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Two and a Half Men – 6×15 – I’d Like to Start With the Cat

Todo episódio que tem participação de Jane Lynch é comprovadamente bom. Eu adoro a terapeuta do Charlie e acho que ele deveria se consultar mais até. Porém, nem a presença dela salva esse episódio de ser apenas mediano. A repetição constante de tramas e piadas é algo com quê eu já até me acostumei, mas aqui, apesar de eu ter dado boas risadas ocasionalmente, o roteiro é realmente bem fraco e o episódio é esquecível. Porém Charlie Sheen e Jon Cryer são ótimos comediantes, e não decepcionam em suas atuações. Angus T. Jones por outro lado, desde que cresceu parece ter perdido seu apelo para mim. Eu simplesmente não consigo mais ver graça nele.
Outra coisa que me incomoda é que nessa temporada vários episódios simplesmente jogam uma trama na cabeça. Primeiro foi a Judith aparecendo grávida do nada e agora a nova namorada de Charlie, Chelsea. Eu sei que as mulheres do Charlie realmente aparecem assim, do nada. Mas essa é uma mulher por quem ele está louco o suficiente para não ter interesse em dormir com várias mulheres estranhas e para aceitar fazer terapia de casal, seria bom agente entender de onde saiu tudo isso. Enfim, um episódio um pouco divertido, mas bem abaixo do nível da série.

The United States of Tara – 1×04 – Inspiration

Eu não sei porquê os produtores tentaram vender Tara como comédia. Engraçada ela não é. Porém é uma série muito boa, e cada episódio que passa eu gosto mais e mais dela. E de todos os episódios que já foram ao ar, Inspiration é sem dúvida o melhor. Não coincidentemente, é o primeiro dedicado inteiramente a Tara. E eu já gosto mais dela do quê todas as outras personalidades juntas. Tem algo de extremamente triste na personagem, e na maneira como Toni Collette a retrata. E pela primeira vez o panorama se expandiu um pouco e foi possível entender mais afundo sua tristeza, sua solidão e seu desespero.
Agora fica óbvio que houve um trauma inicial que deu origem a doença de Tara, e não acredito muito que seja apenas o fato de ela ter dormido com um cara no internato e ter se arrependido, como Charmaine diz. A estória é provavelmente muito mais complicada que isso a ponto da mente de Tara ter criado múltiplas personalidades para protegê-la. Eu estou extremamente curiosa para saber mais.
Além da Toni Collette continuar fantástica, pela primeira vez Charmaine teve algumas cenas boas de verdade e Rosemarie DeWitt (de quem sou fã desde Standoff, como todo mundo que lê o blog há algum tempo deve saber) se mostrou ótima. Algo que decepciona em TUST é que Tara é a única personagem realmente interessante. Os demais não tem nenhum traço de personalidade especial ou marcante, o quê enfraquece um tanto a narrativa.

The New Adventures of Old Christine – 4×15 – Reckless Abandonment

Old Christine retorna aos inéditos com mais um episódio hilário centrado na dependência de Christine das outras pessoas, sua relação doentia com Matthew e Richard, e sua incapacidade de tomar conta de si mesma. Nós já vimos tudo isso, e eu já sabia que acabaria com Matthew retornando à cada da irmã, mas mesmo assim passei metade do episódio em franca gargalhada. Assim como Two and a Half Men, Christine repete suas tramas à exaustão, mas eu ainda estou me divertindo demais. A falta de bom senso de Christine e a composição de Julia Louis-Dreyfus simplesmente não cansam. E Clark Gregg, Wanda Sykes e Hamish Linklater são o elenco coadjuvante de sonhos de qualquer comédia. A química e entrosamento dos quatro é extraordinária.
Além disso tivemos a última participação da namorada de Matthew, Lucy. Só mesmo Matthew para conhecer uma mulher na terapia e não se dar conta do quão louca ela pode ser. Claro que assim que ele passou pela porta ela revelou mil manias e neuroses, e o pior de tudo, um relacionamento insano com o cachorro Mr.Digg/Eric/Neil. Michaela Watkins foi muito competente e vai deixar saudades.

