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Depois do episódio da semana passada, eu fiquei sem palavras. O problema não era só meu incômodo com o fato de ter sido Kutner a ter o já anunciado final trágico. Não foi uma decisão criativa dos produtores. O ator decidiu ir trabalhar para a Casa Branca e considerando que o personagem não teve desenvolvimento nenhum em dois anos de série, sua saída abrupta do show é desculpável. O problema é que Simple Explanation almejou ser um House’s Head/Wilson’s Heart e não passou nem perto.
De todos os novos pupilos Kutner era o quê eu mais gostava. Ele era o único desses três que não me fazia torcer constantemente para que ele saísse de cena logo. Ele não era um acerto gigantesco, principalmente se considerarmos que grande parte dos pacientes de House nos quatro primeiros anos conseguiram ser mais complexos que ele, apesar da desigualdade dos tempos de exposição ser colossal. Mas ao mesmo tempo, talvez exatamente por ter sido deixado de lado, ele não foi um grande erro como Thirteen e Taub, que sempre me parecem tão forçados. Eu não sentia como se ele estivesse sendo me empurrado garganta abaixo, então eu não queria que ele partisse; mas eu também não o conhecia o suficiente para me importar com seu suicídio sem sentido.
Então depois do episódio pesado, sombrio e nada tocante (para mim) que tivemos há uma semana, eu estava realmente preocupada em retornar a House. Durante grande parte dessa temporada duas storylines tem se desenvolvido em relação a House. Uma seria a de que House está mudando, ou está prestes a mudar. Essa é bem irritante, porque apesar de estarem dando dicas desde o comecinho de que algo iria mudar profundamente no médico, House não teve nenhum tipo de evolução linear. Eles criaram tramas bem promissoras como House usando metadona ou indo ao psiquiatra e não fizeram absolutamente nada com elas. E eu sei que eu deveria sentir/pensar que House não consegue mudar porque é da sua natureza tentar ficar igual e tudo mais, mas eu apenas conseguia ver através da coisa toda, com os produtores jogando com a idéia de mudar o House de maneira que eles acharam inteligente e sutil (e foi apenas chata) enquanto empurravam uma drástica mudança para os episódios finais.
E agora existe a morte de Kutner no meio de tudo isso, e eu não consigo deixar de achar que a grande mudança de House ser provocada pelo efeito do suicídio de Kutner nele  será algo meio brega. House precisava mesmo de um suicídio sem sentido como aquele para perceber que talvez ele não esteja bem? Fico preocupada que a equipe criativa de House tenha decidido jogar toda e qualquer sutileza pela janela.
A segunda storyline que parece estar sendo desenvolvida é a de que há algo de errado com House. Seu dom tem falhado e é claro que ele creditou isso a diversas coisas novas que haviam acontecido em sua vida, e as descartou imediatamente. Mas o problema parece ser independente de sua felicidade, seja através de Cuddy ou da metadona, e a aparição de Amber deixa claro que algo não está certo. Eu amei a aparição de Anne Duddek e eu ficarei extasiada enquanto ela ficar por perto (mais errado do que matarem Kutner, foi cortarem Amber do time e a matarem depois).
Depois de reler o que escrevi até agora chego a conclusão de que eu jamais deveria pular reviews de episódios importantes. Eu me torno totalmente verborrágica nas reviews subsequentes e até agora eu falei muito pouco do episódio que me propus a comentar. Então, sobre Saviors, eu estava apreensiva, mas acabei gostando do que vi. E podem vir aqui dizer que os problemas dessa temporada não são todos relacionados ao novos pupilos, mas a única coisa que sei é que Thirteen e Taub ficaram completamente nas sombras e esse acabou por ser um dos melhores episódios da temporada, se não o melhor.
Saviors não apenas trouxe Chase e Cameron de volta aos holofotes, mas também explorou tudo o quê a série tem de melhor. A relação de Wilson e House. Os velhos pupilos, seus sentimentos e relações, seus conflitos, e o fato de não importando o quão afastados eles tentem ficar, House sempre terá influência em suas vidas. Jogos, manipulações, segredos e quebra-cabeças. Um episódio leve e fluido, mas que levou em consideração a terrível tragédia que aconteceu. Foram quarenta minutos deliciosos de assistir e eu vibrei de verdade com o pedido de casamento de Chase para Cameron. Foi a cereja no topo do sundae. Será que os produtores poderiam manter as coisas assim? Pelo menos até o fim da temporada…

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Às vezes, eu fico realmente entediada com as metáforas óbvias e tentativas de melodrama de House. Mas às vezes, eu realmente fico tocada por elas. E Joy to the World se encaixa na segunda categoria.
