi e Addie juntos, com o toda o clima de intimidade e camaragem que existe ali, suas piadas, brigas e afeto um pelo outro, é impossível não querer mergulhar de cabeça na vida passada deles e ver em primeira mão como eles se tornaram o quê são.
A química do grupo foi o principal ingrediente de sucesso desse crossover. E exatamente como eu imaginei a presença de Addison e seus amigos produziu um dos melhores episódios da temporada. O caso de Archer, sendo ainda mais delicado do quê parecia inicialmente, aumentou a tensão ao ponto de eu mal conseguir respirar, especialmente na cena da cirurgia. E a atuação maravilhosa de Kate Walsh foi um fator de peso. Ela manifestou de maneira sublime todo o desespero e impotência que sua personagem estava sentindo, sua fé e esperança, seu desconforto em relação a Meredith ficar escutando a música que Derek compôs para ela quando eles se casaram e seu carinho discreto pelas pessoas que ela deixou para trás no Seattle Grace.
A direção do experimente Daniel Attias se provou exata, mesclando muito bem drama e comédia, e dividindo bem o tempo de tela da trama do crossover com as tramas paralelas dando o ritmo adequado a cada uma delas. A competição que Izzie organizou foi leve e divertida. E foi a maneira encontrada para nos mostrar o quão incompetente era Sadie e justificar sua saída da série. Apesar de ser uma coisa nova e repentina (ela sempre pareceu louca, mas só na semana passada começou a dar sinais claros de não saber o quê estava fazendo), para mim não fez diferença já que eu nunca cheguei a me interessar pela personagem.
Também descobrimos quem é a mulher que causou o ataque de pânico de Owen no hospital no episódio passado. Apesar de eu ter torcido para Yang ganhar uma trama, essa não me agrada. É praticamente uma reprise do quê aconteceu com Meredith e Derek, com Addison chegando repentinamente ao hospital no fim da primeira temporada. O término do relacionamento por email foi muito mais interessante quando Aaron Sorkin usou o recurso em Studio 60 (foi a maneira que Matt terminou com Harriet). E apesar de Kevin McKidd ser ótimo, eu não vejo química entre Sandra Oh e ele.

O resto dos personagens ou gravitaram em torno de Addison, ou em torno da competição. George continua a aparecer pouco; já Callie apesar de também só figurar em cena por alguns minutos, é sempre divertida e interessante. Sara Ramirez é uma ótima atriz e eu entendo o porquê dela ter ficado um pouco de lado e só a cena na capela com Addie já é suficiente para eu perdoar os escritores. Miranda fica amiga de Sam, e os dois fazem uma ótima dupla. Karev teve um momento terno com Addison, mas eu ainda quero vê-la responder a ele se está de fato feliz.
Na segunda parte do crossover, Archer está bem (apesar dele discordar e continuar causando comoção), então todas as atenções se voltam para Jen Harmon, a grávida com o aneurisma. A cirurgia que Derek faz tem complicações e Addison e ele se juntam para tentar salvar ela e o bebê. É claro que há farpas e brigas, em grande parte devido ao fato de Mark ter contado a Addison sobre o anel da mãe de Derek que ela nunca ganhou, mas que Meredith ganhará. Então os bons momentos são deixados um pouco de lado e os ressentimentos subiram à superfície. Mas eu tenho fé que ambos vão salvar a vida da paciente e do bebê no final, e que eles se entenderão e farão as pazes antes de Addison partir.
Em Los Angeles, Cooper, Violet e Pete tem que lidar com uma mãe com psicose pós-parto. A trama é até interessante, e foi muito bem escrita. Os atores estavam muito bem e eu fiquei interessada. Mas toda vez que o episódio ia para a Califórnia, eu ficava torcendo para retornarem para Seattle logo. E quando acabou, eu imediatamente amaldiçoei quinta-feira por estar tão longe. Acho que até lá, meus nervos estarão em frangalhos. E isso é um feito impressionante, pois há anos eu não fico ansiosa assim por um episódio de Grey’s.

