Séries Addict

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Nunca a semana entre dois episódios de Lost passou tão rápido. Mas era Carnaval e eu estava viajando. Fiquei bem longe da internet e sequer vi televisão. Por isso o blog ficou sem atualizações. Eu peço desculpas, mas alem de estar precisando me divertir com algo que não envolvesse séries, eu precisava de um descanso do computador. Durante essa semana e a próxima eu estarei fazendo o máximo de esforço para colocar tudo em dia por aqui. Isso significa várias reviews duplas e bastante textos no Nas Telas Americanas. E para marcar o fim do meu breve hiato, nada melhor do quê episódio fresquinho de Lost.
The Life and Death of Jeremy Bentham era um episódio muito esperado por mim. Mesmo sem spoilers, era fácil saber que ele se trataria da tão misteriosa passagem de John pela vida dos Oceanic 6 e seu apelo para quê os amigos retornassem à Ilha. Pois essa parte, que era a principal, me decepcionou. Eu não esperava nenhuma grande revelação em relação ao quê John disse ou fez, mas eu esperava algo de maior impacto dramático. Tirando Hurley, ninguém pareceu realmente assombrado em ver John. Suas visitas foram lacônicas e sua presença inesperada parecia mais a visita indesejada de um parente chato do quê a aparição soturna de um homem visto pela última vez em uma Ilha que desapareceu na frente deles, cuja localização é desconhecida, a maneira de sair também e que representaria, para todos os efeitos, um perigo à mentira que todos eles contaram supostamente para a própria segurança e a dos quê ficaram para trás.
Sim, houve incredulidade e raiva por parte de Kate, Sayid e Jack. Mas eu esperava surpresa, apreensão e pelo menos um pouco de curiosidade. Afinal, talvez três anos seja tempo o suficiente para esquecer completamente uma pessoa, mas pelo menos Kate e Jack deixaram alguém por quem tinham sentimentos de afeto/amizade/paixão (o último, no caso de Jack, provavelmente não) na Ilha que é, até a última vez que chequei, um lugar perigoso. E se os dois sequer se deram ao trabalho de perguntar se Juliet e Sawyer estavam vivos, Locke também não os mencionou. Eu sei que ele não é o homem manipulador e sem caráter que Ben é, mas eu concordo com Abbadon que seu apelo aos antigos vizinhos e colegas sobreviventes estava precisando de ajustes. Nem a revelação a Jack sobre seu pai teve o efeito certo, na minha opinião.
Falando de Matthew Abbadon, eu gostei de sua aparição e achei uma pena seu falecimento. Eu gosto mais de Lance Reddick em Lost do quê em Fringe, mas apesar disso, essa sua última (??) aparição não foi tão arrepiante quanto as anteriores, e rendeu menos do quê poderia. Foi a presença do seu chefe, Charles Widmore, que teve relevância e que trouxe várias perguntas e respostas no melhor estilo Lost. Isto é, se você decidir confiar no pai da Penny.
Assim como The Shape of The Things to Come, esse episódio, apesar de centrado em Locke, mostrou novamente que os generais dessa Guerra são Widmore e Linus. E talvez eu esteja muito equivocada, mas a essa altura acho que a questão nem é mais a Ilha, mas a auto-estima, ganância e ego dos dois homens. Eles brigam porquê como duas crianças mimadas, não conseguem evitar. E se a Ilha é uma entidade com vontade própria, eles estão dispostos a manipular todos e qualquer um. E é nessa hora que eu escolho o meu lado: o de Locke, que eu espero que ao contrário do quê fez nesse sétimo episódio, aprenda a caminhar com as próprias pernas e parar de confiar tão cegamente em qualquer um que lhe estende a mão.
Afinal, foi assim que ele conseguiu ser assassinado por Benjamin em uma cena no mínimo estranha. Se pareceu que Ben agiu por ciúmes, também pareceu que foi uma reação ao nome de Eloise Hawking que liberou seu instinto assassino. O quê me deixou bastante intrigada. Será que Ben e Miss Hawking não eram mesmo aliados, mas apenas se uniram para levar as pessoas que sairam da Ilha de volta? Não se pode esquecer que Widmore sabia exatamente onde encontrá-la, o quê me deixa na dúvida sobre a quem a mãe de Faraday é leal.
Na Ilha, ainda não voltamos aqueles que ficaram para trás, mas ficou confirmado que Kate, Hurley e Jack caíram em um tempo totalmente diferente do resto do avião. Os misteriosos Ceasar e Ilana acharam uma estação que parece ser a Hydra (o símbolo na pasta que Ceasar lê é da estação subaquática) e a cena inicial com Locke olhando diretamente para a Ilha me fazem crer que eles tenham caído na Ilha secundária, a prisão do começo da terceira temporada.  Eu só espero que essa dispersão dos personagens no tempo e no espaço, além de novas adições ao elenco regular, sirvam para tornar a série mais interessante, ao invés de ser apenas mais um artifício para enrolar. Até porquê, eu acho que a essa altura qualquer enrolação é desnecessária.
Por fim, tenho que elogiar as atuações de Terry O’Quinn e Michael Emerson, que como sempre foram sensacionais e, especialmente O’Quinn, enriqueceram esse episódio de maneira necessária, já que sem a presença dos dois eu provavelmente não teria sentido nada pelo episódio. Foi um bom episódio de Lost, mas pelo potencial que tinha foi frustrante pela casualidade com que tratou além das situações já citadas, a aparição de Walt e a queda do segundo avião (a queda do 815 foi retratada como sendo bem mais caótica, os camisas vermelhas bem mais assustados e perdidos), sem falar em algumas coisas que eu estou tendo dificuldades em aceitar (estou achando que muito pouco tempo se passou entre a derrocada de Jack e sua descoberta da morte de John, afinal, ele tinha usado a primeira passagem da cortesia da Oceanic no dia em quê Ben matou Locke).

