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Damages – 2×06 – Pretty Girl in Leotard

De todas as surpresas e revelações dessa fantástica temporada, a melhor de todas foi a desse episódio. Meu instinto me dizia que Patty tinha um coringa na manga, e eu não estava errada. Mas ainda assim, sua aliança com Arthur Frobisher me pegou completamente desprevenida. Sem dúvida é um desenvolvimento inesperado e magnífico em suas implicações. Ellen pode estar manipulando Patty em relação ao FBI (ainda que eu tenha dúvidas sobre o quão ingênua Patty realmente é em relação a isso), mas Patty a está enganando completamente. Ela nunca deixará que Parsons prejudique Frobisher enquanto este tiver utilidade. E apesar do meu choque inicial, o envolvimento dos dois faz todo o sentido. Eles são iguais. Ambos colocam a si mesmos acima de todo o resto, e por isso, são imprevisíveis. Suas estratégias mudam em um reflexo constante, e suas mentes afiadas são armas indispensáveis a suas necessidades de controle, poder e superioridade. Ted Danson aparece pouco, mas continua mostrando-se ótimo. Fico feliz que ele tenha retornado e que a explicação para seu sumisso seja tão perfeita.
Quem também retorna é Anastacia Griffin. Os roteiristas também foram felizes aqui, e fizeram sua ausência ser compensada pelo fato de quê seu retorno traz algumas respostas sobre o assassinato de David, ainda que eu considere que a real relevância das conexões descobertas em Pretty Girl in Leotard ainda não estejam claras.
Daniel Purcell mal apareceu e o único desenvolvimente de sua trama foi seu rompimento com Claire Maddox, essa sim um destaque. Marcia Gay Harden novamente se prova extremamente competente, muito diferente de algumas composições suas que eu vi no cinema, como a segura e misteriosa Maddox. Sem dúvida a melhor performance do episódio.

30 Rock – 3×11 – St. Valentine’s Day

Um pouco inferior a Generalíssimo, mas ainda assim bom o suficiente para que eu pense que a temporada atual finalmente está voltando ao rumo, St. Valentine’s Day se foca nos relacionamentos altamente bizarros que só 30 Rock pode proporcionar. É impossível não sentir vergonha alheia por Liz e sua tentativa de primeiro encontro com o médico perfeito Drew, que vira um desastre de proporções homéricas. Jon Hamm, sem ter muito o quê fazer (Fey precisa escrever algumas coisas realmente engraçadas para ele) está bem, mas é completamente engolido por Tina Fey. Atuando cada dia melhor, cada vez mais engraçada e possuindo as cenas mais difíceis e algumas das falas mais interessantes, é impossível ela não se destacar.
Porém, Alec Baldwin continua sensacional e no geral sua trama foi melhor, justamente por ser menos exagerada e mais palpável que a situação de Lemon com a morte da mãe de Drew e sua filha problemática tudo acontecendo ao mesmo tempo. Elisa arrastá-lo para a igreja no dia dos namorados é uma idéia simples, mas genial. As cenas de Jack usando o momento da oração para falar ao telefone e sua confissão ao padre (“Eu uma vez afirmei ser Deus. Durante um depoimento.”, “Eu posso ter sodomizado nosso ex-vice presidente, enquanto sob influências de uma arma narcótica”). Salma Hayek teve seus momentos também. Ela começou bem sem graça, mas seus diálogos melhoraram incrivelmente, o quê dá esperança de que é uma questão de tempo até que eles achem algo que funcione para Hamm.

Eu adoro Damages. Acho cada episódio sensacional. Tenho verdadeira adoração por Glenn Close e seu talento. E não tenho como explicar que seja tão difícil colocar meus sentimentos e opiniões em palavras. Apenas é. Então eu vou fazer uma tentativa que pode ou não ser considerada um sucesso de expressar o quanto e porquê eu gostei desses dois últimos episódios.
Em I Knew Your Pig e Hey! Mr. Pibb! os roteiristas se focam na relação de Patty e Daniel. Eu estava curiosa a princípio para saber quê tipo de passado esses dois dividiam, além do óbvio (Daniel ser o pai do filho de Patty) e gostei dos flashbacks mostrando a relação dos dois entremeada pelos casos judiciais e a questão de Michael, que Patty fez de tudo para manter afastado de Daniel. Mas depois eu fiquei me perguntando se isso tudo vai ter alguma pertinência à trama principal ou se é só uma tentativa de enrolação disfarçada de revelação.
O caso em si foi para frente, para trás, para frente de novo, para trás de novo. Atualmente, eu não sei dizer em que pé está. É óbvio que Purcell prejudicou a ação no tribunal, ao desmentir que a Ultima National Resources tivesse feito qualquer coisa errada. Mas o ódio extremo e desejo de vingança que Patty deve estar sentindo pode ser exatamente o quê faltava para essa temporada pegar fogo. Eu a estava sentindo bem menos determinada e gananciosa que na primeira temporada, onde sua vontade apaixonada de vencer Frobisher a qualquer custo era o quê mais me entretinha e interessava.
Por outro lado, Tom e Ellen encontraram Josh, o repórter que era o contato de Daniel na Virgínia e ele parece genuinamente interessado em expôr a UNR e até agora, não pareceu ter outros objetivos escusos, como Daniel sempre teve. E apesar da amostra de água que ele forneceu a Patty ter sido jogada fora por Purcell, algo me diz que o jornalista será um aliado valioso e que de alguma maneira será indispensável na virada de jogo de Hewes, que certamente está por vir.
Ainda sobre Daniel, ele está se saindo o mais interessante personagem dessa temporada. Conseguiu manipular Patty direitinho e a fez denfende-lo na questão da morte de sua esposa e tirá-lo da cadeia, quando tudo era apenas armação da URN e dele, para encobrir o quê parece ser o fato de quê Daniel na verdade matou Christine.
Claire Maddox apareceu, mas não teve muito o quê fazer a não ser dar alguns conselhos legais e ir ao Tribunal se defender contra Patty Hewes. Marcia Gay Harden continua a ótima atriz que sempre foi, mas ela tem muito pouco a fazer realmente. Glenn Close e William Hurt porém, tem tido ótimas oportunidades para demonstrar seus imensos talentos, e as têm aproveitado devidamente. Os dois tem feito um trabalho sensacional e são um dos principais motivos de eu estar tão entrosada nesse começo de temporada. Por outro lado, Ted Danson e Timothy Olyphant sumiram do mapa, e Anastasia Griffith (cujo nome permanece nos créditos) teve uma aparição relâmpago durante um telefonema para Parsons. Sabemos que Katie Connor parece estar seguindo em frente depois de toda aquele inferno do caso Frobisher e que tem um namorado novo que deseja apresentar a Ellen.
Nunca descarto nenhuma informação em Damages como irrelevante, mas assim como o passado de Daniel e Patty, eu ainda não sei ao certo onde tudo isso, ou a própria Katie, se encaixam. Só sei que tive um pressentimento sombrio de quê a pessoa que Ellen Parsons recebeu no hotel e de quem aceitou dinheiro pudesse ser ela ao invés de Wes Krulik (a aposta mais sólida até agora). Mas também pensei Hollis Nye, o advogado que levou Ellen até o FBI, que está, por enquanto, também desaparecido de cena.
As peças do quebra-cabeça estão sendo colocadas juntas, e talvez nós ainda não tenhamos visto nenhuma peça realmente crucial, ou talvez ela esteja bem na nossa frente desde o começo. Mas eu estou longe de saber qual é a figura que ele formará quando completo.


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