Só eu achei incrivelmente injusta a maneira como a Yang foi punida nesse episódio? Sim, ela errou ao não reportar os internos auto-mutiladores imediatamente, mas como ela poderia adivinhar que algumas horas depois (acho que entre os episódios oito e novo não se passa nenhum dia) eles estariam de volta ao hospital, e fazendo uma merda daquele tamanho? Sem falar que ela tem toda razão quando ela diz que não foram só os internos dela que fizeram aquilo, e quê o que aconteceu é responsabilidade de todos os residentes e na minha opinião dos atendentes também (porquê tirando raras vezes, eles só olham para os internos quando tem algum interesse, quando não é sexo, como Sadie bem mencionou, é alguma coisa que chama o interesse deles, e tirando Lexipedia e O’Malley, os internos dessa geração estão esquecidos por todo mundo). Aliás, a maior responsável que é a Sadie, sequer está sob a responsabilidade dela.
Paulo Fiaes e eu estávamos conversando no outro dia como em Gossip Girl muitas coisas que são feitas passam sem conseqüência e de repente tudo volta ao normal. Com Shonda às vezes é assim também, mas ela não tem boa mão para conseqüências nas duas vias: às vezes eu sinto que a coisa toda é exagerada; às vezes eu sinto o peso da condescendência, como se só depois ela tivesse realizado em sua mente que reverter uma situação seria complicada. E eu não estou falando só de Izzie cortando o fio do aparelho que mantinha Denny vivo (e que depois ela teve que arranjar uma maneira de trazer a Doutora de volta ao hospital). Eu sequer me recordo de qual foi a punição da própria Yang e de Burke por toda aquela mentirada deles quando ele não conseguia operar. E aquele fiasco de Meredith desistir de viver e quase se afogar? De qualquer forma, os internos também saíram praticamente sem punição. Não podem operar. Tá, aquele programa de elite que expulsava qualquer um que não estivesse à altura? Quer dizer, internos são médicos formados, adultos, responsáveis pelas próprias decisões. Eles não precisavam da tia Yang para dizer que o que eles estavam aprontando era feio.
Saindo um pouco disso, tivemos também o retorno da Doutora Dixon para o hospital. Honestamente, eu não gostei muito dessa participação dela. Na primeira vez, ela aparecia como a médica competente, mas socialmente inapta, cuja esquistice era divertida, mas cuja ética era muito séria e certa, enquanto os médicos do Seattle Grace apareceram como desrespeitosos (até Bailey). Dessa vez a competência dela como médica nem é ressaltada e apesar de já compreendermos como a mente dela funciona e já sabermos que ela tem uma doença, não deixa de ser incômoda a maneira como ela insiste em tirar os órgãos da garota morta enquanto a irmã adolescente desta grita histérica e desesperada. Aliás, atuação sensacional da Kay Panabaker (a Lindsey Willows crescida em CSI), que faz a irmã, Emma, apesar de eu ter achado que o roteiro poderia Ter-lhe dado ainda mais com o quê trabalhar. Achei o desenvolvimento dos pacientes da semana um pouco superficial. A morte de Holly não me abalou nenhum pouco e a recuperação da voz da outra mulher lá também não foi muito tocante.
Por fim, o assunto que está deixando todo mundo meio irritado com Shonda: Izzie e Denny. Eu amo o Jeffrey Dean Morgan, acho ele lindo e adoro praticamente qualquer fala que saia da boca dele. O personagem é bom, sempre foi. Mas Shonda optou por matá-lo e desde então, ela já o usou até demais. Eu não sei qual será a explicação para Izzie estar passando por isso, mas seja lá qual for, eu tenho certeza que colocar umas das protagonistas fazendo sexo e tendo um relacionamento amoroso com um homem morto foi uma linha que Shonda não precisava cruzar, ela escolheu cruzar. Foi uma decisão, e ao que me parece até agora, uma decisão estúpida. Vamos apenas esperar que o balanço de Grey’s Anatomy no final dessa temporada não seja de um ano em que houveram mais erros do que acertos (como já aconteceu em temporadas anteriores), porquê os telespectadores podem escolher não continuar vendo pra saber onde isso vai dar, e os executivos da ABC podem decidir não bancar também.


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