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United States of Tara – 1×05 – Revolution e 1×06 – Transition

A cada episódio, Tara só cresce no meu conceito. Fica claro que a série deve construir até o fim dessa temporada o panorama completo sobre a doença de Tara, sua origem e suas conseqüências reais, afinal existe muito mais conflito com a família dela do quê fomos levados a pensar inicialmente. Apesar de apoiarem Tara, Max e os filhos se vêem presos em uma roda maligna onde eles se obrigam a ser condescendentes com a protagonista, mas os filhos são totalmente passivos-agressivos e estou começando a achar que a resignação de Max tem um quê de depressão.
No meio de tudo isso é a relação de Tara com Charmaine que se provou mais interessante. No segundo em que Rosemarie DeWitt ganhou espaço ela roubou totalmente a cena dos demais coadjuvantes, sua presença mais discreta equilibrando-se perfeitamente com a força de Toni Collette. A relação entre as duas irmãs é genuinamente complexa e conflituosa, e o ressentimento que uma nutre pela outra, somada à inveja e carinho mútuos criam problemas muito mais tocantes do quê qualquer coisa que os alters possam fazer, ou das dificuldades de Kate e Marshall. Eu estou curiosa para descobrir mais sobre o passado das duas, sobre porquê Tara foi para o internato e Charmaine não, e se a múltiplas personalidades teriam realmente surgido por causa de uma violência sexual que Tara sofreu.

Trust Me – 1×04 – Au Courant

Au Courant marca a primeira aparição da atriz Vanessa Marano (a April de Gilmore Girls) na série, interpretando a filha adolescente de Mason e Erin, Haley. Não questiono a competência da menina e acho que ela atua bem, mas Marano está ficando marcada pelo mesmo estereótipo nerd, não?
Com a trama dando destaque a filha de Mason, nós acompanhamos um pouco mais da intimidade deste e conhecemos mais a fundo uma de suas muitas neuroses, o fato de ele não ser cool. Foi uma trama bem fraca e um pouco batida, mas Conner fingindo ser Spike Jonze e os diálogos impecáveis reforçados pela atuação e química fantástica de Tom Cavanagh e Eric McCormack fizeram valer a pena.
A trama de Monica Potter foi mais legal, mas acho que poderiam ter desenvolvido mais. A atriz continua ótimo, e eles poderiam ter criado mais piadas e situações constrangedoras com a confusão sobre ela ser uma lésbica.
Esse foi o episódio mais fraco da série até agora, mas eu continuo achando-a a melhor estréia desse começo de ano.

Texto publicado previamente no site TeleSéries.

Nip/Tuck – 5×20 – Budi Sabri

Eu estou começando a ficar um pouco incomodada com os rumos que a série está tomando. Não que a qualidade dos roteiros, atuações ou direção tenha caído. Muito pelo contrário. Surpreendentemente, Nip/Tuck é uma das melhores séries que estou acompanhando ultimamente. Mas o sumiço de Julia e os filhos de Sean, a aparição esporádica de Matt e Kimber, e os relacionamentos entre Liz e Christian, mais Sean e Teddy, fazem com quê apesar de estar ótima, a série tenha se tornado algo totalmente diferente e tenha se afastado da Nip/Tuck que eu amava. Sim, eu sempre tive uma queda pelo relacionamento doentio entre Christian, Sean e Julia. É estranho ver que isso acabou, mas eu estou disposta a enxergar esse passo como uma evolução dos personagens.
Só que a continuação da crise de meia-idade do Sean tentando mudar completamente quem é não me agrada nada. Se é para ter evolução dos personagens acho que a essa altura Sean já deveria ter aprendido a lidar com meninas que querem controlar sua vida e suas ações. Acho que ele está um pouco deslumbrado com Teddy, e se eu já não gostei da personagem de cara, a detestei ainda mais profundamente ao vê-la insistir para que Sean desligasse o celular no restaurante, durante uma ligação de Julia. Apesar disso, Katee Sackhoff é ótima atriz e sua performance é extremamente competente.
O câncer de Christian se espalhou e ele não tem muito tempo de vida. O quê ele faz? Decide casar-se com Liz. Eu sempre gostei da amizade colorida dos dois, e entendo perfeitamente de onde vem a storyline, mas ainda assim fico com um nó sabendo que a sempre sensata Liz aceitou casar-se com Christian, mesmo sabendo muito bem que ele só fez a proposta por medo de morrer sozinho. Se ele estivesse saudável, ela ainda estaria em Miami e ele estaria dormindo com todas as mulheres bonitas de Los Angeles.

