Séries Addict

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Nip/Tuck – 5×19 – Manny Skerritt

Ás vezes assistir Nip/Tuck faz eu me dar conta de algumas coisas horríveis que podem estar acontecendo mundo afora sem que eu nunca tenha pensado nisso. E essa foi uma dessas vezes. Eu não consigo imaginar como alguém pode ter coragem de injetar botox e colágeno em um bebê! Durante toda a trama envolvendo Jenna, Kimber e Christian, e os donos da agência de modelos bebês, eu fiquei pensando que aquilo era não apenas um ato de covardia, mas um ato de crueldade. Tudo bem que é só uma agulhada como todas as outras tantas que levamos durante a vida, mas é também a injeção de produtos químicos em uma criança que não sabe o quê está se passando e não tem escolha. Portanto eu não compro a desculpa da Kimber sobre querer que a filha seja adorada e amada da maneira como ela não foi. Ela viu um pequeno defeito na filha e a submeteu a um procedimento estético por dinheiro. Para mim, além da cobiça, isso demonstra justamente o contrário do quê ela disse querer. Demonstra que ela não é capaz de amar a própria filha pelo quê é. E não vou entrar no assunto sobre pais que usam seus filhos como via para realizações pessoais que nunca atingiram, porquê já falei disso no texto sobre o episódio passado.
Infelizmente Christian não é o único cretino e Sean demonstra ter entrado na crise da meia idade. Já perdi a conta de quantas vezes nessa temporada Sean agiu como um babaca, mas aquela trama com a menina que ele contratou para ficar no lugar de Liz é extremamente clichê. Sem falar que a tal Theodora é praticamente uma reprise de Eden, um pouco mais e causando problemas um pouco diferente. Já ficou mais que óbvio que Sean não consegue resistir a uma ninfeta, e Katee Sackhoff é uma atriz mil vezes melhor que Annalynne McCord, mas eu preferia Eden e suas loucuras. Mas Teddy e seu comportamento supostamente aventureiro me parece uma trama tão batida, que eu não me interessei. Preferia a aluna louca dele de uns episódios atrás, Daphne. Pelo menos ela tinha potencial para protagonizar umas cenas realmente bizarras.

CSI NY – 5×14 – She’s Not There

Tráfico de mulheres é um tema difícil para ser lidado em uma série de Tv. Eu gostei muito do longo arco dedicado ao tema que Without a Trace fez, mas esse é o único caso que posso me lembrar. Já usaram o tema na franquia CSI (e provavelmente em outras séries policiais), mas para mim nunca funcionou. E She’s Not There, apesar de exibir todas as características que eu mais admiro em CSI NY, não foi a exceção. Para mim, o tema tem que ser abordado como foi em Without a Trace, com um arco mais longo. A rapidez e facilidade com quê os CSIs resolvem esse tipo de crime sempre me incomoda. Não é um roubo ou um assassinato qualquer, é um crime geralmente impessoal, cometido por profissionais, complicado de se conseguir evidências ou testemunhas dispostas a falar. Mas os CSIs sempre conseguem tropeçar em um monte de evidências e pistas, por acaso, a partir de um outro crime qualquer, e quarenta minutos depois eles salvam o dia. Nesse caso, nem quarenta, pois demorou um bom tempo até eles chegarem ao cativeiro e perceberem com o quê estavam lidando. Obviamente, com a presença das duas garotas na seqüência pré-créditos e a minha sabedoria depois de anos assistindo séries policiais que cenas assim não são simplesmente colocadas em um episódio sem motivo, eu demorei entre cinco e dez minutos para entender que o quê ia se passar, e foi realmente chato ver os CSIs para trás o tempo todo.
Apesar disso, como eu disse, todos elementos que tornaram CSI NY o melhor dos CSI está lá. A parte técnica foi impecável, os diálogos são geniais, o elenco é preciso. E a participação de Julia Ormond como Gillian Whitford foi perfeita. Ormond entrou na série há uns episódios atrás, aparentemente para ser um possível romance para Mac e depois sumiu. Em She’s Not There nada acontece entre os dois, mas a determinação e envolvimento de Gillian com o caso foram cruciais para a trama. E seu caso pessoal nunca vira uma espécie de obsessão que a impede de ser profissional, como muitas vezes os escritores gostam de fazer. A presença dela ajuda a dar uma dimensão mais humana ao caso, já que em CSI ás vezes é difícil porquê eles trabalham com coisas resíduos químicos e DNA. Ela pegou o que tinha e fez funcionar. Só seria melhor se ela tivesse mais, se o caso tivesse mais tempo e mais complexidade, e nós tivéssemos melhores condições de nos horrorizar com o destino daquelas garotas.