Se eu não estivesse evitando spoilers de todas as maneiras possíveis, e soubesse que esse sexto episódio seria completamente focado nos Oceanic 6, sem a aparição de ninguém da Ilha e com destaque para Jack, eu teria abaixado minhas expectativas e esperado pelo episódio mais fraco e enfadonho da temporada. E eu estaria redondamente equivocada.
316 conseguiu superar This Place is Death, e ser o episódio mais excitante da temporada. É claro que isso é fácil quando sua missão é nada menos que mostrar como os Oceanic 6, ou Oceanic 5 já que Aaron não estava presente, voltaram a Ilha. E junto a eles, estavam Ben, Locke e para minha surpresa e deleite, Frank Lapidus.
Começando com uma seqüência quase idêntica a que abre o piloto, com Jack acordando no meio da selva, e posteriormente encontrando-se com Kate e Hurley, o episódio volta ao ponto em que This Place is Death nos deixou na semana passada e explica como eles voltaram para Ilha. O quê ele não explica, e que eu acho se já não era a grande dúvida de todo mundo, agora será, é porquê. Por quê Kate, Sayid e Hurley mudaram de idéia sobre voltar em apenas 36 horas? Por quê Sun aceitou embarcar, mesmo que para rever o marido, deixando para trás a filha pequena, talvez para sempre?
As circunstâncias são suspeitas e eu não acredito que tenha sido acidente que nós tenhamos passado 45 minutos acompanhando a preparação de Jack, o único que não tem conflitos com esse retorno mais que suspeito, para a jornada até a Ilha. Pelo contrário, é preciso pouco convencimento por parte de Miss Hawking para que ele aceite a situação absurda pela qual terá que passar. Eu aposto que as 36 horas dos demais Losties antes de se submeter àquele vôo ainda seja mostrada. Eu, particularmente, desejo ver como Sayid acabou embarcando preso.
Provavelmente é tudo uma representação, mas então surgem mais perguntas. Quem é a US Marshall que o acompanhava? Como ele soube que certos elementos presentes no primeiro vôo teriam que estar presentes nessa viagem e que ele teria que imitar a situação de Kate durante a queda do vôo 815? Aliás, já que entrei nesse assunto, será essa a única razão para Locke ter se matado? Eu sei que é provável que ele tenha tirado a própria vida simplesmente porquê Richard disse a ele que tinha que faze-lo e porquê Christian confirmou a necessidade desse seu sacrifício. Mas seria o fato de quê é imprescindível ter um falecido à bordo usando algo de Christian Shepard o único motivo oculto para justificar a morte de John? Sendo assim, porquê um morto e um preso são essenciais, sem mencionar o violão que Hurley carregava, provavelmente em referência a Charlie, mas outros elementos presentes na ‘queda original’ não são? Não seria indispensável ter a bordo uma mulher grávida, um cachorro (Vincent estava no avião, não estava?), um paraplégico?
É de se imaginar que pelo menos a presença de Aaron fosse indispensável. E se eu não estou extremamente curiosa por Kate ter aparecido misteriosamente sem o garoto, é porquê eu acho que considerando a falta de amigos próximos da sardenta, as possibilidades sobre o destino de Aaron são bem poucas. Eu acho que ela encontrou a mãe de Claire, Carole Littleton, naquele mesmo hotel que ela e Jack visitam em The Little Prince, contou-lhe a verdade e devolveu-lhe o neto. Mas também me ocorreu que na temporada passada vimos ela cumprir uma promessa que fez a Sawyer, e quase todo mundo especulou que seria relacionado a filha de James, Clementine e à mãe da garota que coincidentemente é uma velha conhecida de Kate, Cassidy. Apesar de as chances serem bem remotas, ela também poderia ter deixado o filho com a amiga. Eu apostarei todas as minhas fichas em Carole, até porquê ela não teria aparecido nessa temporada sem motivo nenhum.