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Ano novo, coluna nova. E essa coluna é o Top 10 de melhores episódios da semana. Eu sei que com as reviews parece um pouco redundante, mas não é. Primeiro, porquê eu não consigo escrever sobre todas as séries que assisto aqui. E ultimamente eu tenho atrasado um pouco as reviews, e me desculpo por isso. É um problema que eu ainda tenho que solucionar, mas no meio tempo, vocês já ficam sabendo o quê eu vi e do quê eu gostei mais. Eu não vou usar notas, porquê desisti desse sistema faz um tempo. Era muito rígido, e eu acho que não acrescentava nada ao quê eu tinha para dizer. Mas eu vou usar os MVPs, que para quem não sabe, significa Most Valuable Player, e é usado por blogueiros para designar o melhor ator em cena em um episódio. O segundo motivo por eu ter decidido começar essa coluna é que me ajuda a colocar em perspectiva os episódios que assisti. Quando eu faço uma review, eu procuro apontar criticamente o quê eu vi como qualidade ou como defeito. O quê às vezes faz com que eu perca um senso mais geral sobre o episódio. Avaliá-los de maneira comparativa me ajuda a perceber o quanto um episódio foi bom de verdade, respeitadas as devidas características específicas de cada show e a questão da subjetividade. É um exercício muito bom e me permite também trazer minha intuição para os julgamentos que eu faço, já que durante uma crítica geralmente eu fico tão imersa em análises e dissecações técnicas que coloco o instinto um pouco de lado. Bom, sem mais delongas, o primeiro Top 10 Most Addictive da Semana.

1. Damages – 2×02 – Burn it, Shred it, I don’t Care (MVP: William Hurt, Glenn Close)
2. CSI NY – 5×12 – Help (MVP: Gary Sinise, Hill Harper)
3. Desperate Housewives – 5×12 – Connect! Connect! (MVP: Marcia Cross, Felicity Huffman, Nicollette Sheridan)
4. Nip/Tuck – 5×16 – Gene Shelly (MVP: Dylan Walsh, Julian McMahon)
5. The New Adventures of Old Christine – 4×13 – Notes on a 7th Grade Scandal (MVP: Julia Louis-Dreyfus)
6. Criminal Minds – 4×12 – Soul Mates (MVP: Paget Brewster)
7. Grey’s Anatomy – 5×12 – Sympathy for the Devil (MVP: Eric Stoltz, Jessica Capshaw)
8. Two and a Half Men – 6×12 – Thank God for Scoliosis (MVP: Jon Cryer)
9. 24 – 7×01 – 8:00 a.m.-9:00 a.m. (MVP: Kiefer Sutherland, Carlos Bernard)
10. Gossip Girl – 2×15 – Gone with the Will (MVP: Kelly Rutherford)

Só lembrando que por 2008 inclui-se o ano todo, e não só a Fall Season. Além disso, ao começar a fazer essa lista eu tentei pensar em todos os nomes mais mencionados, os queridinhos da crítica e dos formadores de opinião (bloggers), os concorrentes aos principais prêmios. O problema é que quase nenhum entra nessa lista simplesmente porquê eu não estou assistindo a quase nenhum. Assim que eu me deixei levar, a lista saiu facilmente. E eu honestamente não vou colocar na minha cabeça que eu só vejo porcaria, porquê eu acho que não é bem por aí. Cada série nessa lista, cada ator, tem uma razão para estar ali. Mas não vou mentir que essa lista é extremamente subjetiva. Apesar do nome do post, essa é uma lista das coisas que eu mais adorei esse ano, que mais me comoveram, surpreenderam ou excitaram. Que sob o meu olhar, foram destaque de alguma maneira. E se é uma lista no mínimo diferente, eu espero que sirva para interessar as pessoas em coisas que estão aí, no ar, e que elas desconhecem o quão boas são. Eu também tenho a mania de incluir alguns atores em séries que eu não vi inteiras, mas não consigo incluir séries cujos episódios eu tenha perdido. Isso explica por exemplo a presença de Duchovny, mas a ausência de Californication.

Melhor Série Dramática: LOST
Runner-up: Criminal Minds

Menções Honrosas: Lipstick Jungle, House, Terminator: Sarah Connor Chronicles, CSI:NY

