Séries Addict

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Acorde Little J. Seu mundo de contos de fadas? Ilusão. Mas não se preocupe, sua fachada não foi a única a cair. Afinal de contas, no Upper East Side tudo é miragem.

Quem esperava, quando Gossip Girl começou tímida e sem personalidade (e à sombra de tantos queridos dramas teen), que a série fosse dar uma guinada tão sombria? Nem é tanto sobre os acontecimentos, mas sobre o caminho que os personagens tomaram. Quando All About My Brother terminou, eu não pude evitar sentir-me um pouco deprimida.
S, que começou a série sem sal nem açúcar, e que se tonou querida com o tempo, guardou todo esse tempo o segredo de um assassinato. As circunstâncias ainda são desconhecidas, e eu quero saber mais antes de falar, mas GG pode ter ido longe demais na tentativa de chocar. Sim, Georgina é mais perigosa do que a julgamos, e Serena está em problemas maiores do quê muita gente imaginou. É uma boa story line. Mas vão conseguir segurá-la? GG é um show que vai ao ar às oito da noite na TV aberta americana, portanto o tratamento que vai ser dado a esse assunto está me preocupando. Se for pra fazer igual a bulimia de Blair, era melhor que canonizassem Serena e pronto. Se querem falar de assassinato, é melhor falarmos de causas e conseqüências. Principalmente conseqüências. Lembro que em The O.C. os personagens iam para a delegacia e se livravam por causa de uma coisa, ou outra. Eram acidentes, ok. Mas GG quer mesmo dizer a adolescentes impressionáveis, num país onde jovens e até mesmo crianças matarem nem é tão incomum assim, que se você não tiver a intenção pode escapar com um tapa na mão por tirar a vida de alguém? Por outro lado, prender sua protagonista não é bem uma opção, né?
Falando de impunidade, não dá pra acreditar na condescendência de Rufus em relação a Jenny. Ela pisou nele, o desrespeitou, voltou chorando e está tudo resolvido. Eu teria levado, no mínimo, um tapa na cara. Não sou a rainha do politicamente correto nem nada, mas uma coisa eu aprendi desde cedo. Respeito é mútuo. E isso é sagrado. Sua queda do Olimpo? Foi menos do que a loirinha mereceu. Afinal, achou que podia jogar o jogo de dissimulação, e o fez bem por um tempo, mas ela nunca teve a força pra isso, não é? No fim, apesar de ela ser uma bitch, eu senti um pouco de pena dela. Todos nós já nos perdemos em algum momento da nossa vida. Já descobrimos que aquilo que achávamos que era uma coisa , era outra.
A volta de Queen B foi triunfante. Blair teve dúvidas, mas ela é a mais persistente de todas, e no fim, ela é a única mesmo que tem o que é preciso para guiar o rebanho de ovelhas idiotas que são suas pseudo-amigas; obviamente não é preciso muito para meninas que gritam como se tivessem doze anos porquê sua amiguinha está namorando um garoto rico e bonito (principalmente porquê elas são todas garotas ricas e bonitas), mas é bom ver Blair de volta ao controle. Georgina pode ser perigosa, mas Blair é a bitch que amamos. Mas novamente na curva perigosa, quando Blair conversa com Jenny, ela tripudia, mas há certa tristeza em seu semblante. O ótimo trabalho de Leighton Meester expressando as complexas emoções de sua personagem deixaram algo em aberto, Blair também sabe se o preço é muito alto pra pagar. Se vale a pena. Por Blair eu sinto mais do que por Jenny, afinal, a Waldorf não vê que pode haver outra vida.
Mas ainda assim o momento que mais me deprimiu no episódio inteiro tem que ser a cena na loja de noivas, em que Lily prova seu vestido e Rufus fica abalado. Meu casal favorito está de volta. O quê posso dizer além de que todas as cenas entre os dois são simplesmente perfeitas? E num episódio com tantas boas atuações, Kelly Rutherford conseguiu ser a melhor (e isso não é só porquê sou puxa-saco dela). A cena do espelho foi fantástica em sua sutileza, mas ainda há as cenas com Eric e com Rufus ao telefone, em que ela pede conselho sobre como proceder em relação ao filho gay (esqueci de mencionar isso, não? Já falo…) que foram absolutamente tocantes.
Quanto ao casal gay, eu não sei quem não sabia ainda, mas eu já conhecia todos os detalhes e já tinha conseguido preencher as demais lacunas na minha mente (eu ando tentando uma tática nova: ler spoilers de GG pra não ler os de LOST. Não tem funcionado muito bem. Aceito sugestões). Eric e Asher eram um casal, não muito bombástico, mas como eu disse lá em cima, no Upper East Side castelos são de vidros e homossexualismo ainda choca. Ou não. Afinal a única ridicularizada foi Jenny Humprey. Pelo menos, ela sabe quando jogar a toalha.

Foto retirada do site YouKnowYouLoveMe.


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