Outra resposta que me parece previsível, mas ainda assim consegue me causar ainda mais ansiedade e curiosidade que a situação atual de Sayid, é o paradeiro de Ben. Desmond fica apenas alguns minutos na igreja e vai embora sem problemas depois de irritar-se com Ms. Hawking. E a mensagem que ele tinha que dar a ela, a mensagem de Faraday, obviamente não tinha importância alguma. O quê para mim deixa mais que claro que tudo aquilo que vimos em Jughead foi, de fato, uma desculpa para colocar a família Hume no mesmo lugar que Ben. E quando Linus sai logo depois dizendo a Jack que tem que cumprir um promessa que fez a um velho amigo, eu tive certeza. O fato de
Benjamin parece ter sido bastante machucado. Seu braço estava imobilizado quando ele embarca o vôo da Ajira e ele estava coberto de sangue quando liga para Jack da marina (mais pista indiscutível). Eu só espero que o sangue seja dele. Imaginar que ele tenha feito alguma maldade com Penny e o pequeno Charlie é demais para mim. Eu adoro Linus, e na falta de Sawyer e Miles ele foi o muito necessário alívio cômico durante a intensa seqüência dentro do avião, quando Jack lhe pergunta como ele consegue ler e ele responde que sua mãe lhe ensinou (O quê pode ser uma mentira, porquê ela morreu no parto. Ou não, porquê nós sabemos que ele a via na Ilha quando era criança). Mas me enche de raiva a idéia que por causa de uma briga entre ele e Widmore, ele possa ter machucado uma mulher e uma criança tão inocentes quanto sua própria filha. É a única coisa que eu não suporto nele, sua capacidade de destruir a vida das pessoas só porquê ele quer (eu ignoro o resto das coisas ruins porquê Michael Emerson atua tão bem, que ele torna os muitos defeitos de caráter de seu personagem em algo divertido).
E para não dizer que esse episódio só trouxe perguntas, nós somos apresentados a mais um estação Dharma. The Lamp Post, como é chamado o local, foi um estação criada com o único objetivo de achar a Ilha. Eu imagino que tenha sido, portanto, a primeira de todas as estações Dharma. Localizada em um ponto de alta concentração de energia, a estação teria como objetivo localizar lugares de concentração semelhantes, como a Ilha. O quê é curioso, é de onde eles tiraram tanta informação. Eloise diz que eles sabiam quê a Ilha existia, só não sabiam onde ela estava. E Jack vê na parece uma foto da Ilha com uma legenda de identificação que reporta ao exército americano.
Nós já sabemos que o exército esteve lá, mas o envolvimento deles com a Dharma é misterioso. Sabe-se que Alvar Hanso teve algum envolvimento na Segunda Guerra e desenvolvia armas, o quê pode ter alguma conexão, mas os detalhes ainda são confusos. Afinal, não basta alguém ter apenas estado lá e tirado uma foto, era preciso que essa pessoa soubesse sobre as propriedades especiais da Ilha. Também foi revelado por Miss Hawking que a Ilha de fato sempre se moveu, e que realmente as equações e o pêndulo servem para prever onde ela vai aparecer, no tempo.
E como se tudo isso não tivesse bastado para fazer fumaça sair da minha cabeça, Jin faz uma aparição relâmpago nos últimos segundos, usando um uniforme da Dharma e dirigindo o Dharma-móvel. Obviamente, Daniel Faraday não foi o único a se infiltrar na Iniciativa. A influência que o quinteto (eu estou assumindo que Sawyer, Juliet e Miles estão com Jin e Daniel) teve no panorama geral dos acontecimentos e as conseqüências da chegada de Jack, Hurley e Kate (eu estou assumindo que o resto do avião caiu no futuro, por causa das garrafas de água Ajira encontradas em The Little Prince) me deixam infinitamente curiosa. Essa temporada está se provando maravilhosa, não?