Damages – 2×07 – New York Sucks

E exatamente o quê eu previ, aconteceu. Se tem uma série nessa temporada que é páreo duro para Lost, é Damages. E teria como eu não gostar de um episódio cujo destaque é ninguém menos que o tio Pete? Acontece que ele é, de fato, tio materno da Patty. E sua lealdade, seja pelo sangue, sela por gratitude, seja por amor à sobrinha, prova-se inabalável ao ponto dele preferir o suicídio à deixar Patty cair nas mãos do FBI. Depois da tensão dos quarenta minutos de episódio, eu não consegui não me emocionar com aquele final. Eu só espero que Patty honre a adoração do tio por ela (e a minha) e cuide muito bem de sua viúva, em seus últimos anos de vida.
A parceria entre Frobisher e Hewes é consolidada e se torna pública. Além de ter amado a cara de pau da Patty dizendo à imprensa que Frobisher é uma ótima pessoa, com quem ela tem prazer de ter formado uma aliança, ela manipulou muito bem Ellen para que a jovem aceitasse a presença do assassino de seu noivo como cliente da firma. Ted Danson e Glenn Close continuam maravilhosos, Marcia Gay Harden está cada melhor, Olyphant e Griffin estão aparecendo um pouquinho mais e fazendo bem seu trabalho. Sinto falta do Hurt, mas mesmo que ele não apareça nunca mais, Damages tem o melhor elenco atual entre todas as séries que eu vejo.

CSI NY – 5×15 – The Party’s Over

Em The Party’s Over somos apresentados a mais uma trama que deve ter continuação. É uma novidade interessante para CSI NY que esta temporada esteja trazendo não apenas uma estória recorrente, mas três. O caso de Stella com a Embaixada Grega, e o envolvimento de Mac e Ella, nesse episódio somos apresentados a um caso que envolve políticos corruptos, um dono de jornal poderoso e um possível vazamento de informações. E tudo começa com a gripe azul, um protesto dos policiais cujo pagamento está atrasado. Eu adorei a maneira como o clima de caos na cidade foi retratado. E a cena mais divertida do episódio é sem dúvida a abertura, com Mac perseguindo um assaltante usando smoking e o algemando com um saco plástico por quê não tem ninguém para patrulhar as ruas.
Na festa que Mac deveria estar, Stella, seu novo namorado, o bombeiro Brendan Walsh, e Gillian Whitford presenciam a queda do corpo do anfitrião no meio salão e começa o caso da semana. Eu não gostei muito do filho ter matado o político, quando haviam tantos inimigos, tantas coisas acontecendo. Preferia que sua morte fosse relacionada aos desvios de dinheiro do cara. Mas pelo menos a presença do garoto serviu para Adam ter bastante destaque. Eu adoro o AJ Buckley, ele se tornou meu técnico de CSI preferido. É uma pena que Stella esteja envolvida com um novo cara (muito bonito, vale ressaltar), porquê eu realmente gostava quando estava rolando um clima entre eles, justamente por Adam ser essa pessoa delicada e sensível, um tanto quanto tímido, enquanto Stella é a mulher forte, decidida, extrovertida e protetora.
Outro relacionamento que parece que não vai acontecer, para meu imenso desapontamento, é o entre Gillian e Mac. Desde a primeira aparição de Julia Ormond eu gostei dela, e ela mostrou-se uma adição extremamente interessante, pois em nenhum momento sua personagem se mostra uma repetição dos outros policiais e chefes de Departamento da série. Ela tinha uma presença diferenciada e carismática, mas pelo contrato, essa deve ser sua última aparição.
Sai Ormond, entra Craig T. Nelson. Robert Dunbrook é um homem que obviamente gosta do poder e infelizmente, com a até Danny aderindo a paralisação, todo o aparato da polícia estava com problemas sérios. Uma posição delicada, que acabou colocando-os em uma posição mais delicada ainda. O poderoso dono de jornal aparentemente sabe de tudo o quê acontece, e eu aposto que sua doação de 20 milhões a NYPD vai se provar nada caridosa e causar muitas dores de cabeça. Depois do começo que eu considerei um pouco abaixo da qualidade da temporada passada, CSI NY melhorou bastante e volta a competir com Criminal Minds pelo posto de melhor policial atualmente no ar (CM ainda está ganhando).