Chega ao hospital uma adolescente de dezesseis anos, Natalie, que depois de uma humilhação pública por parte dos colegas, acaba passando mal em pleno palco durante uma apresentação de Natal. Cuddy começa a se envolver no caso, e é atraída para garota como um imã atrai metal. Ela está ao lado de Natalie o tempo todo e House fica se perguntando, e perguntando a ela, tentando acertar, o porquê. E junto com ele nós também tentamos achar uma resposta. Será que ela foi vítima de bullies na escola ao invés da rainha popular e linda que atraía todos os garotos como House cismou que ela deveria ser? Por quê ela considera que sua vida pessoal era tão ruim? Só devido a dificuldade dela em manter um relacionamento ou algo mais?
Só muito depois de ter assistido o episódio eu fiquei com essa teoria em mente. E me pareceu tão óbvio, mas eu estou apenas tentando adivinhar, como House. Natalie não seria a Cuddy adolescente, mas a Cuddy atual. Ela é sozinha, mas é bem-sucedida. Ela confia nas pessoas, mas é decepcionada e traída repetidamente. E o mais importante, Natalie namorou Simon, que a maltratava, mas secretamente gostava dela; que na frente dos outros era um cretino, mas que na intimidade, ela via o verdadeiro. Soa como o relacionamento de alguém conhecido por todos nós?
Durante todo esse episódio nós temos uma espécie de continuação do que eles estavam fazendo em “Let Them Eat Cake”. Cuddy saiu do escritório de House, mas ela agora está presente todo o tempo na sala de diagnósticos, participando, e quer isso o perturbe ou não, ele está determinado a manter os jogos acontecendo com ela. É claro que ela é boa, joga quase tão bem quanto ele, e as pequenas discussões falham tão miseravelmente em seu objetivo, que é expor a vulnerabilidade do outro, que parece até coisa de adolescentes. Mas como eu já mencionei, Cuddy se importa com Natalie e ela se esforça com aquela obsessão que tem faltado a House ultimamente, e em um momento de epifania, descobre qual é a doença da garota. Algo que ela só poderia ter se tivesse estado grávida. E depois da confirmação de Natalie, lá vai Cuddy procurar o corpo do bebê.
Por um momento, eu achei que algo de muito ruim fosse acontecer com ela. E não entendi o porquê de ela ir procurar o cadáver da criança até ficar claro que os roteiristas não a tinham posto ali para isso. Com meu alívio de ver que o cara que inicialmente a ameaçara era inofensivo, eu passei a me preocupar com a possibilidade de Cuddy, em posse de uma criança que todos acreditavam estar morta, fizesse uma besteira guiada por seu desespero em ser mãe (e pelo fato de que Natalie morreria de qualquer maneira). Mas ela fez a coisa certa, levou a criança de volta, e foi recompensada por isso. Não só ficou com a menininha, mas também recebeu de House aquele pequeno gesto de gentileza que eu não achei que ele fosse direcionar a ela tão cedo.
Ele já tinha sido gentil o suficiente, e eu achei que ele fosse fazer o quê sempre faz: dizer ou fazer algo cruel, para evitar que ela fosse machucada de forma pior no futuro (ou assim ele entende). Mas aquele foi um outro House: um que apoia ao invés de zombar, aquele que Wilson não acredita ser possível, mas que eu acredito existir, e acho que nós já vimos bastante dele, quando Stacy ainda estava no show (ele não era gentil o tempo todo, mas era, e bem mais do quê o normal).
E para provar a Wilson que ele podia ser essa pessoa (já que Wilson jamais veria a cena entre ele e Cuddy), House foi bonzinho com seus pacientes da clínica até que o primeiro trouxa ficasse tão agradecido que lhe fornecesse as provas para ganhar a aposta que fez com o melhor amigo. Adorei toda a trama da mulher que teria engravidado mesmo sendo virgem, mas o quê me fez rolar de tanto rir mesmo foi a cena em quê a mulher usa a bombinha de asma como se fosse um perfume, aplicando o remédio no pescoço. E ainda pergunta a House se ele pensa que ela é idiota! Duh.