1. Nip/Tuck5×18 – Ricky Wells (MVP: Roma Maffia, Adhir Kalyan)
2. Being Human
1×02 – Episódio 2 (MVP: Russell Tovey, Dean Lennox Kelly)
3. CSI Miami
– 7×14 – Smoke Gets In Your Csis (MVP: Emily Procter)
4. Trust Me
– 1×02 – All Hell the Victors (MVP: Tom Cananagh, Monica Potter)
5. Fringe
– 1×13 – The Transformation (MVP: John Noble, Mark Valley, Anna Torv)
6. Damages
– 2×05 – I Agree, It Wasn’t Funny (MVP: Glenn Close)
7. Lost
– 5×04 – The Little Prince (MVP: Michael Emerson, Elizabeth Mitchell, Josh Holloway)
8. The United States of Tara
– 1×03 – Work (MVP: Toni Collette)
9. Grey’s Anatomy
– 5×14 – Beat Your Heart Out (MVP: Chandra Wilson, Sara Ramirez)
10. 30 Rock
– 3×10 – Generalissimo (MVP: Tina Fey, Alec Baldwin)

Só lembrando que por 2008 inclui-se o ano todo, e não só a Fall Season. Além disso, ao começar a fazer essa lista eu tentei pensar em todos os nomes mais mencionados, os queridinhos da crítica e dos formadores de opinião (bloggers), os concorrentes aos principais prêmios. O problema é que quase nenhum entra nessa lista simplesmente porquê eu não estou assistindo a quase nenhum. Assim que eu me deixei levar, a lista saiu facilmente. E eu honestamente não vou colocar na minha cabeça que eu só vejo porcaria, porquê eu acho que não é bem por aí. Cada série nessa lista, cada ator, tem uma razão para estar ali. Mas não vou mentir que essa lista é extremamente subjetiva. Apesar do nome do post, essa é uma lista das coisas que eu mais adorei esse ano, que mais me comoveram, surpreenderam ou excitaram. Que sob o meu olhar, foram destaque de alguma maneira. E se é uma lista no mínimo diferente, eu espero que sirva para interessar as pessoas em coisas que estão aí, no ar, e que elas desconhecem o quão boas são. Eu também tenho a mania de incluir alguns atores em séries que eu não vi inteiras, mas não consigo incluir séries cujos episódios eu tenha perdido. Isso explica por exemplo a presença de Duchovny, mas a ausência de Californication.

