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Quando acontece tanta coisa legal em um episódio que eu mal sei como comentar tudo em tão poucas linhas, é sinal de que os quarenta minutos foram de excelente qualidade. E nas minhas reviews de Grey’s ultimamente, eu sempre me sinto deixando algo interessante de lado, mesmo quando escrevo horroes. E para mim isso ratifica a competência do roteiro.

Não estou dizendo que todas as storylines de Sweet Surrender foram igualmente brilhantes. Eu gostei de umas mais do que de outras. Mas eu senti que todos os personagens tiveram seu espaço (com a exceção de Yang) e todos os atores estiveram muito bem. Chandra Wilson teve a trama mais dramática e o melhor material para trabalhar, e foi o destaque. A trama de Callie poderia ter sido melhor desenvolvida, mas foi bem-vinda, principalmente por Sara Ramirez ter tido bom material também. Pena que Jessica Capshaw ficou dividida entre as duas estórias e não rendeu. T.R. Knight recebeu alguma coisa para fazer, finalmente, e eu acabei de reparar que só sinto muita falta do George quando ele aparece. A progressão da doença da Izzie me deu pena, mas ao mesmo tempo foi uma trama leve por causa do planejamento do casamento. E a resolução do conflito entre Derek e Sloan foi a cereja no topo. Adoro esses dois!

MVP: Chandra Wilson, Sara Ramirez, Katherine Heigl

Texto publicado originalmente no site TeleSeries.

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Fechando o arco de três episódios que se iniciou com o retorno do hiato, Grey’s Anatomy nos presenteia com o melhor episódio dessa temporada, cujo nível foi tão alto que pode ser comparado aos melhores momentos da série, durante sua fantástica segunda temporada. Stairway to Heaven é tão cativante, que até me fez esquecer que essa temporada de Grey’s tem sido a mais irregular de todos os tempos, com algumas tramas beirando ao sofrível.
Jackson, o menino que precisava de um transplante e William, o serial killer que vai parar sob os cuidados de Shepard, foram ótimos pacientes e trouxeram aquelas questões éticas e morais deliciosamente complicadas que eu adoro. A nova médica, Arizona Robbins, trouxe um frescor a série que nem a Doutora Dixon, nem Sadie, nem Owen Hunt conseguiram trazer.
Enquanto isso, Miranda Bailey, que estava completamente apagada nessa temporada, voltou a ser a estrela e maior destaque. Ela lutou bravamente por Jackson, fez tudo o quê podia fazer e até mesmo o quê não deveria fazer, e foi humana durante todo o tempo. Birgou com Arizona, chorou, saiu do quarto para não ter que ver o menino morrer, e mais importante, foi a competentíssima médica de sempre e ajudou a Doutora Robbins a manter Jackson vivo. Chandra Wilson fez um trabalho notável e me angustiou e emocionou durante cada momento em que esteve na tela.
Já Meredith tentava, da sua maneira, fazer o quê achava certo. E nesse caso, era não apenas salvar Jackson com os órgãos, mas demonstrar compaixão por William e deixar que ele morresse de maneira digna, mesmo que isso significasse quebrar as regras e ir contra Derek. Eu fico extremamente feliz que essa trama não foi usada para que os dois brigassem e se separassem novamente. E que os escritores também não preferiram a saída fácil e fizeram com quê William morresse pela injeção letal. Eu fiquei do lado de Meredith o tempo todo durante esse arco e entendi completamente o quê ela estava fazendo.
William fez coisas horríveis, mas é fácil pensar como Derek. Que existem mosntros como William, e existem pessoas normais como Shepard. Mas eu não consigo não pensar como Meredith: qualquer um pode fazer qualquer coisa, e pessoas que cometem atos assombrosos ainda são pessoas. Humanas, com defeitos, qualidades, vulnerabilidades e medos. Quando eu vi Meredith naquela execução, eu fiquei contente. Porquê acho que eu faria exatamente a mesma coisa.
Ellen Pompeo atuou melhor do que eu jamais vi. Ela esteve fantástica e merece exaltações. Seu parceiro de cena, Eric Stoltz também chegou ao auge de sua participação, que será inesuqecível para mim.
Paralelamente, tivemos Izzie lidando com Denny, e os rumores de que a personagem estaria doente se confirmaram. Mesmo essa explicação final não me deixou muito satisfeita. Mas eu só tenho a agradecer que finalmente deixaram o Jeffrey Dean Morgan partir. Ele é lindo, mas a coisa toda foi no mínimo bizarra. E teve a Lexie quebrando o pênis do Sloan, mas eu achei essa parte completamente apagada e sem graça, o quê é uma surpresa, porquê até aqui qualquer mero suspiro do Sloan conseguia ser a melhor coisa do episódio.
O próximo episódio é o crossover com Private Practice. Depois desse episódio maravilhoso e com a volta de Addie, eu estou delirando de expectativa. Espero não me decepcionar.


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