Taub e Kutner também tiveram participação na comédia do episódio, mais uma vez. Dessa vez, eles foram investigar sobre um presente que House teria ganho. O quê foi Wilson contando aquela estória sobre Irene Adler? Mesmo quando aparece pouco, Robert Sean Leonard dá um show. Só não foi melhor que Taub colocando House contra a parede sobre ele ter sentimentos em relação a Cuddy. É claro que em se tratando de atuações, porém, o episódio pertence mais uma vez a Lisa Edelstein. Laurie também estava sensacional, como sempre, mas me pareceu que o texto dele foi escrito, em grande parte, para que ele pudesse divertir-se, enquanto a carga dramática ficou em cima de Edesltein.
Acho que House finalmente está sendo aquela série com a qual nos acostumamos nos últimos quatro anos. Os dois últimos episódios foram excelentes, e não vejo razão para a qualidade cair.

Eu fui no IMDB pegar o nome do episódio para escrever esse texto (sempre esqueço os nomes dos episódios) e vi nos créditos que o roteirista Russel Friend foi um dos responsáveis pelo roteiro de Let Them Eat Cake. Russel também escreveu, entre outros, House’s Head, Wilson’s Heart, 97 Seconds e Euphoria: Part 2. Ou seja, alguns dos mais geniais e inesquecíveis episódios de House. Let Them Eat Cake não chegou ao nível desses quatro aí em cima, mas certamente foi divertidíssimo e memorável. Eu assisti o episódio inteiro com um sorrisão no rosto e grande parte da razão é o casal House e Cuddy.
Eu tenho certeza de que muita gente deve estar odiando esta storyline, a maioria por achar que House não combina com romance. Mas é justamente a perspectiva de ver como criarão um romance entre House e Cuddy, dois personagens que não são particularmente ordinários em sua natureza, que me excita. É o fato de que eles podem se enlouquecer de uma maneira estranhamente cômica e outras vezes de maneira estupidamente trágica (Joy, Finding Judas). E Laurie e Edelstein tem química de sobra, então por quê não? E a desculpa de que o House da primeira temporada simplesmente não faria isso simplesmente não cola comigo, que acho que o House da primeira temporada não é o da quinta, porquê personagens, assim como pessoas de verdade, precisam mudar, evoluir, se renovarem através das experiências e experimentações. Isso é parte de viver a vida, é parte do quê torna tudo real. Um relacionamento que você não teria há quatro anos trás pode de repente se tornar viável.
Saindo um pouco do casal, eu adorei ver que o House sacana tem energia para outras coisas além de tentar provar para Cuddy que só a atormenta porquê realmente não gosta dela. O quê foi o Kutner confessando que é dono de um website em que oferece diagnósticos online? Que criatividade absurda. E quando a tal de DeeDee apareceu no hospital procurando por House, morri de rir. Atriz e personagens excelentes, melhor do que a paciente da semana, com certeza. Apesar de quê, a trama foi clichê, mas no final, quando a paciente assume que prefere ser bonita a ser saudável, se redimiu comigo. E Chase que foi esperto, conseguiu sua cota no Website, junto com House e Taub (com todas aquelas cotas, sobrou alguma coisa para o Kutner? Quer dizer, não deu, tipo assim, uns 105% para os outros três, não?). Mas me surpreendi mais com o fato de Cameron ter topado participar da brincadeira. Pena que não vimos mais dela e Chase. Para House ter descoberto o esquema de Kutner, ele deve ter esbarrado no site. Será que House procura por si mesmo no Google?
Agora acho que House voltou de novo aos trilhos. Se eu já tinha confiança na série antes, agora definitivamente minha fé foi renovada.

Eu estava navegando pela página de House no site da FOX e encontrei o link para um artigo sobre House e o amor. É super interessante e cheio de análises profundas de meu médico profundo e confuso favorito. Infelizmente, está em inglês e é enorme (razão pela qual eu não traduzo). Mas para quem anda com a língua em dia, fica aqui a dica e o link: Dr. Gregory House in Love, Part 1: Of Monster Trucks and Vindaloo Curry.


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luiz augusto em The Day of the Triffids
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