Melhor Série Dramática: LOST
Runner-up: Criminal Minds

Menções Honrosas: Lipstick Jungle, House, Terminator: Sarah Connor Chronicles, CSI:NY

Foi difícil escolher. As duas séries no topo me deixaram na ponta da poltrona, me mordendo, falando com o PC, rindo e chorando. LOST foi uma série que me conquistou desde o início, e com a qual eu me revoltei em ocasiões, quase abandonei durante a segunda temporada (que eu odiei, period), mas que me emocionou muitas e muitas vezes e sempre consegue puxar o tapete de debaixo dos meus pés. Eu achei essa quarta temporada brilhante. Reclamei de várias coisas, mas qualquer que seja a série, eu sempre tenho reclamações a fazer, algumas completamente irracionais até. Já CM foi crescendo sutilmente no meu gosto. Antes um policial que eu considerava inteligente e tecnicamente bem feito, mas que ficava abaixo em preferência das franquias CSI, Criminal Minds conseguiu me conquistar completamente e se tornar meu show investigativo favorito, e surpreendentemente foi o quê vi de melhor na Fall Season. Lipstick aparece logo depois, me surpreendendo completamente com uma segunda temporada cativante depois da medíocre primeira. House até está tendo uma temporada que não é a sua melhor, mas eu ainda estou gostando. E esse posicionamento aqui também é, em grande parte, responsabilidade do final da quarta temporada, que foi inquestionavelmente fantástico. Sarah Connor foi uma grande descoberta. Gostei, apesar de implicar com um milhão de coisas. A primeira temporada (que eu vi na Warner, na época em que eles ainda eram canal de séries) me agradou bem mais, mas a segunda pode surpreender agora mais para o final, com as pontas se amarrando. E CSI:NY é aquela série que é tecnicamente tão impecável, que eu não consigo deixá-la de fora de uma lista dessas, apesar de eu considerá-la um pouco fria, e ter problemas pra gostar dos personagens. É simplesmente A série na qual eu não vejo defeito nenhum (além do supra citado).

Melhor Série Comédia: Big Bang Theory
Runner-up: 30 Rock

Menções Honrrosas: The New Adventures of Old Christine, Weeds, Two and a Half Men

Eu não sei como isso aconteceu, mas 30 Rock foi completamente desbancada. A série cômica que atualmente mais me surpreende, agrada e, o principal, faz rir, é Big Bang. Ainda assim, tem espaço aqui para menções a sempre primorosa 30 Rock (a CSI: NY cômica), Old Christine (que eu amo demais), Weeds (que eu amo demais também) e Two and a Half Men (que se repete o tempo todo, e me deixa com a impressão de que eu estou vendo coisas repetidas todo episódio, mas me faz rir mesmo assim).

