Séries Addict

Posts Tagged ‘Matthew Abbadon

Nunca a semana entre dois episódios de Lost passou tão rápido. Mas era Carnaval e eu estava viajando. Fiquei bem longe da internet e sequer vi televisão. Por isso o blog ficou sem atualizações. Eu peço desculpas, mas alem de estar precisando me divertir com algo que não envolvesse séries, eu precisava de um descanso do computador. Durante essa semana e a próxima eu estarei fazendo o máximo de esforço para colocar tudo em dia por aqui. Isso significa várias reviews duplas e bastante textos no Nas Telas Americanas. E para marcar o fim do meu breve hiato, nada melhor do quê episódio fresquinho de Lost.
The Life and Death of Jeremy Bentham era um episódio muito esperado por mim. Mesmo sem spoilers, era fácil saber que ele se trataria da tão misteriosa passagem de John pela vida dos Oceanic 6 e seu apelo para quê os amigos retornassem à Ilha. Pois essa parte, que era a principal, me decepcionou. Eu não esperava nenhuma grande revelação em relação ao quê John disse ou fez, mas eu esperava algo de maior impacto dramático. Tirando Hurley, ninguém pareceu realmente assombrado em ver John. Suas visitas foram lacônicas e sua presença inesperada parecia mais a visita indesejada de um parente chato do quê a aparição soturna de um homem visto pela última vez em uma Ilha que desapareceu na frente deles, cuja localização é desconhecida, a maneira de sair também e que representaria, para todos os efeitos, um perigo à mentira que todos eles contaram supostamente para a própria segurança e a dos quê ficaram para trás.
Sim, houve incredulidade e raiva por parte de Kate, Sayid e Jack. Mas eu esperava surpresa, apreensão e pelo menos um pouco de curiosidade. Afinal, talvez três anos seja tempo o suficiente para esquecer completamente uma pessoa, mas pelo menos Kate e Jack deixaram alguém por quem tinham sentimentos de afeto/amizade/paixão (o último, no caso de Jack, provavelmente não) na Ilha que é, até a última vez que chequei, um lugar perigoso. E se os dois sequer se deram ao trabalho de perguntar se Juliet e Sawyer estavam vivos, Locke também não os mencionou. Eu sei que ele não é o homem manipulador e sem caráter que Ben é, mas eu concordo com Abbadon que seu apelo aos antigos vizinhos e colegas sobreviventes estava precisando de ajustes. Nem a revelação a Jack sobre seu pai teve o efeito certo, na minha opinião.
Falando de Matthew Abbadon, eu gostei de sua aparição e achei uma pena seu falecimento. Eu gosto mais de Lance Reddick em Lost do quê em Fringe, mas apesar disso, essa sua última (??) aparição não foi tão arrepiante quanto as anteriores, e rendeu menos do quê poderia. Foi a presença do seu chefe, Charles Widmore, que teve relevância e que trouxe várias perguntas e respostas no melhor estilo Lost. Isto é, se você decidir confiar no pai da Penny.
