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Eu, e acho que não apenas eu, estava começando a gostar do Senhor Bart Bass. Ele tem aparecido mais nessa temporada e não parece tão mau ou chato, e apesar do fato de que ele nunca será um Sandy Cohen, ele parece querer que sua família dê certo. Mas nesse episódio eu apenas consegui considerá-lo sinistro. É até passável que ele dê uma de control freak para cima de Lily, afinal, ela se casou com o sujeito, tem que negociar com ele. Mas daí a investigar cada passo de seus enteados é demais, né? Ele invade a privacidade de todos e não confia em ninguém, e ao mesmo tempo, ninguém mais confia nele. Isso não é família. Família não se estabelece com um tirano disseminando paranóia.
Ainda assim, Bart não ganha o troféu de pior marido/pai do seriado. Bass tenta com afinco, mas não páreo para o Capitão Archibald. Se perseguir a esposa e os enteados é passar dos limites, o quê dizer de manipular e seqüestrar esposa e filhos para extorquir dinheiro dos sogros? Já foi tarde para a cadeia.

The Bitches are back!!!!!!!! E Lily também. Eu sôo como uma garotinha adolescente histérica? Bom, desculpem-me, mas esse episódio de GG me deixou na beira do sofá de tanta excitação. E esse já se qualifica, na minha opinião, como o melhor episódio de Gossip Girl.
Todos nós já esperávamos que a volta à escola fosse dar início a terceira Guerra Mundial. Mas alguém esperava que Serena, a pobre garota rica, boa moça toda vida, fosse voltar aos seus anos de menina má e destronar sua melhor amiga, Blair? Nada mais é sagrado. Melhor para nós, porquê Serena má é tãaao melhor que Serena boa. Blair pode ter ficado confusa de início, mas alguém duvida que ela vá revidar com força total? E Jenny, de que lado vai ficar? Eu não acho que será no de Blair, afinal a morena não vai ficar nada contente ao descobrir que Little J é a nova queridinha de sua sempre ausente mãe. Convenhamos, até eu ficaria roxa de ódio. Is e Nelly Yuki não fizeram muita coisa, foram praticamente figuração, mas Penelope reforçou o que já tinha mostrado na temporada passada. Ela é a verdadeira encarnação de bully, com mais classe, é claro. Eu amo odiar Amanda Setton e sua personagem. Mas cadê Hazel, a loirinha do mal? E se ela voltar, de que lado vai ficar?
Enquanto Serena caía nos planos de Chuck para retorná-la a seu mau comportamento e pisar por cima de Blair, a morena mais uma vez estava envolvida com o Lorde, a Duquesa, Nate e Vanessa. Pela última vez, infelizmente. Eu sempre achei a relação de Marcus e Catherine meio estranha, cheguei a pensar que se ela gosta de adolescentes… Mas aquela obsessão dela pelo Nate me enganou. Bom, como tudo o quê bom dura pouco, Vanessa deu um flagra no Lorde perfeito de Blair nas preliminares com sua madrasta. Kinky.
Longe dessa família mais que disfuncional, tivemos a família Van Der Woodsen, agora completa com Chuck Bass (porquê Bart, aparentemente, foi promovido a figurante, para que todos nós idiotas possamos entender o quanto Lily é infeliz em seu casamento, duh). A cena do café da manhã foi ótima, a única hora que eu curto Serena boazinha é quando há cenas de momentos mãe e filha com Lily, o quê na minha opinião, nunca é demais. Principalmente se considerarmos que Lily parece ser a única mãe do show que se aproxima de amorosa e atenciosa com os filhos, e até mesmo, com seu repulsivo enteado Charles. E, é claro, eu sempre adoro vê-la com o Rufus, mesmo ele tendo dispensado daquele jeito horrível. Eu entendo o lado dele, ela está casada e do jeito que eles são loucos um pelo outro, não é bom ficar muito perto, por muito tempo. Mas ela tinha acabado de confidenciar a ele que se sente completamente sozinha e eu fiquei morrendo de pena. Lily precisa de um amigo. Deus, quem, adolescente ou adulto, não sabe como é isso? Bom, Blair, aparentemente, vai descobrir, ou redescobrir a sensação muito em breve. Talvez as duas devessem fazer companhia uma a outra.
Os Humphrey estão muito menos chatos nessa temporada ou é impressão minha? Ainda assim, eu quero ver Jenny comer o pão que o diabo amassou por ter sido tão petulante na temporada passada, e eu definitivamente não vou me importar de ver S torturando seu ex um pouquinho. Chamem de Guilty Pleasure, ou do que quiserem, mas se continuar assim, Gossip Girl tem tudo para ser uma das minhas séries favoritas da temporada.

