Séries Addict

Posts Tagged ‘Lisa Cuddy

Novamente, não tivemos um episódio ruim. Mas eu fiquei entediada durante os quarenta e cinco minutos de duração. Nenhum pouco de divertimento com as piadas espertas do House, nenhum interesse pelo paciente da semana, nenhuma felicidade pelas brigas de mentira de Foreman e Thirteen. O único sentimento que me abateu durante a relativamente curta exibição de Unfaithful foi tédio, e uma certa irritação com todos aqueles jogos de House, que eu costumava adorar. Mas agora, eles simplesmente parecem sem sentido. Os episódios parecem todos ciclos fechados. Não importa o quê eles inventarem, tenha certeza de todo mundo estará no ponto de partida quando acabar. House e Cuddy, por exemplo. Finalmente fazer alguma a coisa a respeito da tensão sexual implícita entre eles me pareceu uma boa idéia a princípio. Mas a cada episódio, eu sinto com mais intensidade que foi um erro. O beijo não deveria ter acontecido, ou pelo menos, não no sexto episódio da temporada. Já que eles querem fazer igual a Desperate Housewives e segurar a resolução da grande trama (supostamente) desse quinto ano, eles deveriam ter segurado o beijo mais um pouco, porquê ninguém esperava que House e Cuddy fossem ficar juntos rapidamente, mas toda aquela negação é enervante. Depois de muito manipularem um ao outro, House acaba não indo a cerimônia religiosa de nomeação para Rachel, o quê deixa ambos ele e Cuddy infelizes. Eu não acho que House fosse se divertir, ou se quer se encaixar na festa, mas estamos esperando ele bater na porta de Cuddy desde o fim de The Itch. Ele sabe que ela gosta dele, ela sabe que ele gosta dela. Podemos por favor sair dessa areia movediça de uma vez? E para piorar a situação, eles inventaram uma trama para Fourteen que é muito similar a do episódio anterior em estrutura. Um grande conflito é criado, as coisas ficam realmente ruins, nós somos levados a entender que decisões que podem mudar a vida deles terão que ser tomadas. Mas tudo se resolve facilmente no final. E se em Greater Good eu reclamei da rapidez com que eles se livraram de tumor, cegueira e comportamento anti-ético por parte de Foreman, dessa vez o quê me incomodou foi que House, Chase, Taub e Cuddy tinham pontos relevantes, mas o roteirista ficou com a abordagem “o amor vence tudo”. Uma pena já que o único momento realmente interessante do casal foi sua briga de mentira na sala de House. Eu gostei do paciente da semana, mas assim como todo o resto, a conclusão foi decepcionante por ser óbvia. A partir do momento em que ele e House tiveram uma conversa sobre fé, eu sabia que quando House descobrisse o quê tinha de errado com ele, o Padre questionaria o próprio ceticismo. A doença era interessante e o personagem era bom, mas o rumo tomado foi extremamente previsível. A única coisa boa foi ver House disposto a passar tanto tempo com ele, inclusive almoçando no quarto do Parde. Eu só lembro de uma paciente de quem House gostava tanto, e foi a Kate de Frozen. Aliás, com os rumos que o romance de House e Cuddy andam tomando, ou melhor, a falta deles, enquanto eu revia Frozen há umas semanas atrás eu me vi torcendo desesperadamente para Kate largar o carinha que bebeu sua urina, voltar do Alaska e aparecer no Princeton Plainsboro, só para a série sair do marasmo.