Assim como The Shape of The Things to Come, esse episódio, apesar de centrado em Locke, mostrou novamente que os generais dessa Guerra são Widmore e Linus. E talvez eu esteja muito equivocada, mas a essa altura acho que a questão nem é mais a Ilha, mas a auto-estima, ganância e ego dos dois homens. Eles brigam porquê como duas crianças mimadas, não conseguem evitar. E se a Ilha é uma entidade com vontade própria, eles estão dispostos a manipular todos e qualquer um. E é nessa hora que eu escolho o meu lado: o de Locke, que eu espero que ao contrário do quê fez nesse sétimo episódio, aprenda a caminhar com as próprias pernas e parar de confiar tão cegamente em qualquer um que lhe estende a mão.
Afinal, foi assim que ele conseguiu ser assassinado por Benjamin em uma cena no mínimo estranha. Se pareceu que Ben agiu por ciúmes, também pareceu que foi uma reação ao nome de Eloise Hawking que liberou seu instinto assassino. O quê me deixou bastante intrigada. Será que Ben e Miss Hawking não eram mesmo aliados, mas apenas se uniram para levar as pessoas que sairam da Ilha de volta? Não se pode esquecer que Widmore sabia exatamente onde encontrá-la, o quê me deixa na dúvida sobre a quem a mãe de Faraday é leal.
Na Ilha, ainda não voltamos aqueles que ficaram para trás, mas ficou confirmado que Kate, Hurley e Jack caíram em um tempo totalmente diferente do resto do avião. Os misteriosos Ceasar e Ilana acharam uma estação que parece ser a Hydra (o símbolo na pasta que Ceasar lê é da estação subaquática) e a cena inicial com Locke olhando diretamente para a Ilha me fazem crer que eles tenham caído na Ilha secundária, a prisão do começo da terceira temporada.  Eu só espero que essa dispersão dos personagens no tempo e no espaço, além de novas adições ao elenco regular, sirvam para tornar a série mais interessante, ao invés de ser apenas mais um artifício para enrolar. Até porquê, eu acho que a essa altura qualquer enrolação é desnecessária.
Por fim, tenho que elogiar as atuações de Terry O’Quinn e Michael Emerson, que como sempre foram sensacionais e, especialmente O’Quinn, enriqueceram esse episódio de maneira necessária, já que sem a presença dos dois eu provavelmente não teria sentido nada pelo episódio. Foi um bom episódio de Lost, mas pelo potencial que tinha foi frustrante pela casualidade com que tratou além das situações já citadas, a aparição de Walt e a queda do segundo avião (a queda do 815 foi retratada como sendo bem mais caótica, os camisas vermelhas bem mais assustados e perdidos), sem falar em algumas coisas que eu estou tendo dificuldades em aceitar (estou achando que muito pouco tempo se passou entre a derrocada de Jack e sua descoberta da morte de John, afinal, ele tinha usado a primeira passagem da cortesia da Oceanic no dia em quê Ben matou Locke).