Melhor Atriz Dramática: Paget Brewster
Runner-up: Kim Raver

Menções Honrosas: Leighton Meester, Lena Headey, Melina Kanakaredes

Essa é uma categoria extremamente perniciosa para mim. Eu nunca escolho os mesmos nomes que a maioria das pessoas e quando eu começo a colocar os nomes no papel, eu sempre fico com dó de escolher só uma. Ser uma leading lady não é fácil. Nem todos os papéis da Tv são bons ou profundos o suficiente, e sempre parece que os homens ficam com os mais legais. A Leighton Meester, por exemplo, quase entrou como runner-up e até mesmo pensei em colocá-la no posto máximo. ADORO Blair. Ela é uma personagem feminina, jovem e é politicamente incorreta o suficiente para eu considerá-la uma das melhores coisas na Tv atualmente. E sua intérprete, Meester, é simplesmente perfeita. Mas apesar de continuar sendo a alma de Gossip Girl, acho que Blair perdeu um pouco de seu ardor e acho que Raver e Brewster acabaram batendo Meester pelas primeiras posições por terem sido mais memoráveis na minha cabecinha. Raver, de quem eu sempre gostei, é a alma de sua série. Sim, sua personagem Nico perde de longe para Blair. Ela é mais quadradinha, mais dramática, tem menos edge (não consigo achar uma palavra melhor). Mas ela é mais profunda, mais sutil e atuação de Kim me tocou mais fundo. Já Brewster pode ser uma escolha que ninguém vai entender e muitos virão aqui dizer que ela é coadjuvante, mas eu acho que ela está assumindo o posto de protagonista feminina de CM e com louvor. Repentinamente a personagem evoluiu enormemente frente aos meus olhos e eu ainda estou boba. E é tudo trabalho de Brewster, porquê apesar de sua Emily Prentiss estar ganhando destaque, a verdade é que os personagens principais tem poucas chances em dramas procedurais como Criminal Minds para expor algum traço marcante de personalidade e conquistar o espectador. E ela conseguiu me conquistar.

Melhor Atriz de Comédia: Tina Fey
Runner-up: Mary Louise Parker

Menções Honrosas: Julia Louis-Dreyfous, Eva Longoria

Parker perdeu seu lugar de honra para Fey, porquê a intérprete de Liz Lemon tem feito muito, muito bonito como a escritora nerd do The Girlie Show. Ainda assim, Parker arrasou o suficiente para estar bem pertinho dela no topo. E o mais importante é que ela conseguiu passar grande parte da temporada sendo apenas boa e em uma cena, conseguiu deixar todos os fãs aplaudindo sua atuação de pé. Dreyfous sempre me faz rir, ela é o Charlie Sheen mulher para mim. E Longoria teve uma temporada sensacional e está finalmente mostrando que é, de fato, uma atriz bem talentosa.

Melhor Ator Dramático: Hugh Laurie
Runner-up: Gary Sinise

Menções Honrosas: Charlie Hunnam, Donald Sutherland

Categoria sempre difícil para mim também, mas pelo motivo oposto de Melhor Atriz. Hugh Laurie sempre ganha, e depois eu fico que nem uma idiota tentando encontrar pelo menos mais dois nomes pra mencionar. A verdade é que vi muito pouco de Sons of Anarchy e Dirty Sexy Money. Os dois atores estavam ótimos, mas nem posso dizer que tenho um grande conhecimento de causa. E Sinise que eu também adoro e que é meu leading man em séries policiais preferido (no momento) ganhou um espacinho, porquê tem feito seu trabalho direitinho, independentemente de eu ser capaz de empatizar com ele ou não.

Melhor Ator de Comédia: Jim Parsons
Runner-up: Alec Baldwin

Menções Honrosas: Charlie Sheen, David Duchovny

Parsons é a melhor coisa a acontecer na comédia esse ano. O resto também me fez rir, mas não tanto.

Melhor Atriz Coadjuvante: Summer Glau
Runner-up: Dana Delany

Menções Honrosas: Elizabeth Mitchell, Sandra Oh, Kelly Rutherford, Lisa Edelstein, Jill Clayburgh, Katey Sagal

Glau é outra vitória incontestável. Headey pode até ter entrado na minha menção honrosa lá em cima, e eu a adoro desde Intrigas, mas nem eu consigo negar que a atriz que interpreta a robô Cameron é a alma de Terminator. E é a melhor personagem feminina do Fall Season. Delany marca presença porquê eu amei tudo o quê ela fez em DH na temporada passada e praticamente só me lembro da trama dela, o quê significa que todo o resto foi esquecível. Uma atriz que salva um temporada inteira de uma série assim merece lugar de destaque. As demais são todas ótimas, mas no caso de Mitchell, Oh, Rutherford e Edelstein, o roteiro nem sempre as ajuda. E no caso de Oh e Rutherford, elas próprias nem sempre se ajudam (tem atriz que faz mais com muito menos material). Mas ainda as adoro profundamente e mais frequentemente que não, elas conseguem ser o melhor ator em cena (tá, para Rutherford não é muito difícil, considerando os atores com ela contracena normalmente, tipo Blake Lively, Connor Paolo e Penn Bagdley).