Eu achei esse episódio de Gossip Girl um tanto decepcionante. Quando acabou, eu perguntei: mas, já? E depois de uma reflexão cuidadosa, esse parece ter sido parte do problema do episódio. O ritmo. Havia tanta coisa acontecendo, Serena explicando sua revelação do último episódio, Dan se irritando e terminando com ela, Lily descobrindo o retorno da filha aos velhos hábitos, que eu não tive tempo para absorver o impacto de nenhuma dessas coisas. Uma pena, porquê com uma trama dessas, esse episódio deveria justamente nos fazer sentir (me senti parte da cúpula de marketing da Warner agora).
Comecemos pela resolução do segredo bombástico de Serena, que não tinha nada de tão bombástico. Serena estava com um cara, ele cheirou a própria a cocaína, que ela empurrou para cima dele para ver se ele saía de cima dela. Ele tem uma overdose, morre e S fica se culpando para sempre. Fim. Se pensarmos bem, a consciência culpada da loira nem é tão despropositada, mas a trama simplesmente não teve impacto nenhum. Eles criaram um plot pesado, e se enrolaram completamente para sair dele, exatamente como eu imaginava.
Em um ponto do episódio, Serena justifica não contar a verdade a Dan por ele colocá-la num pedestal. É uma observação sagaz, mas é bom tentarmos vermos além. Serena também coloca Dan num pedestal e mais importante ainda, a série coloca os dois num pedestal. Ficam tentando fazer dos dois esse casal perfeito e icônico, e ao mesmo tempo criar algum tipo de drama em torno deles e simplesmente não funciona. Para começar, Penn e Blake nem tem tanta química assim para serem O casal (irônico, considerando que estão juntos na vida real). Segundo, que a tentativa de força-los a tornarem-se um novo Ryan e Marissa ou Ephram e Amy os torna absolutamente insuportáveis.
As cenas de Dan praticamente perseguindo Serena nesse episódio foram quase patéticas. Além de um bom desperdício de tempo que Woman on the Verge já não tinha. E para completar, colocar Georgina e Dan juntos foi suicídio. Não importa o quanto o Dan estivesse desapontado, ele é totalmente obcecado por Serena! Eu li um pouco dos livros, e neles eu até que gostava do casal. Lá, Dan já era essa “mosca de padaria”, mas isso era justificado pela própria personalidade dele, intensa demais. Serena, não tendo essa pose de pobre coitada, era bem mais divertida. Mas os dois eram muito solitários. O relacionamento deles era extremamente interessante!! Então eu simplesmente não entendo porquê sair completamente da história estabelecida, enfiar algumas reviravoltas fracas aqui e acolá, se no final o relacionamento parece ter a profundidade de um pires.
Para a minha salvação, eles conseguiram fazer um trabalho razoável com Lily e Rufus (apesar de não chegar aos pés dos inesquecíveis Kirsten e Sandy Cohen). Lily diz a Serena que quando algo está no seu caminho, você tem duas escolhas: colidir com o obstáculo ou dar a volta, mas tem que fazer um dos dois para seguir em frente. Novamente, uma ótima escolha de palavras, pois essa é exatamente a situação de Lily nessa primeira temporada toda. A mamãe Van Der Woodsen está há anos com o amor que sente por Rufus em seu caminho, e não consegue seguir em frente. Simplesmente ficou estagnada, e passou por casamento após casamento sem amor, se privando do resto da jornada, incluindo sua carreira fotográfica. No final, aqui, ela escolhe a colisão. O que está além, só o tempo dirá.
E Lily, sendo destaque de novo, também aproveitou para resolver seus problemas com Serena. Assim como aconteceu com Eric, primeiro ela agiu sem pensar, ainda no calor do choque. Depois ela voltou atrás, e conseguiu se entender com S e a ajudou. Eu acho que essa é sempre uma parte válida de GG, ou de qualquer outra série teen, porquê ricos ou pobres, populares ou não, bonitos ou feios, bem-sucedidos ou fracassados, todos temos altos e baixos com nossos pais. E às vezes não queremos falar com eles sobre algo, porquê temos medo de decepcioná-los, mesmo quando o simples ato de nossa mãe ou pai estender a mão para nos ajudar pode nos tirar do precipício.
Outra coisa frustrante sobre esse episódio é que os roteiristas nos provocaram e não entregaram. Juntaram Chuck, Nate e Blair, se divertiram com algumas piadinhas e diálogos, e sequer fecharam o episódio com aquilo que todos nós esperávamos (ou foi só eu?): a batalha real. Eu queria ver o trio acabando com a raça da Georgina. O grande problema de Gossip Girl, aqui e em alguns outros momentos, é que eles não escolhem a colisão. Eles optam por reajustar-se e dar a volta. Esporadicamente, funciona. Mas convenhamos, eles falham muito, e fica simplesmente parecendo covardia. Colidam, meus caros roteiristas. Colidam.