The Greater Good foi o centésimo episódio de House. Mas como eu já havia lido que os produtores pretendiam fazer um episódio como qualquer um outro noventa e nove, eu não estava esperando nada especial. E até estava um pouco aliviada, porquê a última tentativa de fazer algo diferente, com Last Resort, teve péssimos resultados (alguém gostou daquilo?). E eu gostei do episódio, mas, continuo com a impressão de que está faltando algo.
Concordo com todo mundo que tem dito que a série não é mais a mesma. E apesar de durante o começo dessa temporada eu ter batido o pé teimosamente que mudanças sempre acontecem (a acontecem mesmo) e eram inevitáveis, eu ando percebendo que a série vem exibindo sinais claros de cansaço.
Em relação à trama em si tivemos um grande espaço dado a Thirteen e Foreman, o quê nunca é bom, mas aqui foi pior. Não entendi nada. Por causa dos remédios, ela desenvolveu um tumor, ficou cega e algumas horas depois que ela saiu do remédio, tudo ficou ok? Tá, eu sei que ela foi tratada com radiação, mas achei que aconteceu tudo muito rápido e se resolveu de maneira muito fácil. A trama em Lucky Thirteen (que eu até gostei, surpreendentemente) contribui para a evolução da personagem, tem algo a oferece para a série. A trama aqui parece que só foi jogada ali para criar tensão e amarrar as pontas soltas semana passada, quando Foreman decide tirar a namorada do placebo e colocá-la no remédio verdadeiro.
Cuddy volta ao hospital (e Cameron desaparece do radar novamente) e está nutrindo ressentimentos por ser a única pessoa capaz de ser a babá de House. Com isso, ela começa uma série de vinganças contra ele. Uma tentativa desesperada de usar a dor física que afeta o médico para faze-lo entender a dor que emocional que ele causa a ela. Funcionou, e eu estava gostando da maneira como House resolveu não reagir e engolir a situação como um adulto, para que as coisas não se tornassem uma espécie de guerra infantil. Mas, assim como a situação com Thirteen, ao invés de ser empregado em prol de uma mudança nos personagens, parece que a coisa toda vai ser um caso isolado. O quê tira todo o sentido dos acontecimentos.
Estou cansada dessa dancinha de acasalamento entre os dois. Cuddy e Wilson no fundo sabem que House se sente culpado por afastá-la da filha, e Cuddy se sente culpada pelos seus atos. Mas e daí? Aonde isso nos leva? Os dois provavelmente ainda estarão jogando um com o outro nos próximos episódios (que eu queime minha língua).
O caso da semana foi até bom. A personagem tinha potencial. A discussão sobre se ela estava certa em abandonar uma pesquisa que poderia salvar milhares de pessoas para ser feliz, ou se o bem maior deveria tomar precedência? Mas nada disso foi o suficiente para eu me importar, ou me divertir, ou me interessar.
Eu não quero abandonar a série, mas ela está tão irregular, que eu não sei se agüento assistir uma temporada subseqüente. Será preciso algo fantástico para me fazer mudar de idéia.