Foi difícil escolher. As duas séries no topo me deixaram na ponta da poltrona, me mordendo, falando com o PC, rindo e chorando. LOST foi uma série que me conquistou desde o início, e com a qual eu me revoltei em ocasiões, quase abandonei durante a segunda temporada (que eu odiei, period), mas que me emocionou muitas e muitas vezes e sempre consegue puxar o tapete de debaixo dos meus pés. Eu achei essa quarta temporada brilhante. Reclamei de várias coisas, mas qualquer que seja a série, eu sempre tenho reclamações a fazer, algumas completamente irracionais até. Já CM foi crescendo sutilmente no meu gosto. Antes um policial que eu considerava inteligente e tecnicamente bem feito, mas que ficava abaixo em preferência das franquias CSI, Criminal Minds conseguiu me conquistar completamente e se tornar meu show investigativo favorito, e surpreendentemente foi o quê vi de melhor na Fall Season. Lipstick aparece logo depois, me surpreendendo completamente com uma segunda temporada cativante depois da medíocre primeira. House até está tendo uma temporada que não é a sua melhor, mas eu ainda estou gostando. E esse posicionamento aqui também é, em grande parte, responsabilidade do final da quarta temporada, que foi inquestionavelmente fantástico. Sarah Connor foi uma grande descoberta. Gostei, apesar de implicar com um milhão de coisas. A primeira temporada (que eu vi na Warner, na época em que eles ainda eram canal de séries) me agradou bem mais, mas a segunda pode surpreender agora mais para o final, com as pontas se amarrando. E CSI:NY é aquela série que é tecnicamente tão impecável, que eu não consigo deixá-la de fora de uma lista dessas, apesar de eu considerá-la um pouco fria, e ter problemas pra gostar dos personagens. É simplesmente A série na qual eu não vejo defeito nenhum (além do supra citado).

Melhor Série Comédia: Big Bang Theory
Runner-up: 30 Rock

Menções Honrrosas: The New Adventures of Old Christine, Weeds, Two and a Half Men

Eu não sei como isso aconteceu, mas 30 Rock foi completamente desbancada. A série cômica que atualmente mais me surpreende, agrada e, o principal, faz rir, é Big Bang. Ainda assim, tem espaço aqui para menções a sempre primorosa 30 Rock (a CSI: NY cômica), Old Christine (que eu amo demais), Weeds (que eu amo demais também) e Two and a Half Men (que se repete o tempo todo, e me deixa com a impressão de que eu estou vendo coisas repetidas todo episódio, mas me faz rir mesmo assim).

Melhor Atriz Dramática: Paget Brewster
Runner-up: Kim Raver

Menções Honrosas: Leighton Meester, Lena Headey, Melina Kanakaredes

Essa é uma categoria extremamente perniciosa para mim. Eu nunca escolho os mesmos nomes que a maioria das pessoas e quando eu começo a colocar os nomes no papel, eu sempre fico com dó de escolher só uma. Ser uma leading lady não é fácil. Nem todos os papéis da Tv são bons ou profundos o suficiente, e sempre parece que os homens ficam com os mais legais. A Leighton Meester, por exemplo, quase entrou como runner-up e até mesmo pensei em colocá-la no posto máximo. ADORO Blair. Ela é uma personagem feminina, jovem e é politicamente incorreta o suficiente para eu considerá-la uma das melhores coisas na Tv atualmente. E sua intérprete, Meester, é simplesmente perfeita. Mas apesar de continuar sendo a alma de Gossip Girl, acho que Blair perdeu um pouco de seu ardor e acho que Raver e Brewster acabaram batendo Meester pelas primeiras posições por terem sido mais memoráveis na minha cabecinha. Raver, de quem eu sempre gostei, é a alma de sua série. Sim, sua personagem Nico perde de longe para Blair. Ela é mais quadradinha, mais dramática, tem menos edge (não consigo achar uma palavra melhor). Mas ela é mais profunda, mais sutil e atuação de Kim me tocou mais fundo. Já Brewster pode ser uma escolha que ninguém vai entender e muitos virão aqui dizer que ela é coadjuvante, mas eu acho que ela está assumindo o posto de protagonista feminina de CM e com louvor. Repentinamente a personagem evoluiu enormemente frente aos meus olhos e eu ainda estou boba. E é tudo trabalho de Brewster, porquê apesar de sua Emily Prentiss estar ganhando destaque, a verdade é que os personagens principais tem poucas chances em dramas procedurais como Criminal Minds para expor algum traço marcante de personalidade e conquistar o espectador. E ela conseguiu me conquistar.