Quando na semana passada eu não consegui resistir e assisti ao promo de Cabin Fever, eu senti muita raiva de min mesma. Afinal, o trailer continha uma bombástica cena em que um personagem aparecia afirmando estar morto há doze anos. Mal sabia eu que a aparição de Horace Goodspeed (além de não ser tão bombástica quanto eu pensei, por ser um sonho) não foi nem de longe o elemento mais surpreendente dos quarenta minutos do episódio. E escolher esse momento talvez seja impossível.
Diante de mais de um final de episódio dessa temporada a primeira coisa a passar pela minha cabeça foi WTF? Mas ao final de Cabin Fever a primeira coisa que se passou pela minha cabeça foi “Genial!”. Incrível como Locke pode simplesmente dizer “Ele (Jacob) quer que movamos a Ilha” e eu posso não ficar confusa. A Ilha não está mais no mesmo lugar! É por isso que nem Widmore, nem Jack conseguem encontrá-la, e que apenas seis pessoas saem dela(tá, isso é especulação). Será que a Ilha já foi movida no passado? Eu me perguntei isso devido ao misterioso comentário de Charles Widmore em The Shape of Things to Come em que ele afirma que a Ilha já foi dele.
Eu havia imaginado que ele era um investidor da Dharma que desconhecia a localização da Ilha e depois da expurgação, ele perdeu todo o controle para Bem. Mas agora podemos até mesmo especular que ele sabia exatamente onde a Ilha ficava, e por isso mesmo tem tanto conhecimento sobre ela, incluindo um mapa, e ela foi movida. Eu também me perguntei se Matthew Abbadon teria ido trabalhar para Widmore porquê esteve na Ilha, ou esteve na Ilha porquê trabalhava para Widmore? Se for a primeira, confirma o interesse do bilionário, mas se for a segunda, o buraco é mais embaixo do que pensamos. Abbadon poderia ser da Dharma? Ou um hostil? Ou apenas um Outcast, a parar na Ilha por acidente, como Danielle ou Henry Gale (o verdadeiro)?
Aliás, depois desse episódio, dá para dizer que alguém foi parar na Ilha por acidente? O assustador flashback de John Locke ressuscita a questão do recrutamento. Eu definitivamente não sou fã da teoria de conspiração de que aquelas pessoas foram todas postas ali para cair na Ilha. Mas, da maneira como vem sendo construída, até que não está tão ruim. Até porquê, eu gosto da idéia de destino, quando bem tratada. E ela foi tratada brilhantemente em Alias, e está sendo brilhantemente tratada aqui.
Se na primeira temporada eu ficava boquiaberta por John e sua conexão com a Ilha, quatro temporadas depois ainda não foi menos embasbacante ver que sua jornada tem uma relação tão intrínseca com a Ilha desde tão cedo. De repente, a fascinação de John pelo Smokey, sua fé precoce na Ilha, tudo tem outro sentido, outra cor. Locke é tão especial que Richard Alpert esteve a vigiá-lo desde seu nascimento? Aliás, falando de Alpert, a cena em que ele visita o John criança é no mínimo curiosa. Sou só eu que ainda está tentando decifrar o quê significam cada coisa sobre a mesa e o porquê da escolha da faca tê-lo deixado tão frustrado? E qual objeto ele queria que fosse escolhido? Afinal, a brincadeirinha tinha resposta certa e errada. E mesmo John tendo dado a resposta errada, anos depois Alpert tentou levá-lo para a Ilha novamente, desta vez através de um suposto Acampamento de Ciências. O que o fez mudar de idéia, Jacob?
Benjamin também me deixou com a pulga atrás da orelha nesse episódio. Primeiro, quando ele diz nem sempre foi o líder. É claro que isso é um pouco óbvio, já que Ben teve seu primeiro encontro com Richard quando era criança, mas quem poderia ser esse líder? O próprio Richard, alguém que conhecemos (Christian Sheppard? Charles Widmore?) ou alguém que nem conhecemos ainda? Também intrigante foi ver Linus se resignando ao fato de quê John é o novo escolhido. Jamais achei que Ben pudesse largar o osso tão facilmente e ainda tenho minhas dúvidas. Para min, Benjamin sempre tem segundas intenções, até que se prove o contrário.
Tão intrigante quanto foi o sorrisinho de Claire, que está simplesmente na cabana de Jacob, tranqüila, passando o tempo como se aquele não fosse o lugar mais sinistro na Terra. E Christian, que aparentemente é o Relações Públicas de Jacob. O Deus da Ilha estava ocupado demais fazendo exatamente o quê?
Agora, mudando para o outro ponto da Ilha? Fui só eu que pensei que Lapidus tinha jogado o telefone para avisar que o time de assassinos estava chegando, e para que com a localização os sobreviventes pudessem fugir? Eu juro que gritei “Não!!” quando Jack decidiu que talvez Frank queria que os seguissem. “Sim, venham até o exército de mercenários sem controle para…”, para quê ele faria isso? Será que Lapidus está achando que Sawyer, Miles e Claire já chegaram á praia e contaram tudo aos outros? Considerando que ele os encontrou, voou até o cargueiro, ficou um tempinho lá e voltou, talvez sim. A viagem de Sawyer e Miles á praia está mesmo demorada, talvez eles estejam procurando por Claire. Torço para que Sayid chegue logo e salve essas almas perdidas (leia-se Jack e Kate) de irem correndo direto para a boca do leão.


Categorias

Comentários

luiz augusto em The Day of the Triffids
karina em Much I Do About Nothing…
andreia em Eles estão voltando…

Blog Stats

  • 197.404 hits

Todas as atualizações do seu blog favorito

Me Adicione no Technorati

Add to Technorati Favorites