House tem tido uma temporada extremamente irregular e infelizmente, até aqui, já no seu décimo terceiro episódio, a quinta temporada não nos brindou com nenhum episódio absolutamente embasbacador, com uma daquelas pequenas obras-primas como 97 Seconds e Euphoria. Big Baby não chega lá, mas é um episódio tão bom, que me dá esperanças.
Partindo do ótimo gancho deixado por Painless, em Big Baby já vemos Cameron assumindo as funções de Cuddy para que esta possa ficar em casa com Rachel. O quê significa que a ex-pupila de House ganha a autoridade para ditar o quê ele pode ou não pode fazer. Eu nunca fui muito fã da Cameron, mas sinto uma falta tremenda dela e adorei cada minuto a que Jennifer Morrison teve direito nesse episódio. Cameron conhece muito bem House e fez um ótimo trabalho contornando as tentativas de manipulação dele e mantendo ele na linha. Por mais que eu seja fã de Cuddy e entenda que o relacionamento dela com House é singular, Cameron conseguiu ser até melhor que ela lidando que o médico e suas exigências absurdas por testes mais absurdos ainda.
A paciente em questão era uma professora de crianças com necessidades especiais, e é claro que logo que House a ouviu falando por cinco minutos e percebeu como ela aceitava maravilhosamente bem todas as coisas irritantes que vêm com aquelas crianças (e o fato de quê ela inverteu dois números há seis anos atrás), ele conclui que ela tem que ter dano cerebral. Apesar da personagem em si, Sarah, não ser extremamente interessante, as disputas de poder que aconteceram em torno do tratamento dela foram. Além de House e Cameron, ainda tivemos Cameron e Cuddy, que apesar de tudo não conseguia parar de se preocupar com House, e House e Kutner, que enfrentou Greg como Foreman costumava fazer. E no fim, eu fiquei extremamente feliz que Sarah tenha continuado a ser a professora amorosa e extremamente tolerante, para incompreensão de House.
Cuddy e Wilson apesar de não estarem envolvidos na trama principal, também apareceram bastante, e a storyline deles na verdade foi a minha favorita. Toda essa coisa da adoção de Cuddy realmente aconteceu bastante rápido, então eu apreciei que eles tenham mostrado tudo isso que caiu no colo dela finalmente a atingindo e a deixando desnorteada com dúvidas e medos. A conexão com o bebê não simplesmente aconteceu, não havia amor, ou felicidade. Só cansaço e frustração, e uma mulher decepcionada pelo fato de seu maior sonho, o de ser mãe, não ser mágico ou sublime de nenhuma maneira. As confissões dela para Wilson soaram reais e naturais, e Lisa Edelstein mais uma vez esteve magnifíca.
Robert Sean Leonard também fez muito bem a sua parte e trouxe de volta toda a fofura do personagem, que tentava a todo custo convenver Cuddy de quê eventualmente ela amaria o bebê e que não deveria dar ouvidos a House sobre devolver a criança. Eu adoro quando colcocam a amizade dos dois em foco e aqui foi um daqueles momentos preciosos na série. Contudo, as grandes cenas desse episódio são duas: quando House e Cameron abrem a cabeça da paciente, e Kutner liga para Cuddy e a põe no viva-voz para dar uma bronca nos dois, o quê acaba fazendo com que todo mundo ouça seu quase-colapso nervoso por não conseguir acalentar Rachel, seguida por seu espanto e alívio quando esta simplesmente pára de chorar, finalmente quebrando a barreira de gelo que havia entre as duas, e de irritando a paciente o suficiente para House perceber que seu diagnóstico estava completamente equivocado; e logo depois quando Cuddy, agora maravilhada em ser mãe, encontra House no seu escritório e faz ele segurar a pequena Rachel, que acaba vomitando em cima dele. Enquanto a primeira cena prima pela tensão e pelo caos, a segunda é de uma delicadeza ímpar. Banhados por uma luz que já cria um clima íntimo e acolhedor, Edelstein e Laurie são capazes de exprimir uma proximidade inigualável. As expressões no rosto de cada um são primorosas, e me convenceram completamente de quê apesar de tudo, House seria de fato a primeira pessoa que Cuddy procuraria para simplesmente dividir sua fecilidade. Eu acho que foi extremamente justo que Hugh tenha ganho o SAG, e acho que se Edesltein não for indicada ao Emmy em Setembro será uma grande injustiça.
A única coisa que não me agradou em relação a esse episódio foi que eles terminaram os dois arcos mais interessantes, Cuddy não conseguindo sentir nada pela filha e Cameron como chefe do hospital, e simplesmente terminaram de maneira rápida demais. As storyline tinham potencial e a de Cameron especialmente pareceu sem justificativa, porquê ela não se saiu mal controlando House. Sim, ela deixou que House abrisse a cabeça da paciente e no final, não havia necessidade daquilo, mas Cuddy, apesar das reclamações, teria feito a mesma coisa. Só espero que Morrison não volte a desaparecer e que Cuddy e Wilson continuem a ter o espaço que merecem. Que venha o centésimo episódio.


Categorias

Comentários

luiz augusto em The Day of the Triffids
karina em Much I Do About Nothing…
andreia em Eles estão voltando…

Blog Stats

  • 197.407 hits

Todas as atualizações do seu blog favorito

Me Adicione no Technorati

Add to Technorati Favorites