Acorde Little J. Seu mundo de contos de fadas? Ilusão. Mas não se preocupe, sua fachada não foi a única a cair. Afinal de contas, no Upper East Side tudo é miragem.

Quem esperava, quando Gossip Girl começou tímida e sem personalidade (e à sombra de tantos queridos dramas teen), que a série fosse dar uma guinada tão sombria? Nem é tanto sobre os acontecimentos, mas sobre o caminho que os personagens tomaram. Quando All About My Brother terminou, eu não pude evitar sentir-me um pouco deprimida.
S, que começou a série sem sal nem açúcar, e que se tonou querida com o tempo, guardou todo esse tempo o segredo de um assassinato. As circunstâncias ainda são desconhecidas, e eu quero saber mais antes de falar, mas GG pode ter ido longe demais na tentativa de chocar. Sim, Georgina é mais perigosa do que a julgamos, e Serena está em problemas maiores do quê muita gente imaginou. É uma boa story line. Mas vão conseguir segurá-la? GG é um show que vai ao ar às oito da noite na TV aberta americana, portanto o tratamento que vai ser dado a esse assunto está me preocupando. Se for pra fazer igual a bulimia de Blair, era melhor que canonizassem Serena e pronto. Se querem falar de assassinato, é melhor falarmos de causas e conseqüências. Principalmente conseqüências. Lembro que em The O.C. os personagens iam para a delegacia e se livravam por causa de uma coisa, ou outra. Eram acidentes, ok. Mas GG quer mesmo dizer a adolescentes impressionáveis, num país onde jovens e até mesmo crianças matarem nem é tão incomum assim, que se você não tiver a intenção pode escapar com um tapa na mão por tirar a vida de alguém? Por outro lado, prender sua protagonista não é bem uma opção, né?
Falando de impunidade, não dá pra acreditar na condescendência de Rufus em relação a Jenny. Ela pisou nele, o desrespeitou, voltou chorando e está tudo resolvido. Eu teria levado, no mínimo, um tapa na cara. Não sou a rainha do politicamente correto nem nada, mas uma coisa eu aprendi desde cedo. Respeito é mútuo. E isso é sagrado. Sua queda do Olimpo? Foi menos do que a loirinha mereceu. Afinal, achou que podia jogar o jogo de dissimulação, e o fez bem por um tempo, mas ela nunca teve a força pra isso, não é? No fim, apesar de ela ser uma bitch, eu senti um pouco de pena dela. Todos nós já nos perdemos em algum momento da nossa vida. Já descobrimos que aquilo que achávamos que era uma coisa , era outra.
A volta de Queen B foi triunfante. Blair teve dúvidas, mas ela é a mais persistente de todas, e no fim, ela é a única mesmo que tem o que é preciso para guiar o rebanho de ovelhas idiotas que são suas pseudo-amigas; obviamente não é preciso muito para meninas que gritam como se tivessem doze anos porquê sua amiguinha está namorando um garoto rico e bonito (principalmente porquê elas são todas garotas ricas e bonitas), mas é bom ver Blair de volta ao controle. Georgina pode ser perigosa, mas Blair é a bitch que amamos. Mas novamente na curva perigosa, quando Blair conversa com Jenny, ela tripudia, mas há certa tristeza em seu semblante. O ótimo trabalho de Leighton Meester expressando as complexas emoções de sua personagem deixaram algo em aberto, Blair também sabe se o preço é muito alto pra pagar. Se vale a pena. Por Blair eu sinto mais do que por Jenny, afinal, a Waldorf não vê que pode haver outra vida.
Mas ainda assim o momento que mais me deprimiu no episódio inteiro tem que ser a cena na loja de noivas, em que Lily prova seu vestido e Rufus fica abalado. Meu casal favorito está de volta. O quê posso dizer além de que todas as cenas entre os dois são simplesmente perfeitas? E num episódio com tantas boas atuações, Kelly Rutherford conseguiu ser a melhor (e isso não é só porquê sou puxa-saco dela). A cena do espelho foi fantástica em sua sutileza, mas ainda há as cenas com Eric e com Rufus ao telefone, em que ela pede conselho sobre como proceder em relação ao filho gay (esqueci de mencionar isso, não? Já falo…) que foram absolutamente tocantes.
Quanto ao casal gay, eu não sei quem não sabia ainda, mas eu já conhecia todos os detalhes e já tinha conseguido preencher as demais lacunas na minha mente (eu ando tentando uma tática nova: ler spoilers de GG pra não ler os de LOST. Não tem funcionado muito bem. Aceito sugestões). Eric e Asher eram um casal, não muito bombástico, mas como eu disse lá em cima, no Upper East Side castelos são de vidros e homossexualismo ainda choca. Ou não. Afinal a única ridicularizada foi Jenny Humprey. Pelo menos, ela sabe quando jogar a toalha.

Foto retirada do site YouKnowYouLoveMe.


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