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Esse episódio foi uma homenagem a Edie Britt. E que homenagem! Foi impossível não me sentir tocada por aquelas que possivelmente serão as últimas estórias que verei dessa que foi uma das melhores housewives, e a quem não se fez justiça em muitas ocasiões, já que a personagem fora tratada muitas vezes como uma coadjuvante, e não como a protagonista que deveria ser. E foi impossível não sentir ao seu final que apesar desse ter sido o melhor episódio da temporada e um dos melhores da série, ele me deu mais uma razão para não retornar a série na próxima temporada. Não apenas eu sentirei falta demais de Nicolette Sheridan, mas a desculpa do corte de gastos que Marc Cherry deu não me desceu. Afinal, estamos falando de Edie Britt! Eu gosto muito de Orson, da Katherine (um caso totalmente a parte, mas outro dia eu falo sobre isso) e dos gays, mas se Cherry precisava tanto enxugar o elenco, eles eram opções um pouco mais viáveis, até porquê Cherry não parece saber o quê fazer com os gays (eles nunca tiveram trama) e Orson se tornou um verdadeiro chato.
Voltando a Edie, Look Into Their Eyes… é um episódio que pega a fórmula do décimo terceiro episódio dessa temporada e a explora a perfeição. É um espécie de coletânea de momentos não vistos, mas que definem de maneira fantástica o quê Edie Britt foi. Sincera e sem medo da verdade, Edie era a moradora de Wisteria Lane que menos se iludia sobre a própria vida. Enquanto todas as outras tentavam forçar suas vidas a um molde de perfeição que cada uma tinha em sua cabeça, Edie simplesmente encarava a realidade e tirava a sua perfeição dela. Talvez ela não tenha sido sempre feliz, e seu último dia de vida certamente não foi dos melhores, com a descoberta de que seu marido era um homem perigoso que planejava o assassinato de um de seus vizinhos (acho que nunca ficou realmente claro para ela que David queria Katherine morta, e não Mike) e que por pouco não a estrangula. Contudo, sua atitude era sempre positiva e sua força ultrapassava a tela, emanando de uma maneira que tornava ambas a personagem e a atriz Nicollette Sheridan uma presença única.
Foi maravilhoso descobrir que Edie visitava Orson na prisão quando Bree se recusava a faze-lo, mesmo seu envolvimento com ele tendo causado seu banimento de Wisteria Lane. E ver Susan e Edie enquanto ainda eram melhores amigas foi recompensador para mim, que sempre defendi que a melhor pessoa para contracenar com Teri Hatcher nessa série era Sheridan. O roteirista do episódio Matt Berry (Smiles of a Summer Night, The Gun Song) foi muito sensível estabelecendo que Edie, apesar da fama que tinha, não era uma mulher que tinha a ambição de destruir o casamento de ninguém. Uma das coisas que eu mais gostava na Edie era exatamente seu senso de moral. Podia não coincidir com os das demais housewives e o de muita gente, mas ela o tinha e definitivamente não era sua intenção deliberada magoar suas amigas. E tem é claro a maneira emocionante como ela ajuda Lynette a lidar melhor com a questão de seu câncer e sua confissão doída sobre Travers. Com tudo isso, acho que o flashback de Gaby foi o mais fraco, porém não descartável. Além da diversão proporcionada, a conversa final da duas chegou a me dar um pequeno calafrio pela forma como Edie afirma que morreria jovem.
Por fim, temos a narração irreverente de Sheridan, que não apenas substituiu Brenda Strong muito bem, mas deu um sofro de ar fresco a coisa toda. Eu amo a Strong, mas acho que seria tão bom se Sheridan alternasse de vez em quando com ela o papel de contadora da estória. Talvez eu só esteja sendo melancólica, porquê como já disse, sentirei muita falta da loura. Como Susan diz no final, Edie e Sheridan eram “one of a kind” e sua ausência deixa desde já um vazio que não passará.

A volta de Desperate Housewives me deixou um pouco decepcionada. Apesar do salto de cinco anos no futuro, a série está me parecendo repetitiva e cansada. Não é tudo culpa de Marc Cherry, ou do elenco, de quem eu ainda gosto muito, muito mesmo, mas do fato de que o tema da série é mesmo cheio de lugares comuns, a vida de donas de casa suburbanas não é algo que começou a ser explorado ontem e DH tem quatro anos no ar. Eu sinto como se não soubessem mais o que fazer com Susan por exemplo. Outro romance? As mesmas neuroses? Pelo menos não mataram Mike. Acho muito mais interessante que Susan o tenha enlouquecido até ele abandoná-la, porquê eu realmente acho a personagem enlouquecedora. Às vezes, o casamento dos sonhos vira o casamento dos infernos. Mas eu acho que seria mais interessante ver a união de Susan e Mike se deteriorando aos pouquinhos, do que vê-la tentando mais uma relação amorosa com o pintor. E os filhos de Lynette podem ter mudado e crescido, mas as conseqüências não. Ela briga com Tom, e daqui a cinco minutos os dois se entendem. De Gaby então, nem vou falar. Filhas gordinhas? Não me lembro em que série ou filme, mas já vi isso, e mais de uma vez. A estória de Bree foi a mais original e eu torço para que os roteiristas a explorem mais. Ela deixou a fama subir a cabeça e isso pode lhe trazer problemas. Só não gostei tanto do que fizeram com Katherine, não por como o relacionamento dela com Bree se desenvolveu, mas porquê parece que o relacionamento dela com as outras parece inexistente, o quê é estranho já que com as últimas cenas do episódio passado eu pensei que ela tinha se juntado ao grupo. Porém, quando as quatro principais aparecem juntas, onde está ela? Ambas Katherine e Bree parecem estar completamente sozinhas (cadê Dylan?) e afundando-se em trabalho, mas pelo menos Bree manteve as amigas. Edie volta, com um marido que parece um louco. Querem minha aposta sobre em quem Dave está interessado? Susan. Afinal, nós nunca vimos o marido e pai da mulher e garotinha que ela matou. Eu vou me surpreender se for qualquer uma das outras. E o momento mais legal do episódio tem que ser o Bob (ou era o Lee) fotografando o amante de Susan pulando a janela. Os gays são tão divertidos, porquê Desperate Housewives praticamente os usa como figurantes? Não estou muito ansiosa pela próxima semana, talvez eu precise ler uma sinopse, ou ver um promo, alguma coisa que me desperte curiosidade.


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