Melhor Ator Coadjuvante: Michael Emerson
Runner-up: John Noble

Menções Honrosas: Justin Kirk, Matthew Gray Gubler, Glenn Fitzgerald, Jack McBrayer, Simon Helberg, Kunal Nayyar.

Não me perguntem de onde saíram tantos nomes. É incrível como apesar de existirem papéis masculinos principais incríveis, eu consigo citar muito mais nomes de atores coadjuvantes que me impressionaram. Cheguei a escrever Noble como o melhor do ano e depois me dei conta que tinha esquecido completamente de Emerson. Um lapso imperdoável, eu sei. O quê seria de LOST sem Benjamin Linus? Eu odeio Ben com todas as forças e ainda assim, o adoro e acho que ele é a única pessoa que tem a mínima idéia do quê diabos está se passando, o tempo todo. Emerson o construiu de maneira fantástica. Sua ambiguidade constante, seus maneirismos meio de nerd, mas que são assustadores ao mesmo tempo, tudo contribui para tornar Linus o melhor personagem na Tv atualmente.

Prêmio Especial para Melhor Série Velha que eu só fui ver esse ano: The Pretender
Runner-up: Huff

Menção Honrosa: Veronica Mars

Porquê eu sempre sou fisgada completamente por séries antigas? Ano passado não fiz essa categoria, mas considerando que as três séries acima estão entre o quê eu vi de melhor esse ano, superando, inclusive, grande parte do material inédito, elas tinham que aparecer de alguma maneira aqui. Ainda faço um texto especial sobre elas, juro.

Minha lista de pedidos de Natal que só Papai Noel pode resolver.

10. Que os canais de série no Brasil voltem a demonstrar um mínimo de competência.

Eu posso até não depender deles, mas muita gente ainda depende. E PAGA por isso. E para mim, isso é motivo o suficiente para os sinais de amadorismo e negligência sumirem em um milagre de Natal. A FOX me fez parar de ver meia dúzia de séries que eu acompanhava só pelo canal quando mudou a programação toda para o dublado (quando chegaram as legendas, eu já tinha abandonado tudo e não voltei). A Sony apresentou um monte de problemas técnicos. A Warner resolveu virar canal de filmes. Por favor, Papai Noel, dê um pouco de simancol para os executivos dos canais de Tv a cabo.

9. O não cancelamento de Sarah Connor Chronicles e Fringe pela FOX americana.

A audiência está baixa. As críticas se dividem. O próprio público se divide. Alguns gostam de um certo episódio, outros não. Fringe parece melhorar a cada episódio e Sarah Connor vem mantendo uma qualidade boa, mas tentando algo diversificado a cada episódio que vai ao ar. Só que os números não estão bons, e duas das séries que eu mais curto nesse momento podem não sobreviver. Por favor, Papai Noel, não deixe a FOX cancelar Sarah Connor e Fringe.

8. Um décimo da inteligência de Sheldon

Acho que nem precisa explicar o pedido, né? E nem é muita coisa, né? Só um décimo. Nada demais. Por favor, Papai Noel.

7. Uma vida igual de Nico Reilly, daqui há alguns anos

Tá, a vida da protagonista de Lipstick Jungle é complicada, especialmente no tocante relacionamentos amorosos. Mas ela tem o emprego dos sonhos, um apartamento sensacional e o guarda-roupa que qualquer mulher deseja. Namorou o perfeitíssimo Kirby. É brilhante e todos sabem disso. Transborda classe, dignidade e franqueza. Tem as melhores tiradas e as melhores amigas que se pode querer. É linda, apesar da idade. Por isso, por favor Papai Noel, dê uma mãozinha para que com trabalho duro (vamos combinar que é necessário), eu consiga ser igual a Nico Reilly quando crescer.