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Nip/Tuck é uma série que muitas vezes é sobre o desespero. Sobre a necessidade desesperada de ser outra pessoa, sobre o desejo desesperado de ter outra pessoa, sobre o desespero de não se ter ou ser o quê se quer. É inevitável que as pessoas pensem que uma pequena mudança pode alterar tudo aquilo que lhe causa aflição. Mas quando nossas ânsias estão todas interligadas em uma gigantesca rede com todas as ânsias das pessoas com quem nos relacionamos, será que nós temos qualquer controle sobre o resultado final de nossas ações?
O paciente da semana, Ricky Wells, é um dos mais memoráveis da série. Não por sua personalidade ou pela atuação de Brando Eaton, que foi excelente, mas nada particularmente estelar. Mas por sua trama. Christian e Sean, que já viram de tudo e tentam não julgar moralmente seus pacientes, não disseram nada. Mas quem não sabia que o casal Wells iria se desfazer assim que a cirurgia plástica de Ricky fosse completa, pois a necessidade desesperada de Ricky de parecer mais velho para ser respeitado em seu papel como marido e pai se chocaria completamente com a cobiça incontrolável de sua esposa Carrie Mae pela juventude?
Ricky só queria ser dono de sua própria vida e ter liberdade para amar Carrie Mae, apesar do fato de ele ser um garoto de treze anos e ela sua professora. Mas a verdade é que ela sempre foi dona da vida dele, e sua existência girou em torno dela até o momento, no final desse episódio, em que a realidade se abateu sobre ele. Ao pegar a mulher que suspostamente sempre o amou tanto que até foi para a cadeia por se recusar a ficar longe dele com seu próprio irmão mais jovem na cama, Ricky finalmente vê que Carrie Mae gostava mesmo era de sua idade, e ao não possuir mais os atributos que ela tanto prezava, ele foi trocado.
E dando seguimento ao erro tremendo dos produtores de colocarem Liz e Christian em uma espécie de relacionamento, ao mesma coisa acontece a anestesiologista. Enquanto estava doente e acabado, e Liz possuía qualidades que lhe eram pertinentes, Christian mostrou-se quase obcecado por ter a amiga ao alcance de sua mão. Mas recuperada sua saúde e sua beleza, a presença da não tão sensual Liz perdeu seu apelo.
E Liz, que se iludiu de que Christian conseguia preencher sua vida de uma forma que nenhuma outra mulher havia conseguido, acordou para o fato de o cirurgião seria apenas corrosivo para sua auto-estima devido ao fato de que sendo o narcisista que é, Christian jamais oferecia o tipo de reciprocidade que ela desesperadamente buscava.
Paralelamente, uma questão sobre pais e filhos, com Sean e Matt, Raj e Dr. Vijay Paresh. Afinal, não é apenas nos parceiros amorosos que as pessoas projetam suas ânsias mais profundas, mas nos filhos também. E alguns conseguem lidar com a situação, e outros se sentem tão encurralados que se auto-destroem na tentativa de destruir a influência corrosiva e sufocantes de seus progenitores. Não é nem preciso mencionar o longo histórico de Matt, então não é nada novo que ele, de uma forma bem passivo-agressiva, tenha sabotado seus estudos e possível carreira na medicina.
O surpreendente foi ver Raj, que surgiu tão arrogante e seguro há alguns episódios atrás, deixar cair sua máscara. E ao se dar conta de que assim como Ricky Wells, sua vida nunca realmente pertenceu a si mesmo. E para escapar das garras do pai ele vai ao extremo. Mas será mesmo que o fim de sua carreira cirúrgica é uma escapatória? Sim, há sempre uma alegria imensa em possuir a capacidade de fazer o quê quiser com a própria vida, mas Christian tem essa independência, e mais do que nunca, ele não me parece no controle de sua própria existência.
Então, como nós fazemos para o desespero acabar? Será que ele algum dia acaba?

Grey’s Anatomy: Sympathy for the Devil (5×12)
Exibição: 15/1/2009
MVP: Eric Stoltz e Jessica Capshaw

A visita inesperada da mãe de Derek nem de longe foi tão notável quanto à visita de sua irmã Nancy (Let the Angels Commit), mas foi uma boa participação que serviu para os roteiristas selarem de vez o compromisso de Meredith e Derek e de Sloan e Lexie.

Eu honestamente temi que Mer e McDreamy pudessem ter mais uma de suas separações devido ao seu desentendimento em como lidar com o paciente deles, William, que é um serial killer. William, interpretado por Eric Stoltz, não chamou muito a minha atenção no episódio passado, mas, aqui, ele foi o melhor de tudo, e sua cena final me deixou agarrada a poltrona.

A volta de Grey’s do hiato está indo muito bem, na minha opinião. Até agora tivemos dois episódios que se completaram, com tramas excelentes (melhores aqui do que Wish You Were Here), um ritmo de direção muito acertado e diálogos inspirados. Eu tenho adorado tudo que diz respeito a Sloan e Callie, aprovei totalmente a chegada de Jessica Capshaw como a pediatra Arizona Robbins, achei que a relação entre Owen e Christina está finalmente evoluindo e até a presença de Denny “fantasma” Duquette me irritou menos.