Melhor Atriz de Comédia: Tina Fey
Runner-up: Mary Louise Parker

Menções Honrosas: Julia Louis-Dreyfous, Eva Longoria

Parker perdeu seu lugar de honra para Fey, porquê a intérprete de Liz Lemon tem feito muito, muito bonito como a escritora nerd do The Girlie Show. Ainda assim, Parker arrasou o suficiente para estar bem pertinho dela no topo. E o mais importante é que ela conseguiu passar grande parte da temporada sendo apenas boa e em uma cena, conseguiu deixar todos os fãs aplaudindo sua atuação de pé. Dreyfous sempre me faz rir, ela é o Charlie Sheen mulher para mim. E Longoria teve uma temporada sensacional e está finalmente mostrando que é, de fato, uma atriz bem talentosa.

Melhor Ator Dramático: Hugh Laurie
Runner-up: Gary Sinise

Menções Honrosas: Charlie Hunnam, Donald Sutherland

Categoria sempre difícil para mim também, mas pelo motivo oposto de Melhor Atriz. Hugh Laurie sempre ganha, e depois eu fico que nem uma idiota tentando encontrar pelo menos mais dois nomes pra mencionar. A verdade é que vi muito pouco de Sons of Anarchy e Dirty Sexy Money. Os dois atores estavam ótimos, mas nem posso dizer que tenho um grande conhecimento de causa. E Sinise que eu também adoro e que é meu leading man em séries policiais preferido (no momento) ganhou um espacinho, porquê tem feito seu trabalho direitinho, independentemente de eu ser capaz de empatizar com ele ou não.

Melhor Ator de Comédia: Jim Parsons
Runner-up: Alec Baldwin

Menções Honrosas: Charlie Sheen, David Duchovny

Parsons é a melhor coisa a acontecer na comédia esse ano. O resto também me fez rir, mas não tanto.

Melhor Atriz Coadjuvante: Summer Glau
Runner-up: Dana Delany

Menções Honrosas: Elizabeth Mitchell, Sandra Oh, Kelly Rutherford, Lisa Edelstein, Jill Clayburgh, Katey Sagal

Glau é outra vitória incontestável. Headey pode até ter entrado na minha menção honrosa lá em cima, e eu a adoro desde Intrigas, mas nem eu consigo negar que a atriz que interpreta a robô Cameron é a alma de Terminator. E é a melhor personagem feminina do Fall Season. Delany marca presença porquê eu amei tudo o quê ela fez em DH na temporada passada e praticamente só me lembro da trama dela, o quê significa que todo o resto foi esquecível. Uma atriz que salva um temporada inteira de uma série assim merece lugar de destaque. As demais são todas ótimas, mas no caso de Mitchell, Oh, Rutherford e Edelstein, o roteiro nem sempre as ajuda. E no caso de Oh e Rutherford, elas próprias nem sempre se ajudam (tem atriz que faz mais com muito menos material). Mas ainda as adoro profundamente e mais frequentemente que não, elas conseguem ser o melhor ator em cena (tá, para Rutherford não é muito difícil, considerando os atores com ela contracena normalmente, tipo Blake Lively, Connor Paolo e Penn Bagdley).

Melhor Ator Coadjuvante: Michael Emerson
Runner-up: John Noble

Menções Honrosas: Justin Kirk, Matthew Gray Gubler, Glenn Fitzgerald, Jack McBrayer, Simon Helberg, Kunal Nayyar.

Não me perguntem de onde saíram tantos nomes. É incrível como apesar de existirem papéis masculinos principais incríveis, eu consigo citar muito mais nomes de atores coadjuvantes que me impressionaram. Cheguei a escrever Noble como o melhor do ano e depois me dei conta que tinha esquecido completamente de Emerson. Um lapso imperdoável, eu sei. O quê seria de LOST sem Benjamin Linus? Eu odeio Ben com todas as forças e ainda assim, o adoro e acho que ele é a única pessoa que tem a mínima idéia do quê diabos está se passando, o tempo todo. Emerson o construiu de maneira fantástica. Sua ambiguidade constante, seus maneirismos meio de nerd, mas que são assustadores ao mesmo tempo, tudo contribui para tornar Linus o melhor personagem na Tv atualmente.

Prêmio Especial para Melhor Série Velha que eu só fui ver esse ano: The Pretender
Runner-up: Huff

Menção Honrosa: Veronica Mars

Porquê eu sempre sou fisgada completamente por séries antigas? Ano passado não fiz essa categoria, mas considerando que as três séries acima estão entre o quê eu vi de melhor esse ano, superando, inclusive, grande parte do material inédito, elas tinham que aparecer de alguma maneira aqui. Ainda faço um texto especial sobre elas, juro.


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