Nip/Tuck – 5×19 – Manny Skerritt

Ás vezes assistir Nip/Tuck faz eu me dar conta de algumas coisas horríveis que podem estar acontecendo mundo afora sem que eu nunca tenha pensado nisso. E essa foi uma dessas vezes. Eu não consigo imaginar como alguém pode ter coragem de injetar botox e colágeno em um bebê! Durante toda a trama envolvendo Jenna, Kimber e Christian, e os donos da agência de modelos bebês, eu fiquei pensando que aquilo era não apenas um ato de covardia, mas um ato de crueldade. Tudo bem que é só uma agulhada como todas as outras tantas que levamos durante a vida, mas é também a injeção de produtos químicos em uma criança que não sabe o quê está se passando e não tem escolha. Portanto eu não compro a desculpa da Kimber sobre querer que a filha seja adorada e amada da maneira como ela não foi. Ela viu um pequeno defeito na filha e a submeteu a um procedimento estético por dinheiro. Para mim, além da cobiça, isso demonstra justamente o contrário do quê ela disse querer. Demonstra que ela não é capaz de amar a própria filha pelo quê é. E não vou entrar no assunto sobre pais que usam seus filhos como via para realizações pessoais que nunca atingiram, porquê já falei disso no texto sobre o episódio passado.
Infelizmente Christian não é o único cretino e Sean demonstra ter entrado na crise da meia idade. Já perdi a conta de quantas vezes nessa temporada Sean agiu como um babaca, mas aquela trama com a menina que ele contratou para ficar no lugar de Liz é extremamente clichê. Sem falar que a tal Theodora é praticamente uma reprise de Eden, um pouco mais e causando problemas um pouco diferente. Já ficou mais que óbvio que Sean não consegue resistir a uma ninfeta, e Katee Sackhoff é uma atriz mil vezes melhor que Annalynne McCord, mas eu preferia Eden e suas loucuras. Mas Teddy e seu comportamento supostamente aventureiro me parece uma trama tão batida, que eu não me interessei. Preferia a aluna louca dele de uns episódios atrás, Daphne. Pelo menos ela tinha potencial para protagonizar umas cenas realmente bizarras.

CSI NY – 5×14 – She’s Not There

Tráfico de mulheres é um tema difícil para ser lidado em uma série de Tv. Eu gostei muito do longo arco dedicado ao tema que Without a Trace fez, mas esse é o único caso que posso me lembrar. Já usaram o tema na franquia CSI (e provavelmente em outras séries policiais), mas para mim nunca funcionou. E She’s Not There, apesar de exibir todas as características que eu mais admiro em CSI NY, não foi a exceção. Para mim, o tema tem que ser abordado como foi em Without a Trace, com um arco mais longo. A rapidez e facilidade com quê os CSIs resolvem esse tipo de crime sempre me incomoda. Não é um roubo ou um assassinato qualquer, é um crime geralmente impessoal, cometido por profissionais, complicado de se conseguir evidências ou testemunhas dispostas a falar. Mas os CSIs sempre conseguem tropeçar em um monte de evidências e pistas, por acaso, a partir de um outro crime qualquer, e quarenta minutos depois eles salvam o dia. Nesse caso, nem quarenta, pois demorou um bom tempo até eles chegarem ao cativeiro e perceberem com o quê estavam lidando. Obviamente, com a presença das duas garotas na seqüência pré-créditos e a minha sabedoria depois de anos assistindo séries policiais que cenas assim não são simplesmente colocadas em um episódio sem motivo, eu demorei entre cinco e dez minutos para entender que o quê ia se passar, e foi realmente chato ver os CSIs para trás o tempo todo.
Apesar disso, como eu disse, todos elementos que tornaram CSI NY o melhor dos CSI está lá. A parte técnica foi impecável, os diálogos são geniais, o elenco é preciso. E a participação de Julia Ormond como Gillian Whitford foi perfeita. Ormond entrou na série há uns episódios atrás, aparentemente para ser um possível romance para Mac e depois sumiu. Em She’s Not There nada acontece entre os dois, mas a determinação e envolvimento de Gillian com o caso foram cruciais para a trama. E seu caso pessoal nunca vira uma espécie de obsessão que a impede de ser profissional, como muitas vezes os escritores gostam de fazer. A presença dela ajuda a dar uma dimensão mais humana ao caso, já que em CSI ás vezes é difícil porquê eles trabalham com coisas resíduos químicos e DNA. Ela pegou o que tinha e fez funcionar. Só seria melhor se ela tivesse mais, se o caso tivesse mais tempo e mais complexidade, e nós tivéssemos melhores condições de nos horrorizar com o destino daquelas garotas.


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