A única coisa que eu desaprovo totalmente é a briga e birra infantil de Christina e Meredith, que, como recurso narrativo, até agora se mostrou inútil.

Nip/Tuck: Gene Shelly (5×16)
Exibição: 13/1/2009
MVP: Dylan Walsh e Julian McMahon

Nip/Tuck é uma série peculiar, até mesmo bizarra ocasionalmente. Ryan Murphy não tem medo de explorar as esquisitices e o lado negro (porém cômico) de seus personagens. Às vezes eu acho que ele passa da conta – até hoje não consegui ver um episódio inteiro sequer da quarta temporada – e, às vezes, eu o considero simplesmente um gênio. Nessa quinta temporada a série tem me agradado e muito.

Adorei esse episódio e como eles exploraram a questão do câncer de mama de Christian. Ainda estou me decidindo qual foi a melhor cena, mas Liz e ele dormindo juntos certamente merece destaque.

É claro que nada supera Christian manipulando Sean de maneira perfeita para que o melhor amigo assumisse que pode andar e saísse da cadeira de rodas, ainda que eu prefira a idéia do Matt de jogar a cadeira no oceano e ver o quão bem as pernas dele estão.

Julia ainda está meio apagada, mas ficamos sabendo que ela ainda mora com Olivia e não se recorda que a filha da amante tentou matá-la duas vezes. Além disso, o novo médico Raj, o estudante gênio de Sean, tem estado muito bem e tem sido um ótimo alívio cômico. Adhir Kalyan foi uma ótima adição ao elenco.

Texto publicado previamente no site TeleSéries.

Eu tenho uma relação de amor e ódio com Nip/Tuck. Tem horas que eu acho toda a bizarrice da série simplesmente brilhante, hilária, refrescante. Tem horas que eu simplesmente quero jogar a Tv escada abaixo. Eu considero sua segunda temporada uma das coisas mais fantásticas já feitas na Tv e sua quarta temporada uma das coisas mais insuportáveis.
Mas eu sempre dou uma nova chance ao Ryan Murphy, e eu adoro Sean, Christian e Julia, então voltei a ver Nip/Tuck nessa quinta temporada e não me arrependi. Ronnie Chase, a volta de um longo hiato após a paralisação com a greve dos roteiristas, começa justamente mostrando a sequência onde Sean é esfaqueado por sua louca ex-empresária, mas de outro ponto de vista. Assim vemos angustiados ela quase esfaquear Liz, e passar direto por um Christian distraído. E depois que esfaqueia o Sean, Colleen se arrepende. Isso dá a Sean a oportunidade de matá-la, sendo salvo em seguida por Christian.
A série pula então quatro meses no futuro e descobrimos que Sean, paralítico, praticamente abandonou a carreira e foi lecionar. Adorei ele como professor, é interessante como o discurso dele consegue tornar cirurgia plástica, algo considerado tão superficial e fútil, em um assunto fascinante e digno da ambição de tantos jovens brilhantes, como o divertidíssimo Dr. Raj Paresh, de apenas 17 anos. Espero Adhir Kalyan se torne um convidado regular. Além dele a outra aluna que se destacou foi Daphne Pendell, interpretada por Jaime Ray Newman, que ao que tudo parece pode ser o novo interesse romântico de Sean.
Enquanto isso, Christian acompanha Liz ao médico depois que encontra um caroço no seio dela, e enquanto ela parece estar perfeitamente bem, ele descobre ter câncer de mama. Taí algo que agente só veria em Nip/Tuck. Obviamente a situação deixou Christian cheio de inseguranças e os escritores usaram isso para explorar mais a amizade entre ele e Liz. A sotryline também rendeu uma cena hilária em Christian tenta fazer um exame de mama na menina com quem está transando. E enquanto isso, em outra cena que agente também só vê em Nip/Tuck, Sean fazia sexo na cadeira de rodas com uma garçonete.
Além dos dois e de Liz o único personagem regular a aparecer foi Matt. Ele parece estar tentando dar um rumo a sua vida, freqüentando a faculdade para tentar se tornar médico e aparentemente também terminou o relacionamento com sua meia-irmã Emme. E através dele ficamos sabendo que Julia descobriu que Sean mentiu sobre ainda serem casados e não fala mais com ele (eu sabia que isso não ia terminar bem para o lado dele). Mas aparentemente a ex-mulher tê-lo exilado da vida dela (novamente) não lhe ensinou nada sobre mentiras, porquê ele está escondendo de todo mundo que pode andar. Do quê ele tem tanto medo? A perspectiva de voltar a ser cirurgião é tão ruim assim, ou o problema é outro? Pronto, estou fisgada por Nip/Tuck de novo.


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luiz augusto em The Day of the Triffids
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