6. Todo o figurino de Blair Waldorf

Outro que é auto-explicativo. Se eu tivesse milhões de dólares, compraria eu mesma. Mas como não tenho, tenho que esperar a boa vontade do Papai Noel em deixar todos os Chanel, Gucci, Chloé e Dior fabulosos de Blair na minha janelinha.

5. A morte de Horatio Caine

É improvável, porquê ele é protagonista da série. Mas audiência a parte, acho que muita gente me apoiaria (não é porquê vemos a série, que gostamos de Caruso). Tá, acreditar que CSI Miami vá um dia se tornar uma série no nível de CSI, CSI NY ou Criminal Minds é praticamente a mesma coisa que acreditar em Papai Noel. E eu tenho que me fazer desistir da série (repito isso que nem um mantra na minha cabeça, mas ainda não consegui. Os ex-fumantes, álcoolatras, chocólatras e etc de plantão têm alguma dica?) Só queria que Caruso saísse da série. Com a onda de troca de elenco que andamos tendo, não é tão absurdo assim.

4. Um Emmy para Elizabeth Mitchell

Tá, o texto dela nessa quarta temporada não foi lá essas coisas; o quinteto romântico (ou pentágono) foi constrangedor; e vê-la tornar-se uma espécie de sombra do Jack quando nós sabíamos que ele estava com Kate no futuro mais ainda. Porém, Elizabeth é uma atriz sensacional, que trabalhou bem mesmo com o pouco que lhe deram e o Emmy está em dívida com ela por a terem ignorado pela terceira temporada. Além disso, o Emmy é só em Setembro e na quinta temporada as coisas tem tudo para melhorar para o lado dela. Vou sentar e esperar como uma boa menina Papai Noel, mas o senhor vai precisar dar uma ajudinha a longo prazo aqui.

3. Um Emmy para Michael Emerson

Também não acho que precise comentar. Todo mundo sabe que ele é o melhor ator de LOST atualmente, dono do melhor personagem e é como se fosse o protagonista hoje em dia (Jack quem?). Benjamin Linus e Emerson são a alma de LOST. E já deveriam ter levado a droga do Emmy há muito tempo!

2. Uma Terceira Temporada para Lipstick Jungle

Toda vez que digo para alguém que não está assistindo que essa é uma das melhores coisas da temporada, a pessoa torce o nariz. A verdade é que depois de uma primeira temporada medíocre, Lipstick Jungle renasceu das cinzas. É outra série. E eu estou apaixonada. Mas a audiência está baixa demais e ela foi cancelada. Ou não. A verdade é que ninguém sabe ao certo e a série parece estar em uma espécie de limbo enquanto os executivos esperam que ela milagrosamente ganhe mais um milhão de telespectadores. Em uma noite de sexta-feira. Só se o bom velinho mexer uns pauzinhos, né?

1. O Terceiro Filme de The Pretender

Tá, a série é jurássica (qualquer coisa que tenha ido ao ar quando eu tinha apenas cinco anos de idade pertence aos livros de história). Mas eu fui vê-la apenas no hiatus do meio desse ano (porquê aos cinco anos de idade, eu via Tv Colosso, não série americana) e me apaixonei. Mas a série não tem fim. É cancelada, vai para uma trilogia de filmes para Tv e não tem terceiro filme! Os produtores fizeram Tin Man (que eu não vi, é boa?), mas fora isso, não engataram mais nada. Então o quê eles estão esperando? Andrea Parker e Michael T. Weiss ficarem com 60 anos? Eu preciso de respostas, e nem mesmo me importo em como elas virão, desde que venham. Façam um desenho animado tosco e coloquem no YouTube. Só acabem com essa agonia minha de não saber se Miss Parker e Jarod finalmente vão fugir juntos para bem longe do Centro.

Quais são os pedidos de vocês?


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luiz augusto em The Day of the Triffids
karina em Much I Do About Nothing…
andreia em Eles estão voltando…

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